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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os pobres são os primeiros a sentir efeitos da #corrupção, afirma #Papa


Cidade do Vaticano - “Encorajo-os no compromisso de vocês em favor do bem comum em nosso continente americano, e a colaboração entre todos possa favorecer a construção de um mundo sempre mais humano e mais justo.”

Foi a exortação do Papa Francisco aos cerca de 200 membros da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana, recebidos em audiência esta sexta-feira (30/06) na Sala Clementina, no Vaticano, por ocasião do 50º aniversário da organização.

No discurso que dirigiu aos presentes, o Santo Padre destacou, entre as finalidades da organização, promover o desenvolvimento e a coordenação, bem como identificar as possibilidades de assistência recíproca e de ação comum entre os países membros.

Atendo-se a este fim, o Pontífice articulou seu discurso em três aspectos que considera importantes para o momento atual: identificar as potencialidades, coordenar e promover.

Discorrendo sobre o primeiro aspecto, Francisco destacou que os países da América Latina são ricos de história, cultura e recursos naturais; ademais, têm um povo “bom” e solidário com os outros povos, como “foi comprovado por ocasião das recentes calamidades naturais, como se ajudaram reciprocamente, dando exemplo a toda a comunidade internacional”.

O Santo Padre observou que todos esses valores sociais estão presentes, mas devem ser apreciados e reforçados:

Apesar desses bens do continente, a atual crise econômica e social atingiu a população e produziu o aumento da pobreza, do desemprego, da desigualdade social, bem como a exploração e o abuso da nossa casa comum. Diante dessa situação é preciso uma análise que leve em consideração a realidade das pessoas concretas, a realidade do nosso povo.”

Destacando o segundo aspecto, o Papa frisou que é preciso coordenar os esforços para dar respostas concretas e para fazer frente às instâncias e às necessidades dos filhos e das filhas dos nossos países.
“Coordenar não significa deixar que os outros façam e no final aprovar, ao invés, comporta muito tempo e muito esforço; é um trabalho que não aparece e é pouco apreciado, mas necessário”, observou ainda, atendo-se em seguida ao fenômeno da emigração na América Latina:

“Diante de um mundo globalizado e sempre mais complexo, a América Latina deve unir os esforços para fazer frente ao fenômeno da emigração; e grande parte de suas causas já deveriam ter sido enfrentadas há muito tempo, mas nunca é tarde demais.”

Após recordar que a emigração sempre existiu, frisou que esta nos últimos anos teve um incremento jamais visto antes. “Nosso povo, impelido pela necessidade, vai em busca de ‘novos oásis’, onde possa encontrar maiores estabilidades e um trabalho que assegure maior dignidade à vida”.

Mas nessa busca, acrescentou o Pontífice, muitas pessoas sofrem a violação de seus direitos”; muitas crianças e jovens são vítimas do tráfico de seres humanos e são exploradas, “ou caem nas redes da criminalidade e da violência organizada.

“A emigração é um drama de divisão: dividem-se as famílias, os filhos se separam dos pais, distanciam-se da terra de origem, e os próprios governos e os países se dividem diante dessa realidade. É preciso uma política conjunta de cooperação para enfrentar esse fenômeno. Não se trata de buscar culpados e de esquivar-se de responsabilidades, mas todos somos chamados a trabalhar de maneira coordenada e conjunta.”

Por fim, atendo-se ao terceiro aspecto, Francisco observou que entre as muitas ações que se poderiam realizar, considera emergir por importância “a promoção de uma cultura do diálogo.

Em seguida, o Santo Padre reconheceu que alguns países da América Latina estão passando por momentos difíceis em nível político, social e econômico:

“Os cidadãos que dispõem de menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”, reconheceu Francisco.
O Papa prosseguiu destacando que “a promoção do diálogo político é essencial, tanto entre os vários membros desta Associação, quanto com os países de outros continentes, de modo especial com os da Europa, por laços que os unem”.

O diálogo é indispensável, concluiu Francisco, “mas não o ‘diálogo entre surdos’! Requer uma atitude receptiva que acolha sugestões e partilhe aspirações”.

A Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana é um organismo criado em Roma em 1966, cujos países membros são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Itália, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

#Santo do dia - São #Pedro e São #Paulo


A liturgia comemora São Pedro e São Paulo, os dois grandes Apóstolos da primeira comunidade cristã, como mestres e confessores da fé. Esta solenidade é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.

E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.

O Papa Bento XVI apresenta Pedro e Paulo como “fundamentos da Igreja”: “Os dois Santos padroeiros de Roma, mesmo tendo recebido de Deus carismas e missões diferentes, são ambos fundamentos da Igreja una, santa, católica e apostólica, permanentemente aperta à dinâmica missionária e ecumênica”.

Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo, decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.

A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.

Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os “Pais de Roma”. Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue “fundaram” a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.

São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja”. São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.

São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o “Apóstolo dos Gentios”.
São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Judite, Ema e Anastácio.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo - Estes mártires viram o que pregaram

O martírio dos santos apóstolos Pedro e Paulo consagrou para nós este dia. Não falamos de mártires desconhecidos. Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra (Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.

São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava Cristo ardentemente, mereceu escutar: Por isso eu te digo que tu és Pedro (Mt 16,19). Antes, ele havia dito: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). E Cristo retorquiu: Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja (Mt 16,18). Sobre esta pedra construirei a fé que haverás de proclamar. Sobre a afirmação que fizeste: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo, construirei a minha Igreja. Porque tu és Pedro. Pedro vem de pedra; não é pedra que vem de Pedro. Pedro vem de pedra, como cristão vem de Cristo.

Como sabeis, o Senhor Jesus, antes de sua paixão, escolheu alguns discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos. Dentre estes, somente Pedro mereceu representar em toda parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,19). Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja una. Assim manifesta-se a superioridade de Pedro, que representava a universalidade e a unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Eu te darei. A ele era atribuído pessoalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus, ouvi o que, em outra passagem, o Senhor diz a todos os seus apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E em seguida: A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos (Jo 20,22-23).

No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor entregou a Pedro a responsabilidade de apascentar suas ovelhas. Não que dentre os outros discípulos só ele merecesse pastorear as ovelhas do Senhor; mas quando Cristo fala a um só, quer, deste modo, insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque, entre os apóstolos, Pedro é o primeiro.

Não fiques triste, ó apóstolo! Responde uma vez, responde uma segunda, responde uma terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor venceu a tua presunção. Desliga por três vezes o que por três vezes ligaste. Desliga por amor o que ligaste por temor. E assim, o Senhor confiou suas ovelhas a Pedro, uma, duas e três vezes.

Num só dia celebramos o martírio dos dois apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Papa na Audiência Geral: O cristão jamais deve perder a esperança


Cidade do Vaticano – Cerca de 20 mil pessoas participaram da Audiência Geral com o Papa Francisco na Praça São Pedro nesta quarta-feira, 28 de junho, a última antes da pausa de verão, já que as audiências serão retomadas em agosto. O Papa dedicou a sua catequese à esperança como força dos mártires.

Ao enviar os discípulos em missão, explicou Francisco, Jesus adverte que o anúncio do Reino comporta sempre uma oposição: “Vocês serão odiados por causa do meu nome. Os cristãos amam, mas nem sempre são amados”, disse o Papa. Portanto, os cristãos são homens e mulheres contra a corrente, que vivem seguindo um estilo de vida indicado por Jesus – um estilo que Francisco definiu “estilo de esperança”.

A única força é o Evangelho

Para se parecer com Cristo, é preciso ser desapegado das riquezas e do poder. O cristão percorre o seu caminho com o essencial, mas com o coração repleto de amor. De fato, jamais deve usar a violência. A única força é o Evangelho. A perseguição, portanto, não é uma contradição. Se perseguiram o Mestre, porque seríamos poupados da luta? Porém, em meio à batalha, o cristão jamais deve perder a esperança. Há Alguém que é mais forte do que o mal: mais forte do que as máfias, de quem lucra sobre a pele dos desesperados, de quem espezinha os outros com prepotência.

Os cristãos, portanto, devem sempre estar na outra margem do mundo, aquela escolhida por Deus: não perseguidores, mas perseguidos; não arrogantes, mas mansos; não impostores, mas honestos.

Perfume de discipulado

Esta fidelidade ao estilo de Jesus foi chamada pelos primeiros cristãos com o nome de “martírio”, que significa “testemunho”. O vocabulário oferecia muitas outras possibilidades: heroísmo, abnegação, sacrifício de si. Mas os primeiros cristãos escolheram um nome “com perfume de discipulado”.

“Os mártires não vivem para si, não combatem para afirmar as próprias ideais, e aceitam morrer somente por fidelidade ao evangelho. O martírio não é nem mesmo o ideal supremo da vida cristã, porque acima dele está a caridade, isto é, o amor a Deus e ao próximo. A ideia de que quem comete atentados suicidas seja chamado mártir repugna os cristãos: neste ato, não há nada que possa se aproximar da atitude de filhos de Deus.

“Que Deus nos doe sempre a força de ser suas testemunhas. Que Ele nos doe viver a esperança cristã sobretudo no martírio confidencial de fazer o bem e com amor os nossos deveres de todos os dias”, encerrou o Papa. Ao final da Audiência, ele concedeu a sua bênção apostólica.

NÃO EXISTE UMA BOA SOCIEDADE SEM UM BOM SINDICATO

Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato: antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu os delegados da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (Cisl), que estão reunidos em Congresso.

O discurso do Pontífice partiu do tema em debate: “Pela pessoa, pelo trabalho”. De fato, afirmou, pessoa e trabalho são duas palavras que podem e devem estar juntas. “O trabalho é a forma mais comum de cooperação que a humanidade gerou na sua história, é uma forma de amor civil”.

Cultura do ócio

Certamente, a pessoa não é só trabalho, também é preciso repousar, recuperar a “cultura do ócio”, “é desumano” os pais que não brincam com os filhos, disse Francisco. Crianças e jovens devem ter o trabalho de estudar e os idosos deveriam receber uma aposentadoria justa. “As aposentadorias de ouro são uma ofensa ao trabalho, assim como as de baixa renda, porque fazem com que as desigualdades do tempo de trabalho se tornem perenes.”

Novo pacto social

Francisco definiu como “míope” uma sociedade que obriga os idosos a trabalharem por muitos anos e uma inteira geração de jovens sem trabalho. Para isso, é urgente um novo pacto social para o trabalho e indicou dois desafios que o movimento sindical deve enfrentar hoje: a profecia e a inovação.

Profecia

A profecia é a vocação mais verdadeira do sindicato, é “expressão do perfil profético da sociedade”. Mas nas sociedades capitalistas avançadas, o sindicato corre o risco de perder esta natureza profética e se tornar demasiado semelhante às instituições e aos poderes que, ao invés, deveria criticar. Com o passar do tempo, o sindicato acabou por se parecer com a política, ou melhor, com os partidos políticos. Ao invés, se falta esta típica dimensão, a sua ação perde força e eficácia.

Inovação

O segundo desafio é a inovação. Isto é, proteger não só quem está dentro do mercado de trabalho, mas quem está fora dele, descartado ou excluído. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados. Economia de mercato: não. Dizemos economia social de mercado, como nos ensinou São João Paulo

Mulheres e jovens

Para Francisco, talvez a nossa sociedade não entenda o sindicato porque não o vê lutar suficientemente nos lugares onde não há direitos: nas periferias existenciais, entre os imigrantes, os pobres, ou não entende simplesmente porque, às vezes, a corrupção entrou no coração de alguns sindicalistas. Não se deixem bloquear. Francisco pediu mais empenho em prol dos jovens, cujo desemprego na Itália é de 40%, e das mulheres, que ainda são consideradas de segunda classe no mercado de trabalho.

Renascer das periferias

Habitar as periferias pode se tornar uma estratégia de ação, uma prioridade do sindicato de hoje e de amanhã, indicou o Papa. “Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, “justiça juntos”. Não há justiça se não se está com os excluídos.”

#Santo do dia - Santo #Irineu de #Lyon


Santo Irineu de Lyon O nome “Irineu” vem do grego e significa Pacífico e pacificador. Grande bispo e mártir,  tornou-se o mais importante dos escritores cristãos do século II. Nascido na Ásia Menor, foi discípulo de São Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista.

Padre da Igreja, grego de nascimento, filho de pais cristãos, nasceu na ilha de Esmirna, no ano 130. Muito culto e letrado em várias línguas, Irineu foi ordenado por são Policarpo, que o enviou para a Gália, atual França, onde havia uma grande população de fiéis cristãos procedentes do Oriente. Lá, trabalhou ao lado de Fotino, o primeiro bispo de Lyon, que, em 175, o enviou a Roma para, junto do papa Eleutério, resolver a delicada questão doutrinal dos hereges montanistas. Esses fanáticos, vindos do Oriente, pregavam o desprezo pelas coisas do mundo, anunciando o breve retorno de Cristo para o juízo final.

Contudo tanto o papa quanto Irineu foram tomados pela surpresa da bárbara perseguição decretada pelo imperador Marco Aurélio. Rapidamente, em 177, ela atingiu a cidade de Lyon, ocasionando o grande massacre dos cristãos, todos mortos pelo testemunho da fé.

Um ano depois, Irineu retornou a Lyon, onde foi eleito e aclamado sucessor do bispo mártir Fotino. Nesse cargo ele permaneceu vinte e cinco anos. Ocupou-se da evangelização e combateu, principalmente, a heresia dos gnósticos, além das outras que proliferavam nesses primeiros tempos. Obteve êxito, junto ao papa Vitor I, na questão da comemoração da festa da Páscoa, quando lhe pediu que atuasse com moderação para manter a união entre a Igreja do Ocidente e a do Oriente.

A sua obra escrita mais importante foi o tratado “Contra as heresias”, onde trata da falsa gnose, e depois, de todas as outras heresias da época. O texto grego foi perdido, mas existem as traduções latina, armênia e siríaca.

Importante não só do lado teológico, onde expôs já pronta a teoria sobre a autoridade doutrinal da Igreja, mas ainda do lado histórico, pois documentou e nos apresentou um quadro vivo das batalhas e lutas de então.

Mais tarde, um outro tratado, chamado “Demonstração da pregação apostólica”, foi encontrado inteiro, numa tradução armênia. Além de vários fragmentos de outras obras, cartas, discursos e pequenos tratados.

Irineu morreu como mártir no dia 28 de junho de 202, em Lyon, e sua festa litúrgica ocorre nesta data. As relíquias de santo Irineu estão sepultadas, junto com os mártires da Igreja de Lyon, na catedral desta cidade.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Argemiro e Vicência

terça-feira, 27 de junho de 2017

Santo do dia: Nossa Senhora do #Perpétuo Socorro


A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone milagroso, roubado de uma igreja, na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre madeira, de estilo bizantino, através do qual o artista, sabendo que a verdadeira feição e a santidade de Maria e de Jesus jamais poderão ser retratadas só com mãos humanas, expressa a sua beleza e a sua mensagem em símbolos.

Nesse quadro a Virgem Maria foi representada a meio corpo, segurando o Menino Jesus nos braços. O Menino segura forte a mão da Mãe e observa assustado, dois anjos que lhe mostram os elementos de sua Paixão. São os Arcanjos Gabriel e Miguel que flutuam acima dos ombros de Maria. A belíssima obra é atribuída ao grande artista grego Andréas Ritzos daquele século e pode ter sido uma das cópias do quadro da Virgem pintado por São Lucas, segundo os peritos.

Diz a tradição que no século XV, um rico comerciante se apropriou do ícone para vendê-lo em Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, uma tempestade quase fez o navio naufragar. Uma vez em terra firme, foi para a Cidade Eterna tentar negociar o quadro. Depois de várias tentativas frustradas, acabou adoecendo. Procurou um amigo para ajuda-lo, mas logo faleceu. Antes, porém contou sobre o ícone e lhe pediu para leva-lo à uma igreja, para ser venerado outra vez pelos fiéis. A esposa do amigo não quis se desfazer da imagem. Após ficar viúva, a Virgem Maria apareceu à sua filha e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro numa igreja, entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão. Segundo a menina, o título foi citado pela Virgem sem nenhuma recomendação.

O ícone foi entronizado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499, onde permaneceu nos três séculos seguintes. A notícia se espalhou e a devoção à Virgem do Perpétuo Socorro se propagou entre os fiéis. Em 1739, eram os agostinianos irlandeses exilados do seu país, os responsáveis dessa igreja e do convento anexo, no qual funcionava o centro de formação da sua Província, em Roma. Ali, todos encontravam paz sob a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Três décadas depois os agostinianos irlandeses foram designados para a igreja de Santa Maria em Posterula, também em Roma, e para lá também seguiu o quadro da “Virgem de São Mateus”. Mas alí já se venerava Nossa Senhora da Graça. O ícone foi colocado na capela interna e acabou quase esquecido. Isto só não ocorreu, por causa da devoção de um agostiniano remanescente do antigo convento.

Mais tarde, já idoso ele quis cuidar para a devoção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, não ser esquecida e contou a história do ícone milagroso à um jovem coroinha. Dois anos depois de sua morte, em 1855 os padres redentoristas compraram uma propriedade em Roma, para estabelecer a Casa Generalícia da Congregação fundada por Santo Afonso de Ligório. Mas não sabiam que aquele terreno era da antiga igreja de São Mateus, escolhida pela própria Virgem para seu santuário. No final desse ano ingressou com a primeira turma do noviciado aquele jovem coroinha.

Em 1863, já padre, ajudou os redentoristas a localizarem o ícone de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, depois da descoberta oficial dessa devoção nos livros antigos da igreja de São Mateus. O quadro entregue pelo próprio Papa Pio I, com a especial recomendação: “Fazei que todo o mundo A conheça”, foi entronizado no altar-mor do seu atual santuário, em 1866. Outras cópias seguiram com esses missionários para a divulgação da devoção a partir das novas províncias instaladas por todo o mundo. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi declarada Padroeira dos Redentoristas, sendo celebrada no dia 27 de junho.

Fonte: Paulinas

#Papa Francisco festeja 25 anos de ordenação episcopal


Cidade do Vaticano  – O Papa Francisco celebrou seus 25 anos de ordenação episcopal com uma Missa concelebrada com os Cardeais na Capela Paulina, no Vaticano (27/06). De brasileiros, estavam presentes os Cardeais João Braz de Aviz, Cláudio Hummes, Raymundo Damasceno Assis e Sérgio da Rocha.

Em sua homilia, comentando a primeira leitura, o Pontífice falou de três imperativos inseridos no diálogo entre Deus e Abraão: levantar-se, olhar e esperar. Expressões que marcam não só o caminho que Abraão deve percorrer, mas também a sua atitude interior.

Levantar-se significa não ficar parado, realizar a missão em caminho e o símbolo é a tenda. Olhar é fixar o horizonte, cuja mística consiste em estar cada vez mais distante enquanto se avança. Esperar é a força de ir avante, com o ânimo de um “escoteiro”. “A esperança não tem muros”, disse o Papa.

“O Senhor hoje nos diz o mesmo: levante-se, olhe e espere. Essa palavra de Deus vale também para nós, que temos quase a mesma a idade de Abraão”, brincou. Francisco pediu aos Cardeais que não fechem a sua vida e a sua história:

“Quem não nos quer bem, diz: ‘somos a gerontocracia da Igreja’. É uma zombaria, não sabe o que diz. Não somos gerontes (*), somos avôs. E se não sentimos isso, devemos pedir a graça de senti-lo. Avôs para quais os netos olham e esperam de nós a experiência sobre o sentido da vida. Avôs não fechados. Para nós, ‘levante-se, olhe e espere’ se chama sonhar. Somos avôs chamados a sonhar e dar o nosso sonho à juventude de hoje, que necessita disso, porque tirarão dos nossos sonhos a força para profetizar e levar avante a sua missão”.

O Senhor, acrescentou o Papa, pede aos avôs da Igreja que tenham a vitalidade para dar aos jovens, sem se fechar, para oferecer à juventude o melhor, para levar avante a profecia e o trabalho. “Peço ao Senhor que dê a todos nós esta graça, também para quem ainda não é avô, como o presidente do Brasil (referindo-se ao presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha), que é um jovenzinho, mas você chegará lá. A graça de ser avôs, a graça de sonhar e dar esse sonho aos nossos jovens, eles precisam disso”.

Antes da bênção final, o Papa Francisco agradeceu aos Cardeais “por esta oração comum neste aniversário”, pedindo o perdão pelos seus pecados e a perseverança na fé, na esperança e na caridade.

Ordenação em Buenos Aires

O Padre Jorge Mario Bergoglio soube que seria Bispo Auxiliar de Buenos Aires no 13 de maio de 1992, notícia que foi aprovada oficialmente por João Paulo II uma semana depois, no dia 20. No dia 27 de junho daquele mesmo ano, 1992, recebeu a ordenação episcopal na Catedral de Buenos Aires das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, então Arcebispo da capital argentina.

* GERONTE (em grego Gerón) “ancião”. Na antiga Grécia, especialmente nas cidades dorias, era o membro do conselho de anciãos que assessorava ao rei em questões políticas. O Conselho de Gerontes de Esparta, a gerúsia, era um órgão governativo composto por um conselho de 28 gerontes com mais de 60 anos e presidido por dois reis.

“IRMÃOS ORTODOXOS”

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta terça-feira a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presente em Roma por ocasião da Festa dos Santos Pedro e Paulo. O Papa agradeceu Sua Santidade o Patriarca Bartolomeu e o Santo Sínodo, por terem “enviado” os “queridos irmãos” como seus representantes para compartilhar “a nossa alegria desta festa”.

Pedro e Paulo, disse o Papa, discípulos e apóstolos de Jesus serviram o Senhor com estilos diferentes e de modos diferentes. Todavia, mesmo na diversidade, ambos testemunharam o amor misericordioso de Deus Pai, do qual, ao seu modo, cada um fez uma profunda experiência, chegando a oferecer em sacrifício a própria vida.

Francisco recordou em seguida que por isso, desde os tempos antigos, a Igreja no Oriente e no Ocidente reúne em uma só celebração a memória do martírio de Pedro e de Paulo. Em seguida falando da presença da delegação de Constantinopla em Roma o Papa acrescentou: “O intercâmbio de delegações entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, por ocasião das respectivas festividades patronais, aumenta em nós o desejo de restabelecer a plena comunhão entre católicos e ortodoxos, que já antecipam no encontro fraterno, na oração partilhada e no comum serviço ao Evangelho”.

A experiência do primeiro milênio, – continuou o Papa – em que os cristãos do Oriente e do Ocidente participavam da mesma mesa eucarística, de um lado preservando juntos as mesmas verdades de fé, e do outro, cultivando várias tradições teológicas, espirituais e canônicas compatíveis com o ensinamento dos Apóstolos e dos Concílios ecumênicos, é ponto de referência necessário e fonte de inspiração para a busca do restabelecimento da plena comunhão nas atuais condições, comunhão que não seja uniformidade homologada.

O Santo Padre disse ainda que a presença da Delegação de Constantinopla oferece a oportunidade para recordar que este ano se celebram os 50 anos da visita do Beato Paulo VI ao Fanar, em julho de 1967, e da visita do Patriarca Athenágoras a Roma, em outubro daquele mesmo ano.

“O exemplo desses corajosos pastores, movidos unicamente pelo amor a Cristo e sua Igreja, nos encoraja a prosseguir no nosso caminho em direção à plena unidade”. Francisco recordou ainda o recente encontro no Cairo com o Patriarca Bartolomeu, onde – disse -, “pude constatar mais uma vez a profunda consonância de visão sobre alguns desafios que tocam a vida da Igreja e do mundo contemporâneo”.

No próximo mês de setembro em Leros, na Grécia, irá se reunir o Comitê de Coordenação da Comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. “Faço votos que esta reunião, disse Francisco, em um clima espiritual de escuta da vontade do Senhor e na viva consciência do caminho que muitos fiéis católicos e ortodoxos em várias partes do mundo já realizam juntos, seja rica de bons resultados para o futuro do diálogo teológico”.

O Papa concluiu pedindo que se rezem uns pelos outros para que o Senhor “nos conceda de sermos instrumentos de comunhão e de paz, confiando na intercessão dos Santos Pedro e Paulo e de Santo André”. Pediu ainda que continuem a rezar por ele.

A delegação presente no Vaticano nestes dias é guiada pelo Arcebispo de Telmessos, metropolita Job, nomeado ano passado copresidente da Comissão mista internacional para o diálogo entre as Igrejas ortodoxas e a Igreja católica.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Papa: cristão não precisa de horóscopo, aberto às surpresas de Deus


Cidade do Vaticano - O Papa Francisco celebrou a missa, nesta segunda-feira (26/06), na capela da Casa Santa Marta.

“O cristão verdadeiro não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor”, frisou o Pontífice em sua homilia. 

Citando a Primeira Leitura, extraída do Livro do Gêneses, Francisco refletiu sobre Abraão, pois nele “há o estilo da vida cristã, o estilo nosso como povo”, baseado em três dimensões: o despojamento, a promessa e a bênção. “O Senhor exorta Abraão a sair de seu país, de sua pátria, da casa de seu pai”, recordou o Papa: 

“O ser cristão tem sempre esta dimensão do despojamento que encontra a sua plenitude no despojamento de Jesus na Cruz. Sempre há um vai, um deixa, para dar o primeiro passo: ‘Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai’. Se fizermos memória veremos que nos Evangelhos a vocação dos discípulos é um ‘vai’, ‘deixa’ e ‘vem’. Também nos profetas, não é? Pensemos a Eliseu, trabalhando a terra: ‘Deixa e vem’.”

“Os cristãos”, acrescentou o Papa, “devem ter a capacidade de serem despojados, caso contrário não são cristãos autênticos, como não são aqueles que não se deixam despojar e crucificar com Jesus. “Abraão “obedeceu pela fé”, partindo para a terra a ser recebida como herança, mas sem saber o destino preciso: 

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro. Não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não, não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Esta é a primeira dimensão de nossa vida cristã: o despojamento. Mas, por que o despojamento? Para uma ascese parada? Não, não! Para ir em direção a uma promessa. Esta é a segunda. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo, uma terra, diz a Abraão, que devemos receber como herança.” 

No entanto, enfatizou Francisco, Abraão não edifica uma casa, mas “levanta uma tenda”, indicando que “está a caminho e confia em Deus”, portanto, constrói um altar “para adorar ao Senhor”. Então, “continuar a caminhar” é estar “sempre em caminho”:

“O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar no Senhor, o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias – pensemos em uma doença, uma morte - mas aberto, pois eu sei que Tu me irás conduzir a um lugar seguro, a um terra que preparaste para mim; isto é, o homem em caminho, o homem que vive em uma tenda, uma tenda espiritual. Nossa alma, quando se ajeita muito, se ajeita demais, perde essa dimensão de ir em direção da promessa e em vez de caminhar em direção da promessa, carrega a promessa e possui a promessa. E não deve ser assim, isso não é realmente cristão”.

“Nesta semente de início da nossa família” cristã, observou o Papa, aparece outra característica, a da bênção: isto é, o cristão é um homem, uma mulher que “abençoa”, que “fala bem de Deus e fala bem dos outros” e que  “é abençoado por Deus e pelos outros” para ir para frente. Este é o esquema da “nossa vida cristã”, porque todo mundo, “também” os leigos, devemos “abençoar os outros, falar bem dos outros e falar bem a Deus dos outros”. Muitas vezes, acrescenta o Pontífice, estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando - explica – “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o mandamento que Deus confia ao nosso pai” Abraão, como “síntese da vida”: de caminhar, deixando-se “despojar” pelo Senhor e confiando em suas promessas, para sermos irrepreensíveis. Enfim, concluiu Francisco, a vida cristã é “tão simples”.

domingo, 25 de junho de 2017

12º domingo do Tempo Comum - Perseguição e firmeza


Inúmeros são os que foram perseguidos e até morreram por terem defendido a justiça e a solidariedade. Quem é o profeta, é perseguido, mas, se permanece fiel à sua missão, Deus não o abandona. Quem luta  por Deus pode contar com ele (1ª leitura).

Jesus enviou seus discípulos para anunciar e implantar o Reino de Deus (cf. dom. passado). No evangelho de hoje, ensina-lhes a firmeza profética. Ensina-lhes a não ter medo daqueles que matam o corpo, mas a viver em temor diante d’Aquele que tem poder para destruir corpo e alma no inferno, o
Juiz supremo!

Há uma relação de representatividade entre Jesus e o Pai. Quem for testemunha fiel de Cristo, será por ele recomendado a Deus. Isso era válido no tempo em que o evangelho foi escrito, quando se apresentavam as perseguições e as deserções. Continua válido hoje. Se Cristo nos associa à sua obra e nós lhe somos fiéis, podemos confiar que Deus mesmo não nos deixa afundar; Jesus se responsabiliza por nós. Mas, se deixarmos de dar nosso testemunho e cedermos diante dos ídolos (poder, lucro etc), espera-nos a sorte dos ídolos: o vazio, o nada… É uma questão de opção.

Proclamar o Reino em solidariedade com Cristo significa, hoje, empenho pela justiça. Empenho colocado à prova por forças externas (perseguições, matanças de agentes pastorais sindicais) e internas (desânimo, acomodação etc.). No nosso engajamento, podemos confiar em Deus e sua providência; e por causa de Deus podemos confiar em nosso engajamento, permanecer firmes naquilo que assumimos, mesmo correndo perigo de vida – pois é melhor morrer do que desistir do sentido de nossa vida. É melhor morrer em solidariedade com Cristo, do que viver separado dele.

A mensagem principal deste evangelho, todavia, talvez não seja exortação que ele nos proporciona, mas a posição central de Jesus que ele nos ensina. É segundo nossa fé professa em Jesus ou segundo nossa negação dele que Deus nos julga. Isso não é ambição desmedida de Jesus, mas mero realismo. 

O caminho de Jesus nos mostra e a respeito do qual ele pede nosso testemunho, é o caminho da vida. Não podemos, diante do mundo, professar o contrário, pois então negamos diante de Deus o caminho de vida que, em Jesus, ele nos proporciona. Em outros termos, é uma questão que diz respeito a Deus, referência última do nosso viver.

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Liturgia: Sagrado Coração de Jesus


Jesus apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração, a "grande devoção". A Igreja instituiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus que é celebrada pela Igreja na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes. Há diversas formas de devoção ao Coração de Jesus. Entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família.

Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, distinguem-se 12 promessas. São elas:

- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
- Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
- Eu os consolarei em todas as suas aflições.
- Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
- Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria Alacoque o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família. Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.

Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas. Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.

E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios. Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.

"Porque nós estamos plenamente persuadidos de que só quando à luz da divina revelação houvermos penetrado a fundo a natureza e a essência íntima deste culto, é que poderemos apreciar devidamente a sua incomparável excelência e a sua inexaurível fecundidade em toda sorte de graças celestiais, e destarte, meditando e contemplando piedosamente os inúmeros bens que ela produz, poderemos celebrar dignamente o primeiro centenário da festa do sacratíssimo coração de Jesus na Igreja universal."

Encíclica do Papa Pio XII sobre o Culto ao Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Santo do dia - São Luís Gonzaga


Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia.

Entretanto, Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares. Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja.

Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação. Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes.

Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado.

Lá escolheu para si as incumbências mais humildes e o atendimento aos doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma, em 1590, esquecendo totalmente suas origens aristocráticas. Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade.

Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 21 de junho de 1591. Segundo a tradição, ainda na infância preconizara a data de sua morte, previsão que ninguém considerou por causa de sua pouca idade. Mas ele estava certo.

O papa Bento XIII, em 1726, canonizou Luís Gonzaga e proclamou-o Padroeiro da Juventude. A igreja de Santo Inácio, em Roma, guarda as suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte. Enquanto a capa que são Luís Gonzaga usava encontra-se na belíssima basílica dedicada a ele, em Castiglione delle Stiviere, sua cidade natal.

Fonte: Paulinas

terça-feira, 20 de junho de 2017

Paróquia: lar que não conhece ausências, diz Papa


Bozzolo - O Papa Francisco visitou na manhã desta terça-feira duas localidades italianas, centro e norte do país, Bozzolo e Barbiana.

O Santo Padre chegou de helicóptero a Bozzolo por volta das 9h15, onde foi acolhido pelo bispo de Cremona, Dom Antônio Napolioni, pelo prefeito da cidade e por muitos fiéis. Em seguida, na Paróquia de São Pedro, Francisco se deteve em oração diante do túmulo de Padre Primo Mazzolari, e na sequência fez um discurso aos fiéis. Depois se transferiu para Barbiana, onde chegou às 11h15 da manhã (hora local). Ali foi acolhido pelo Cardeal Giuseppe Betori, Arcebispo de Florença e pelo prefeito da cidade. Francisco visitou o túmulo de Padre Lorenzo Milani e depois diante da igreja da cidade fez um discurso aos fiéis. O Papa retornou ao Vaticano às 12h30.

Às vezes incômodo

No seu primeiro discurso em Bozzolo o Santo Padre destacou que ele foi a Bozzolo e depois Barbiana como peregrino nas pegadas de dois párocos que deixaram um rastro de luz, às vezes “incômodo”, no seu serviço ao Senhor e ao povo de Deus.

Eu disse muitas vezes – iniciou Francisco - que os párocos são a força da Igreja na Itália. Quando são as faces de um clero não-clerical, eles dão vida a um verdadeiro “magistério dos párocos”, que faz muito bem a todos. Padre Primo Mazzolari foi chamado de “o pároco da Itália”; e São João XXIII saudou-o como “a trombeta do Espírito Santo, na Baixa padana”.

O rio, a casa, a planície

Depois de descrever a personalidade de Padre Primo e a sua formação derivada da rica tradição da “terra padana” o Papa meditou sobre a atualidade da sua mensagem tendo como pano de fundo três cenários: o rio, a casa, a planície.

O rio é uma esplêndida imagem, que pertence à minha experiência, e também a de vocês, disse o Papa. Padre Primo desenvolveu o seu ministério ao longo dos rios, símbolos da primazia e do poder da graça de Deus que escorre incessantemente para o mundo. A sua palavra, pregada ou escrita, buscava clareza de pensamento e força persuasiva na fonte da Palavra do Deus vivo, no Evangelho meditado e rezado, encontrado no Crucificado e nos homens, celebrado em gestos sacramentais não reduzidos a mero ritual.

Padre Mazzolari, pároco em Cicognara e Cocoon, não se protegeu do rio da vida, do sofrimento de seu povo, que o plasmou como pastor sincero e exigente, antes de tudo consigo mesmo. 
Ao longo do rio aprendia a receber todos os dias o dom da verdade e do amor, para ser seu portador forte e generoso.

Família de famílias

Já a casa, (a grande casa) na época de Padre Primo, era uma “família de famílias”, que viviam juntas nestes férteis campos, também sofrendo misérias e injustiças, à espera de uma mudança, que depois resultou no êxodo para as cidades. A casa nos dá a ideia de Igreja que guiava Padre Mazzolari. Também ele pensava em uma Igreja em saída, quando meditava para os sacerdotes com estas palavras: “Para caminhar é preciso sair de casa e da Igreja, se o povo de Deus não vem mais a nós; e ocupar-se e preocupar-se também de suas necessidades que, apesar de não serem espirituais, são necessidades humanas”.

O cristão se distanciou do homem, e o nosso discurso não pode ser compreendido se antes não o introduzimos por este caminho, que parece ser o mais distante mas é o mais seguro. [...] para fazer muito, é preciso amar muito”. A paróquia é o lugar onde cada homem sente ser esperado, um “lar que não conhece ausências”.

Padre Mazzolari foi um pároco convicto de que “os destinos do mundo se amadurecem nas periferias”, e ele fez de sua própria humanidade um instrumento da misericórdia de Deus, à maneira do pai da parábola evangélica.

Pároco dos distantes

Ele foi justamente definido “o pároco dos distantes”, - disse ainda Francisco - porque ele sempre os amou e os procurou. Ele não se preocupou em definir um método de apostolado válido para todos e para sempre, mas de propor o discernimento como maneira de interpretar alma de cada homem. Este olhar misericordioso e evangélico sobre a humanidade levou-o também a dar valor à necessária gradualidade: o sacerdote não é alguém que exige a perfeição, mas que ajuda a todos a darem o melhor.

O terceiro cenário é o da grande planície. Quem – disse o Papa -, acolheu o “Discurso da Montanha” não tem medo de avançar, como um andarilho e testemunha, na planície que se abre, sem limites tranquilizadores. Jesus prepara seus discípulos para isso, levando-os através da multidão, entre os pobres, revelando que o pico é alcançado na planície, onde se encarna a misericórdia de Deus. À caridade pastoral de Padre Primo se abriram muitos horizontes, nas situações complexas que enfrentou: as guerras, os totalitarismos, os confrontos fratricidas, a fadiga da democracia em gestação, a miséria de seu povo.

Encorajo todos vocês, irmãos sacerdotes, - disse Francisco - a ouvirem o mundo, aqueles que vivem e trabalham nele, para responder a todas as questões de sentido e de esperança, sem medo de cruzar desertos e áreas de sombra. Assim, podemos tornar-se Igreja pobre para e com os pobres, a Igreja de Jesus.

Francisco concluiu com um pedido: “que o Senhor, que sempre suscitou na Santa Mãe Igreja pastores e profetas segundo o seu coração, ajude-nos, hoje, a não ignorá-los novamente. Porque eles viram longe, e segui-los nos teria poupado sofrimentos e humilhações.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Papa Francisco: a consolação verdadeira é dom e serviço


Cidade do Vaticano – O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (12/06). A experiência da consolação esteve no centro da homilia do Santo Padre. O Papa frisou que a Primeira Leitura do dia fala oito vezes de consolação. Para o Pontífice foi uma ocasião para refletir sobre qual é a consolação à qual São Paulo se refere. A sua primeira característica é a de não ser “autônoma”.

“A experiência da consolação, que é uma experiência espiritual, precisa sempre da alteridade para ser plena: ninguém pode consolar-se a si mesmo. Ninguém. E quem procura fazê-lo termina olhando-se no espelho. Olha-se no espelho, procura maquiar-se, se aparecer. Consola-se com essas coisas fechadas que não o deixam crescer e o ar que respira é o ar narcisista da autorrefencialidade. Esta é uma consolação maquiada porque é fechada, falta-lhe a alteridade.”

“No Evangelho se encontra muita gente assim”, sublinhou o Papa na homilia. Por exemplo, os doutores da Lei, “cheios da própria suficiência”, o homem rico que vivia sempre em festas, pensando em se consolar, mas sobretudo o que expressa melhor este comportamento é a oração do fariseu diante do altar. Ele diz: “Eu te agradeço porque não sou como os outros”. “Ele se olhava no espelho”, disse Francisco, “olhava a própria alma maquiada por ideologias e agradecia ao Senhor”. Jesus mostra esta possibilidade de ser gente que com este modo de viver “nunca alcançará a plenitude”, mas a vanglória.

Para ser verdadeira, a consolação precisa de uma alteridade. Primeiramente, se recebe, pois “é Deus quem consola, que dá este dom”. Depois, a verdadeira consolação amadurece também outra alteridade, ou seja, a de consolar os outros. “A consolação é uma passagem do dom recebido ao serviço doado”, explicou o Papa: “A consolação verdadeira tem dupla alteridade: é dom e serviço. Assim, se eu deixo a consolação do Senhor entrar como dom é porque eu preciso ser consolado. Para ser consolado é necessário reconhecer-se necessitado. Somente assim, o Senhor vem, nos consola e nos dá a missão de consolar os outros. Não é fácil ter o coração aberto para receber o dom e fazer o serviço, duas alteridades que tornam possível a consolação.”

“É necessário um coração aberto e para isso é preciso um coração feliz. O Evangelho de hoje das Bem-aventuranças diz quem são os felizes, quem são os beatos”: “Os pobres, o coração se abre com uma atitude de pobreza, de pobreza de espírito. Os que sabem chorar, os mansos, a mansidão do coração; os que têm fome de justiça, que lutam pela justiça; os que são misericordiosos, que têm misericórdia pelos outros; os puros de coração; os agentes de paz e os que são perseguidos pela justiça, por amor à justiça. Assim o coração se abre e o Senhor vem com o dom da consolação e a missão de consolar os outros”.

Ao invés, são fechados os que se sentem “ricos de espírito”, isto é, “suficientes”, “os que não sentem necessidade de chorar porque se sentem justos”, os violentos que não sabem o que é a mansidão, os injustos que cometem injustiça, os que não têm misericórdia, que jamais precisam perdoar porque não sentem a necessidade de serem perdoados, “os sujos de coração”, os “agentes de guerras” e não de paz e os que jamais são criticados ou perseguidos porque não se preocupam com as injustiças contra as outras pessoas. “Essas pessoas – diz o Papa – têm um coração fechado”: não são felizes porque não pode entrar o dom da consolação para, depois, dá-lo aos demais.

Francisco convidou a nos questionar como está o nosso coração, se aberto e capaz de pedir o dom da consolação para depois dá-lo aos outros como um dom do Senhor. Durante o dia, pensar e agradecer ao Senhor que “sempre tenta nos consolar”. “Ele somente nos pede que a porta do nosso coração esteja aberta pelo menos um pouquinho”, concluiu o Papa: “Assim, Ele depois encontra o modo para entrar”.

13º dia da #Trezena de #Santo #Antônio


Santo Antônio, modelo de Vida

Santo Antônio é, sem dúvida nenhuma, um dos santos mais populares, recebendo o título de Santo do mundo inteiro. Sua fama de “milagreiro” vem desde o tempo em que viveu. Morreu muito jovem, com cerca de 36 anos, e, quando veio a falecer, a notícia se espalhou como pólvora. Morreu “o Santo”. Ainda hoje, na cidade de Pádua, há indicações para assinalar a Basílica onde está sepultado, com a inscrição: ”IL SANTO”, que significa “O Santo”.
Santo Antônio é certamente um modelo extraordinário de vida cristã, exemplo de seguimento de Cristo dentro da espiritualidade de São Francisco, sempre tão atual, porque é a proposta de seguir o próprio evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Oração do dia

Ó Deus Pai bondoso e misericordioso, que escolhestes Santo Antônio como modelo e testemunha fiel do Evangelho e mensageiro do amor no meio do vosso povo, escutai nossas preces.

Nós vos damos graças pelo seu grande exemplo de amor aos pobres, da pregação da Palavra de Deus, da vida missionária, da intimidade com Jesus, da confiança sem limites na Mãe Santíssima. Obrigado por ele ser o restituidor das coisas perdidas, o protetor dos namorados, o fiel imitador de São Francisco. Que o seu exemplo de vida ajude muitos jovens a viverem fiéis a Cristo.
Que o Senhor faça de todos nós instrumentos de paz.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavra de Deus

1 Carta de São Paulo aos Coríntios 3,4-7.11

“Quando alguém diz: “Eu sou de Paulo”, e outro diz: “Eu sou de Apolo”, será que assim não estão agindo como pessoas deste mundo? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Somos somente servidores de Deus, e foi por meio de nós que vocês creram no Senhor. Eu plantei, e Apolo regou a planta, mas foi Deus que a fez crescer. De modo que não importa nem o que planta, nem o que rega, mas sim Deus, que dá o crescimento. Porque Deus já pôs Jesus Cristo como único alicerce, e nenhum outro alicerce pode ser colocado.

Evangelho de São Mateus 5,1-9

“Jesus começou a ensiná-los. Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o reino do Céu é delas. Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará. Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido. Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois Ele as deixará completamente satisfeitas. Felizes as pessoas que tem misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas. Felizes as pessoas que têm um coração puro, pois elas verão a Deus.
Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como filhos seus”.

Preces

Senhor, com Santo Antônio queremos ser sempre mais santos.

1. Por toda a Igreja, para que os seus filhos vivam na fidelidade do Evangelho e possam dar testemunho de Cristo pela santidade de vida, revelada sobretudo por uma caridade sincera no gesto de “ repartir o pão” com os pobres, como Santo Antônio fazia, rezemos.

2. Por todas as obras de caridade, de apostolado e de trabalhos sociais realizados em nome de Santo Antônio, para que alcancem seus objetivos de ações de caridade que transformam a sociedade e revelem ao mundo a essência do cristianismo, que é o amor ensinado por Jesus, rezemos.

3. Por todos nós, que participamos desta trezena em honra do santo mais querido do mundo,  santo Antônio de Lisboa e de Pádua, para que nos tornemos cristãos sempre mais convictos em viver a caridade para com o próximo, como Cristo tanto pediu a seus discípulos, rezemos.

Oferecimento do dia

Senhor, além do pão, dos lírios e de tudo o que vos oferecemos em honra de Santo Antônio, queremos doar a nossa própria vida, queremos vos amar acima de todas as coisas e crescer no afeto e no amor a todos os irmãos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavras de Santo Antônio

“O coração profundo é o coração de quem ama, do que deseja, do contemplativo, do que despreza as coisas inferiores. Quando te aproximas de tal coração com os passos devotos, Deus é exaltado, não em si, mas em ti sua exaltação é a intensidade de teu amor, é a elevação de teu espírito”.

Invocação: Santo Antônio, modelo do perfeito seguimento de Cristo, rogai por nós.

Oração final:

“Louvado sejas, meu Senhor, por esta Eucaristia que agora celebramos. Louvado sejas meu Senhor, pela vida nova que concedestes pela participação neste sacramento do altar. Louvado sejas, meu Senhor, pela revelação da vossa sabedoria na pessoa de vosso pequenino servo São Francisco.
Louvado sejas, meu Senhor, pelo encanto da espiritualidade franciscana, que atraiu Santo Antônio para sua vivência. Louvado sejas, meu Senhor, pelo vosso humilde servo Santo Antônio, vosso confessor e doutor. Louvai e bendizei todos ao meu Senhor e rendei-lhe graças e servi-lhe com grande humildade. Tudo isto vos pedimos e agradecemos por meio de Jesus  Cristo, vosso Filho e nosso irmão, na unidade do Espírito Santo.
Amém.

Bom propósito:

Quero levar como lição de vida desta trezena a busca de uma maior intimidade com o Menino
Deus, como Santo Antônio, que buscava o amor cada vez mais profundo com Cristo na  Eucaristia. Vou repartir o pão, o sorriso, a ternura e a atenção com todas as pessoas, sobretudo com quem se sente muito pouco amado.

domingo, 11 de junho de 2017

12º dia da #Trezena de #SantoAntônio


Santo Antônio, protetor dos Namorados

É bastante curiosa a fama de Santo Antônio como ”casamenteiro” e protetor dos namorados. No tempo do nosso santo, a moça que queria casar tinha que apresentar um “dote” para poder conquistar o seu bem-amado. 

Conta-se que uma moça queria se casar, mas, como era muito pobre, não tinha condições de alcançar o seu objetivo. 

Pôs-se a rezar diante da imagem do santo, pedindo a graça. Caiu nas mãos da moça um bilhete, que dizia: ”Vá até o comerciante mais rico da cidade e peça que ele lhe dê em ouro o equivalente ao peso do bilhete. Quando o comerciante colocou o bilhete na balança, o bilhete pesava tanto que a moça conseguiu a quantia que precisava para o seu casamento. 

O certo é que, em vida, Santo Antônio sempre se dedicou a ajudar os casais em crise a superar os momentos de conflito, a combater a imoralidade e o adultério. Por isso ele é considerado protetor dos namorados, das famílias e dos casamentos. 

Oração do dia

Ó Deus, que nos destes Santo Antônio como grande protetor dos jovens que buscam a felicidade no amor conjugal, olhai com particular carinho para os namorados, noivos e todos os jovens que têm a difícil tarefa na feliz escolha da pessoa com que irão viver o plano de Deus no amor verdadeiro no matrimônio. Santificai e abençoai as nossas famílias e confirmai todos os casais na verdadeira caridade.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavra de Deus

Do livro do Cântico dos Cânticos

Que seus lábios me cubram de beijos! O seu amor é melhor do que o vinho. Seu perfume é suave: seu nome é para mim como perfume derramado. 
Como você é bela, minha querida! Como você é linda! Como seus olhos brilham de amor. 
Entre dez mil homens, o meu amado é o mais bonito e o mais forte.
Como você é linda, minha querida. Como você me dá prazer. Como é agradável a sua presença. 
Grave o meu nome no seu coração e no anel que está no seu dedo. O amor é tão poderoso como a morte: a paixão é tão forte como a sepultura. Amor e paixão explodem em chamas e queimam como fogo furioso.
Você, a mais bela das mulheres, responda: será que o seu amado é melhor do que os outros? O que é que ele tem de tão maravilhoso para fazermos essa promessa a você? 

Evangelho de São João 2,1-11

“Houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava presente. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando o vinho acabou, a mãe de Jesus disse ao filho: “O vinho acabou”. Jesus respondeu: “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora”. Então ela disse aos empregados: “Façam o que Ele disser”. Ali perto estavam seis potes de pedra, em cada um cabiam entre oitenta a cento e vinte litros de água. Jesus disse aos empregados: “Encham de água estes potes”.

E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou: “Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dono da festa”. Eles levaram . Então o dono da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isto chamou o noivo e disse: “Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho”.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim Ele revelou sua natureza divina e os seus discípulos acreditaram Nele.

Preces:

Santo Antônio, oriente nossos jovens para o amor e abençoe nossas famílias.

1. Por todos os jovens que sonham constituir um lar, que peçam a Deus luz para serem felizes na escolha da pessoa amada, que aproveitem o tempo do namoro para um relacionamento sério, que cresçam para um amor maduro e só assumam a vida a dois depois de terem certeza de que há sinceridade nesse relacionamento, rezemos.

2. Que todos os casais que se unem pelo sacramento do matrimônio sejam muito felizes na sua aliança de amor, e que em seus lares nunca falte a presença de Jesus e também de sua Mãe Maria, como nas bodas de Caná, rezemos.

3. Que todos os pais eduquem seus filhos segundo o evangelho, formando-os para uma fé firme, e orientando-os para que sejam fortes e que não se deixem levar pelo exemplo negativo de outros jovens. Que os pais confiem sempre em Deus, que é Pai, e quer que seus filhos sejam muito felizes no amor, rezemos. 

4. Por todos os casais que não foram felizes no casamento, para que superem as mágoas, ajudem os filhos a superarem os traumas da separação e, se viverem um segundo matrimônio, procurem sempre dar testemunho de fidelidade no relacionamento, rezemos.

Oferecimento do dia

Aceitai, Senhor, as preces e oferendas que fazemos por todos os jovens que sonham com um casamento feliz e por todos os casais que vivem no amor santificado pelo sacramento do matrimônio. Por intercessão de Santo Antônio, fazei crescer sempre mais o amor nos corações de todos, para que aprendam que amar é “dar a vida”, como Cristo ensinou. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavras de Santo Antônio

“O manto da alma fiel tece-se com a candura da castidade, o brilho da humildade e o calor da caridade”. 

“Para ser puro, são necessárias seis coisas: pureza de coração, castidade de corpo, paciência na adversidade, constância na prosperidade e, para que nisto possa perseverar, a humildade e a pobreza”.

Invocação

Santo Antônio, protetor dos namorados, rogai por nós.

Oração final

Nós vos damos graças, Senhor, por Santo Antônio, protetor das famílias, dos namorados e noivos que sonham tanto com a felicidade na vida do casamento. Que todos possamos aspirar a ideais sempre mais belos e puros e que sejamos muito felizes na vocação para a qual Deus chamou cada um de nós. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Bom propósito: 

Que os pais peçam muito pela felicidade dos filhos. Que cada criança, adolescente e jovem rezem sempre: ”Senhor, que queres que eu faça? Mostra-me com clareza o caminho de amor, a vocação que você aponta para mim”.

sábado, 10 de junho de 2017

11º dia da #Trezena de Santo Antônio


Santo Antônio e o seu grande Amor a Maria

Nas imagens, Santo Antônio geralmente vem representado com o Menino Jesus no colo. Outras vezes vem com Maria Santíssima confiando a ele o Menino Jesus, para que o santo possa ter o Menino Deus no aconchego de seus braços.

Santo Antônio é invocado como “íntimo amigo do Menino Deus”, pela intimidade que ele mantinha com Jesus em suas orações. Santo Antônio também é invocado como “Servo da Mãe Imaculada”. A ela o santo dedicou as mais belas palavras em seus sermões e compôs as mais profundas preces. 
Que, neste dia da Trezena, a Mãe Imaculada traga para bem perto dos nossos corações a presença tão carinhosa do seu filho Jesus, o doce Menino Deus. 

Oração de Santo Antônio

”Nós te pedimos, ó Senhora nossa, excelsa Mãe de Deus, ó Maria, que enchas os nossos corações com a graça celeste. Que faças brilhar neles o ouro da sabedoria e que mereçamos ser elevados à sublimidade da glória celeste, e que nos tornemos felizes com os santos no céu, pela graça de Jesus Cristo, teu Filho e nosso irmão. Amém.”
Palavra de Deus

Atos dos Apóstolos 1,12-14

Então os apóstolos desceram o monte das Oliveiras e voltaram para Jerusalém (o monte fi ca mais ou menos a um quilômetro da cidade).

Quando chegaram à cidade, eles foram até a sala onde estavam hospedados, que ficava no andar de cima da casa. Os apóstolos eram estes: Pedro, João, Tiago, André, Felipe, Tomé, Mateus, Bartolomeu, Simão e Judas, filho de Tiago. Todos permaneciam unânimes na oração com algumas mulheres e com Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos.

Evangelho de são Lucas 11,27-28

A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava. Por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele. Então alguém disse a Jesus: “A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com senhor”.

Mas Jesus disse a todos: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem as mensagens de Deus e as praticam”.

Quando Jesus acabou de dizer isso uma mulher que estava no meio da multidão gritou para ele: 
“Como é feliz a mulher que pôs o Senhor no mundo e o amamentou”. Mas Jesus respondeu: “Mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

Preces: Maria, ensina-nos a amar como teu filho Jesus.

1. Para que todos descubram como é bom ter uma Mãe tão querida, Maria Santíssima, a Mãe que Jesus deu para nós na cruz. Para os que ainda não conhecem Jesus, que Maria desperte no coração deles o desejo de crer em Cristo. Para que os cristãos não católicos, aprendam a amar o Mãe do Salvador e para que todos os católicos sejam mais fiéis a Cristo e à sua Igreja,  rezemos.

2. Para que todos os casais recebam com amor e alegria os filhos que Deus lhes envia e os orientem para tenham Jesus como modelo de vida. Para que Nossa Senhora seja a “Mãe amável” para todos os filhos, pequenos e grandes, especialmente para os órfãos e abandonados, rezemos.

3. Por todos os recém-nascidos, por todas as crianças e por suas famílias, para que sintam sempre em suas vidas a proteção de Maria, a Mãe de Deus, rezemos. 

4. Pela nossa comunidade, para que, assim como Maria, seja “morada de Deus”, e reconheça Maria como a Mãe do Salvador, assim como fez a prima Isabel. Para que todos os cristãos aprendam com Santo Antônio a serem íntimos amigos do Menino Deus, o “Emanuel, Deus Conosco”, rezemos. 

Oferecimento do dia:

”Senhora nossa, nossa única esperança, nós te pedimos que ilumines a nossa mente com o esplendor de tua graça; que nos purifiques com o brilho de tua pureza. 
Digna-te reconciliar-nos com teu Filho, para que mereçamos, por meio desta Eucaristia, chegar ao esplendor de sua glória.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.” 

Palavras de Santo Antônio

“A Virgem gloriosa foi preservada e cheia de graça singular, para que tivesse como fruto de seu ventre aquele mesmo que desde o início o universo teve como Senhor.”

Invocação: Santo Antônio, servo da Mãe Imaculada, rogai por nós.

Oração final de Santo Antônio:

“Ó doce Jesus”, pode haver algo tão doce como Tu? Tua lembrança é mais doce do que o mel e de todas as demais coisas. Nome de doçura, nome de salvação. Ó bom Jesus, sê Jesus para nós, por tua própria força. Assim, tendo-nos dado o princípio da doçura que é a fé, nos darás também a esperança e a caridade. Vivendo e morrendo nela, possamos merecer chegar a ti, com tua ajuda e pelos rogos de tua Mãe Santíssima. Amém”.

Bom propósito: 

Prometo nunca discutir com cristãos não-católicos, respeitá-los e rezar para que eles também tenham a felicidade de amar a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Vou buscar em Maria o modelo  perfeito do cristão.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

10º dia da Trezena de Santo Antônio


Santo Antônio, ensina-nos a repartir o Pão

Um dos pontos de maior destaque na vida de Santo Antônio foi, sem dúvida, o amor pelos pobres, simbolizado no “pão dos pobres de Santo Antônio”. Muitas comunidades paroquiais mantém a bela tradição de distribuir o “pãozinho de Santo Antônio” todas as 3as feiras, principalmente no dia 13 de junho, na festa do “santo do mundo inteiro”. Assim como, certa ocasião, Santo Antônio repartiu todo o pão da sua comunidade com os pobres, quando o pão milagrosamente se multiplicou no convento dos frades, que nós também possamos dar continuidade a esse belo costume de repartir o” pão de Santo Antônio” com os mais pobres, nas diversas experiências de trabalho social em favor dos mais pequenos. 
Quem busca o pão da vida na comunhão deve necessariamente assumir o compromisso de repartir o pão com os mais excluídos de nossa sociedade.

Oração do dia:

Ó Deus, pelo exemplo de Santo Antônio, sempre muito perto do coração dos pobres, concedeis-nos o estímulo de lutar pela promoção humana de todos os irmãos pequenos e fracos. Dai-nos ainda a graça de aprender com Santo Antônio a nos dedicar com sentimentos de paz e de amor fraterno pelos mais excluídos de nossa sociedade.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavra de Deus

Atos dos Apóstolos 2,42-47

E todos continuaram firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.
Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso todas as pessoas estavam cheias de temor. Todos os que acreditavam estavam juntos e repartiam o que tinham entre si. Vendiam suas propriedades e seus bens e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias, unidos, reuniam-se no pátio do templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade. 
Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E a cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas. 

Evangelho de São Lucas 9,11-17

Mas as multidões souberam disso e o seguiram. E Jesus os recebeu, falou a respeito do Reino de Deus e curou os que precisavam ser curados.
Estava anoitecendo, e por isso os doze apóstolos foram e disseram a Jesus: “Mande esta gente embora. Eles podem ir aos povoados e sítios que ficam por perto daqui e lá encontrarão o que comer e onde ficar, pois este lugar é deserto”. Mas Jesus respondeu: “Dêem vocês mesmos comida a eles”. Os discípulos disseram: “Só temos cinco pães e dois peixes. O senhor quer que a gente vá comprar comida para toda essa multidão?” Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Jesus ordenou a seus discípulos: “Manda o povo sentar-se em grupos de mais ou menos cinquenta pessoas”. 
Os discípulos obedeceram e mandaram que todos se sentassem. Aí Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus por eles. Depois partiu os pães e os peixes e os entregou aos discípulos para que eles distribuíssem ao povo. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda encheram doze cestos com os pedaços que sobraram.

Preces da comunidade:

RESPOSTA: Ensinai-nos a repartir o pão e a ver Cristo no rosto dos mais pobres.

1. Vamos lembrar que Jesus, antes de multiplicar os pães no deserto, disse aos apóstolos: ”Dêem vós mesmos de comer”. Para que todos nós, seguidores de Cristo, sintamos que é nossa obrigação repartir o pão, estender a mão a todas as pessoas que precisam de ajuda, vivendo plenamente o mandamento “Amem-se uns aos outros”, rezemos.

2. Na visão pastoral de toda Igreja na América Latina fala-se muito na “opção preferencial pelos pobres”. Para que nossas paróquias e comunidades nunca deixem de priorizar os excluídos de nossa sociedade, rezemos. 

3. Santo Antônio é chamado “o santo dos pobres” porque se preocupava e dava atenção especial aos mais necessitados. Para que em nossas comunidades seja introduzido o costume de repartir “o pão dos pobres de Santo Antônio” e que nunca faltem os recursos para a pastoral social, rezemos. 

Oferecimento do dia:

Deus da vida, Deus dos pobres, Deus da misericórdia e da partilha, aceita as nossas oferendas, o pão e vinho, e não permita que falte o pão e o alimento na mesa de nenhum irmão. Que nós, como santo Antônio, façamos do “do pão dos pobres” um sinal de vida, de partilha e de fartura que deve existir em todas as mesas.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Palavras de Santo Antônio

“Em vão estende as mãos o que vai rogar a Deus pelos pecados, e não as estende aos pobres, segundo as posses.”

“Quem aperta uma pessoa pela goela, tira-lhe a voz e a vida. As posses do pobre são a vida dele, e como a vida vive do sangue, ele deve viver disso. Se tirares aos pobres seus parcos haveres, estarás a sugar o sangue dele, estarás a sufocá-lo, e enfim, tu mesmo serás sufocado pelo demônio.”

Invocação: Santo Antônio, amigo dos pobres, rogai por nós.

Oração final:

Senhor, nós vos agradecemos pelo testemunho de um franciscano, contemporâneo de Santo Antônio, que assim a ele se refere: “nós nunca ouvimos até os nossos dias um tão doce consolador dos pobres, nem um tão áspero admoestador dos ricos.” Que Deus nos dê sempre a doçura no trato com todos os pobres e a coragem de apelar para que os têm mais bens, nunca deixem de abrir seus corações para ajudar os mais pobres. 
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Bom propósito:

Vou assumir o propósito de ajudar a alguma pessoa necessitada. Posso sugerir ao meu pároco,  se ainda não há esse costume, de introduzir na missa das terças feiras a benção do pãozinho de Santo Antônio, para que os fiéis, levando o pãozinho abençoado para casa, levem também a lição de amor aos pobres.