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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Regina Coeli - Diálogo e amizade para acabar com a violência


Cidade do Vaticano – O Papa dedicou seu encontro com os fiéis na manhã deste domingo (14/05) à peregrinação realizada em Fátima (Portugal) nos últimos dias. Cedo pela manhã, o Pontífice manteve o seu hábito de ir à Basílica de Santa Maria Maior, onde permaneceu por cerca de 20 minutos diante do ícone de Maria Salus Popoli Romani, em ação de graças pelo êxito da peregrinação.

Papa recorda peregrinação a Fátima

Na Praça São Pedro, antes de rezar a oração Mariana do Regina Coeli, Francisco fez um relato dos momentos mais salientes desta visita aos pés da Virgem Mãe, realizada ‘como peregrino de esperança e de paz’.

Iniciando, o Papa falou do momento de silêncio, em contemplação, que viveu na Capela das Aparições, sexta-feira (12/05), logo após a chegada:

“No centro de tudo esteve e está o Senhor Ressuscitado, presente em meio a seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente em meio aos muitos doentes, protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como em todo Santuário mariano”.

Em seguida, o Papa lembrou que a Virgem, em Fátima, quis escolher o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lucia para depositar sua mensagem:

“Estas crianças a acolheram dignamente, e foram reconhecidas como testemunhas críveis, ao ponto de ser modelos de vida cristã. Sua santidade não é consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de ver Maria. Depois do encontro com a ‘bela Senhora’, rezavam frequentemente o terço, faziam penitência e ofereciam sacrifícios pelo fim da guerra e pelas almas mais necessitadas da divina misericórdia”.

“Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu exemplo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico, e recomendar a toda a Igreja que cuide das crianças”.

Convidando os fiéis a se deixarem guiar pela luz que provém de Fátima, o Papa lembrou:

“Ainda em nossos dias, precisamos muito de orações e penitência para implorar a graça da conversão, assim como o fim das muitas guerras em tantos lugares do mundo, que se estendem sempre mais, assim como o fim dos absurdos conflitos, grandes e familiares, que desfiguram o rosto da humanidade”.

“Que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que nos conduz a Cristo”.

O Papa Francisco convidou ao diálogo e à reconciliação para acabar com as guerras no mundo, “especialmente no Oriente Médio”, onde muitas pessoas sofrem as “trágicas violências” de questões religiosas ou étnicas.

"Confio a Maria, Rainha da Paz, a sorte dos povos atingidos por guerras e conflitos, especialmente no Oriente Médio" disse, da sacada do Palácio Apostólico, de onde rezou o Regina Caeli, oração que substitui o Angelus no tempo pascal.

Francisco prosseguiu dizendo que “atualmente, muitas pessoas inocentes sofrem duramente, cristãs, muçulmanas ou de minorias como os yazidis, que padecem trágicas violências e discriminações”.

“À minha solidariedade, uno a recordação na oração e agradeço as pessoas engajadas que fornecem ajudas humanitárias. Encorajo as comunidades a optar pelo caminho do diálogo e da amizade social para construir um futuro de respeito, segurança e paz, distante de todo tipo de guerra”.

ORAÇÃO PELAS MÃES

O Papa Francisco exortou as instituições a dedicar uma atenção ‘concreta’ à vida e à maternidade neste domingo (14/05) em que na Itália, no Brasil e em vários países do mundo se comemora o Dia das Mães.

O Pontífice afirmou que este chamado é "particularmente significativo" hoje.

“Recordemos com gratidão e carinho todas as mães, inclusive as que estão no céu”, instou, pedindo aos fiéis presentes na Praça (e todos os que o viam e ouviam) a permanecer alguns instantes em silêncio, rezando pela sua própria.

“Confiemos todas elas a Maria, mãe de Jesus”.

Antes de se despedir, o Papa pediu orações para si e desejou a todos um ‘bom almoço’.