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sábado, 22 de outubro de 2016

Santo do dia: São João Paulo II


A Igreja Católica celebra hoje, 22 de outubro, a memória litúrgica de João Paulo II, data que marca o dia de início do pontificado de Karol Wojtyla, em1978.

Karol Józef WoJtyła, eleito Papa a 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice (Polônia), a 18 de maio de 1920. Foi o segundo de dois filhos de Karol Wojtyła e de Emília Kaczorowska, que faleceu em 1929. O seu irmão mais velho, Edmund, médico, morre em 1932, e o seu pai, oficial do Exército, em 1941.

Aos nove anos recebeu a Primeira Comunhão e aos dezoito o sacramento da Confirmação. Terminados os estudos na Escola Superior de Wadowice, inscreveu-se em 1938 na Universidade Jagellónica de Cracóvia.

Depois de as forças ocupantes nazis encerrarem a Universidade em 1939, o jovem Karol trabalhou (1940-1944) numa mina e, posteriormente, na fábrica química Solvay, para poder sustentar-se e evitar a deportação para a Alemanha.

A partir de 1942, sentindo-se chamado ao sacerdócio, frequentou o Curso de Formação do Seminário Maior clandestino de Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo local, o Cardeal Adam Stefan Sapieha. Simultaneamente, foi um dos promotores do «Teatro Rapsódico», também este clandestino.

Depois da guerra, continuou os estudos no Seminário Maior de Cracóvia, novamente aberto, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagellónica, até à sua ordenação sacerdotal em Cracóvia a 1 de novembro de 1946. Depois foi enviado pelo Cardeal Sapieha a Roma, onde obteve o doutoramento em Teologia (1948), com uma tese sobre o conceito da fé nas obras de São João da Cruz. Naquele período – durante as suas férias – exerceu o ministério pastoral entre os emigrantes polacos na França, Bélgica e Holanda.

Em 1948, regressou à Polônia e foi coadjutor, primeiro na paróquia de Niegowić, próxima de Cracóvia, e depois na de São Floriano, na própria cidade. Foi capelão universitário até 1951, quando retomou os seus estudos filosóficos e teológicos. Em 1953 apresentou na Universidade Católica de Lublin uma tese sobre a possibilidade de fundar uma ética cristã a partir do sistema ético de Max Scheler. Mais tarde, tornou-se professor de Teologia Moral e Ética no Seminário Maior de Cracóvia e na Faculdade de Teologia de Lublin.

Em 4 de julho de 1958, o Papa Pio XII nomeou-o Bispo Auxiliar de Cracóvia e Titular de Ombi. Recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro de 1958 na Catedral de Wawel (Cracóvia), das mãos do Arcebispo Eugeniusz Baziak.

A 13 de janeiro de 1964 foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI, que o criou Cardeal a 26 de junho de 1967.

Foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978 e, em 22 de outubro, deu início ao seu ministério de Pastor Universal da Igreja.

Morreu em Roma, no Palácio Apostólico do Vaticano, às 21.37h de sábado 2 de abril de 2005, vigília do Domingo in Albis e da Divina Misericórdia, por ele instituído. Os funerais solenes na Praça de São Pedro e a sepultura nas Grutas Vaticanas foram celebrados a 8 de abril.

As informações citadas constam na breve biografia oficial oferecida no Livreto da Celebração da Beatificação de João Paulo II.

Seis anos após seu falecimento, no dia 1° de maio de 2011, sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI.

No dia 27 de abril de 2014, Domingo da Divina Misericórdia, segundo domingo de Páscoa, João Paulo II juntamente com o Papa João XXIII teve sua canonização proclamada pelo Papa Francisco, tendo o papa emérito, Bento XVI, como concelebrante.

Uma das poesias publicadas por ele:

Para os companheiros de viagem - Papa João Paulo II

Se procuras um lugar onde se debatia Jacó,
Não vagueies até países da Arábia,
Não procures nos mapas a torrente.
Encontrarás os rastros muitos mais perto
Deixe só que na perspectiva dos teus pensamentos
Apareçam as luzes dos objetos
Graças a pensamentos sempre mais compactos
E em forma sempre mais simples
Então, não se dissipa a imagem, mas tem peso
E prepara-te, deves suportar em ti aquela imagem
Transforma-te todo naquele conteúdo
Ao qual são propícios silêncio e solidão.
A solidão possível para o homem,
Tanto que nem mesmo a morte o distrai.
Ninguém.
Mesmo que os nossos dias estejam cheios de simples atos
Nos quais a interioridade do átomo é ofuscada pelo gesto inseparável
Possuímos igualmente a certeza
De que um dia aquele gesto caíra
E de que de nossos atos só ficará a verdadeira essência.