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sábado, 22 de outubro de 2016

Novena de Frei Galvão - 7º dia


Quantas injustiças vemos todos os dias? Desde pequenos atos, uma pessoa prejudicada em seu local de trabalho ou estudo, ou pelos noticiários? Qual é a nossa postura diante desse ato?

Quando acontece conosco, ou com alguma pessoa próxima, nossa reação costuma ser instantânea. Mas a reação não é a mesma quando a pessoa injustiçada é alguém que não conhecemos, ou mesmo se somos nós quem comentemos a injustiça.

Nossa sociedade nos coloca em uma posição muito conflitante com a posição que um cristão deve ter diante do mal. Não podemos compactuar com a injustiça, nos calar diante do mal. Mesmo que ele não nos atinja pessoalmente, é nosso dever lutar por uma sociedade mais justa.

Assim fez Frei Galvão em toda a sua vida. Saiba mais sobre o episódio em que Frei Galvão se coloca contra o poder em defesa de um soldado:

“Governava a Capitania de São Paulo o Capitão-general Martim Lopes Lobo de Saldanha, conhecido pelas suas arbitrariedades e mania de perseguição. Em 1780, exorbitando da autoridade, fez condenar à morte de forca, por conselho de guerra, um soldado de nome Caetano José da Costa, vulgo Caetaninho, condenado anteriormente à prisão perpétua. O crime deste soldado consistira em ter ferido levemente o filho de Martim Lopes, que o havia esbofeteado, achando-se ambos embriagados.
Martim Lopes desrespeitou a sentença e por expressa determinação sua impôs a pena capital. Esta atrocidade lhe valeu a revolta dos paulistanos. Entre os defensores de Caetaninho, encontra-se Frei Galvão. Apesar de todos os protestos, Caetaninho foi executado. Por vingança, o cruel general descarregou sua ira sobre dois religiosos: um monge beneditino e Frei Galvão, com a sentença do desterro para o Rio de Janeiro.

A notícia do desterro se propagou por toda a cidade de São Paulo. Em pouco tempo, homens com escravos armados formaram um bando ameaçador e cercaram a casa do Governador, que diante do alvoroço do povo não teve outra alternativa senão a de revogar a sentença do desterro de Frei Galvão. Ouvida a revogação da ordem, Frei Galvão foi reconduzido ao Convento São Francisco.”

Frei Galvão não teve receio de ser justo, não se calou diante do mal, e não foi desamparado.

Rezemos neste 7º dia da novena em honra a Frei Galvão.

SAUDAÇÃO/ INTRODUÇÃO

Paz e Bem, a você que reza conosco! Sabemos que vivemos num País marcado por injustiças sociais, no qual a riqueza concentra-se cada vez mais nas mãos dos ricos, enquanto a miséria cresce entre os pobres. O Santo Frei Galvão, ao defender com firmeza um soldado que ia, injustamente, ser condenado à morte por se envolver num pequeno conflito com o filho do governador, foi expulso de São Paulo. Neste sétimo dia de nossa novena, aprendamos com o Frei Galvão a sermos defensores da justiça.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém

PALAVRA DE DEUS (Jo 7, 24)

“Não julgueis segundo as aparências. Julgai segundo a Justiça”.

COMPROMISSO DO DIA

Sempre que eu escutar uma calúnia, fofoca, ou maledicência contra alguém, tentarei interromper a fala da pessoa que a faz, manifestando que não concordo com o procedimento dela. Não se deve admitir que falem coisas negativas de qualquer pessoa na ausência dela.

ORAÇÃO FINAL/ BÊNÇÃO

Ó Santo Frei Galvão, que sentiste como é difícil enfrentar a incompreensão e a injustiça, ensinai-nos a manter a serenidade interior, para nunca nos revoltarmos diante dos momentos difíceis que possamos vir a passar. Dai-nos a fortaleza de espírito para termos coragem de defender os pequenos e os injustiçados. Que a verdade sempre triunfe sobre a falsidade.

Ó Jesus, que revelaste: “os que constroem a paz serão chamados filhos queridos de Deus”, dai-nos a graça de lutar corajosamente pela justiça, sem a qual o mundo jamais encontrará a paz duradoura e verdadeira. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Que pelo exemplo de Frei Galvão, o Senhor nos conduza pelos caminhos da Justiça e da Paz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.