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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Santo do dia: São José de Anchieta

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José de Anchieta era o 3º filho de João Lópes de Anchieta e Mência Dias de Lharena. Nasceu no dia 19 de março de 1534. Seu nome tem origem no santo do dia, São José. A família morava na ilha de Tenerife, a maior no arquipélago das Ilhas Canárias, ao lado do África.

José se adiantou tanto nos estudos, que seus pais resolveram mandá-lo para a Europa, para cursar Letras e Filosofia, em Coimbra, Portugal. Nessa cidade, a devoção à Imaculada Conceição de Maria era muito tradicional. Foi no dia dedicado a ela que José de Anchieta fez seus votos de castidade perpétua. Na Universidade, tinha companheiros de aula que eram jesuítas e lhe passavam as cartas de seus missionários, como São Francisco Xavier e Nóbrega.

Foi então que Anchieta pediu para entrar na Companhia de Jesus. Santo Inácio, Prepósito-Geral há onze anos, era parente dos Anchietas. Foi recebido na Companhia com facilidade, por seus dotes de inteligência e virtude.
Feitos os Exercícios Espirituais de 30 dias, o Ir. José deu-se com toda a alma aos experimentos do noviciado. Um deles era ajudar a missa individual dos numerosos sacerdotes de Coimbra. Servindo a muitas delas em seguida, em jejum e de joelhos, foi vítima de um deslocamento da coluna dorsal, que se tornou uma doença incurável. Pe. Simão Rodrigues o animou, dizendo que as notícias que chegavam do Brasil eram de que a terra parecia muito boa para os doentes. Foi mandado então para o Brasil, com outros 5 companheiros. Antes de partir, fez seus primeiros votos.

Já no Brasil, foi para o sertão de Piratininga com outros 13 jesuítas, quase todos em formação, para o colégio, que até então estava em São Vicente. Anchieta foi nomeado mestre de latim para seus companheiros, e ao mesmo tempo aprendia a língua dos índios. Dessa escola nasceu a metrópole de São Paulo. Anchieta fez os últimos estudos na Bahia, em um ano e meio. Foi ordenado sacerdote no final de 1566. Em seguida, partiu para o Sul com o bispo Dom Pedro Leitão, o Provincial e o Visitador Inácio de Azevedo. Foi nomeado Superior de São Vicente e São Paulo, onde permaneceu por 10 anos, animando todo o apostolado do Sul, entre índios e colonos. Fundou as aldeias de Pinheiros, São Miguel e Guarulhos.

Foi o verdadeiro pai espiritual de São Paulo. Em suas visitas provinciais, fazia uso do pequeno navio Santa Úrsula, e com ele percorreu todas as casas da província mais de 10 vezes. Em 1588, já não sendo mais provincial, foi destinado para Vitória, no Espírito Santo, como superior da Residência e das aldeias dos índios. Lá, durante quase 10 anos, foi o pai dos pobres, o taumaturgo dos doentes, o consolador dos aflitos, conselheiros dos governantes, amigo e defensor dos índios, para quem escrevia autos e canções.

José de Anchieta tinha uma saúde frágil, e todo ano passava algumas semanas de cama. Nesses momentos, rezava e compunha autos teatrais e poesias, não somente por gosto pessoal, mas para que outros pudessem tirar proveito de seus escritos. Os últimos anos da vida do apóstolo do Brasil foram como toda a sua vida, repletos de trabalhos e dedicação ao próximo. Foi para a Aldeia de Reritiba em 1596. Em junho desse mesmo ano, foi chamado para substituir o superior da comunidade em Vitória. Andou por engenhos e fazendas dos brancos e por aldeias dos índios, ajudando no que era necessário. No ano seguinte, volta para Reritiba, onde vive ali seus últimos meses de vida. Após ficar 3 semanas de cama, José de Anchieta falece em 9 de junho de 1597, aos 63 anos.