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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O mistério em tuas mãos



O mistério em tuas mãos - Benjamin González Buelta, sj

Em tuas mãos, Senhor,
ponho meu mistério,
às vezes duro,
sem a mais mínima
greta onde escavar,
impenetrável superfície,
lamina de aço.
e às vezes difuso,
turvo e mutante
como uma fumaça
onde se queimam
meus dias secos.

Em tuas mãos deixo,
meus afazeres e trabalhos
sepultados nos sulcos.
só conhecerei sua verdade
quando rachem a terra
com suas folhas verdes
e seu nome próprio.

Em tuas mãos, Senhor,
não sei o que ponho,
mas sei que é meu
porque me acende
e às vezes me congela.

E sei que é teu,
porque por minhas gretas
respiro um aroma
que acalma a ansiedade,
e me chega um canto
que não tem estridências.