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segunda-feira, 1 de junho de 2015

"Defender sempre a vida, tanto do nascituro como do imigrante"


O Santo Padre recebeu, na manhã deste sábado, 30 de maio, na Sala Clementina do Vaticano, cerca de 400 participantes no encontro, promovido pela Associação Ciência e Vida, por ocasião dos seus dez anos de atividades, que se concluiu, neste sábado, em Roma, sob o tema: “Que tipo de ciência para qual tipo de vida”!

Na sua saudação aos presentes, o Papa disse, inicialmente, que esta Associação “presta um serviço importante e encorajador em prol da pessoa humana”. De facto, a tutela e a promoção da vida representam uma tarefa fundamental, sobretudo numa sociedade marcada pela lógica negativa do descarte.

Para tutelar a pessoa, explicou o Pontífice, vós colocais ao centro das vossas atividades dois aspectos essenciais: “sair para encontrar” e “encontrar para sustentar”. Trata-se de um dinamismo que vai do centro para as periferias: o centro é Cristo e dele partem as diversas ações, que vão ao encontro da vida humana. E o Papa ponderou:

“O amor de Cristo nos impele a tornar-nos servidores dos pequenos e idosos, de cada homem e mulher, dos quais devem ser tutelados o direito primordial à vida. A existência da pessoa humana, à qual dedicais a vossa solicitude, é o princípio constitutivo da vossa Associação: a vida, na sua imperscrutável profundidade, cria e acompanha todo o caminho científico. Eis o milagre da vida, que coloca em crise a presunção científica, restituindo-lhe beleza e maravilha”!

Desta forma, Cristo, Luz do homem e do mundo, ilumina a estrada, para que a ciência esteja sempre ao serviço da vida, desde a sua concepção até ao seu fim natural. Neste sentido, o Bispo de Roma convidou os membros da Associação “Ciência e Vida” a manter o olhar à sacralidade de cada pessoa humana, para que a ciência esteja realmente ao serviço do homem e não o homem ao serviço da ciência. E o Santo Padre sugeriu:

“Portanto, reconhecendo o valor inestimável da vida humana, devemos refletir também sobre o uso que fazemos dela. A vida é, antes de tudo, um dom. Esta é uma realidade que pode gerar esperança e futuro se for vivificada por elos fecundos, por relações familiares e sociais, que abrem a novas perspectivas”.

Enfim, quando nos referimos ao homem, recordou o Papa, jamais devemos esquecer todos os atentados perpetrados contra a sacralidade da sua vida: o aborto, a exclusão dos mais necessitados, a morte no trabalho, a morte por desnutrição, o terrorismo, a guerra, a violência, a eutanásia.

Ao se despedir dos numerosos presentes na Sala Clementina, Francisco convidou-os a “cultivar e respeitar a dignidade transcendente do homem”, como também a relançar “uma renovada cultura da vida”, que saiba oferecer horizontes de paz, de misericórdia, de comunhão e de diálogo profundo com o mundo da ciência!