PESQUISAR TEMAS E ARQUIVOS DO BLOG

domingo, 31 de maio de 2015

Nossa Senhora da Visitação



Nossa Senhora da Visitação - 31 de maio

Maio é o mês dedicado à particular devoção de Nossa Senhora. A Igreja o encerra com a Festa da Visitação da Virgem Maria à santa prima Isabel, que simboliza o cumprimento dos tempos. Antes ocorria em 02 de julho, data do regresso de Maria, uma semana depois do nascimento e do rito da imposição do nome de São João Batista.

A referência mais antiga da invocação de Nossa Senhora da Visitação pertence a Ordem franciscana, que assim a festejavam desde 1263, na Itália. Em 1441, o Papa Urbano VI instituiu esta festa, pois a Igreja do Ocidente necessitava da intercessão de Maria, para recuperar a paz e união do clero dividido pelo grande cisma.

A Bíblia narra que Maria viajou para a casa da família de Zacarias logo após a anunciação do Anjo, que lhe dissera "vossa prima Isabel, também conceberá um filho em sua idade avançada. E este é agora o sexto mês dela, que foi dita estéril; nada é impossível para Deus". (Lc 1, 26, 37). Já concebida pelo Espírito Santo, a puríssima Virgem foi levar sua ajuda e apoio à parenta genitora do precursor do Messias Salvador.

O encontro das duas Mães é a verdadeira explosão de salvação, de alegria e de louvor ao Criador. Dele resultou a oração da Ave Maria e o cântico do "Magnificat", rezados e entoados por toda a cristandade aos longos destes mais de dois milênios.

Desde 1412, Nossa Senhora da Visitação é festejada especialmente pelos italianos da Sicília, como a Padroeira da cidade da Enna. Mas nem todo o mundo cristão celebrava esta veneração, por isto foi confirmada no sínodo de Basiléia em 1441. 

Os portugueses sempre a celebraram com muita pompa, porque rei D. Manuel I, o Venturoso, que governou entre 1495 e 1521, escolheu Nossa Senhora da Visitação a Padroeira da Casa de Misericórdia de Lisboa, e de todas as outras do reino. 

Foi assim que este culto chegou ao Brasil Colônia, primeiro na Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, depois se disseminou por todo território brasileiro. Antigamente os fieis faziam uma enorme procissão até os Hospitais da Misericórdia para levar conforto aos enfermos e suas doações às instituições. Hoje, as paróquias enviam as doações recolhidas com antecedência, para as Pastorais dos enfermos, que atuam com os voluntários junto às Casas de Saúde mais deficitárias. Tudo para perpetuar a verdadeira caridade cristã, iniciada pela Mãe de Deus ao visitar a santa prima levando sua amizade e ajuda quando mais precisava. 

Em 1978, a Madre Maria Vincenza Minet foi chamada pelo Senhor para fundar uma congregação de religiosa sob o carisma de Nossa Senhora da Visitação. Com o apoio do Bispo de Assis, nesta cidade da Itália nasceu as Servas da Visitação em 1978, para abrirem missões a fim de atender as necessidades dos mais pobres e marginalizados em todos os continentes. Hoje, além da Itália, atuam na Polônia, Filipinas, África e Brasil.

Fonte: Paulinas

sábado, 30 de maio de 2015

CAMINHOS DO EVANGELHO - SANTÍSSIMA TRINDADE

Maio: mês mariano - Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá


Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá - 9 de julho

Chiquinquirá é uma pequena cidade situada às margens do rio Suárez, na Colômbia. É também conhecida como capital da província do ocidente e capital religiosa da nação. Seu nome, na língua dos índios chibcha, significa "povo sacerdotal". 

No século XVI, os missionários dominicanos chegaram na Colômbia, portando a imagem de Nossa Senhora para converter os indígenas ao catolicismo. Um dos colonizadores era Dom Antonio de Santana um homem muito rico, designado como administrador das aldeias de Sutmarchán e Chiquinquirá. Devoto da Virgem do Rosário ele pediu ao padre dominicano, André Jadraque, que providenciasse uma imagem dessa invocação para colocar na capela erguida em Sutmarchán. A encomenda foi passada ao pintor Alonso de Narváez, radicado na região. Num tecido rústico de algodão fabricado pelos índios, o artista pintou a imagem de Maria do Rosário ladeada pelos Apóstolo Santo André e Santo Antonio de Pádua. A inclusão dos dois santos foi iniciativa de Alonso, pois sobrara espaço suficiente na tela para homenagear os padroeiros do padre e do administrador, seus clientes. 

O quadro foi colocado no altar da capela de Sutmarchán durante a missa de inauguração da capela, em 1562 e ficou exposto para veneração popular durante doze anos. Depois, já quase apagado e corroído pela umidade, foi levado à casa da fazenda dos Santana em Chiquinquirá. Em 1577, Dom Antonio faleceu e a viúva Dona Joana, se retirou para aquela propriedade. Na arrumação da chegada, o quadro do Virgem do Rosário foi colocado num canto da capela e lá ficou esquecido.

Oito anos depois chegou na fazenda Maria Ramos, uma cunhada do falecido Dom Antonio, vinda da Espanha para ajudar nos trabalhos domésticos da casa. A piedosa mulher não se acostumava à nova residência e ao clima do país, por isso rezava muito à Virgem Maria. Certo dia resolveu organizar a capela e limpou o quadro da melhor maneira possível, mas não conseguiu saber de que devoção se tratava. Quando soube que era uma antiga pintura de Nossa Senhora do Rosário, pendurou o quadro num lugar de destaque da capela e passou a rezar diante dele. Algum tempo depois, Maria Ramos começou a suplicar à Virgem do Rosário que tivesse a felicidade de identificar o seu vulto naquele quadro, que mais parecia um borrão de tinta. E assim procedia diariamente durante a oração do Rosário. 

Maria Ramos teve as preces atendidas no dia 26 de dezembro de 1586, quando ocorreu o milagre. Ela saia da capela quando uma índia cristã chamou sua atenção para a tela toda iluminada. Elas notaram que as cores do quadro ficaram mais fortes e a pintura voltou a ser nítida outra vez. As duas começaram a gritar felizes por Dona Joana. Então as três mulheres se ajoelharam diante da Virgem do Rosário e louvaram a Deus pela bondosa graça. 

Naquele lugar, em 1608, foi construída uma igreja que se tornou Santuário e em 1812, foi consagrada Basílica dedicada a Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá. Quatro anos depois, na luta da independência da Colômbia, a Virgem recebeu a mais alta patente do Exercito. E com a vitória o próprio Simon Bolívar, o libertador, humildemente foi à Basílica agradecer e depositar sua espada aos pés da Mãe Santíssima. O Papa Pio VII declarou solenemente Padroeira da Colômbia, Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá, em 1829, para ser celebrada no dia 09 de julho. Mas o povo a homenageia também em 26 de dezembro, data do primeiro milagre do quadro. A coroação canônica ocorreu em 1919. 


Em 18 de novembro de 1794, se repetiu o milagre da renovação da imagem dessa invocação, desta vez pintada em madeira, na cidade de Maracaibo, Venezuela. Uma igreja foi erguida no local do prodígio. A fama dos milagres se manteve vigorosa através dos tempos e os venezuelanos passaram a invocar "La Chinita", como amorosamente nomearam a Virgem do Rosário de Maracaibo. Assim, em 18 de novembro de 1942, a Igreja Católica coroou canonicamente a imagem da Padroeira de Maracaibo. Foi a primeira celebração oficial no seu dia. Além disso, a igreja onde se venera a imagem milagrosa venezuelana foi consagrada como: Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Chiquinquirá de Maracaibo.

Fonte: Paulinas

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Solenidade da Santíssima Trindade




1ª Leitura - Dt 4,32-34.39-40
Salmo - Sl 32,4-5.6.9.18-19.20.22
2ª Leitura - Rm 8,14-17
Evangelho - Mt 28,16-20

Naquele tempo:
Os onze discípulos foram para a Galiléia,
ao monte que Jesus lhes tinha indicado.
Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele.
Ainda assim alguns duvidaram.
Então Jesus aproximou-se e falou:
'Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.
Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos,
batizando-os em nome do Pai
e do Filho e do Espírito Santo,
e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!
Eis que eu estarei convosco todos os dias,
até ao fim do mundo'.

Palavra da Salvação.


Trindade: unidade na diversidade 

Evidentemente, desde a nossa primeira infância, talvez mesmo antes que tomássemos consciência do que éramos, os sinais da Trindade nos marcavam. Já no batismo fomos marcados com o sinal da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. E quando falamos Trindade, talvez a nossa mente se embaralhe, e nós pensemos que seja uma coisa complicada, que não tem nada a ver com a nossa experiência. Leda ignorância! Ledo engano!

A Trindade é a realidade mais próxima de nós e que mais marcou a nossa vida, que mais marca a nossa estrutura psíquica, a nossa estrutura antropológica, a nossa estrutura existencial. Senão, vejamos. Não vou buscar coisas lá longe, não. Vou pegar o cotidiano de vocês.

Qual a experiência mais forte que temos de proximidade? Quando queremos ter alguém próximo, nós todos temos dois gestos: um gesto físico – abraçamos. No abraço, como que fechamos a outra pessoa contra nós, para sentirmos que eu e o outro formamos como que uma unidade. Este é o símbolo do abraço. Os dois têm que ser um só. Ambos querem ser um só. Quando não se quer ser um só, faz-se como a criancinha que quando não gosta de alguém, empurra com a mão e se afasta - não quer. 
Então, contra o abraço é quando eu não quero. É a rejeição. Quando abraçamos, nós queremos ser um só com as pessoas que amamos. E muitas vezes três pessoas que se amam são capazes de um abraço tão grande, que as três cabem num único abraço, como um cacho de unidade e trindade. De trindade porque são três, de unidade, porque é um só abraço. Três se faz um. Isto nós fazemos.

Agora, imaginem vocês, Aquele que é o Onipotente, que é o Infinito, que não precisa de braços físicos para trazer o outro para si. Basta querer, basta pensar, basta amar. O outro é Ele, então é o Pai. É o Pai que abraça o Filho e olha para o Filho e diz: -‘estou todo em você’.

Quantos esposos, depois de muitos anos de caminhada, de um amor longo, de repente, um olha para o outro e percebem que um está todo no outro: o sotaque, os gestos, a maneira de falar, até a maneira de andar. Parece que um vai assimilando o outro. Um vai sendo o outro.

Se nós, que somos limitados, somos espaço, somos físico conseguimos criar tantas unidades profundas na amizade, imagine então Esse maior, esse Pai maior? Olha para o Filho e diz: “estou todo em ti”. E o Filho volta-se para Ele e reconhece: “também eu estou todo em ti”. Os dois começam a perceber que um e o outro fazem uma unidade perfeita sem perder a relação de pai e filho, porque o Pai nunca será Filho e o Filho nunca será Pai.

Por mais que a mãe abrace o seu filhinho no colo, ela continua mãe e a criança, filho. Nunca conseguirá essa relação de unidade. Mas a mãe o segura, o esconde e, se faz frio, o esconde mais ainda, como se os dois fossem um só e, de repente, os dois se olham e dizem: “há algo maior que nos envolve”. 

Sempre há um terceiro nos nossos amores, não no sentido ruim, como muitos pensam. Por que é importante um terceiro nos nossos amores? Por que é importante o filho para que os esposos não se percam neles mesmos? Nasce o filho e o filho é o terceiro que rompe o fechamento que dois esposos podiam ter juntos, com o risco de ficarem perdidos e desaparecerem. O terceiro é o outro, é o mundo, é a história que não nos deixa fechar nem com o maior amigo.

Nem a Trindade perdeu-se no dois. Ela também precisou do terceiro para romper o fechamento do Filho com o Pai. Ele se chama Espírito. É essa a experiência trinitária, que queremos viver. Só que vivemos na fragmentação, na fragilidade, no esforço, na luta para que as nossas relações cresçam, para que as nossas unidades aumentem sem que percamos as diferenças, as identidades, as originalidades, as singularidades. 

O grande desafio da Trindade é amar buscando a unidade, sem perder a própria identidade, a própria singularidade, a própria originalidade. O Pai é só Pai, o Filho é só Filho e o Espírito Santo é só Espírito. Mas os três se entrelaçam num amor tão grande que chamam um só Deus. Esse UM é o AMOR. Amém.

Pe. João Batista Libânio, sj – Um outro olhar, vol. 1

Confira também a reflexão de Frei Alvaci Mendes da Luz para este domingo:




Maio: mês mariano - Nossa Senhora da Estrada


Nossa Senhora da Estrada - 24 de maio

Desde os primeiros séculos os cristãos pedem a proteção da Virgem Maria ao viajarem, porque Ela vivenciou os perigos das estradas, carregando seu filho Jesus, nos braços, ao lado do bom José. Naqueles tempos viajar pelas estradas era uma aventura arriscada, que podia custar a própria vida. A cada passo havia uma dificuldade, por causa do deserto, do mato fechado, dos pântanos e dos rios sem pontes. Sem contar com o perigo eminente das feras selvagens e dos salteadores. 

A tradição mais antiga da invocação à Nossa Senhora da Estrada teve início no começo século XIII, na Itália. Nessa época um desconhecido colocou um quadro com a imagem de Maria e o menino Jesus, de autoria anônima, numa velha capelinha à beira da estrada, logo na saída de um dos caminhos que ligavam Roma ao interior. 

Os viajantes ficaram surpresos e felizes, pois tinham o hábito de parar diante da capelinha para orar a Deus pedindo a sua proteção com a ajuda da Virgem Maria. A divulgação do culto correu rápida alcançando toda a cristandade, do Ocidente e do Oriente. Muitas igrejas foram erigidas e colocadas sob a invocação de Nossa Senhora da Estrada. A mais antiga era aquela capelinha, mas foi derrubada, reconstruída e dedicada à Santa Maria da Estrada, onde o quadro original permaneceu para a veneração dos fiéis. 

Mais tarde tornou-se uma igreja importante para os jesuítas, porque foi a primeira a lhes ser confiada pelo Papa Paulo III, em 1541. Três anos depois, anexa a ela se construiu a casa da Companhia de Jesus, ou "casa de La Strada" onde o fundador da recente Ordem viveu até o final da vida. 

De novo, em 1602, a igreja foi demolida, desta vez com parte da casa anexa, para dar para dar lugar à igreja titular da Companhia de Jesus. Entretanto, dentro do novo templo, chamado igreja "del Gesú" construíram uma pequena réplica da capelinha para abrigar o quadro original da imagem de Nossa Senhora da Estrada. Em algumas localidades essa imagem é venerada com o nome de Nossa Senhora dos Viajantes. O dia de sua festa é 24 de maio. 

Uma das mais belas orações dedicada à Nossa Senhora da Estrada foi escrita pelo Papa Pio XII, em 1957, e diz assim: "Ó doce Maria Nossa Mãe Celeste, sê guia dos nossos passos nas Estradas muitas vezes pedregosas de nossa vida, e quando esta chegar ao seu fim, sê para nós porta do céu e mostra-nos o fruto Bendito de Teu Ventre, Jesus"

Esse culto chegou ao Brasil através dos jesuítas. Mas é importante citar que o Brasil criou um serviço da Igreja Católica, único no mundo todo, chamado Pastoral Rodoviária. Ele existe desde 1976 e seu responsável é o Bispo Diocesano da cidade de Ponta Grossa, Paraná. A Pastoral Rodoviária é a maior divulgadora da devoção à Nossa Senhora da Estrada.

Fonte: Paulinas

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Papa Francisco fala sobre a importância do noivado em Audiência Geral


Na Audiência Geral desta quarta-feira, 27, o Pontífice falou sobre o noivado, ressaltando que este é um tempo privilegiado para os casais, para que possam se conhecer e fazer a experiência da convivência. Acompanhe:

Prosseguindo estas catequeses sobre a família, gostaria de falar hoje do noivado. O noivado — percebe-se pela palavra — relaciona-se com a confiança, a confidência, a fiabilidade. Confidência com a vocação que Deus concede, porque o matrimônio é antes de tudo a descoberta de uma chamada de Deus. Certamente é positivo que os jovens hoje possam optar por casar com base num amor recíproco. Mas precisamente a liberdade do vínculo exige uma harmonia consciente da decisão, não só um simples entendimento da atração ou do sentimento, de um momento, de um tempo breve... Requer um caminho.

Por outras palavras, o noivado é o tempo durante o qual os dois estão chamados a fazer um bom trabalho sobre o amor, um trabalho partícipe e partilhado, que vai em profundidade. Descobrimo-nos a pouco e pouco reciprocamente: ou seja, o homem «aprende» a mulher aprendendo esta mulher, a sua noiva; e a mulher «aprende» o homem aprendendo este homem, o seu noivo. Não subestimemos a importância desta aprendizagem: é um compromisso bom, e o próprio amor o exige, porque não é apenas uma felicidade despreocupada, uma emoção encantada... A narração bíblica fala da criação inteira como de um bom trabalho de amor de Deus; o livro do Gênesis diz que «Deus viu o que fizera, e era coisa muito boa» (Gn 1, 31). Só no final, Deus «repousou». Desta imagem compreendemos que o amor de Deus, que deu origem ao mundo, não foi uma decisão extemporânea. Não! Foi um trabalho bom. O amor de Deus criou as condições concretas de uma aliança irrevogável, sólida, destinada a durar.

A aliança de amor entre o homem e a mulher, aliança para a vida, não se improvisa, não se faz de um dia para outro. Não há o matrimônio rápido: é preciso trabalhar sobre o amor, é necessário caminhar. A aliança do amor do homem e da mulher aprende-se e aperfeiçoa-se. Permiti que eu diga que é uma aliança artesanal. Fazer de duas vidas uma só, é quase um milagre, um milagre da liberdade e do coração, confiado à fé. Talvez devêssemos comprometer-nos mais neste ponto, porque as nossas «coordenadas sentimentais» entraram um pouco em confusão. Quem pretende tudo e imediatamente, depois também cede sobre tudo — e já — na primeira dificuldade (ou na primeira ocasião). Não há esperança para a confiança e a fidelidade da doação de si, se prevalece o hábito de consumir o amor como uma espécie de «integrador» do bem-estar psicofísico. Não é isto o amor! O noivado focaliza a vontade de preservar juntos algo que nunca deverá ser comprado ou vendido, atraiçoado ou abandonado, por muito aliciadora que seja a oferta. Mas também Deus, quando fala da aliança com o seu povo, algumas vezes fá-lo em termos de noivado. No Livro de Jeremias, ao falar ao povo que se tinha afastado d’Ele, recorda-lhe quando o povo era a «noiva» de Deus e diz assim: «Lembro-me da tua afeição quando eras jovem, de teu amor de noivado» (2, 2). E Deus fez este percurso de noivado; depois faz também uma promessa: ouvimo-la no início da audiência, no Livro de Oseias: «Então te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com misericórdia e amor» (2, 21-22). É um longo caminho o que o Senhor faz com o seu povo neste percurso de noivado. No final Deus desposa o seu povo em Jesus Cristo: em Jesus desposa a Igreja. O Povo de Deus é a esposa de Jesus. Mas quanto caminho! E vós, italianos, na vossa literatura tendes uma obra-prima sobre o noivado [Os Noivos]. É necessário que os jovens a conheçam, que a leiam; é uma obra-prima na qual se narra a história dos noivos que sofreram tanto, percorreram um caminho cheio de tantas dificuldades até chegar, no final, ao matrimônio. Não ponhais de parte esta obra-prima sobre o noivado que a literatura italiana ofereceu precisamente a vós. Ide em frente, lei-a e vereis a beleza, o sofrimento, mas também a fidelidade dos noivos.

A Igreja, na sua sabedoria, conserva a distinção entre ser noivos e ser esposos — não é o mesmo — precisamente em vista da delicadeza e da profundidade desta verificação. Estejamos atentos a não desprezar com superficialidade este ensinamento sábio, que se nutre também da experiência do amor conjugal felizmente vivido. Os símbolos fortes do corpo possuem as chaves da alma: não podemos tratar os vínculos da carne com superficialidade, sem causar ao espírito alguma ferida perene (1 Cor 6, 15-20).

Sem dúvida, a cultura e a sociedade de hoje tornaram-se bastante indiferentes à delicadeza e à seriedade desta passagem. E por outro lado, não se pode dizer que sejam generosas com os jovens que estão seriamente intencionados a constituir uma família e a ter filhos! Ao contrário, muitas vezes levantam numerosos impedimentos, mentais e práticos. O noivado é um percurso de vida que deve maturar como a fruta, é um caminho de maturação no amor, até ao momento que se torna matrimônio.

Os cursos pré-matrimoniais são uma expressão especial da preparação. E nós vemos tantos casais, que talvez chegam ao curso um pouco contra a vontade, «Mas estes padres obrigam-nos a fazer um curso! Mas porquê? Nós sabemos!»... e vão contra a vontade. Mas depois ficam contentes e agradecem, porque com efeito encontraram ali a ocasião — muitas vezes única — para refletir sobre a sua experiência em termos não banais. Sim, muitos casais estão juntos muito tempo, talvez até na intimidade, por vezes convivendo, mas não se conhecem deveras. Parece estranho, mas a experiência demonstra que é assim. Por isso deve ser reavaliado o noivado como tempo de conhecimento recíproco e de partilha de um projeto. O caminho de preparação para o matrimônio deve ser organizado nesta perspectiva, servindo-se também do testemunho simples mas intenso de casais cristãos. E apostando também aqui no essencial: a Bíblia, que deve ser redescoberta juntos, de modo consciente; a oração, na sua dimensão litúrgica, mas também na «oração doméstica», vivida em família, nos sacramentos, na vida sacramental — a Confissão... na qual o Senhor vem habitar nos noivos e os prepara para se acolherem deveras um ao outro «com a graça de Cristo»; e a fraternidade com os pobres, com os necessitados, que nos chamam à sobriedade e à partilha. Os noivos que se comprometem nisto crescem ambos e tudo isto leva a preparar uma boa celebração do Matrimônio de maneira diversa, não mundana mas cristã! Pensemos nestas palavras de Deus que ouvimos quando Ele fala ao seu povo como o noivo à noiva: «Então te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com misericórdia e amor. Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor» (Os 2, 21-22). Cada casal de noivos pense nisto e diga um ao outro: «Desposar-te-ei com fidelidade». Esperar aquele momento; é um momento, um percurso que vai em frente lentamente, mas é um percurso de maturação. As etapas do caminho não devem ser queimadas. A maturação faz-se assim, passo a passo.

O tempo do noivado pode tornar-se deveras um tempo de iniciação, no quê? Na surpresa! Na surpresa dos dons espirituais com os quais o Senhor, através da Igreja, enriquece o horizonte da nova família que se predispõe para viver na sua bênção. Agora convido-vos a rezar à Sagrada Família de Nazaré: Jesus, José e Maria. Rezai para que a família percorra este caminho de preparação; rezai pelos noivos. Peçamos a Nossa Senhora todos juntos uma Ave-Maria por todos os noivos, para que possam compreender a beleza deste caminho rumo ao Matrimônio. E aos noivos que estão aqui na praça: «Bom percurso de noivado!».

Fonte: Site do Vaticano

Maio: mês mariano - Nossa Senhora de Montserrat



Nossa Senhora de Montserrat - 27 de abril

A Catalunha está situada a noroeste de Barcelona, a pouco mais de trinta quilômetros, no sul da Espanha. A região possui um conjunto de montanhas que, à primeira vista, lembra os dentes de uma serra de madeira, por isto recebeu o nome de Montserrat. Este pitoresco cenário deu origem à devoção a Nossa Senhora de Montserrat, a "Mare de Déu", como se diz na língua local, e declara Padroeira da Catalunha pelo Papa Leão XIII. 

Os dados históricos se mesclam à antiga tradição do povo que situou o culto no ano 546, quando o monge Querino se retirou numa gruta da montanha e construiu uma pequena ermida dedicada à Virgem Maria. Com o tempo o lugar se tornou uma modesta.

Passados dois séculos, sempre segundo a tradição, dois pastores passaram diante da gruta com seus rebanhos e perceberam uma luz dentro dela. Curiosos entraram para ver o que era e encontraram a bela imagem da Mãe de Deus.

Os registros históricos dizem que em 880 existia realmente a ermida de Nossa Senhora de Montserrat. Nesta ocasião houve a reconquista do território, com os árabes muçulmanos expulsos pelos exércitos cristãos. A Catalunha foi retomada pelo conde Walfrido, o Cabeludo que cedeu a ermida de Montserrat, junto com outras três, aos monges beneditinos do mosteiro de Ripoll. 

Em 1032, o influente abade Oliva decidiu fundar pequenas comunidades de beneditinos ao lado das antigas ermidas doadas, inclusive na da Virgem de Montserrat. Desde então a devoção ganhou forte impulso na diocese da Catalunha.

A bela imagem que preside o altar é dourada e policromada. Apresenta a Virgem Maria sentada sobre um pequeno trono com o Menino Jesus sobre seus joelhos. Ambos têm o rosto e as mãos de cor negra. Por este detalhe, o povo catalão a chama carinhosamente de Virgem "Moreneta" de Monteserrat. 

A devoção se estendeu por todas partes do mundo por meio das expedições marítimas espanholas. Os missionários a levaram para as Américas. No Brasil foi introduzida por Francisco de Souza, governador-geral, em 1590. Na cidade de Santos, é festejada como Padroeira oficial da cidade, em 8 de setembro. Esta era a antiga data da sua celebração no Mosteiro Santuário de Montserrat que a transferiu para o dia 27 de abril. 

Fonte: Paulinas

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Maio: mês mariano - Rainha dos Apóstolos


Padre Tiago Alberione, fundador da "Família Paulina" (família formada de cinco congregações e três institutos), quis colocar as congregações sob a proteção de São Paulo Apóstolo e sob o olhar de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. 

Padre Alberione em sua ação missionária sentiu, de maneira especial, a presença da Mãe de Deus, e quis que seus discípulos e discípulas a venerassem sob o título de Rainha dos Apóstolos. Desejando uma imagem que representasse de uma forma especial e significativa, Maria oferecendo ao mundo seu Filho que tem nas mãos um papiro simbolizando o Evangelho, encomendou um grande painel da Virgem Santíssima ao artista romano João Batista Conti. 

A pintura do quadro da Rainha dos Apóstolos, realizada pelo pintor João Batista Conti, em 1935, é considerada unanimemente como a reprodução oficial e fiel da idéia de Padre Alberione. Nele Maria aparece de pé diante do altar oferecendo Jesus ao mundo como a Verdade para contemplar enquanto Jesus traz na mão um pergaminho enrolado. O apóstolo Paulo está em primeiro plano com a espada na mão e um livro fechado. São Pedro, no centro do quadro, com a mão erguida aponta para a Rainha dos Apóstolos que está circundada pela luz do Espírito Santo. Os dois apóstolos são considerados as colunas da Igreja. Alguns apóstolos e santos estão em atitude de oração ou absortos em meditação.

Este quadro foi colocado na igreja de Alba, Itália, igreja matriz das congregações paulinas, edificada em agradecimento à proteção de Nossa Senhora aos seus filhos. 

Existe outra representação de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, onde Maria aparece juntamente com os apóstolos, no dia de Pentecostes.

Como diz Alberione: "O Espírito Santo habitou de modo permanente em Maria, foi o seu mestre, o seu guia. Ela alcançou o conhecimento mais profundo da revelação de Deus contida nos livros do Antigo Testamento e viveu-a de forma plena. O 'Magnificat' mostra-nos quanto conhecia sua doutrina, quanto a vivia e a usava na oração e na meditação". 

Contudo, a invocação a Maria como Rainha dos Apóstolos não é recente, pois já existia nas Ladainhas Loretanas, instituídas por São Gregório Magno no século VII, atualizadas posteriormente. É também bastante conhecido nos meios artísticos um mosaico bizantino do século XII, na igreja do Torcello (Itália), no qual a Mãe de Deus aparece de pé com o Menino Jesus ao colo, rodeada pelos doze apóstolos.

Muito tempo antes de Tiago Alberione, São Vicente Pallotti o fundador da Sociedade do Apostolado Católico, já havia colocado a sua obra missionária sob a tutela da Rainha dos Apóstolos, a fim de que os seus filhos, unidos em sincera e profunda devoção a Maria, com Ela e por Ela alcançassem as luzes e graças do Espírito Santo para tornarem-se destemidos propagadores do Reino de Cristo.

Através da história, a Santíssima Virgem tem-se manifestado sempre como Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, atendendo solícita às súplicas de todos aqueles que de qualquer maneira trabalham para o anúncio da mensagem do Evangelho e a expansão do Reino de Deus.

Fonte: Paulinas

terça-feira, 26 de maio de 2015

Frades Capitulares se encontram com Papa Francisco


Papa aos Franciscanos: humildade e sobriedade

Mais de 200 frades menores estiveram na manhã desta terça-feira (26/05) no Vaticano, onde foram recebidos pelo Pontífice. Membros da Ordem de todo o mundo estão reunidos no Capítulo Geral, que acaba de reeleger o norte-americano Frei Michael Perry como Ministro geral.

Recebendo o grupo, Francisco fez um discurso em que abordou os dois elementos essenciais da identidade franciscana: a minoridade e a fraternidade.

Minoridade nos aproxima da salvação

A minoridade chama a ser e sentir-se pequenos diante de Deus, entregando-se totalmente à sua infinita misericórdia. “Quem não se reconhece como ‘menor’, como pecador, não compreende a misericórdia. Quanto mais cientes somos de ser pecadores, mais estaremos próximos da salvação”, disse o Papa.

“Minoridade significa também sair de nós mesmos, de nossos esquemas e visões pessoais; significa ir além das estruturas, dos hábitos e de nossas seguranças e testemunha a proximidade concreta aos pobres, carentes e marginalizados, em atitude de compartilha e serviço”, lembrou.

A importância do testemunho da fraternidade

Prosseguindo, o Papa considerou a dimensão da fraternidade, frisando que ela também pertence ao testemunho evangélico. “A Família franciscana é chamada a expressar esta fraternidade concreta, recuperando a confiança recíproca nos relacionamentos interpessoais, para que o mundo veja e creia”, apontou ainda.

“Nesta perspectiva”, indicou o Papa ao grupo, “é importante resgatar a consciência de que são portadores de misericórdia, reconciliação e paz. Se realizarem esta vocação – que corresponde ao seu carisma – serão uma congregação ‘em saída’”.


As origens da Ordem

Para frisar o conceito, o Papa leu o Capítulo III da Regra Bulada de São Francisco: “Aconselho, admoesto e exorto meus frades no Senhor Jesus Cristo que, quando vão pelo mundo, não litiguem nem contendam com palavras, nem julguem os outros; mas sejam amáveis, pacíficos e modestos, mansos e humildes, falando a todos honestamente… E em qualquer casa em que entrem, digam primeiro: Paz a esta casa”.

Para Francisco, estas exortações são muito atuais; são profecia de fraternidade e minoridade: “Como é importante viver uma existência cristã e religiosa sem se perder em disputas e fuxicos, cultivando um diálogo sereno com todos em mansidão e humildade, anunciando a paz e vivendo sobriamente, contentes do que nos é oferecido!”.

O risco do apego aos bens

Completando, o Papa alertou: “Se, ao contrário, se apegarem aos bens e riquezas do mundo, depositando nelas a sua segurança, será o próprio Senhor a desnudá-los”.

Para terminar, Francisco lembrou que o Espírito Santo é o animador de nossas relações e de nossa missão na Igreja e no mundo. Quando os consagrados se deixam iluminar e guiar pelo Espírito, é mais fácil enfrentar desafios como o envelhecimento e a escassez de vocações. Ao se despedir, o Papa encorajou os frades e confiou toda a Ordem à materna proteção da Virgem Maria.

Fonte: News.VA

Catedral São Francisco Xaxier se despede das Missões Franciscanas


Neste domingo, dia 24, aconteceu o encerramento das Missões Franciscanas em Registro, interior de São Paulo. Foi uma semana intensa, de visita às comunidades, orações nas casas, encontro com pessoas de diversas denominações religiosas, celebrações, caminhada. Uma semana de muitas atividades, que animaram a comunidade da Catedral São Francisco Xavier. Uma semana que também anima a equipe do PVF. Agradecemos imensamente ao convite do Padre Adelson Rosa de Souza, que organizou as atividades ao longo desta semana, e esteve conosco em todos os momentos.

Além da equipe do PVF e do SAV, estiveram conosco as irmãs Isabel e Cleusa (Franciscanas de Ingolstadt e Franciscanas Seráficas), Edson e Tiago, aspirantes franciscanos. Obrigado pela companhia e pelo despojamento. Que Deus fortaleça a vocação de vocês.

Veja abaixo o agradecimento de nosso benfeitor José Eraldo Paiva, que esteve conosco nestas Missões Franciscanas em Registro.

"Em nome de nossa Paróquia, das comunidades da cidade e rurais, agradecemos a Deus a presença dos missionários franciscanos em nosso meio. Foi uma semana abençoada, terminando com a festa do Divino Espírito Santo que se fez presente nos corações de todos os paroquianos. Obrigado ao Pró-Vocações Franciscanas; a todos os missionários que aqui estiveram.

Tenham a certeza de que com a simplicidade, as palavras inspiradas, a amizade e o carinho que trouxeram até nós, reavivaram a fé daqueles que já a possuíam e tocaram os corações de todos, lembrando a presença de um Deus que é amor.

Ficamos muito felizes e os colocaremos em nossas orações; rezem também por nós. Pedimos também a Deus, que na sua imensa sabedoria e providência nos envie, sempre que esmorecermos, seus instrumentos de paz: os frades da Província da Imaculada Conceição."

Veja mais fotos do encerramento das Missões Franciscanas em Registro:







































Maio: mês mariano - Nossa Senhora de Nazaré


Nossa Senhora de Nazaré - 13 de outubro

É muito difícil saber como a imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegou em Belém do Pará, norte do Brasil. Tudo indica, segundo alguns historiadores, que esta devoção foi introduzida pelos padres jesuítas, por volta de 1697, na cidade de Vigia, perto de Belém

Conta-se que em 1700, o lenhador e caçador Plácido José de Souza, filho do português Manuel Ayres de Souza, caminhando pelo igarapé de Murucutu, uma região perto de Brasília, encontrou a imagem de Maria de Nazaré, uma réplica daquela cultuada em Portugal e em Vigia.

Era uma imagem pequena, de madeira, com 28 centímetros. Estava numa espécie de nicho natural, de pedras lodosas, talvez deixada aí por algum devoto no retorno de Vigia. Plácido fica encantado com a descoberta e leva a pequena imagem para sua casa - uma pobre choupana - e a coloca sobre um altar. Na manhã seguinte, a imagem havia desaparecido; voltara para seu nicho natural. Isto aconteceu todas as vezes que Plácido a levava para sua casa. O fato se propagou rapidamente e o povo logo entendeu que a Mãe de Deus queria ser venerada no local onde fora encontrada. Ergueu-se, então, uma palhoça ao redor do nicho natural para abrigar a santa. Plácido construiu ao lado sua nova casa. Mais tarde, trinta anos depois, conseguiu com a ajuda de amigos erguer uma capela maior para abrigar a Virgem de Nazaré.

Em 1793 realizou-se a primeira procissão, chamada de "Círio" por causa das velas usadas, com a presença do bispo e do governador, que milagrosamente se recupera de uma doença para participar da homenagem à Virgem de Nazaré e promete melhorar a ermida da santa.

Atualmente a procissão do Círio de Nazaré começa na Catedral e vai até a Basílica. São cinco quilômetros cuja caminhada pode durar até sete horas, em virtude das homenagens e da multidão de devotos.

Na festa do Círio de Nazaré, podemos destacar a romaria fluvial, que percorre as águas da baía de Guajará, levada numa embarcação ricamente ornamentada, a imagem de Mãe de Deus para abençoar as comunidades ribeirinhas. É espetáculo maravilhoso que atrai turista do Brasil e do mundo.

Destacamos ainda a Berlinda, verdadeira obra de arte entalhada na madeira, que carrega Nossa Senhora de Nazaré nas procissões. Atada à Berlinda está a Corda, que simboliza, o elo entre o povo e Maria. Com 400 metros de comprimento e 2 polegadas de diâmetro, a Corda é um dos principais símbolos do Círio de Nazaré. Surgida espontaneamente para retir a Berlinda de um atoleiro, hoje é imprescindível. Segurar na corda, além de pagar promessa, é antes de tudo um ato de fé e amor à Virgem Santa.

A Basílica atual, foi erguida ao lado da igreja já existente. O templo, com 62 metros de comprimento por 24 de largura e 20 de altura, é claro e arejado, favorecendo a oração. A imagem da Virgem de Nazaré, encontrada por Plácido, está protegida em meio à glória de muitos anjos, no altar-mor. A inauguração da Basílica deu-se em 30 de outubro de 1941.

A festa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré é um fenômeno religioso que só a fé justifica.

Fonte: Paulinas

domingo, 24 de maio de 2015

Maio: mês mariano - Nossa Senhora Auxiliadora


Nossa Senhora Auxiliadora - 24 de maio

A Virgem Maria sempre foi venerada e festejada por todos os cristãos, que invocam o seu socorro e auxílio nas horas de sofrimento e aflição. Porque à Ela fomos confiados como seus filhos por Jesus na Cruz e à nós cristãos do mundo todo foi indicada como Mãe, através de João Evangelista, também aos pés da Cruz.

Essa festa, entretanto, remonta o século XVI, quando a expressão "Auxiliadora dos Cristãos" foi introduzida na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na batalha nas águas de Lepanto, em 1571. Os soldados do exército cristão depois de receberem a Eucaristia, invocando o nome de Maria, Auxílio dos Cristãos, foram à luta. Três horas mais tarde conquistaram a vitória, e gritando "Viva Maria", hastearam a bandeira de Cristo.

A data que se comemora hoje com esse título está ligada à dominação do conquistador Napoleão que prendeu o Papa Pio VII. No século XIX , o imperador francês Napoleão Bonaparte espalhava o terror pelo mundo, com suas incessantes conquistas sangrentas. Invadiu também Roma, prendeu o Papa e o mandou para uma das terríveis prisões da França. Ali, durante cinco anos Pio VII passou por horríveis sofrimentos. Só ao fim desse período, quando o poder político de Napoleão começou a desaparecer, e as pressões do mundo inteiro a surtir efeito, o pontífice foi libertado.

O Papa entrou solenemente em Roma, aclamado pela população. Recuperou a Santa Sé e voltou a exercer suas funções, atribuindo a própria sobrevivência à Mãe Maria. Dessa forma, em 1815, instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, a ser celebrada no dia 24 de maio. A devoção se propagou e muitos países de vários continentes a celebram como sua padroeira, como a Austrália católica, a China, a Polônia, a Argentina. É também muito antiga esta devoção nos países do Leste Europeu.

Porém o maior devoto e propagador do culto à Nossa Senhora Auxiliadora foi o grande educador e inovador São João Bosco, que desde o início colocou toda a sua obra de sacerdote e fundador sob a sua proteção e auxílio. Ele fundou: a Congregação de São Francisco de Sales, cujos sacerdotes são conhecidos como "Salesianos de Dom Bosco"; as "Filhas de Maria Auxiliadora" e os "Cooperadores Salesianos" para leigos e sacerdotes. Foram esses missionários que espalharam com a sua chegada a devoção e a celebração da festa de Nossa Senhora Auxiliadora, em todos os cantos do planeta. E foi assim que ela chegou, também, no Brasil.

Domingo de Pentecostes




Evangelho - Jo 20,19-23

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas, por medo dos judeus,
as portas do lugar onde os discípulos se encontravam,
Jesus entrou e pondo-se no meio deles,
disse: 'A paz esteja convosco'.
Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente, Jesus disse: 'A paz esteja convosco.
Como o Pai me enviou, também eu vos envio'.
E depois de ter dito isto,
soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo.
A quem perdoardes os pecados,
eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes,
eles lhes serão retidos'.

Palavra da Salvação.

Pentecostes: história e limite

Hoje a liturgia entra numa exuberância imensa de símbolos, porque é festa de Pentecostes.

Pentecostes é a festa da história, de sua necessidade e do seu limite. Por que Pentecostes é a festa da história? Porque só há Pentecostes porque primeiro existiu Jesus na história. É importante saber isso: Primeiro Ele precisou vir à Terra, primeiro Ele precisou falar, primeiro Ele precisou fazer, primeiro Ele precisou mostrar muita coisa para os nossos sentidos. Assim foi Jesus: tocou os doentes, curou os leprosos, curou os cegos, ressuscitou os mortos, perdoou os pecadores. Esse é o Jesus da história. É como se o Espírito Santo ficasse um pouco assim na reserva, esperando a sua vez. Então sem história não há Espírito Santo. Portanto, sem o nosso trabalho como Igreja, não há Espírito Santo. Sem esses irmãos e irmãs que fazem, dão catequese, não há Espírito Santo. Sem nós, pequenos pecadores sacerdotes, se não celebrarmos, não há Espírito Santo. Sem essa celebração, sem essa igreja, sem os construtores, operários que construíram isso, não há Espírito Santo. Sem os marceneiros que fizeram os bancos, não há Espírito Santo. Ele precisa da História, de nossos braços, precisa das nossas mãos. Sem isso não há Espírito Santo.

Ele precisou da carne de Jesus. Jesus não foi espírito, não. Foi carne. Se Ele caía no chão, se machucava; se cortava, sangrava. O Espírito Santo precisa dessa carne, cheia de sangue, cheia de voz, cheia de olhar, cheia de tato, de ouvido, de olfato, de gosto, que somos nós. É disso que Ele precisa para trabalhar. Ele não supre nenhum de nós.

Nossa [sociedade] está muito preocupada com os jovens que entram na droga. Eles só sairão de lá, se nos preocuparmos, se falarmos a eles, se tocarmos o rosto deles: “jovem, não entre por esse caminho perigoso!”. O Espírito Santo precisa de nossa carne, precisa de nossos gestos. Se não fizermos isso, Ele não atua. Não se arrependam de trabalhar na Igreja, não se acomodem, não fiquem abatidos. Não, precisamos trabalhar mais ainda, gastar a nossa voz, gastar o nosso corpo. Coisa mais linda, quando terminamos um dia, exaustos, cansados, mas sabendo que se emprestou o tempo, o corpo, os gestos para o Espírito Santo. Você deu a Ele a sua voz. Isso é a coisa mais linda que a gente pode fazer. Quando um pai fala para seu filho, toca o coração da sua filha, diz uma palavra, ele emprestou para o Espírito Santo os seus braços que tocaram o rosto da sua filha, que acariciaram essa menina, essa jovem. O Espírito Santo não acaricia ninguém. São as vossas mãos que o fazem. O Espírito Santo não fala para ninguém. São as vossas vozes que falam. O Espírito Santo necessita da História, Ele necessita de nós, Ele necessita das nossas ações.

Agora vem o outro lado: o Espírito Santo é o limite da história.


Das coisas mais fascinantes da vida de Jesus, o que me deixa muito intrigado, é que Jesus, de repente, fala, prega e percebe que Ele não deu conta. Jesus não deu conta! Ele não deu conta de explicar aos apóstolos o que Ele queria explicar. Chega na véspera de se despedir dos apóstolos, e eles ainda perguntam se vai chegar o Reino de Deus. Que coisa é Reino de Deus? E Jesus constata que Eles não entenderam nada. E é aí que Ele percebe que precisa do Espírito Santo, para abrir a mente daqueles homens e de todos nós, hoje aqui reunidos. E vem Pentecostes. E aqueles homens fracos, medrosos se animam daquele algo mais. Vêem-se capazes de sair, sem meios de transportes, sem saber nenhum, para levar a Palavra, o Reino às terras mais longínquas até chegar a nós, mostrando que é por nossa boca, por nossos gestos, por nosso corpo que o Reino de Deus se fará realidade no meio de nosso povo. 

Pe. João Batista Libânio, sj - Um outro olhar, vol 1

Confira a reflexão de Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM para este domingo: