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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nossa Senhora da Penha


Segundo a tradição, por volta de 1434 um monge francês, Simão, sonhou com uma imagem de Nossa Senhora que lhe apareceu no topo de escarpada montanha, cercada de luz e acenando para que ele fosse procura-la. Simão por cinco anos procurou pela montanha, até que um dia teve indicação de sua localização em sonho e para lá se dirigiu.
Após três dias de intensa caminhada, cansado e, segundo ele, ouvindo a advertência: “Simão, vela e não durma” (pelo que passou a ser conhecido Simão Vela), escalando muito e parando para descansar, ele viu, sentada perto dele, uma formosa Senhora com o filho ao colo que lhe indicou o lugar onde encontraria o que procurava. Auxiliado por alguns pastores da região, conseguiu achar a imagem que avistara em sonho. 

Construiu Simão Vela uma ermida nesse local, que se tornou célebre pelo grande número de milagres alcançados por intermédio de Nossa Senhora da Penha, e, mais tarde, ali foi construído um santuário, e a devoção a Nossa Senhora da Penha foi muito propagada.
Em Portugal o culto de Nossa Senhora da Penha iniciou-se após a batalha na qual o rei Dom Sebastião morreu. Entre os portugueses que conseguiram escapar da escravidão muçulmana encontrava-se um escultor chamado Antônio Simões, o qual prometeu à Virgem Santíssima fazer sete imagens se ela o conduzisse novamente à sua pátria. 

Alcançando a graça solicitada iniciou o trabalho, esculpindo as imagens e dando-lhes títulos por ele conhecidos de Nossa Senhora. Ao chegar à sétima imagem e não sabendo que invocação dar-lhe, foi aconselhado por um padre jesuíta a fazer-lhe à imagem de Nossa Senhora da Penha, cujos milagres estavam sendo muito comentados. Executada a obra, colocou-a ermida de Vitória, mas, algum tempo depois, edificou lhe uma igreja próxima a Lisboa, que se tornou conhecida como “Penha de França”.

Naquela época uma peste assolou Portugal, como a Espanha se livrara do flagelo graças à intervenção de Nossa Senhora da Penha de França, o Senado da Câmara de Lisboa prometeu a Nossa Senhora construir um grandioso templo se ela livrasse a cidade da moléstia. Extinguiu-se a epidemia quase que imediatamente e um santuário foi construído.

Este santuário passou a atrair milhares de peregrinos e, em certa ocasião, um devoto, tendo subido ao alto da montanha, cansado, adormeceu. Quando uma cobra aproximou-se para picá-lo, um lagarto saltou sobre ele, despertando-o a tempo de matar a cobra com seu bastão. Essa é a razão pela qual a imagem de Nossa Senhora da Penha tem, aos pés, um peregrino, a cobra e o lagarto.

No Brasil a devoção a Nossa Senhora da Penha veio com os portugueses, e a primeira igreja em sua honra foi erguida em Vila Velha, Espírito Santo, por volta de 1570, no Rio de Janeiro por volta de 1635; Em São Paulo, Nossa Senhora da Penha é a protetora da cidade. Segundo a tradição, um viajante francês seguia de Piratininga para o Norte, levando em sua bagagem uma imagem de Nossa Senhora da Penha de França, pelo ano de 1682. Ao passar pelo morro chamado Aricanduva parou para descansar. Ao continuar o trajeto, no dia seguinte, notou a falta da santa. Voltou para procura-la e foi encontra-la no alto do morro de Aricanduva. Guardou a imagem e prosseguiu a viagem, mas, ao parar novamente para descansar, de novo notou a falta da imagem, que foi encontrada outra vez em Aricanduva. Como este fato se repetiu por mais vezes, ele, vendo nisso uma vontade divina, ergueu no local uma capela.