PESQUISAR TEMAS E ARQUIVOS DO BLOG

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

31 de outubro dia de Santo Afonso Rodrigues




Mercador espanhol, nascido em Segóvia, antes de ser acolhido como coadjutor entre os jesuítas, foi um bom pai de família. Aos 44 anos perdeu a mulher, precedida no túmulo pelos filhos.Rodrigues escolheu então a via do convento e foi mandado a Palma de Maiorca, onde desempenhou a função de porteiro do colégio de Monte Sion. Humilde e devoto, se bem que à sua porta batessem eminentes personagens para ouvir seus conselhos e ensinamentos. Foi canonizado em 1888.
Santo Afonso, rogai por nós! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

São João de Capistrano, sábio e prudente - 23 de outubro



O santo fez da ação um ato de amor e do amor uma força para a ação, por isso, muito penitente e grande devoto do nome de Jesus chegou à santidade. João nasceu em Capistrano (Itália), em 1386, e com privilegiado e belos talentos, cursou os estudos jurídicos na universidade de Perusa.

Juiz de direito, casado e nomeado governador de uma cidade na Itália, acabou na prisão por causa de intrigas políticas. Diante do sistema do mundo, frágil, felicidade terrena, e após a morte de sua esposa, João quis entrar numa Ordem religiosa. Com este objetivo teve João a coragem de vender os bens, pagar o resgate de sua missão, dar o resto aos pobres e seguir Jesus como São Francisco de Assis. O superior da Ordem, conhecendo os antecedentes de João, o submeteu a duras provas de sua vocação e, por tudo, João passou com humildade e paciência.

Ordenado sacerdote consagrou-se ao poder do Espírito no apostolado da pregação; viveu de modo profundo o espírito de mortificação. João de Capistrano enfrentou a ameaça dos turcos contra a Europa e a tentativa de desunião no seio da própria Ordem Franciscana. Apesar de homem de ação prodigiosa e de suas contínuas viagens através de toda a Europa descalço, João foi também escritor fecundo, consumido pelo trabalho.

São João tinha muita habilidade para a diplomacia; era sábio, prudente, e media muito bem seus julgamentos e suas palavras. Tinha sido juiz e governador e sabia tratar muito bem às pessoas. Por isso quatro Pontífices (Martinho V, Eugênio IV, Nicolau V e Calixto III) empregaram-no como embaixador em muitas e muito delicadas missões diplomáticas e com muito bons resultados.

Três vezes os Sumos Pontífices quiseram nomeá-lo Bispo de importantes cidades, mas preferiu seguir sendo humilde pregador, pobre e sem títulos honoríficos. Em 1453, os turcos muçulmanos propuseram invadir a Europa para acabar com o Cristianismo. Então São João foi à Hungria e percorreu toda a nação pregando ao povo, incitando-o a sair entusiasta em defesa de sua santa religião. As multidões responderam a seu chamado, e logo se formou um bom exército de crentes. Os muçulmanos chegaram perto de Belgrado com 200 canhões, uma grande frota de navios de guerra pelo rio Danúbio, e 50.000 terríveis jenízaros da cavalo, armados até os dentes. Os chefes católicos pensaram em retirar-se porque eram muito inferiores em número.

Mas foi aqui quando interveio João de Capistrano: empunhando um crucifixo, foi percorrendo com ele todas as fileiras, animando os soldados com a lembrança de que iam combater por Jesus Cristo, o grande Deus dos exércitos. tanta confiança e coragem inspirou a presença do santo aos cristãos, que logo ao primeiro ímpeto foi derrotado o exército otomano.

Morreu aos 71 anos de idade a 23 de outubro de 1456 e foi beatificado pelo Papa Leão X e solenemente canonizado pelo Papa Alexandre VIII no ano de 1690.

São João de Capistrano, rogai por nós!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Parabéns Professores! 15 de outubro, dia dos professores. "Há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes." Paulo Freire



O dia do professor é comemorado em 15 de outubro.

Durante seu período de formação, esse profissional desenvolve habilidades que o ajudará a lidar com crianças e jovens que estão em fase escolar, como metodologias de trabalho e didática de ensino.

Hoje em dia os professores têm um papel social maior, estão mais envolvidos e engajados no exercício da profissão, pois as metodologias de ensino mudaram muito de uns anos pra cá.

O professor deixou de ser visto como o todo poderoso da sala de aula, o detentor do saber, o dono da razão, e foi reconhecido como o instrumento que proporciona a circulação do conhecimento dentro da sala de aula.

Isso acontece em razão de seu modo de agir, a maneira como conduz as aulas, pois considera os conhecimentos que os alunos levam consigo, fazendo com que cada um manifeste a sua opinião acerca dos assuntos discutidos.

A criação da data se deu em virtude de D. Pedro I, no ano de 1827, ter decretado que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil, criasse as primeiras escolas primárias do país, que foram chamadas de “Escolas de Primeiras Letras”, através do decreto federal 52.682/63.

Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes. Paulo Freire

Os conceitos trabalhados eram diferenciados de acordo com o sexo, sendo que os meninos aprendiam a ler, a escrever, as quatro operações matemáticas e noções de geometria. Para as meninas, as disciplinas eram as mesmas, porém no lugar de geometria entravam as prendas domésticas, como cozinhar, bordar e costurar.

A ideia de fazer do dia um feriado surgiu em São Paulo, com o professor Salomão Becker, que propôs uma reunião com toda a equipe da escola em que trabalhava para que fossem discutidos os problemas da profissão, planejamento das aulas, trocas de experiências etc.

A reunião foi um sucesso e por este motivo outras escolas passaram a adotar a data, até que ela se tornou de grande importância para a estrutura escolar do país.

Anos depois a data passou a ser um feriado nacional, dando um dia de descanso a esses profissionais que trabalham de forma dedicada e por amor ao que fazem.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia



HOMENAGEM AOS PROFESSORES

O que os professores fazem
Ele diz que a grande questão é:
O que um aluno vai aprender com alguém
cuja melhor opção na vida foi ser professor?
Ele comenta com os convidados do jantar que é verdade

o que dizem sobre os professores:
Quem sabe faz; quem não sabe ensina.
Decido morder minha língua - em vez da dele -
e resistir à tentação de comentar com os convidados
que também é verdade o que dizem sobre os advogados.
Afinal, estamos jantando e temos que conversar educadamente.

Então, Taylor, você é professor.
Seja honesto, não deve fazer lá muito dinheiro.
Quanto você ganha?
Gostaria que ele não tivesse feito isso -
me pedido que eu fosse honesto -
porque eu tenho uma regra
sobre honestidade e passa-foras:
Se pediu, vai levar.
Você quer saber quanto eu ganho ou o que eu faço?
Eu faço os alunos trabalharem mais duro do que eles imaginavam
ser possível.

Eu faço uma nota 5 parecer uma medalha de honra
e um 9 ser um tapa na cara.
Como ousa me fazer perder tempo com um trabalho inferior ao seu
potencial máximo?

Eu faço crianças ficarem sentadas por mais de 40 minutos na sala
de aula em silêncio absoluto.
Não, vocês não podem trabalhar em grupo.
Não, você não pode fazer nenhuma pergunta agora.
Por que eu não deixo você ir ao banheiro?
Porque você está entediado.

E não precisa realmente ir ao banheiro, precisa?
Eu faço os pais tremerem de medo quando ligo para eles:
Oi. Aqui é o professor Mali. Espero não estar incomodando.
Só queria conversar sobre algo que seu filho disse hoje.
Diante do maior brutamontes da turma, ele defendeu um colega,
dizendo: "Deixe o garoto em paz. E daí que ele está chorando?
Eu ainda choro de vez em quando. Você não?"
E foi o ato mais nobre de coragem que já presenciei.
Eu faço os pais verem os filhos como eles realmente são
e o que poderão vir a ser.

Quer saber o que mais eu faço?
Eu faço os alunos imaginarem,
Questionarem.
Criticarem.

Eu os faço pedir desculpas sinceras.
Eu os faço escrever, escrever, escrever,
E depois ler.

Eu os faço soletrar
Ansioso, exceção, ansioso, exceção,
Até gravarem para sempre a grafia correta dessas palavras.
Eu faço os alunos demonstrarem todos os cálculos matemáticos
realizados para chegar às respostas dos problemas.
E faço com que apresentem a redação final como se nunca tivessem
produzido um rascunho sequer.
Eu os faço entender que, se você tem um talento,
deve segui-lo.

E se alguém quiser julgá-lo pelo que você ganha, mostre
o que você faz.

Olhe, deixe-me explicar direitinho,
para você entender que estou dizendo a verdade:
Sabe o que os professores fazem?
Os professores fazem a diferença!
E você?

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Jesus: "Deixem vir a mim as crianças..." 12 de outubro, dia das Crianças




Conta-nos o evangelista Marcos:

"Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: 'Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele'. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos." (Mc 10, 13-16)

Também em outras vezes, Jesus vai nos chamar a atenção para que nos façamos pequenos como crianças, para que tenhamos o coração puro como o delas, para que as recebamos como se estivéssemos recebendo a Ele próprio. O que pretendia o Mestre? Apenas chocar uma sociedade na qual as crianças não tinham participação?

Ao longo de 2000 anos a compreensão humana e social sobre a infância mudou muito. Relegadas a uma condição inferior naquele tempo em que Jesus viveu, as crianças demoraram muito a adquirir uma dignidade social. Na verdade, a noção de infância tal como a compreendemos hoje só começa a ser formada a partir do século XIX. E ainda carece de muito caminho para ser definitivamente consolidada. Não fosse assim não nos depararíamos tão constantemente com casos e casos de violência e indignidade contra crianças.

Por isso, como não pensar no espanto que gestos e palavras como as de Jesus deveriam causar naquelas pessoas? Mais: como não pensar que ainda hoje aquelas mesmas palavras ainda ressoam estranhas aos nossos ouvidos, até porque nos atingem diretamente, empertigados que estamos em nossos orgulhos de adultos.

Tenho pensado muito na intenção que Jesus teria ao nos advertir para sermos como crianças. Acredito que Ele desejasse que tivéssemos o coração puro, a autenticidade das palavras, a capacidade de ler o mundo de um modo muito próprio, com olhos desprovidos de malícia, a curiosidade intensa, o desejo de aprender tudo, de conhecer tudo, de beber todas as fontes e de provar todas as delícias. Creio que as crianças estejam entre os preferidos de Jesus porque são insaciáveis em suas vontades de viver intensamente; talvez, sejam elas as que mais capacidade possuem para compreender a vida em abundância, que o Senhor nos oferece.

Nós, adultos, as "psicologizamos", as "educamos", as "enformamos"... Nós queremos fazer de seres absolutamente livres simulacros menores de nós mesmos. Não faço apologia ao "des-limite" ou à deseducação; ao contrário, sabemos todos o que é essencial para estabelecer um patamar saudável de convívio social. Faço crítica ao excesso de esforço que é necessário para fazer daquele pequeno ser, um adulto de sucesso. Qual seria o sucesso esperado por Jesus? A riqueza, o poder, ou a felicidade, a simplicidade, a compaixão?

Por isso, creio que antes celebrarmos um dia dedicado às crianças devemos antes de revisitarmos as palavras de ordem já tão conhecidas e tão pouco vividas, refletirmos interiormente sobre a criança que temos sido ou aquela que perdemos. Seria instigador rever a cena narrada por Marcos e perguntarmo-nos: Jesus me receberia hoje, como recebeu aquela criança? Teria eu o coração dela? Receberia o Reino de Deus na sua plenitude como ela recebe?

Que possamos fazer desse dia mais que a festa, mas uma verdadeira involução que nos permita andar da frente para trás no tempo e à medida que avancemos conquistemos um coração mais e mais puro, um coração mais e mais pronto para receber o Senhor.