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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Quando descanso? Descanso no amor.



Descansar no Senhor
Santo Ambrósio, bispo e doutor
Isaías 40. 25-31; Mateus 11, 28-30

Quanta esperança nessas palavras de Isaías que ressoam com força nova, proclamadas que são no santo tempo do Advento: “O Senhor não falha nem se cansa, insondável é a sua sabedoria;  ele dá coragem ao desvalido e aumenta o vigor do mais fraco. Cansam-se as crianças e param. Os jovens tropeçam e caem, mas os que esperam no Senhor renovam suas forças, criam asas como as águias, correm sem se cansar, caminham sem parar”.  O Senhor é aquele que não falha.  Jesus, por sua vez, no evangelho hoje proclamado: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Viver sob o olhar do Senhor, caminhar por entre as coisas que passam com os olhos fitos nas que não passam, nunca perder de vista o começo, o ponto de partida:  assim procede o peregrino da fé.  Na tentativa de buscar o Senhor, custe o que custar,  esse crente de verdade, faz a experiência  de caminhar à luz do Senhor e na presença do Altíssimo. Corre, se agita, perde o fôlego e tem imensa saudade do repouso, do descanso, da contemplação serena.  Sabe que sua vida é tecida de zelo pelas coisas do Senhor.

Penso aqui na misericórdia bondosa  do Senhor manifestada em seu coração aberto no alto da cruz. Pairando o olhar da fé neste trapo humano com o coração dilacerado, ouvimos, como se fosse pela primeira vez:  “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos, e eu vos darei descanso”.   Há tantos cansaços e tantas fadigas;  dúvidas, preocupações, interrogações,  doença,  mágoas.  Todos temos o direito de olhar para esse coração que amou até o fim e experimentamos descanso  que é sinônimo de paz. “Ele dá coragem ao desvalido e aumenta o vigor do mais fraco”.

O salmo continua no mesmo tom:  “O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas”.

Quando fixamos nosso olhar no coração aberto de Cristo não estamos praticando uma piedade baratamente sentimental.  Ao contrário,  acolhemos nos cantos mais íntimos de nosso ser esse grito do Senhor: “Que mais poderia eu ter feito por ti?”