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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O amor de todo o coração


"Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor."
1. O amor é benigno. Uma pessoa cheia de amor faz bem aos outros, tem uma irradiação de cura. Perto dela a gente se sente bem. Ela vê o bem nas outras pessoas e faz com que elas o manifestem. Crê no bem das pessoas, relaciona-se benignamente com elas. O amor irradia sossego e independência. Quem sente o amor é livre. Não fica se comparando com os outros, vive em si. Seu coração não é suscetível a atos que causam tristeza. O amor conduz o ser humano a si mesmo, a seu próprio modo de ser, manifesta seu ser interior.

2. O amor suporta tudo. Ele é como um teto protetor, que impede que se estabeleçam más disposições em nossa casa. O amor é como uma casa na qual podemos morar, uma casa aonde nos sentimos acolhidos e protegidos. E quando em nossa casa nos sentimos em casa, também podemos com nosso amor, proporcionar aos outros um teto protetor, sob o qual eles sabem que são acolhidos e aceitos. O amor convida também os outros a sentirem a vida em nossa casa.

3. O amor crê em tudo. Ele é sustentado por uma confiança básica nas pessoas, na vida, em Deus.  Só quando creio em alguém é que posso amá-lo. Crer significa ver o bem. Amar significa relacionar-se bem uns com os outros. Só posso amar o que vejo com bons olhos, aquilo em que confio. O amor precisa de  confiança, mas também se expressa concretamente na confiança e na fé.  Ao crer nas pessoas, eleva-lhes o espírito e desperta nelas o bem. O amor nos abre os olhos para que possamos ver. Quem crê e a ama vê de fato. Vê a realidade como ela é. O amor enxerga além dos olhos físicos. Ele vê mais fundo, descobre no ser humano a boa essência, que pode desabrochar. Vê na pessoa sinais de vitalidade, sinceridade, as capacidades e possibilidades guardadas em seu ser.

(Pequeno tratado do verdadeiro amor, Anselm Grün; Vozes 2013, p.34. 36-37)