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sexta-feira, 28 de março de 2014

A Alegria da Vida dentro do Carisma Franciscano


"A criança é alegria como o raio de sol e estímulo como a esperança."

A ALEGRIA DA VIDA FRANCISCANA
"Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!"Esse conselho que é dado por São Paulo aos cristãos de Filipo ecoa sobre todo o cristianismo e chega até nós como uma dica do que é ser cristão. A alegria que São Paulo nos convida a permanecer não deve ser confundida ou comparada com a alegria que costumamos observar na sociedade. Alegria esta, que podemos denominar como uma falsa alegria, pois se resume num passageiro momento de prazer, e que na maioria das vezes fere a alegria do próximo. 

São Francisco de Assis compreendeu intensamente esta mensagem acolhendo para si e transmitindo para o seus filhos espirituais. Diversas vezes ele orienta os frades a não perderem a alegria que nos é dada pelo próprio Cristo: "E guardem-se os irmãos de se mostrarem em seu exterior como tristes e sombrios hipócritas. Mas antes comportem-se como gente que se alegra no Senhor, satisfeitos e amáveis, como convém." (RB 7, 15-16)

É comum percebermos nas pessoas a mentalidade de que a alegria só está presente nos momentos que  julgam serem positivos. Mas Francisco mergulhou com mais afinco no sentido da alegria cristã. Por ter dado tanta ênfase a esta propriedade da dimensão humana/cristã, tal alegria pode ser denominada "alegria franciscana". Não que essa característica seja apanágio dos franciscanos, mas pela propagação que Francisco e seus seguidores optaram em fazer.

A alegria franciscana não se restringe aos momentos de prazeres, mas deve ser intensa e constante. Lembremo-nos da exortação de São Paulo: "Alegrai-vos sempre no Senhor". A expressão "sempre" nos dá essa conotação de não possuir intervalos. A alegria cristã e franciscana se faz presente também nas tribulações. Eis a diferença entre a verdadeira alegria e a falsa alegria pregada pelo "mundo". 

O próprio Francisco nos deixou esse exemplo com a própria vida. Lembremo-nos do fato ocorrido logo em que ele se despojou dos bens do pai terreno. Ora, Francisco saiu de sua cidade natal em busca de um lugar onde pudesse ficar só e refletir o que Deus queria dele. Sucedeu que ao andar pela floresta, alegre e cantando os louvores do Senhor, foi surpreendido por dois ladrões que sem dó e piedade o espancaram e o deixaram numa fossa cheia de neve. Mas nem por isso Francisco se deixou esmorecer, mais assim que os dois ladrões foram embora, o santo retomou o seu canto e louvou ao Senhor com mais alegria do que antes.

De fato, é um desafio pregar essa alegria num mundo regido por um sistema que só prega o prazer, o individualismo e as competições. Até mesmo entre algumas comunidades cristãs, os valores cristãos estão sendo invertidos. A cruz vem sendo colocada como antagônica à alegria, sendo que deveria ser tida como um caminho, assim como foi para o próprio Jesus. Lendo o capítulo 8 do Fioretti onde Francisco explica a Frei Leão o que é a perfeita alegria, ali se percebe a grande lição de espiritualidade que o pai seráfico quer dar a todos nós. Lição esta que ele aprendeu pela própria experiência do Cristo.

Longe de ser um masoquismo, a Perfeita Alegria consiste em estar sereno em todos os estantes e mesmo no sofrimento, saber tirar uma lição de vida e crescimento com aquela dor. Só assim mostraremos ao mundo que a Alegria Perfeita está em amar e servir, independente do reconhecimento. 

Paz e Bem a todos :D