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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Onde está o próximo?


Santo Padre (Papa Francisco) faz referência ao contexto paradoxal da globalização e dos progressos tecnológicos. Ao mesmo tempo em que há uma interligação sempre maior entre os homens, permanecem divisões, como a distância “escandalosa” entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres.

Francisco adotou a parábola do Bom Samaritano para explicar como a comunicação pode estar a serviço da cultura do encontro. “Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada (…) Comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus”.

Para promover a proximidade humana, o Papa fala do auxílio dos mass-media (meios de comunicação de massa). “A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes”.

Embora existam limitações, o Papa diz que estas não justificam uma rejeição aos mass-media, mas recordam que a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Ele lembra ainda que não basta estar conectado no ambiente digital, mas a conexão precisa ser acompanhada pelo encontro verdadeiro.

O Santo Padre não deixou de falar da relação da Igreja com o ambiente digital. Segundo ele, abrir as portas da Igreja significa abri-las também no ambiente digital, para que o Evangelho possa sair ao encontro de todos.

“É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos”.

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
Lucas 10,27-29

O primeiro a colocar obstáculos no caminho de Jesus é um teólogo. Este sabe que o amor total a Deus e ao próximo é que leva à vida. Mas, não basta saber. É preciso amar concretamente. A parábola do samaritano mostra que o próximo é quem se aproxima do outro para lhe dar uma resposta às necessidades. Nessa tarefa prática, o amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social. O próximo é aquele que eu encontro no meu caminho. O legista estabelecia limites para o amor: Quem é o meu próximo?

Jesus muda a pergunta:
 O que você faz para se tornar próximo do outro?