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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Seja você a luz no Mundo...



Você é muito importante pra mim...


Hoje pedi a Deus que cuidasse de você,
ele sorriu e mostrou as mãos que estavam fechadas
e me mostrou que dentro delas estava você..

Ele voltou a sorrir e me disse:
"Nada pode acontecer com essa pessoa,
pois sempre está nas minhas mãos.

Eu disse:
"Obrigado Senhor!!!" porque
essa pessoa que tem em mãos
é muito especial.
Ele me olhou e disse:
"Se pra ti é especial,
imagina pra mim que
sou Pai.

Deus te abençoe 
Paz e Bem 


MARQUE AQUI QUEM É IMPORTANTE PRA VOCÊ :D

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Dom Bosco #31 de janeiro


João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.

Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás”. Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, se tornou a matéria prima de sua Obra e vida.

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.

Dom Bosco é também 
Padroeiro dos Jovens e Aprendizes:

Francisco o mundo tem saudade de ti



# 30 de janeiro / Dia da Saudade

O mundo inteiro está comemorando a vida do nosso bendito santo, o próprio Papa se faz presente em Assis para sentir a mística que docilizou o coração de Francisco. Muitos querem saber como ele se tornou um dos santos mais admirados da nossa igreja e ele próprio deixa marcas em seus escritos dizendo que para nós é uma grande vergonha admirarmos os santos e não tentarmos realizar as nossas próprias obras em busca da nossa santidade.

Esse é o sentido de celebrarmos a vida dos santos, agradecer a Deus por todos os benefícios que Ele operou por meio desses irmãos acolhendo os seus testemunhos e tomando-os como um impulso a mais para fazermos a nossa parte dentro dos planos de Deus, em benefício dos irmãos e em louvor da sua glória. Vamos pois, irmãos, viver em busca da santidade que Francisco fincou no seu dia a dia e que nos inspira a fazermos  mais. Vejamos o que diz Leonardo Boff um grande teólogo, sobre São Francisco no seu livro "São Francisco de Assis: ternura e vigor-1981":
        "É nesse contexto de crise na cultura dominante e de busca por saídas alternativas que surge a figura de São Francisco de Assis como altamente significativa e evocativa. Toda busca precisa de marcos de referência e de arquetipos que a animem. Uma cultura necessita de personagens heróicos que funcionam como espelhos pelos quais ela se vê a si mesma e se convence dos valores que lhe conferem  sentido de ser. 

 Para a nossa época Francisco é mais que um  santo da Igreja Católica e o pai da família  franciscana. Ele constitui a figuração [...] mais  cristalina, na história ocidental, daqueles  sonhos, daquelas utopias e daquele modo de  relacionar-se pan-fraternalmente que hoje  todos buscamos. Ele fala à profundidade mais  arcaica da alma moderna porque há um  Francisco de Assis escondido dentro de cada  um, forcejando por assomar e expandir-se  livremente por entre os antolhos da  modernidade.

O que mais impressiona o homem moderno ao confrontar-se com a figura de Francisco de Assis é sua inocência, seu entusiasmo pela natureza, sua ternura para com todos os seres, a capacidade de compaixão pelos pobres e de confraternização com todos os elementos até com a própria morte. [...] Mostrou em sua vida que para ser santo se precisa ser humano. E para ser humano é necessário ser terno e sensível. Com o pobre se Assis caíram os véus que encobrem a realidade. Quando sucede isto então se revela que a realidade humana não é uma estrutura rígida, não é um conceito, mas é simpatia, capacidade de compaixão e de ternura [...] Com efeito, em Francisco se percebe [...] uma confraternização com toda a realidade como nunca se vira antes[...]. (pg 32-33)"

Oração a São Francisco
Papa João Paulo II

Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne,
o mundo tem saudades de ti como imagem de Jesus Crucificado.
Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem,
dos teus pés descalços e feridos,
das tuas mãos trespassadas e implorantes.
Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem
o mal do pecado e a procurarem a purificação da penitência.
Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado,
que oprimem a sociedade hodierna.
Reaviva na consciência dos governantes a urgência da paz
nas Nações e entre os povos.
Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de fazer frente
às insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade,
comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar.
A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e
pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
(Em 17.09.1983, na Capela dos Estigmas – Alverne)

São Francisco de Assis, das Chagas e de Todo Mundo

"FRANCISCO O MUNDO TEM SAUDADE DE TI" 
João Paulo II

Histórias Reais: “O Abraço Mágico”


Simplesmente LINDA essa história! 
O poder do amor é infinito mesmo…

“Kyrie e Brielle Jackson nasceram dia 17 de outubro de 1995, no Memorial Hospital de Massachusetts em Worcester. Cada uma dos gêmeas pesava em torno de 900g ao nascer e foram colocadas cada uma em sua respectiva incubadora. Porém, uma delas tinha poucas chances de sobreviver.

Kyrie estava ganhando peso nos dias que seguiram seu nascimento, mas sua irmã, Brielle, não estava bem. Ela havia chorado muito, o que a deixou ofegante e arroxeada.
Naquela ocasião, Brielle estava tendo um dia particularmente ruim. A enfermeira da UTI Neonatal Gayle Kasparian tentou de tudo para acalmá-la. Ela segurou Brielle. Fez com que o pai a segurasse no colo. Envolveu a pequena em um cobertor. Aspirou seu narizinho. E nada funcionou.

Então Gayle lembrou-se de um procedimento feito na Europa, onde gêmeos eram colocados juntos na mesma incubadora. Porém, isso era contra as regras do Massachusetts Memorial Hospital. Mas sabendo que a pequenina tinha pouco tempo de vida, ela colocou Brielle na incubadora com a irmã Kyrie, contrariando as regras do hospital.

O bebê saudável, Kyrie, aconchegou-se ao lado de Brielle e colocou seu braço sobre a irmã, num abraço carinhoso. Quase que imediatamente, a taxa de batimentos cardíacos do bebê menor estabilizou-se e sua temperatura voltou ao normal. Seu nível de saturação, que tinha sido assustadoramente baixo, normalizou-se. Ela começou a respirar mais facilmente. O choro inconsolável parou e a coloração rosada da pele rapidamente retornou.

Nas semanas seguintes, sua saúde melhorou continuamente em sua nova, e menos solitária, casa. As crianças sobreviveram às dificuldades iniciais após seu nascimento e, depois de algum tempo, foram para casa com os pais. Da última vez que se ouviu falar delas, Brielle e Kyrie eram meninas em idade pré-escolar, vivendo muito saudáveis.

Quando a mudança dramática na vida Brielle ficou óbvia para os funcionários do hospital e para a comunidade, Chris Christo, do jornal Worcester Telegram & Gazette, foi ao hospital e tirou uma foto das duas irmãs juntas. Esta fotografia tornou-se imediatamente famosa e apareceu na revista Life e na Reader’s Digest.



A saber… outro método utilizado para estabilizar prematuros é o método canguru, onde há contato pele a pele prolongado com os pais e outros cuidadores. Muitas vezes a criança, vestindo apenas uma fralda e coberta por uma manta, é colocada contra o peito nu da mãe ou do pai. O método é especialmente eficaz com bebês prematuros, que são extremamente frágeis e têm a pele super fina. Estudiosos garantem que o método pode ter efeitos surpreendentes: uma taxa de batimentos cardíacos mais estável, melhora na respiração, maior bem-estar, melhora da qualidade do sono, entre outros.”
MILAGRE OU CIÊNCIA?

ENTÃO? JÁ ABRAÇOU ALGUÉM HOJE?

Dia da Saudade #30 de janeiro


Quando sentimos falta não significa que deixamos de viver em nós para vivermos no outro (a), significa que a outra pessoa passou a ter grande importância, que aprendemos que em nós existe falta, que não somos completos, que precisamos das pessoas, que também as completamos com nosso amor. Sentir saudade é uma lembrança boa que o tempo levou, mas que ficou gravado na mente emocional de cada um de nós.

Lembro-me de uma aula de psicanálise onde o professor falou que “saudade é o protesto do desejo por algo que se tinha e que não se tem mais” (Dr. Edmar Jacintho). Está aí um ótimo conceito dessa palavra que faz parte do caminho de qualquer pessoa. O desejo quer, o tempo levou… porém, a experiência real e concreta marcou para sempre dois corações. E isso o tempo não pode levar e nem apagar…

Frase para refletir:
“Não importa se você está perto ou longe, o que importa é que você existe para que eu possa sentir sua falta” (Anônimo).

Frei Paulo Sérgio, OFM
franciscanos.org.br



 Essa palavra existe apenas na língua  portuguesa e galega e serve para definir o  sentimento de falta de alguém
 ou de algum    lugar.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tem certeza?

Virtudes a partir da Espiritualidade Franciscana #1

"Mudar conceitos para mudar a nossa maneira de ver as coisas"

SABEDORIA: Vem de sabor. O sábio é aquele que sente o gosto de todas as experiências. Vai com sede e fome na busca intensa do que quer. É a arte de saborear a experiência da Vida. Oferece um conhecimento mais saboroso da verdade. É um afinidade. A via é o paladar (no plano sutil). É ver com os olhos do Bem Amado. É o conhecimento saboroso da verdade. Como diz o Mestre Eckart: “Deus degusta-se nos meus sentidos”.

INTELIGÊNCIA: Fazer valer o intelecto como lugar do aprendizado, do conhecimento, do ensinamento. Fazer evoluir a mente. Inter-leggere é ler dentro, penetrar fundo na ordem natural. É ter intuição do significado profundo.

CONSELHO: A palavra precisa na hora oportuna. A direção espiritual, moral, ética, virtuosa. A troca de experiências como testemunho de vida e apoio. Faz parte da prudência. Tomar decisões oportunas sem insegurança. Sugere o que fazer nas dificuldades da vida, ensina como falar, a quem falar e quando falar.




FORTALEZA: Vigor. Buscar a segurança e a estabilidade emocional. Trabalhar o físico, o espiritual e o psíquico para não de desconsertar em qualquer situação. É tenacidade. Unir as forças humanas com as forças divinas. Uma força que pode transformar obstáculos em meios; assegura tranqüilidade e paz mesmo nas horas mais atormentadas. Torna-nos capazes dos mais generosos sacrifícios.
CIÊNCIA: Ciente do ser e dos seres. Conhecer. Buscar para compreender. Sonda o universo e seus fenômenos. É entrar na realidade de tudo sob a luz de Deus. Vê cada criatura como reflexo da sabedoria e bondade do Criador. Dar o devido valor à todas as coisas, às pessoas, aos fatos e as realidades da vida e do mundo.

PIEDADE: É o modo de ser sensível na arte de relacionar-se. Procurar um relacionamento reto e justo e ser reto e justo em ter soluções para as dores do outro (a). É uma orientação das relações. É um interesse fraterno que visa o melhor. Nos capacita a enxergar e não camuflar a essência do outro (a).

Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM

Continua amanhã: Virtudes a partir da Espiritualidade Franciscana #2

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Onde está o próximo?


Santo Padre (Papa Francisco) faz referência ao contexto paradoxal da globalização e dos progressos tecnológicos. Ao mesmo tempo em que há uma interligação sempre maior entre os homens, permanecem divisões, como a distância “escandalosa” entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres.

Francisco adotou a parábola do Bom Samaritano para explicar como a comunicação pode estar a serviço da cultura do encontro. “Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada (…) Comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus”.

Para promover a proximidade humana, o Papa fala do auxílio dos mass-media (meios de comunicação de massa). “A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes”.

Embora existam limitações, o Papa diz que estas não justificam uma rejeição aos mass-media, mas recordam que a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Ele lembra ainda que não basta estar conectado no ambiente digital, mas a conexão precisa ser acompanhada pelo encontro verdadeiro.

O Santo Padre não deixou de falar da relação da Igreja com o ambiente digital. Segundo ele, abrir as portas da Igreja significa abri-las também no ambiente digital, para que o Evangelho possa sair ao encontro de todos.

“É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos”.

Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso, e viverás.
Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?
Lucas 10,27-29

O primeiro a colocar obstáculos no caminho de Jesus é um teólogo. Este sabe que o amor total a Deus e ao próximo é que leva à vida. Mas, não basta saber. É preciso amar concretamente. A parábola do samaritano mostra que o próximo é quem se aproxima do outro para lhe dar uma resposta às necessidades. Nessa tarefa prática, o amor não leva em conta barreiras de raça, religião, nação ou classe social. O próximo é aquele que eu encontro no meu caminho. O legista estabelecia limites para o amor: Quem é o meu próximo?

Jesus muda a pergunta:
 O que você faz para se tornar próximo do outro?

São Francisco e sua forma de vida continuam a ser atuais

São Francisco não é certamente o santo mais popular, mas é com certeza o santo mais universal e atual. De sua universalidade dão testemunho os milhares de seguidores espalhados por todo o mundo, não só na Igreja católica, mas também em outras Igrejas irmãs. São Francisco não é patrimônio exclusivo dos franciscanos ou dos católicos; na realidade, é um santo para todos os homens e mulheres de boa vontade. De sua atualidade falava-nos João Paulo II em sua mensagem ao Capítulo de Pentecostes de 2003: “A atração de São Francisco é muito grande”. 

Com razão foi eleito o homem do II milênio. 
Diante dessa constatação, é lógico que também nós lhe perguntemos: “Por que a ti? Por que a ti?”. Pessoalmente, fiz-me essa pergunta muitas vezes e a resposta que encontro é sempre a mesma: o segredo do fascínio que Francisco continua a despertar após 800 anos está em sua “inatualidade”. Francisco, como todo o profeta, é “inatual”, vai sempre além, antecipa o futuro, não se deixa aprisionar pelo presente. 

É a sorte das sentinelas (cf. Is 21,11-12) e de quem se sente realmente “peregrino e forasteiro neste mundo” (1Pd 2,11; cf. RB 6,2); é a condição do homo viator ou in statu viae, do crente em busca constante, do seguidor de Jesus e de quem, como Francisco, faz do Evangelho sua regra e vida (cf. RB 1,1); é o destino do todo o peregrino que faz sua esta lei: “hospedar-se sob teto alheio, ansiar pela pátria, andar pacificamente”.

O que é presente, passa; mas o Evangelho, como forma de vida, não passa: “Jesus Cristo [evangelho do Pai à humanidade] é o mesmo ontem, hoje e sempre” (Hb 13,8). Como não sai de moda quem, como o Poverello, assume o Evangelho como regra e vida, como exigência de totalidade. 

Desta sua atualidade, ou melhor, “inatualidade”, Francisco nos provoca, chama-nos a viver com radicalidade a mensagem de Jesus, a abrir o ouvido do nosso coração para obedecer à voz do Filho de Deus (cf. Ord 6), e à total dedicação de si e das próprias forças pela causa do Reino. A partir de sua “inatualidade”, Francisco nos convida a deixar-nos tocar pela mão de Cristo, a deixar-nos conduzir por sua voz e a deixar-nos sustentar por sua graça.

Acolheremos estas provocações? Teremos a coragem de deixar-nos tocar por Cristo, de assumir verdadeiramente o Evangelho como regra e vida? Da resposta que dermos a estas perguntas dependerá nossa atualidade, ou melhor, “inatualidade”, dependerá nossa capacidade de sermos significativos e de provocar. 

Estas são algumas certezas das quais partirei para fazer uma análise de nossa vida e missão hoje e algumas propostas para o futuro. Delas proponho que também vocês partam, meu caros Irmãos e Irmãs.

Peçamos ao Senhor que nos dê lucidez para, o mais objetivamente possível, e, ao mesmo tempo, peçamos coragem e audácia evangélicas para fazer propostas que ajudem os Frades a manter viva a chama profética de nossa forma de vida, a graça das origens, de forma a poderem continuar a ser evangelho vivo “para nutrir, mediante a oferta libertadora do Evangelho, nosso mundo dividido, desigual e faminto de sentido, como Francisco e Clara de Assis fizeram no seu tempo”.

Um abraço fraterno,
Paz e Bem a todos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Viva São Tomás de Aquino - 28 de janeiro

Seu maior mérito foi a síntese do cristianismo com a visão aristotélica do mundo, introduzindo o aristotelismo, sendo redescoberto na Idade Média, na Escolástica anterior, compaginou um e outro, de forma a obter uma sólida base filosófica para a teologia e retificando o materialismo de Aristóteles

Em suas duas summae, sistematizou o conhecimento teológico e filosófico de sua época: a Summa theologiae e a Summa contra gentiles. A partir dele, a Igreja tem uma Teologia (fundada na revelação) e uma Filosofia (baseada no exercício da razão humana) que se fundem numa síntese definitiva:  e razão, unidas em sua orientação comum rumo a Deus

Sustentou que a filosofia não pode ser substituída pela teologia e que ambas não se opõem. Afirmou que não pode haver contradição entre fé e razão. Explica que toda a criação é boa, tudo o que existe é bom, por participar do ser de Deus, o mal é a ausência de uma perfeição devida e a essência do mal é a privação ou ausência do bem. 

Além da sua Teologia e da Filosofia, desenvolveu também uma teoria do conhecimento e uma Antropologia, deixou também escrito conselhos políticos: Do governo do Príncipe, ao rei de Chipre, que se contrapõe, do ponto de vista daética, ao O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Com o uso da razão é possível demonstrar a existência de Deus, para isto propõe as cinco vias de demonstração:
  • Primeira via — Primeiro Motor Imóvel: tudo que se move é movido por algo ou alguém. É impossível uma cadeia infinita de motores acionando os movidos, pois cada qual precisaria de um anterior que o impulsionasse, numa sequência regressiva sem fim, e nunca se chegaria ao movimento atual. Logo, é preciso que haja um primeiro ser que tenha dado início ao movimento existente e que não tenha sido ele próprio movido por ninguém. Este ser é Deus.
  • Segunda via — Causa Primeira: decorre da relação de causa e efeito que se observa nas coisas criadas. Todo efeito requer uma causa. E é necessário que haja uma causa primeira que não tenha sido provocada por algo anterior. Sem ela não haveria nenhum efeito, pois cada causa pediria outra, numa sequência infinita. Deus é a causa primeira de todas as coisas.
  • Terceira via — Ser Necessário: há seres que podem ser ou não ser. Os seres que têm possibilidade de existir ou não existir são chamados entes contingentes. Se todos os entes que vemos na natureza têm a possibilidade de não ser, houve tempo em que nenhum deles de fato existiu. Mas se nada existiu, nada poderia existir hoje, pois o que não existe não pode passar a existir por si mesmo. O que é evidentemente falso, visto que as coisas contingentes agora existem. Algum ser primordial deve necessariamente existir para depois dar origem aos entes contingentes. Se a existência dessa entidade dependesse da existência prévia de outra, formar-se-ia uma série infinita de seres ancestrais, o que já vimos que é impossível. Portanto, tudo é contingente. Só Deus é necessário.
  • Quarta via — Ser Perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres — uns são melhores, mais nobres, mais verdadeiros ou mais belos que outros. Qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo. Ora, aquilo que é máximo em qualquer gênero é a causa de tudo o que há nesse gênero. Por exemplo, o fogo que tem o máximo calor traz em si todos os graus de quentura, conforme Aristóteles. Logo, deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que seja a causa da perfeição dos demais seres. Deus é o ser perfeito.
  • Quinta via — Inteligência Ordenadora: há uma ordem no universo que é facilmente verificada. Ora, toda ordem é fruto de uma inteligência. Não se chega à ordem pelo acaso, nem pelo caos. Por exemplo, uma flecha não pode buscar o alvo por si mesma. Ela tem que ser direcionada pelo arqueiro (ou ainda: a existência do relógio é a prova da existência do relojoeiro). Logo, tem que haver um ser inteligente que ordenou o universo. Deus é a inteligência suprema.

Emoção marca a missa de envio dos jovens vocacionados do Convento São Francisco em São Paulo

Na manhã deste ultimo domingo, dia 26 de janeiro de 2014, às 10h30, aconteceu no Convento São Francisco, em São Paulo, a missa de envio dos jovens vocacionados para o Seminário São Francisco de Assis, no caso dos menores que não concluíram o ensino médio e para as Fraternidades de Acolhimento Vocacional, no caso dos jovens que já concluíram o ensino médio. 


Durante as primeiras horas da manhã, familiares e amigos dos nove vocacionados, vindo de diversas partes de São Paulo, foram chegando ao tradicional Convento e Santuário São Francisco para acompanhar este momento importante na vida desses jovens que aspiram viver como um Frade Menor observando o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis, nossa fonte inspiradora. 

O clima entre nós vocacionados era um misto de alegria, saudade dos momentos vivenciados nos encontros vocacionais, e no convívio com os frades e de ansiedade pelos próximos passos que serão dados. Durante sua homilia Frei Alvaci Mendes da Luz, ressaltou sobre a vocação Franciscana que apaixona a tantos e também sobre o chamado de Cristo em nossas vidas: “Segue – me, e eu farei de vós pescadores de homens!”.

Um dos momentos especiais da missa foi à apresentação do Frei Odorico Decker, acompanhado de sua gaita e Frei Ermelindo Francisco, cantando uma música tradicional de Angola, sua terra natal. 

Houve também a consagração a Nossa Senhora Aparecida, seguida de uma belíssima homenagem aos pais dos vocacionados, momento de grande emoção para todos os presentes, pois assim como Maria, aqueles pais entregaram seus filhos para seguir a missão confiada por Deus, e ao refletirmos sobre a nossa caminhada vocacional percebemos que é “dentro de casa que o céu começa”. E, nós vocacionados, fomos surpreendidos por uma linda mensagem lida por Antonieta Brandão, representando todos os pais presentes. 

É sempre difícil, descrever com palavras aquilo que sentimos, mas gostaríamos de forma muito especial agradecer nossos familiares e amigos que estiveram conosco nessa missa e nos apoiaram durante o período de acompanhamento vocacional, em especial nosso Animador Vocacional,
Frei Alvaci Mendes da Luz, que para nós é a definição da expressão: “bons amigos que nasceram pela fé”. E que São Francisco e Santa Clara nos ensinem a cada dia a seguir as pegadas de Nosso amado Senhor Jesus Cristo. 

Thiago Augusto

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Agradecer também é um oração


"E tudo o que pedires ao Pai, em estado de oração
crendo que recebera, receberás."
Mateus 21,22


Por que devemos fazer a oração de agradecimento?

Devemos fazer a Oração de agradecimento, porque tudo o que temos e somos é por permissão de Deus, Ele criou o mundo e fez  o homem para desfrutar do melhor dessa terra, a Oração de agradecimento tem que ser feita a Deus, pois toda honra e Gloria seja dada somente a Ele.

Devemos agradecer a Deus pela vida, flores, o ar que respiramos, família, saúde, vida financeira, enfim todas as bençãos e conquistas que recebemos é graças a Deus.


Quando devemos fazer a oração de agradecimento?

Devemos fazer a Oração de agradecimento  todos os dias, agradecendo a Deus por tudo, vida, família, vida financeira, saúde, Deus é o nosso Criador, nosso Pai, a palavra de Deus diz:Que toda Honra e Gloria tem que ser dada a Deus, o rei Davi sempre expressava seu agradecimento a Deus. “Como é bom render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo; anunciar de manhã o teu amor  leal e de noite a tua fidelidade.”

Como devemos fazer a oração de agradecimento?

Devemos expressar a nossa adoração a Deus, reconhecendo que somos dependentes Dele, se recebemos vitórias e conquistas é  porque estamos sendo guiados por Deus, pois só Ele tem todo poder.Você pode adorar a Deus em forma de louvores e exalta-lo através de cânticos de agradecimentos, agradecendo a Ele por tudo.

Uma bela oração de agradecimento (Louvar também é agradecer)

Cântico do Irmão Sol
Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.
Amém.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Precisamos ir ao encontro das pessoas

PAPA FRANCISCO
O Papa Francisco fala da cultura do encontro. Vivemos uns com os outros.Há encontro e encontro. Há esses encontros fugazes. Viajamos ao lado de uma pessoa num coletivo. Por vezes, surpreendentes esses companheiros são como anjos caídos do céu.Importa ir ao encontro das pessoas. Vejamos situações em que uns vão ao encontro dos outros. Vem à minha mente o encontro do Pai da parábola do filho pródigo.


Imagino a dor desse homem. Todos os dias, depois da partida do moço, experimentava um sentimento de dor, de frustração. Afinal de contas, o filho se perdera no mundo.O pai, todos os dias, olhava na direção do horizonte. Quantos dias sem sinal algum. Um belo dia há um vulto que surge lá na volta do caminho. O pai espera um pouco. Depois desce correndo pelos caminhos poeirentos, tropeçando nas pedras. Vai ao encontro do pródigo, joga-se em seus braços, começa a imaginar a festa da volta.


E arrasta o filho para a casa do amor.Outra cena. A menininha está brincando na grama do quintal. O dia vai caindo. A mãe descansa numa cadeira de balanço. A pequerrucha, ao longe, vê a mãe e corre ao seu encontro… as duas correm, se abraçam, se beijam…e a menininha vai colher uma margarida que as duas levarão para ser colocada diante da imagem de Maria, Maria do final da tarde. As duas rezam uma ave-maria e ternamente se abraçam.Dona Alzira, senhora idosa, bem idosa, avisou que vinha nos visitar. Marcamos o encontro na boca do metrô. Saímos a tempo de casa. Sentamo-nos numa beirada qualquer, num lugar em pudéssemos ver o topo da escada rolante. E lá vem Dona Alzira com seus cabelos cinzas e brilhantes e seu jeitinho como dessas senhoras de propagandas de televisão…
























CLIQUE AQUI PARA ABENÇOAR :D

Abraçamo-nos. Protegemo-nos da garoa com um grande guarda chuva de dez reais made in China. Que bom podermos ir ao encontro das pessoas…

Frei Almir Ribeiro Guimarães 
franciscanos.org.br

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Franciscanos em São Paulo



LARGO SÃO FRANCISCO

O Largo de São Francisco surgiu em 1647, com a inauguração do Convento de São Francisco. Em vez do largo, havia ali o quintal dos franciscanos, com pomar e horta. Em 1828, ao dar lugar à Faculdade de Direito de São Paulo, o local passou a ser conhecido como Largo do Curso Jurídico. O nome atual só “pegou” em meados do século XIX.


Um dos conventos mais antigos da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e da história do Brasil.

A história deste patrimônio cultural e religioso está muito próximo à história da cidade de São Paulo, que foi fundada no dia 25 de janeiro de 1554 durante a celebração da primeira Missa numa casa de pau-a-pique, coberta de palha, onde hoje está o conhecido Pátio do Colégio.

Uma disputa entre colonos e religiosos culminou com a expulsão dos jesuítas no ano de 1640. Foi neste ano que chegava a São Paulo uma caravana de sete religiosos franciscanos, instalando-se numa casa em frente à Ermida de Santo Antônio, na atual Praça do Patriarca. 

Dois anos depois, no dia 24 de dezembro 1642, os frades ganharam um terreno, doado pela Câmara, de “oitenta braças de chão”, e de imediato deram início à construção do convento. No dia 17 de setembro de 1647, festa das Chagas de São Francisco, foi inaugurado o Convento de São Francisco e de São Domingos, seu primeiro nome de batismo. São, portanto, 372 anos de presença franciscana em São Paulo e 370 anos de história do Convento.

Na época que foi inaugurado, era o maior já construído em São Paulo. Ocupava todo o espaço que atualmente é da Faculdade de Direito. O terreno do Convento tinha três fontes de água pura, mas sofria com as enchentes do ribeirão Anhangabaú.

A FACULDADE DE DIREITO
Depois de declarar sua independência, o Brasil criou dois cursos jurídicos e, pela Lei de 11 de Agosto, foram escolhidas as cidades de São Paulo e Olinda como sedes. 

Entre todos os locais disponíveis na capital paulista, o Convento São Francisco era o que mais reunia condições estruturais para este curso e “os franciscanos cederam de bom grado” parte do seu espaço. Com apenas três meses de existência do curso de Direito – a abertura se deu no dia 1o de março de 1828 em uma sala que servia de sacristia -, o seu diretor, José Arouche Toledo Rondon, sugeriu ao governo Imperial a requisição de todo o Convento. 

Desde então, travou-se uma disputa judicial entre Faculdade e a Província Franciscana. Em 1932, a Faculdade já estava iniciando obras que iriam mudar toda a configuração arquitetônica do prédio, quando teve início uma outra disputa judicial, já que estavam atingindo uma área que não havia sido cedida pelos religiosos. Os religiosos venceram a causa em 33, mas a sentença foi reformulada em 37, julgando prescrita a ação da Ordem para o reconhecimento de qualquer direito de domínio quanto ao edifício da Faculdade de Direito. 

Nem só de disputas judiciais viveram o Convento e a Faculdade. Em 1860 foi fundada a Irmandade Acadêmica de São Francisco, composta por professores, doutores e alunos da Faculdade, residentes na Capital, para ajudar a manter o patrimônio cultural e religioso do Convento. Foi nesta época que eles doaram o altar-mor da Igreja, adquirido em Munique, na Alemanha.

IMAGEM SALVA NO INCÊNDIO
Até meados do século XVII , o frontispício das igrejas da Província era construído em estilo jesuítico, com torre baixa. Desde então, adotou-se o barroco. Em 1884, a fachada da Igreja foi modificada e aberta a entrada central como hoje é utilizada. No seu interior, ela tem um abóboda com alegorias da história franciscana, de autor desconhecido e possui um sino do século XVIII.

Um incêndio em 1870 destruiu a capela-mor, onde só foram salvas as paredes e a imagem de São Francisco, considerada a mais bela das que se encontram nos conventos antigos.

Em 1845, a Irmandade de São Benedito, que representava uma tentativa dos religiosos para incentivar o espírito cristão entre os escravos, tentou junto ao governo Imperial se apossar do Convento, chegando a tirar a imagem de São Francisco da Igreja para colocar a de São Benedito.

CONVENTO DA LUZ
Considerado um dos mais bem conservados exemplos da arquitetura colonial brasileira do século XVIII, o Mosteiro da Luz foi projetado por Frei Galvão, que também supervisionou a obra. O convento foi tombado em 1943 e abriga o Museu de Arte Sacra em sua ala esquerda desde 1970.

FREI GALVÃO
Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, beatificado pelo Papa João Paulo II no dia 25 de outubro de 1998 e o primeiro santo brasileiro, foi sem dúvida o morador mais ilustre do Convento São Francisco nesta fase antiga, já que o também frade franciscano, o Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns é a figura mais ilustre do nosso tempo.

Paulista, de Guaratinguetá, Frei Galvão ingressou na Ordem Franciscana no dia 15 de abril de 1760, tomando o hábito no Convento de Santo Antônio de Macacu.

Em julho de 1762, seus superiores o enviaram a São Paulo para cursar Filosofia, onde também completou o curso de Teologia. Suas qualidades como pregador e porteiro do Convento são lembradas em todos os livros de história. Ele morreu aos 83 anos e foi sepultado no Mosteiro da Luz, uma obra que ajudou a erguer e foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1774.


A Origem contém sempre um Destino


O homem nunca descansou, sempre esteve na busca em conhecer a sua origem e destino, percebeu que os fatos estão interligados pela lógica e a consciência do pensamento alteado, mas, principalmente, descobriu que é composto de Força e Matéria.


O homem ao aprender a tirar proveito dos sofrimentos e a disciplinar seus pensamentos, desenvolveu uma nova conduta e, consequentemente, entendeu que existe respostas lógicas que conduzem a evolução científica e moral da humanidade.

No decorrer da existência humana houve muitos tropeços, mas o homem ainda não sabe caminhar com segurança, está atirado à própria sorte e ainda se questiona; De onde viemos? Quem somos? E para onde vamos? Porque nascemos e porque estamos aqui? Porque e quando morreremos?

As respostas de sua origem, situação e o seu destino, sempre o deixaram intrigado. A natureza é sábia, dizem os românticos, é só deixar a natureza ir-se desenvolvendo e se fortalecendo nesse inter-jogo organismo-ambiente.

O caminho é reto, a felicidade existe e o homem faz jus a ela. É ele, o homem, responsável pela dignificação da família como base de uma sociedade saudável, livre de preconceitos e julgamentos. 

Por muitos séculos, ele tem-se deixado levar por interesses, conveniência, falta de decoro, vantagens pessoais, atolado em crendices avassaladoras, vivendo para os vícios, mas na hora da aflição, corre em busca de milagres.

O homem contemporâneo ainda acredita que ao se ajoelhar e implorar por ajuda ou pedir perdão, tudo será resolvido. A saída ainda não é essa, há necessidade de rever suas atitudes, possibilitando assim uma melhoria na evolução.

Quando tratamos as pessoas com gentileza e cortesia, somos julgados a ponto de ter vergonha de nossa dignidade. Então nos questionamos: Que tipo de escola ainda está sendo patrocinado em pleno século XXI?

A resposta está no futuro de nossas escolas com novos valores, como ensinar conforto, gentileza, cortesia, tolerância e com uma efetiva reprogramação de novas mentes, transmitindo ao ser humano o conhecimento dos porquês da vida, como por exemplo, ensinando-lhe a ter confiança em si mesmo, a utilizar o poder da vontade, a lutar contra os desejos que são próprios dos instintos, mostrando-lhe que somente ele, o homem, é o artífice do seu futuro, bom ou mau, de acordo com o uso de seu livre-arbítrio. 

O êxito ou o fracasso está no modo de pensar e que estamos nos magoando no simples tratamento, inibindo, amofinando e agredindo com hipocrisia.

Em nossas crianças está uma das soluções, para que mudemos o mundo para melhor, através da educação escolar com uma nova formatação de esforço, de respeito, de apoio, de compromisso e tratando nossas crianças como espíritos em evolução. 

É ainda notório que há necessidade de uma mudança dentro de nós no cultivo da arte de viver, conhecendo-se como força e matéria, dando valor à vida do espírito e suas faculdades mediúnicas, mas esse entendimento depende da vontade espiritual de cada um, assim está no próprio homem o resultado de um destino saudável.

O Homem em Busca de sua Orgiem e Destino
Wilson Moita