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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

FELICIDADE = REALIDADE – EXPECTATIVAS

Você já parou para pensar que entre o ideal e o real existe uma grande diferença? Basta se lembrar de alguns exemplos. Quantas moças passam anos e anos à espera de um companheiro ideal. Por mais que idealizam, arrumam um marido de carne e osso, cheio de qualidades, mas também com defeitos. 

Ao se depararem com as limitações reais de seus companheiros reais, estas mesmas moças começam a se lembrar do ideal e suspiram: “como seria bom se fulano fosse do jeitinho que eu sonhava!” Com os rapazes acontece da mesma forma. Há também aquele profissional que trabalha insatisfeito porque ainda não encontrou o ambiente de trabalho ideal. Ele nutre a ilusão de que, ao trocar de emprego, todos os seus problemas vão acabar. 

Não vai haver mais fofoca, concorrência ou chefe pegando no pé. Sonhar não custa nada. O ideal em si não é ruim. Trata-se de uma bússola que orienta o barco da vida. Ele pode apontar a direção pela qual se deve caminhar. O problema maior acontece quando alguém tenta desprezar a realidade. Essa pessoa passa a andar nas nuvens de seu pensamento e, cada vez que o real bate na porta dela, há uma grande frustração. Sonhar é permitido e faz bem, mas desde que esse sonho seja uma luz para a realidade e não uma fuga da mesma.

Frei Gustavo Medella, OFM

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

TRÊS IDEIAS QUE PODEM AJUDAR NA LIDA COM O SOFRIMENTO


Hoje eu quero conversar mais de perto com você que está passando por um período de sofrimento. Pode ser pela perda de um ente querido, por doença própria ou de alguém próximo, por dificuldade financeira, pela perda do emprego ou qualquer outro motivo que esteja tirando sua tranquilidade. Consciente de que cada um sabe o tamanho da dor que sente, não vou dar nenhum conselho ou fórmula mágica para acabar com suas dificuldades. Gostaria apenas de apontar três ideias que podem ajudar você a lidar melhor com este momento difícil pelo qual está passando. 

A primeira delas é que o sofrimento pode ser uma escola. Ao sofrer, o ser humano pode ter grande crescimento, tanto intelectual e espiritual. Problema a gente não escolhe, mas o que fazer com ele é nossa responsabilidade e uma das escolhas possíveis é tirar da tribulação alguns ensinamentos para a vida. 

Outro pensamento é de um poeta mineiro que diz: “onde existe o podre, a semente tem sempre o que fazer”. É uma lição que a própria natureza ensina. Pois o adubo que permite o florescimento da vida é formado por restos de plantas e animais em decomposição, ou seja, podres. Portanto, o sofrimento pode ser o início de grandes transformações que dão novo sentido à vida. 

E a terceira ideia é que tudo passa. Se seus problemas tiveram um início, certamente terão um fim. O segredo é sempre acreditar e nunca perder a esperança.

Frei Gustavo Medella, OFM

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

MUITA MODA E POUCOS MODELOS



Vivemos uma época em que estamos carentes de modelos. E não faço esta afirmação de modo moralista, dizendo que “antigamente sim era bom, havia mais respeito, mais honestidade, mais fé”. 


Não... Digo isto pensando nos valores que permeiam a vida contemporânea, no modo pelo qual somos treinados para observar e apreender a realidade. 

E quer saber qual é este modo? Basta vermos cinco minutos de televisão, ou passearmos apenas por uma das galerias de qualquer Shoppingcenter. 

Estamos no mundo do veloz, do brilhante, do colorido, do passageiro, do descartável, da sede pelo novo, pelo mais atualizado, conforme os Titãs satirizam quando cantam: “A melhor banda de todos os tempos da última semana. O melhor disco brasileiro de música americana”. 

E neste turbilhão de informações, onde o que era ontem já não é mais hoje, onde o orkut é colocado de escanteio pelo facebook – e este que fique com as barbas de molho para não ser lançado longe logo – temos dificuldade em contemplar aquilo que não passa, que pode nos orientar, nos apresentar o caminho da felicidade e do equilíbrio. 

É um desafio, mas na qualidade cristãos precisamos encarar esta lógica com muito senso crítico, não embarcando facilmente em qualquer canoa furada, na onda do momento. Peçamos a Deus o dom e a força de sabermos remar contra a corrente o tanto que for necessário.

Frei Gustavo Medella, OFM