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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

FAMÍLIA E FAMÍLIAS...

No segundo domingo de agosto celebramos o dia dos Pais e meditamos sobre a vocação familiar. De modo geral, procuramos reafirmar ainda mais o papel e a necessidade de se ter uma família unida e bem constituída, local onde o amor, o diálogo e o perdão estão presentes. Enfim, se reitera o nosso ideal cristão de família como a base e o princípio de uma formação sólida e equilibrada.

Todavia, nesse mesmo domingo da família, penso que não deveríamos nos esquecer das tantas pessoas que não tiveram a alegria de ter os seus pais vivendo harmonicamente no aconchego de um lar. Penso nas tantas crianças órfãs, nos tantos filhos e filhas que foram abandonados pelos pais e criados somente pelas mães. Penso naquelas novas famílias que se criaram a partir de segundas uniões. Penso nas realidades presentes dentro de tantos lares, formados por pais, mães, enteados, padrastos, madrastas, crianças que foram encontrar em outros pais o referencial de família, avós que são pais e etc. Penso nessas tantas pessoas que talvez não tenham mais como voltar no tempo e evitar os erros cometidos, mas que estão procurando encontrar o melhor caminho para uma convivência harmoniosa no seio de seus lares. 

Pessoas que talvez jamais se encaixarão dentro de nossos padrões e ou esquemas em que acreditamos e nos quais fomos formados, mas que nem por isso devem ser excluídas de nossa preocupação evangelizadora. 

Enfim, creio que, como Igreja, precisamos estar com essas novas e diferentes constituições familiares, sendo presença do amor incondicional e misericordioso de Jesus. Como seguidores de Jesus, que nasceu e cresceu no seio da Sagrada Família de Nazaré, reafirmamos a importância e a necessidade de se ter uma família bem constituída: pais, mães e filhos sendo criados dentro dos valores e princípios cristãos. 

Esse é o nosso ideal e por isso devemos lutar. Todavia, jamais devemos deixar de recordar das novas e tantas ‘famílias’, que mesmo vivendo na periferia do ideal familiar que acreditamos, merecem nosso respeito, proximidade, amizade e oração, pois é justamente com elas e para elas que a nossa fé deve ser uma resposta de amor e acolhida.

 Frei Diego Atalino de Melo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

COZINHEIRA, ESTA ARTISTA

Receita, ingredientes, temperos, modo de fazer, panela, frigideira, escumadeira, colher de pau, fogo baixo, fogo médio, fogo alto, forno, frigideira, fogão, assado, cozido, frito, gratinado, carne, massa, legume, verdura, refogado, salgado, doce... Cansa, só de pensar, a quantidade de informações e conhecimentos que uma cozinheira precisa trazer na cabeça. 

É mais ou menos como a pessoa que começa a dirigir e pensa consigo mesma: será que vou conseguir dar conta de tanta coisa diferente ao mesmo tempo? Chave, seta, marcha, embreagem, banco, espelho, freio, acelerador, rádio, limpador de para-brisa... Mas aí, com o tempo, o motorista nota que os movimentos ficam automáticos. 

Com a cozinheira também é parecido: a experiência, as muitas receitas preparadas, as horas a fio na cozinha, tudo isso confere uma segurança única a quem está acostumado a pilotar o fogão. Sabe a medida dos ingredientes, a altura do fogo, o tempo de preparo e dificilmente erra. 

A mão fica treinada para cortar, fatiar, mexer, sacudir, embalar. E assim também na vida, somos convidados a achar o ponto certo, sem exagero ou mesquinhez, para darmos o real sabor de uma existência feliz, apesar das lutas e dificuldades, que também servem para trazer um tempero à nossa história. 

Parabéns a todas as cozinheiras!

Frei Gustavo Wayand Medella

terça-feira, 13 de agosto de 2013

CAMPANHA DO AGASALHO

“Abra o guarda-roupa do seu coração”

De acordo com o site de meteorologia (www.accuweather.com) ainda no mês de agosto, se prevê registros de baixas temperaturas, colocando em alerta, os moradores de rua diante de possíveis noites frias.

O Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) quer contribuir para amenizar o sofrimento dessas pessoas que enfrentam a dura condição de ter que dormir no frio, na maioria das vezes, apenas com cobertores, papelões e plásticos.

Preocupados em dar proteção e assistência aos moradores de rua, a instituição lança, neste mês de agosto, a Campanha Emergencial:“Abra o guarda-roupa do seu coração”, com o objetivo de estimular, ainda no inverno, a solidariedade das pessoas para a doação de agasalhos, meias e calçados masculinos. Estima-se que em São Paulo há mais de 15 mil pessoas vivendo debaixo de marquises, viadutos e albergues e, na maioria, são homens.

É comum, no serviço de atendimento para moradores de rua, que o Sefras mantém no centro da cidade de São Paulo – conhecido como “Chá do Padre” -  a solicitação de doação de agasalhos, meias e calçados. Segundo eles, são vestuários fundamentais para mantê-los aquecidos e protegê-los da friagem. Normalmente, as doações que eles recebem nas ruas, são apenas de cobertores.

Em julho deste ano, o clima frio de algumas madrugadas em São Paulo, levou à morte alguns moradores de rua que dormiam na região central da cidade. Embora a discussão e a mobilização do poder público se iniciaram no mês de maio a fim de proteger essa população do inverno, a iniciativa da prefeitura foi de abrir apenas três mil vagas nos abrigados já existentes e um espaço emergencial na região de Santana, Zona Norte.

Mesmo com a ação da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, o número de vagas ainda é insuficiente e fazem-se necessárias outras ações de proteção contra o frio. Muitos moradores de rua resistem de ir aos abrigos por causa da superlotação e por diversas reclamações do atendimento prestado a eles.

Sobre o Sefras:
O Sefras é uma rede de serviços sociais coordenados pelos Frades Franciscanos da Província da Imaculada Conceição do Brasil. Durante o ano, são cerca de 141.000 (cento e quarenta mil) atendimentos com ações de proteção, acolhimento, atividades socioeducativas, incentivo ao exercício da cidadania, confraternizações, passeios culturais entre outros. São crianças e adolescentes, pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, idosos, pessoas vivendo com HIV/Aids e em conflito com a lei, atendidos em serviços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Locais de arrecadação:
- Sede do Sefras – Rua Alexandrino Pedroso, 401 – Pari, São Paulo – SP
- Paróquia Santo Antônio do Pari – Praça Padre Bento, s/n – Pari – São Paulo – SP
- Santuário São Francisco – Largo São Francisco, 133, Centro de São Paulo – SP
- Igreja São Francisco de Assis – Rua Borges Lagoa, 1209 – Vila Clementino, São Paulo – SP
- Colégio Bom Jesus – Rua Hannemann, 352 – Pari,  São Paulo – SP
- Universidade São Francisco (USF) - Rua Antonieta Leitão, 129, Freguesia do Ó, São Paulo – SP

Mais informações Setor de Comunicação:
Fabiano Viana
comunicacao.sefras@franciscanos.org.br
(11) 3291-4433/ (11) 98336-8400 (tim)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A VIDA PELA PORTA DO ELEVADOR

Sobe e desce, abre e fecha, entra e sai. Esta é a vida do ascensorista, que vê a vida passar pelas portas do elevador. 

Sem se levantar de seu banquinho, encontra-se com pessoas de todas as idades, tamanhos, classes sociais, raças e modos de pensar. 

Com alguns, troca palavras sobre a mudança do tempo, que estava tão bonito no início do dia e agora já fechou, os resultados da última rodada do campeonato, sobre o netinho do doutor que nasceu na última semana ou a filha do zelador que está dando muito trabalho para o pai agora que está virando mocinha. 

Há aqueles passageiros habituais: gente que trabalha no prédio, que tem escritórios, consultórios, agências, e também entregadores, pacientes e clientes habituais. Ouve com atenção a cada um que entra no elevador. 

Precisa entender bem qual é o andar onde a pessoa deseja descer. Ouve trechos de diferentes assuntos sobre os temas mais inusitados, mas sabe ser discreto e não faz qualquer comentário. 

A consciência de que a vida tem seus altos e baixos e que, nisso tudo, o mais importante é manter a perseverança e a tranquilidade, é uma das grandes lições que o ascensorista pode nos ensinar. 

Parabéns a todos os ascensoristas!

Frei Gustavo Wayand Medella

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DESCONFIÔMETRO: VOU MANDAR REGULAR O MEU

Você já ouviu falar em um aparelho chamado “desconfiômetro”? Eu vou explicar melhor. Este termo surgiu a partir de uma brincadeira, como referência a qualquer pessoa inconveniente. Diz-se, então, que ela perdeu o “desconfiômetro” ou que o referido aparelho está quebrado. 

A partir desta afirmação, percebe-se que “desconfiômetro” significa bom senso. Quem está com este aparelho desregulado perde a noção e torna-se uma pessoa chata pelas brincadeiras, pelos comentários ou pelas atitudes infelizes. E o pior, nem desconfia disso. 

Todo mundo está sujeito a cometer um deslize neste campo. Por isso, o mais importante é que cada um cuide bem da medida do próprio bom senso. Se a pessoa sente que seu “desconfiômetro” não está funcionando bem, é melhor que procure consertá-lo o quanto antes. 

Caso seja necessário, pode-se pedir ajuda a uma pessoa próxima ou a um amigo. É bom deixar claro também que ter bom senso não significa ter medo em excesso, ou deixar de manifestar o que se pensa por causa do receio de cometer uma gafe. 

Mais do que isso, é cultivar a sensibilidade para perceber como melhor se portar diante das mais variadas situações que vida impõe a todo ser humano. Pense nisso hoje e procure dar uma revisão no seu “desconfiômetro”.

Frei Gustavo Wayand Medella