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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nossa Senhora dos Anjos e o Perdão de Assis!

FRANCISCO, PAPA... FRANCISCO, PAI

Os discursos, gestos profundos e simbólicos, a simpatia "full time", o interesse real e sincero do Papa Francisco por quem vinha ao seu encontro, tudo foi transmitido em tempo real para o mundo todo pelos meios de comunicação. Gostaria de chamar atenção para apenas um aspecto desta presença entre nós: a paternidade. 

Francisco vem suprir uma lacuna no coração da humanidade, para além das diferenças religiosas, de visão de mundo e modo de pensar. Vem oferecer o olhar afetuoso do singelo que toca o simples pulsante no coração de cada pessoa, daquelas lembranças agradáveis e sempre presentes que têm gosto de infância. Cada beijo que Francisco dava a um pequenino, o dava em Cristo e em cada um daqueles inúmeros filhos e filhas que assistiam a seus gestos de carinho.

Quem teve a graça de colecionar experiências desta natureza nos tempos de criança, conseguiu revivê-las. Quem não as teve com tanta intensidade, pode também se sentir abraçado, afagado, acarinhado por Francisco. 

Aqueles que vivem na pele a orfandade nos mais diversos âmbitos, por conta de negligência em suas diferentes manifestações e vertentes, encontraram no “Pai Francisco” uma voz que clamava em seu favor: crianças desassistidas, doentes, jovens, idosos abandonados e desrespeitados, dependentes químicos e moradores de rua foram presenças cativas e constantes nos gestos e pronunciamentos do Papa Francisco. Que Deus abençoe este homem que não se cansa de se recomendar às orações dos seus e que permaneça sendo para todos, indistintamente, a presença doce de Cristo Jesus.

Frei Gustavo Wayand Medella

terça-feira, 16 de julho de 2013

O QUE FAZER COM O QUE OS OUTROS NOS FAZEM?

O filósofo francês Jean Paul Sartre dizia o seguinte: “O problema não é o que os outros fazem com você. Mas sim aquilo que você faz com o que fizeram a você”. Parece meio complicado, mas funciona mais ou menos como aquela frase: “Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada”. 

É lógico que nem sempre as atitudes das pessoas com as quais você convive vão ser agradáveis. Muitas vezes, a decepção vem de quem você menos espera. Pode ser uma palavra dura, uma mal criação, uma promessa quebrada, uma demonstração de descaso. Às vezes por querer, só de implicância, ou também sem intenção.

Diante de situações assim, o que fazer? Controlar ou outros para que não lhe decepcionem é quase impossível. Ficar achando que o mundo acabou por causa desse fato não vai levar a nada. Tampouco vai ser útil guardar raiva da pessoa que lhe magoou. 

Chorar pelos cantos também não traz muito resultado. Sendo assim, a melhor atitude em um caso como estes é não dramatizar demais. Tentar entender o motivo que levou aquela pessoa a decepcionar você pode ser uma saída. 

Outra possibilidade é recordar-se de todas as coisas boas que já recebeu de quem agora lhe magoou. Não é possível que tantos acontecimentos positivos fiquem encobertos por um escorregão. 

Se mesmo depois de tentar superar este episódio triste você ainda não conseguir, a melhor opção é dar tempo ao tempo. 

O passar dos dias, meses e anos é um ótimo remédio para a mágoa e o ressentimento. 

Não deixe de apreciar as belezas da vida por conta de pequenos aborrecimentos. Supere e seja forte.

Frei Gustavo W. Medella, OFM

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O AMOR-CUIDADO QUE SE ANTECIPA


O Amor-cuidado é aquele que se antecipa. Quando a criança começa a dar os primeiros passos, pai e mãe vão logo comprar isoladores para taparem as tomadas e instalações elétricas, porque sabem que aquele dedinho curioso pode passear por ali a qualquer momento. Cuidado que se antecipa. A vovó já fez noventa anos, consegue andar bem, mas arrasta o pé. 

Que tal tirar aquele tapetinho do corredor, imaginando que um dia pode acontecer dela tropeçar, cair e se machucar. É o amor de olhos compridos, que enxerga longe. O esposo sabe que há tempo sua mulher namorava aquela roupa. Antes dela pedir ou jogar uma indireta, surpresa! Ele compra a tão sonhada peça e presenteia sua amada. São formas simples, pequenas, mas capazes de ilustrar a sintonia de quem ama, cuida e se antecipa. E é nesta simplicidade que a vida acontece, ganha graça e sentido. 

E este é o modo de ser de Deus. A primeira iniciativa é sempre d´Ele, como Pai amoroso que ama e cuida. E desta forma agiu Jesus, indo ao encontro das pessoas e de suas necessidades, oferecendo a cura, o perdão, a reconciliação, uma chance de recomeço. 

Como é bela a dimensão do amor cuidado, aquele que toma os sentidos, tato, visão e audição, e os liga à frequência do coração. 

Frei Gustavo W. Medella, OFM

quarta-feira, 3 de julho de 2013

RAIVA: QUEM NUNCA SENTIU?


Amigo ouvinte, a raiva é um sentimento natural do ser humano, assim como a satisfação, o medo, a alegria e muitos outros. Por isso, ninguém deve se sentir culpado porque está com raiva de alguma pessoa ou de alguma situação.

Também não é aconselhável que se reprima este sentimento, nem que se fique alimentando no coração. Quando a pessoa está com raiva, o primeiro passo é admitir para si mesma esta situação. A segunda etapa é arrumar uma maneira de extravasar a raiva.

Exercícios físicos, prática de esportes, passeios e até mesmo alguns gritos podem ser úteis neste momento. Outra preocupação importante é não cultivar sentimentos de vingança, o que pode dar origem a uma verdadeira bola de neve de ódio. 

Se alguém deixou você magoado, procure primeiro se desfazer da raiva, sem negá-la, para depois conversar com esta pessoa. Caso alguma situação tenha lhe tirado do sério, procure retomar a calma para solucionar o problema da melhor maneira possível.

De qualquer forma, jamais fique envergonhado da raiva que você sentiu. Ela é apenas mais uma prova de que você é ser humano.