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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A DOR DE ACOMPANHAR A AGONIA DO FILHO

Estamos refletindo sobre as sete dores de Nossa Senhora e hoje já chegamos à quinta Dor: Maria, aos pés da cruz, vê seu filho agonizando. “Jesus se contorcia de dor sobre o madeiro... No peito de Maria, seu coração estava inquieto. 

A mesma Maria, da fuga para o Egito, a Mãe Admirável, a Mãe Peregrina, que diversas vezes já visitou a sua casa e a de seus vizinhos nas inúmeras capelinhas que circulam por este Brasil, agora, por força da missão, se faz imóvel e contempla o sofrimento de seu Filho. Grande desafio para nós, cristãos e cristãs! Permanecer firmes e não fugir da missão quando o sofrimento bate à porta, mas prosseguir com decisão e coragem, fiel até o fim, mesmo que as dores sejam terríveis.

É Maria, a quem Jesus entrega como Filho seu discípulo amado. É o Discípulo amado, a quem Jesus entrega Maria como mãe. É o duplo elo que liga toda a comunidade cristã católica aos laços indissolúveis com a Mãe. Somos por ela cuidados, diariamente mas também temos para com ela nossos compromissos, na oração fiel e também no serviço desinteressado aos irmãos e às irmãs. 

Para o filho, para filha, cuidar do pai, cuidar da mãe, não é um favor, mas uma missão, que nos humaniza, que nos torna divinos, éticos, fiéis aos princípios mais puros e belos do que significa ser humano. 

Dá trabalho, cansa, desgasta, mas vale a pena... Vale a vida... De que adianta ao ser humano ganhar o mundo inteiro, mas perder a própria vida? Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Frei Gustavo Medella