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sexta-feira, 31 de maio de 2013

DEI UM "FORA"! E AGORA?!

Você com certeza já deve ter passado por alguma situação constrangedora. Trata-se da famosa gafe. Podemos dar alguns exemplos, como o do marido que esquece o aniversário da esposa. 

Tem também aquela pessoa que fala demais, como a mulher que viu a amiga vestida de preto e comentou: “Nossa, você parece que está vindo de um velório!” E a outra responde: “e estou mesmo. Meu marido acabou de ser enterrado!” Que vergonha! Depois deste comentário infeliz, a mulher ficou com vontade de desaparecer. 

Levar um tombo em público também costuma causar muito mal estar. Quando cometer uma gafe, pense no seguinte consolo: você não é a primeira nem será a última pessoa a dar um deslize. Se seu fiasco magoou alguém, peça desculpas o mais rápido possível. 

Caso não tenha prejudicado ninguém, a não ser você mesmo, procure rir da situação e superá-la com bom humor. Geralmente a atenção e a sensibilidade são duas atitudes que ajudam a prevenir as gafes. Tente evita-las ao máximo, mas não se preocupe demais. 

Erro todo mundo comete, porque ninguém é perfeito. E se alguém cometer algum deslize com você, procure ser tolerante.

Frei Gustavo Medella

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pró-Vocações Franciscanas reúne benfeitores em Angelina


A previsão inicial pela lista de inscritos indicava a presença de 59 benfeitores. Mas logo no início da manhã deste Domingo (26/05) este número foi superado. De 59, rapidamente passou para 60, 70, 80, 90, até chegar a 100! Nem o frio de 15 graus, nem o fato de ter de acordar cedo num Domingo de outono tirou o sorriso e a alegria de cada benfeitor que chegava a Angelina, provenientes de vários municípios do estado de Santa Catarina. Afinal, mais um encontro de benfeitores do Pró-Vocações Franciscanas aconteceria ali dentro de instantes.

Na oração da manhã, Frei Alexandre Rohling (Xandão) lembrou que “devemos olhar o mundo com os olhos cheios de amor, de paciência, compreensão, mansidão e prudência”. E que “temos de enxergar os irmãos e irmãs além das aparências humanas, da mesma forma como Deus enxerga a cada um de Seus filhos queridos”.

Na sequência, Frei Wilson Simão apresentou as atividades desenvolvidas pelo Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS) em São Paulo, que desenvolve trabalho social com foco nos excluídos da sociedade. E questionou o sentido de solidariedade. Complementando sua apresentação, Frei Alvaci Mendes da Luz disse que “a batalha dos Frades Franciscanos continua sendo a mesma batalha que Francisco e Clara de Assis tinham há 800 anos na Itália”.

Ao fim do encontro ainda foi celebrada uma missa na paróquia Nossa Senhora da Conceição de Angelina. O encerramento aconteceu no alto do morro, aos pés da gruta de Nossa Senhora, para onde os benfeitores se dirigiram enquanto rezavam o terço.

Nos olhos e no coração de cada um, a felicidade estava nitidamente estampada. Muitos já contando os dias para o próximo encontro de benfeitores!

Texto de Leonardo Contin da Costa e fotos de Darlan Junckes

quarta-feira, 22 de maio de 2013

MARIAMA!

E dando prosseguimento a nossa homenagem especial a Maria neste mês de maio, hoje vamos rezar um trecho da belíssima oração profética de Dom Helder Câmara, o nosso saudoso bispo dos pobres. 

A oração se chama Mariama e é um grito de fé contra o racismo e contra toda injustiça social: “Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e mãe dos homens ! Mariama, mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.

Pede a teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver. Mas é importante. Mariama, que a igreja de teu filho não fique em palavras, não fique em aplausos. Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. 

O mundo precisa fabricar é paz. Basta de injustiças! Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar. Basta de uns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano. Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia. 

Mariama, Nossa Senhora, mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre, nem rico! Nada de escravo de hoje ser senhor de escravos amanhã. Basta de escravos! Um mundo sem senhores e sem escravos. 

Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira.De irmãos de verdade, Mariama!". Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Frei Gustavo Medella

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A DOR DE ACOMPANHAR A AGONIA DO FILHO

Estamos refletindo sobre as sete dores de Nossa Senhora e hoje já chegamos à quinta Dor: Maria, aos pés da cruz, vê seu filho agonizando. “Jesus se contorcia de dor sobre o madeiro... No peito de Maria, seu coração estava inquieto. 

A mesma Maria, da fuga para o Egito, a Mãe Admirável, a Mãe Peregrina, que diversas vezes já visitou a sua casa e a de seus vizinhos nas inúmeras capelinhas que circulam por este Brasil, agora, por força da missão, se faz imóvel e contempla o sofrimento de seu Filho. Grande desafio para nós, cristãos e cristãs! Permanecer firmes e não fugir da missão quando o sofrimento bate à porta, mas prosseguir com decisão e coragem, fiel até o fim, mesmo que as dores sejam terríveis.

É Maria, a quem Jesus entrega como Filho seu discípulo amado. É o Discípulo amado, a quem Jesus entrega Maria como mãe. É o duplo elo que liga toda a comunidade cristã católica aos laços indissolúveis com a Mãe. Somos por ela cuidados, diariamente mas também temos para com ela nossos compromissos, na oração fiel e também no serviço desinteressado aos irmãos e às irmãs. 

Para o filho, para filha, cuidar do pai, cuidar da mãe, não é um favor, mas uma missão, que nos humaniza, que nos torna divinos, éticos, fiéis aos princípios mais puros e belos do que significa ser humano. 

Dá trabalho, cansa, desgasta, mas vale a pena... Vale a vida... De que adianta ao ser humano ganhar o mundo inteiro, mas perder a própria vida? Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Frei Gustavo Medella

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A DOR DE FICAR "SEM CHÃO"

A segunda dor de Maria foi a fuga repentina para o Egito com José e com o Menino. Tudo por causa da perseguição de Herodes, que estava com medo da ameaça que Jesus representava e por isso mandou matar todos os meninos pequenos da região. 

A total ignorância, a cegueira de quem se deixara seduzir pela ganância e pela sede de poder, tudo isso se revelou um poderoso fermento de morte e desgraça para crianças inocentes. Santos Inocentes, rogai por nós. Para salvar o Menino, José e Maria se mandam para o Egito. 

Tudo no improviso, de repente, sem preparação. “De uma hora para outra, tudo pode mudar”. É Maria retirante, sem chão, sem referência com saudade da sua terra. É a dor de Maria atualizada no drama dos retirantes, dos atingidos por barragens, dos Sem Terra, Sem trabalho, sem comida, sem saúde, sem dignidade. 

É Maria mãe, que logo cedo madruga para conseguir uma senha de consulta no postinho para o seu pequeno que passou a madrugada vomitando, e consegue, mas só para o mês que vem... Dói, é duro, é penoso a uma mãe ver seu filho sofrendo, chorando, doente, e ela sem recursos para atendê-lo. 

É a dor de quem está longe de sua terra e de seu chão e quer voltar, que tem saudade do ar, a água, das palmeiras e do luar. Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Frei Gustavo Medella

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Emoção, beleza e gratidão na ordenação de Frei Clauzemir

Frei Gustavo Medella
“És altivo, tens de Deus a proteção. Teu progresso a teu povo enobrece, em tua saga há beleza e gratidão”. Os versos que estão na segunda estrofe do Hino de Pato Branco, PR, poderiam ser dirigidos ao gaúcho de nascimento e patobranquense por adoção Frei Clauzemir Makxmovitz, OFM, ordenado presbítero na noite deste sábado, 04 de maio, na “Capital do Sudoeste do Paraná”. Presidida pelo Bispo de União da Vitória, PR, o franciscano Dom João Bosco Barbosa, que já foi pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo de Pato Branco, a celebração durou duas e encheu a igreja matriz. A missa contou ainda com a transmissão dos meios de comunicação da Fundação Celinauta.
Em nome da Província, Frei Germano Guesser, Definidor, apresentou formalmente Frei Clauzemir ao bispo e pediu que o jovem frade fosse ordenado presbítero. Com palavras breves e espontâneas, Frei Germano fez um retrospecto da caminhada do candidato destacando que, em todas as fases, Frei Clauzemir sempre se mostrou muito empenhado e responsável e, por isso, havia recebido a aprovação para o ministério presbiteral tanto de seus formadores quanto do povo com quem trabalhou e conviveu e também do Governo Provincial. Para confirmar tal aprovação, Dom Frei João Bosco pediu a manifestação de toda a assembleia, que respondeu com um aplauso longo e entusiasmado. E, assim, o bispo proclamou solenemente que Frei Clauzemir fora aceito para o ministério presbiteral.
Sentindo-se muito à vontade, o bispo ordenante manifestou estima e proximidade com Frei Clauzemir. Recordou que já o conhecia desde os tempos de acompanhamento vocacional. Com palavras simples, exortou-o a permanecer com firmeza no propósito manifesto em seu lema de ordenação: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isso te dou” (At 3,6).

Dom João destacou que o presbítero franciscano deve manifestar em seu ministério três marcas muito profundas: a paixão por Deus, o espírito fraterno e a caridade pastoral. “É preciso entusiasmo para que manifestemos ao mundo a face de um Deus que nos ama (…) Devemos nos empenhar no afeto de uns para com os outros (…) Temos de testemunhar uma caridade entranhada, verdadeira e prática, em especial para com os últimos”, frisou o bispo, referindo-se às três qualidades que não podem faltar ao padre franciscano.
Ainda em relação ao tema do amor para com os pobres e desprezados, Dom João Bosco citou o Papa Francisco em uma de suas homilias, quando o pontífice alertou que “uma Igreja que se fecha em si mesma e não vai ao encontro dos pobres, adoece”. Parafraseando o papa, Dom Bosco afirmou que é muito melhor uma Igreja acidentada, porque se pôs a caminho do encontro com o pobre, do que uma Igreja adoentada porque fechou-se sobre si própria”.
Para se revestir com as vestes do presbítero (casula e estola), Frei Clauzemir contou com a ajuda de Frei Olivro Marafon, guardião da Fraternidade de Pato Branco, e de Frei James Girardi, coordenador da Fraternidade Nossa Senhora da Boa Viagem, na Rocinha, no Rio de Janeiro, onde Frei Clauzemir vive atualmente.
Sentados na primeira fila de bancos, os familiares de Frei Clauzemir acompanhavam cada momento “cirurgicamente” atentos, quase sem piscar os olhos. A mãe, Dona Regina, manifestava através do olhar de ternura a emoção que lhe perpassava a alma, num silêncio comunicativo e intenso. Merece nota o grande esforço da mãe de Frei Clauzemir para estar presente na ordenação do filho, deslocando-se de Caxias do Sul, RS, até Pato Branco. Com a saúde fragilizada, durante toda a celebração, Dona Regina foi amparada pela filha Clarete, sempre respirando com a ajuda de um cilindro de oxigênio. Com as mãos ungidas e amarradas pelo bispo, Frei Clauzemir se dirigiu em direção à mãe e à irmã a fim de oferecer a elas sua primeira bênção como sacerdote. Emoção.

Ao agradecer, Frei Clauzemir fez questão de frisar uma sentença simples: “Como Deus é Bom!” e, emocionado, lembrou-se de todos – desde a família, a Província, os confrades, os colegas de turma, a comunidade paroquial, o bispo Dom Frei João Bosco – que se empenharam para que ele pudesse chegar a este momento importante de sua vida e da vida da Igreja. “E como nosso Deus é presente! Como Ele é companheiro. Se não o fosse, não teria sentido estarmos aqui. Reconheçamos e rendamos louvor por cada momento e oportunidade”.
Mais uma vez, em referência ao Papa Francisco, na bênção final, Dom Frei João Bosco pediu que Frei Clauzemir se ajoelhasse para receber a bênção do povo. Em seguida, junto com o neo-sacerdote, o presidente da celebração abençoou toda a assembleia.
Logo após a celebração, todos foram convidados pelo pároco da Paróquia São Pedro, Frei Olivo Marafon, para uma confraternização no salão paroquial. A primeira Missa de Frei Clauzemir Makxmovitz será neste domingo, dia 05 de maio, às 10h, na Comunidade do Bairro Fraron, onde o neo-sacerdote passou parte de sua infância.
Frei Clauzemir nasceu em Getúlio Vargas, RS. É o caçula de uma família de quatro filhos (três homens e uma mulher). Seu pai, Abel, faleceu por conta de um acidente de trabalho, quando Frei Clauzemir ainda tinha um ano e meio. O próximo frade a ser ordenado presbítero é Frei Jeâ Paulo de Andrade, colega de turma de Frei Clauzemir e que atualmente compõe a fraternidade franciscana de Concórdia, SC. A ordenação será em Imbuia, SC, terra natal de Frei Jeâ, no dia 06 de julho deste ano.
Fotos: Frei Alexandre Rohring