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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rótulos são para produtos


Num produto de limpeza, num pacote de biscoito, numa caixa de sapatos, o rótulo serve para informar a data de fabricação, o prazo de validade, os componentes químicos do produto.
O rótulo não muda, porque precisa trazer sempre as mesmas informações para que o consumidor fique bem informado sobre o produto que está levando para casa.
Uma vez rotulada, a mercadoria pode ser totalmente conhecida em todos os seus detalhes.
Rótulo, portanto, serve para mercadorias e produtos. Agora, com ser humano, a história é diferente. Pessoas não podem ser rotuladas.
Primeiro porque cada pessoa é um mundo complexo de experiências, sentimentos, valores, características físicas, um verdadeiro universo que está sempre em transformação. E por isso não se pode elaborar um rótulo fixo para um ser humano.
Rotular uma pessoa é reduzi-la, é encará-la de modo muito superficial, ainda mais quando estes rótulos são baseados em características negativas. Olha só, lá vai o bêbado! Ih, esse gordo deve comer um boi por dia! Fique quieto que já está chegando a fofoqueira.
É lamentável que tantos seres humanos sejam reduzidos a uma ou a poucas de suas características, geralmente negativa.
Vamos tentar olhar um pouco mais além e não reduzir as pessoas a rótulos tão simplórios e depreciativos.
Frei Gustavo Medella, OFM