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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A DIFÍCIL VIDA DE PESCADOR

Quem gosta de pescar sabe a paciência que essa atividade exige. Se for pescaria com vara então, aí é que precisa de calma para aguentar o sol quente e os mosquitos que não param de incomodar. Isso sem contar as peças que os peixes pregam no pescador. 

O coitado fica horas e horas dando banho na isca. Quando se distrai um pouco, vem um lambari espertinho e leva a comida embora. 

Tem também aqueles fins de semana que, por causa da lua, do clima, da cheia ou da vazante, os peixes resolvem fazer greve. Não se pega nada. A recompensa vem quando, às vezes sem esperar, se consegue pegar aquele baita peixão, que aumenta de tamanho cada vez que a história é contada novamente. Agora fica a pergunta: que lições a atividade do pescador pode ensinar para a vida? O cultivo da paciência, sem dúvida é uma delas. 

Saber esperar é uma das características dos vencedores. A perseverança é outro ensinamento importante. Já pensou se o pescador desistisse antes mesmo de lançar o anzol só porque é muito difícil capturar um peixe? Com certeza ele nunca pegaria nada. 

Na vida é a mesma coisa. Se a pessoa desiste de aprender a profissão de seus sonhos pela dificuldade que ela oferece ou se deixa de fazer novas amizades porque tem medo se decepcionar, está agindo como o pescador que evita a pescaria. 

No futuro, vai ter um monte de motivos para se lamentar, não por aquilo que fez, mas pelas coisas que deixou de fazer.

 Frei Gustavo Wayand Medella, OFM