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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Viva Dom Bosco


João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.

Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás”.

Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, tornou-se a matéria prima de sua Obra e vida.

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.

A Igreja também celebra neste dia a memória dos santos: Marcela e Luisa Albertoni.

Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Somos os únicos responsáveis pelo êxito de nossa vocação!


Gostaria de começar esta reflexão, que a cada mês fazemos aqui nesta página, a partir da aceitação de algumas premissas, necessárias e importantes, no processo de discernimento vocacional.

A primeira delas é de que Deus não muda. Lembremo-nos do famoso texto de Santa Teresa escrito num momento de crise profunda. Ela o conservou em seu breviário até o fim da vida. O início é assim: “Nada te perturbe, nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda”. A carta aos hebreus afirma também que Cristo não muda: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (13,8).

A segunda premissa que gostaria de chamar atenção é de que tudo muda neste mundo, já diziam os romanos: “os tempos, as coisas mudam e nós mudamos com eles”. Os filósofos falavam da mudança constante, nós mesmos, frequentemente falamos que a cada dia não somos os mesmos, enfim, estamos num mundo que muda.

Fiz estas duas afirmações contraditórias, mas interligadas, para começar minha reflexão acerta da vocação a santidade, o caminho a ser percorrido pelo coração para chegar ao “lugar” onde todos nós queremos um dia estar. 

Deus nos fez para ele, e inquieto está o nosso coração enquanto nele não repousar, dizia Santo Agostinho. Esta inquietude presente na vida de Agostinho e de tantos outros santos é o chamado a santidade. E a plenitude da santidade é o repouso em Deus. Tantos a sentiram antes de nós: Abraão, Isaías, Francisco, Clara, Luciano Mendes de Almeida, Teresa de Calcutá, Dulce dos pobres, enfim, homens e mulheres que viveram esta busca. 

Interessante ressaltar aqui, que, o desejo de santidade não depende do tempo e do espaço. A santidade não está ligada ao mundo rural, urbano, industrial, moderno ou pós-moderno. Ou seja, quando buscamos responder à vocação à qual somos chamados, não estamos dando respostas ao mundo que nos cerca, mas às inquietações que nascem dentro de nós mesmos. Por isso, ninguém fora de mim, pode solucionar e dar respostas a inquietude que eu sinto, o desejo de “repousar no útero” de onde eu vim.

Estamos, portanto, diante de uma questão pessoal, intransferível, não delegável. Não depende de quem são meus pais, em que colégio estudei, onde moro, qual a data do meu nascimento, que profissão exerço. Não depende portanto, de nada que é mutável (segunda premissa), a minha necessidade de responder e repousar naquele é imutável (primeira premissa). “Ajudado, por vezes constrangido por aqueles que o educam e rodeiam, cada um, sejam quais forem as influencias que sobre ele se exerçam, permanece o artífice principal do seu êxito ou do seu fracasso” (Paulo VI na Populorum Progressio).

No pós-Concílio se falou muito em caminhada, termo, aliás, criado pela igreja no Brasil e que não consegue tradução nas outras línguas latinas. Mas corremos (nos tempos passados e presente) o perigo de longa caminhada para fora, à procura de um Deus invisível, e até citamos com ênfase os versos do poeta Antônio Machado: “Caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao caminhar”. E chega o momento (talvez seja este) em que nos damos conta decepcionados, que atrás de nós "sobram apenas sulcos no mar". Isto porque o caminhar para fora, leva a lugar nenhum, lugar nenhum que até tem nome: utopia; se antes eu não fizer a caminhada para dentro do meu eu, lugar seguro do Espírito Santo.

Posso citar dezenas de desafios. Posso somar os desafios enfrentados por Abraão, os desafios encontrados por Isaías, os desafios que envolveram João Batista, Francisco de Assis, Frei Galvão, irmã Dulce. Todos eles somados se resumem num só e que é, na verdade, meu único desafio: Deus.

Colocar-me dentro de Deus e fazer com ele uma coisa só, um programa só, uma vontade só, um destino só. Nenhum santo fará isto por mim. Nenhum mestre fará isto por mim. A lugar nenhum me levará o Espírito Santo, se eu não fizer uma unidade com Deus como o rio faz com seu leito. É preciso que eu assuma este gesto decisivo, intransferível, de unidade com Deus, onde ora é Deus que corre em mim, que sou seu leito, ora sou eu que corro no leito que é Deus e juntos somos levados pelo Espírito Santo ao grande mar da santidade, ao eterno útero da bem aventurança.

Que possamos com a vida, responder ao grande chamado que o eterno Deus, constantemente nos faz.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Frei Fidêncio presta solidariedade à Província São Francisco (RS)

Estimado confrade Frei João Inácio,

Paz e Bem!

Venho externar minha solidariedade ao estimado irmão em Cristo e em Francisco e, extensivamente, a todos os familiares e amigos consternados pela perda de seus entes queridos no trágico incidente em Santa Maria, RS, na madrugada do dia 26 para o dia 27 de janeiro. Meu abraço fraterno é também dirigido a todas as vítimas hospitalizadas, assim como a todas as autoridades e demais profissionais que vêm se desdobrando para oferecer um atendimento ágil e eficiente a todos os envolvidos neste lamentável episódio.

O Deus da Vida, a quem Francisco desejou entregar toda sua vida, seja o grande Consolador, a força necessária e a maior fonte de esperança para aqueles que sofrem a dor da perda de seus amados. Que todos os confrades desta estimada Província de São Francisco do Rio Grande do Sul sejam sinal da presença amorosa e consoladora do Cristo Pobre, Humilde e Crucificado, a quem Francisco amou incondicionalmente, do Filho de Deus que não se furta em ir ao encontro dos mais duros sofrimentos de seus irmãos e irmãs.

Nesta mensagem envio, em espírito de comunhão fraterna, as orações e a solidariedade de todos os confrades de nossa Província da Imaculada Conceição do Brasil e também dos milhares de irmãos e irmãs a quem servimos em nossas frentes de Evangelização e com quem estivemos e estaremos rezando na intenção de todos os atingidos por esta tragédia.


Fraternalmente, em Cristo e em Francisco,

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM
Ministro Provincial

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013

Tema: Fraternidade e Juventude

Será lançado no dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, mais uma edição da Campanha da Fraternidade (CF). Esse ano o tema será “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

Após 21 anos da Campanha da Fraternidade de 1992, que abordou como tema central a juventude, a CF 2013, na sua 50ª edição, terá a mesma temática. 
A acolhida da temática “juventude” tem como objetivo ter mais um elemento além da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para fortalecer o desejo de evangelização dos jovens.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro, explicou que uma das metas principais da CF de 2013 é olhar a realidade juvenil, compreender a riqueza de suas diversidades, potencialidades e propostas, como também os desafios que provocam atitudes e auxílios aos jovens e aos adultos.

O objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.
“Dentro do sentido da palavra 'acolher' está o valorizar, o respeitar o jovem que vive nesta situação de mudança de época e isso não pode ser esquecido”, destacou o presidente da Comissão da CNBB.

O secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, lembrou que a edição de 2013, além de ser um momento comemorativo, será também um momento de revisão da Campanha da Fraternidade. “A Campanha tem um forte poder de evangelização e, por isso, precisamos, cada vez mais, aprimorá-la”, ressaltou. 
Origem da CF

A primeira Campanha foi realizada na arquidiocese de Natal em abril de 1962, por iniciativa do então administrador apostólico, dom Eugênio de Araújo Sales. O objetivo era fazer uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese. A comunidade rural de Timbó, no município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu, pela primeira vez.

O lançamento foi feito oficialmente numa entrevista do administrador apostólico da arquidiocese às Rádios Rural de Natal e Poty. Dizia, então, dom Eugênio: “Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe; não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever; um dever elementar do cristão. 
Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”.

A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2, nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Em 1964, a CNBB assumiu a Campanha da Fraternidade.

Fonte: site da CNBB 
www.cnbb.org.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Vocação Religiosa



O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.
Os religiosos vivem:
a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo;
b) Como sinais visíveis de Cristo libertador;
c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs;
d) A total partilha dos bens;
e) O amor sem exclusividades;
f) A consagração a um carisma específico;
g) Numa comunidade fraterna;
h) A dimensão profética no meio da sociedade;
i) Assumem uma missão específica;
Todos, na Igreja, são consagrados no Batismo e na Confirmação, mas o ministério ordenado e a vida consagrada supõem cada qual, uma distinta vocação e uma forma específica de consagração, com vista a uma missão peculiar. Para a missão dos leigos é fundamento adequado a consagração batismal e crismal, comum a todos os membros do Povo de Deus. Os ministros ordenados, além dessa consagração fundamental, recebem também a da Ordenação, para continuar no tempo o ministério apostólico. As pessoas consagradas, que abraçam os conselhos evangélicos, recebem uma nova e especial consagração que, apesar de não ser sacramental, as compromete a assumirem — no celibato, na pobreza e na obediência — a forma de vida praticada pessoalmente por Jesus, e por Ele proposta aos discípulos.
O dever missionário das pessoas consagradas tem a ver primeiro com elas próprias, e cumprem-no abrindo o seu coração à ação do Espírito de Cristo. O seu testemunho ajuda a Igreja inteira a lembrar-se de que em primeiro lugar está o serviço gratuito de Deus, tornado possível pela graça de Cristo. As pessoas consagradas serão missionárias, antes de mais, aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem, orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total de amor.
Desta forma, poderão tornar-se um verdadeiro sinal de Cristo no mundo. Também o seu estilo de vida deve fazer transparecer o ideal que professam, propondo-se como sinal vivo de Deus e como persuasiva pregação, ainda que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Crucifixo de São Damião

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O Crucifixo de São Damião foi pintado no século XII por um desconhecido artista da Úmbria, região da Itália. A pintura é de estilo romântico, sob clara influência oriental: o pedestal sobre o qual estão os pés de Cristo pregados separadamente; e de influência siríaca: a barba de Cristo; a face circundada pelo emoldurado dos cabelos; a presença dos anjos e cruz com a longa haste segurada na mão, por Cristo (só visível na pintura original), no alto, encimando a cruz.

O Crucifixo original de São Damião está guardado com grande zelo pelas irmãs Clarissas, na Basílica de Santa Clara de Assis, e é visitado por estudiosos, devotos e turistas do mundo todo. É um monumento histórico franciscano e universal.

Outros dados

• Sem o pedestal, o Crucifixo original mede dois metros e dez centímetros de altura e um metro e trinta centímetros de largura.

• A pintura foi feita em tela tosca, colada sobre madeira de nogueira.

• Naquele tempo, nas pequenas igrejas, o Santíssimo não era conservado, isto é, a Eucaristia não era guardada mas, consumida no dia. Por isso, supõe-se que Crucifixo foi pendurado no ábside sobre o altar da capela, no centro da Igreja.

• Provavelmente o Crucifixo permaneceu na Igreja de São Damião até que as Irmãs Pobres, em 1257, o levaram consigo à nova Basílica de Santa Clara. Guardaram-no no interior do coro monástico por diversos séculos. No ano de 1938, a artista Rosária Alliano restaurou o Crucifixo com grande perícia, protegendo-o inclusive contra qualquer deterioração.

• Desde 1958 ele está sobre o altar, ao lado da capela do Santíssimo, na Basílica de Santa Clara, protegido por vidro.

Descrição detalhada da pintura

Descobre-se, à primeira vista, a figura central do Cristo, que domina o quadro pela sua imponente dimensão e pela luz que sua esplêndida e branca figura difunde sobre todas as pessoas que o circundam e que estão todas vivamente voltadas para Ele. Esta luz vivificante que brota do interior de sua Pessoa (Jo, 8,12) fica ainda mais destacada pelas fortes cores, especialmente o vermelho e o preto.

Também impressiona este Cristo ereto sobre a cruz e não pendurado nela, com os olhos abertos, olhando o mundo.

Apresenta ainda uma auréola de glória com a cruz triunfante oriental em vez de uma coroa de espinhos, porque tornou-se vitorioso na paixão e na morte.

Aparecem os sinais de crucificação e as feridas sangrentas mas o sangue redentor se derrama sobre os anjos e santos (sangue das mãos e dos pés) e sobre São João (sangue do lado direito).

Cristo se apresenta vivo, ressuscitado (Jo 12,32), de pé sobre o sepulcro vazio e aberto (indicado pela cor preta), visível por trás. Com as mãos estendidas, Cristo está para subir ao céu (Jo 12,32).

A inscrição acima da cabeça de Cristo, “Jesus Nazarenus Rex Judaeorum” Jesus Nazareno Rei dos Judeus é também própria do Evangelho de João.

Sobre a inscrição, está a ascensão em forma dinâmica, na figura do Cristo ascendente, com o troféu da cruz gloriosa na mão esquerda (só visível na pintura original) e com a mão direita para a mão do Pai, no céu.

Do alto, a mão direita do Pai acolhe o seu Filho, circundado dos anjos (e santos) na glória celeste.

As cores vermelha e púrpura são símbolos do divino; o verde e o azul, do terrestre. Para “ver” bem o conjunto da pintura, deve-se realmente parar diante do Crucifixo pois, ordinariamente, olha-se a imagem somente, de longe, como “turistas”.

À direita do corpo de Cristo, aparecem as figuras de Maria e João, intimamente unidas, enquanto Maria indica o discípulo predileto com a mão direita (Jo 19,26). À esquerda, estão as duas mulheres, Maria Madalena e Maria de Cléofas, primeiras testemunhas da ressurreição (Jo 19,25).

E, embora Maria, à direita e Maria Madalena, à esquerda, ergam a mão direita no rosto em sinal de dor, nenhuma das outras pessoas próximas, manifesta expressão de sofrimento profundo mas uma adesão cheia de fé ao Cristo vitorioso, Salvador.

À direita das duas mulheres vê-se o centurião com a mão erguida, olhando para o Crucifixo. Com esse gesto está a dizer: “Verdadeiramente este é o Filho de Deus”.

Sobre os ombros do centurião aparece a cabeça de uma pessoa em miniatura, cuja identidade se discute: poderia ser o filho do centurião, curado por Jesus (Jo 4,50) ou um representante da multidão ou ainda, o autor desconhecido da pintura.

Aos pés de Maria e do centurião, vê-se o soldado chamado Longino que, pela tradição, com a lança traspassa o lado de Jesus e, o portador da esponja, chamado de Estepatão, segundo a tradição (Jo 19,29). Ambos estão voltados para o Crucifixo.

Debaixo das mãos de Jesus, à direita e à esquerda, encontram-se dois anjos com as mãos erguidas, em intenso colóquio. Parecem anunciar a ressurreição e ascensão do Senhor.

As duas pessoas, à extrema direita e esquerda, parecem anjos ou talvez mulheres que acorrem ao sepulcro vazio.

Aos pés de Jesus a pintura original encontra-se muito deteriorada. É provável que seja: São Damião, São Rufino, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Acima da cabeça de São Pedro, está a figura do galo (só visível na pintura original), a lembrar a negação de Pedro a Cristo (Jo 13,38; 18, 15-27).

As pessoas aos pés de Jesus têm a cabeça erguida para o alto, expressando a espera do retorno glorioso do Senhor, no juízo.

Deste Crucifixo descrito em detalhes, Francisco teve uma inspiração “decisiva” para a sua vida, diz Caetano Esser. Passamos a descrevê-la porque é deste fato que se originou a admiração que hoje temos ao Crucifixo de São Damião.

O Crucifixo fala a Francisco

O jovem Francisco encontrava-se numa crise espiritual, cheio de dúvidas e trevas. “Conduzido pelo Espírito”, entra na igrejinha de São Damião, onde se prostra, súplice, diante do Crucifixo. Tocado de modo extraordinário pela graça divina, encontra-se totalmente transformado. É então que a imagem de Cristo Crucificado lhe fala: “Francisco, vai e repara minha casa que está em ruína”.

Francisco fica cheio de admiração e “quase perde os sentidos diante destas palavras”. Mas logo se dispõe a cumprir esse “mandato” e se entrega todo à obra, reconstruindo a igrejinha. Depois pede a um sacerdote, dando-lhe dinheiro, que providencie óleo e lamparina para que a imagem do Crucifixo não fique privada de luz, mas em destaque naquele santuário.

A partir de então, nunca se esqueceu de cuidar daquela igrejinha e daquela imagem.

Francisco parecia intimamente ferido de amor para o Cristo Crucificado, participando da paixão do Senhor, de quem já trazia os estigmas no coração e mais tarde, em 1224, receberia as chagas do Cristo em seu próprio corpo.

Segundo Santa Clara, está visão do Crucifixo foi um êxtase de amor radiante e impulso decisivo para a conversão de Francisco.

Entre os estudiosos ainda existe uma dúvida a ser esclarecida: ao ouvir o Cristo do Crucifixo, Francisco pensa na igrejinha material de São Damião. Mas nada impede de se pensar que se trata do “templo de Cristo no coração de Francisco e nos corações dos homens”.

Enfim, a própria oração de Francisco diante do Crucifixo de São Damião sugere antes a reparação “espiritual” da casa do Senhor, crucificado no coração.

Tanto que ele pede especialmente pelas três virtudes teologais (fé, esperança e amor) para poder cumprir esse “mandato” de Cristo.

Por Frei Vitório Mazzuco

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Participação Franciscana na JMJ 2013



Carta aberta aos irmãos e às irmãs da Família Franciscana do Brasil
Caríssimos irmãos e irmãs, Paz e Bem!
Conforme já se sabe, a cidade do Rio de Janeiro sediará, entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, a Jornada Mundial da Juventude, o maior encontro de jovens católicos do mundo, com perspectiva de participação de cerca de 3 milhões de pessoas oriundas de diferentes partes do planeta. Consciente da grandeza e da importância da ocasião, a Família Franciscana do Brasil, através de comissão constituída especialmente para esta finalidade, está planejando uma série de ações pontuais que têm o intuito de marcar a presença do Carisma de Francisco e Clara na JMJ 2013.
Diante da situação exposta e dos diversos pedidos de informação e esclarecimento que temos recebido, esta carta tem o objetivo de informar e dar ciência a todos os irmãos e irmãs que compõem esta grande família acerca dos passos dados até então.
1) AÇÕES PLANEJADAS
1.1) Espaço Franciscano
            Localizado junto à Igreja de São Francisco da Penitência, no Largo da Carioca, bem no Centro do Rio de Janeiro, será um amplo espaço de convivência, formação, atividades artísticas e culturais e oração. Trata-se de um lugar estratégico, localizado junto a uma das principais estações do metrô da capital carioca e também ponto de convergência de diversas linhas de ônibus sendo, portanto, um lugar de grande circulação de público. Para dinamizar este espaço, a comissão já designou uma equipe responsável pelo planejamento das atividades propostas. A referência para este assunto é a Irmã Cleusa Aparecida Neves, FNSA. O contato dela écleusapneves@yahoo.com.br .
1.2) Feira Vocacional
            A organização da JMJ 2013 promoverá, na Praia Vermelha, na Urca, aos pés do Pão de Açúcar, a Feira Vocacional, destinada à apresentação dos carismas das diferentes famílias de vida consagrada que fazem parte da Igreja. A FFB vai dispor de um stand de 3mX3m no qual será priorizada a exposição da espiritualidade e do carisma de Francisco e Clara de Assis. Uma equipe própria também foi designada por nossa comissão para viabilizar a dinamização deste espaço com o intuito de conciliar a diversidade do carisma, os muitos rostos da espiritualidade franciscana e as linhas gerais que norteiam nosso modo de seguimento de Jesus Cristo. O aluguel do espaço tem um custo, que será coberto a partir dos recursos levantados pela comissão. A referência para a Feira Vocacional é a Irmã Eclécia Alves, FSCJ, e o contato dela é ir_eclesia@yahoo.com.br .
1.3) Encontro com os Ministros e Representantes Gerais
            Será realizado, na Igreja de São Sebastião, dos Frades Capuchinhos, localizada no Bairro da Tijuca (Zona Norte), um encontro entre a juventude e os Ministros Gerais e Representantes dos diferentes ramos da Família Franciscana. A data prevista inicialmente é 24 de julho. O horário ainda depende de definições da programação oficial da JMJ.
2) FINANCIAMENTO DAS AÇÕES
            Todas as ações, por estarem relacionadas a um evento de grande porte, demandarão considerável montante de recursos financeiros. Para tanto, a comissão já está se mobilizando para a elaboração de projetos de captação. No entanto, tais projetos não serão suficientes para cobrir os gastos relativos às ações e eventos planejados, em especial a Feira Vocacional (aluguel do espaço, decoração, recursos audiovisuais, ajuda de custo aos voluntários etc.) e o Espaço Franciscano (limpeza, segurança, som, mesas, cadeiras, material, ajuda aos voluntários, refeições dos voluntários, tendas, infraestrurura, etc.).
Por este motivo, a FFB, através da Comissão Organizadora da Presença Franciscana na JMJ 2013, vem pedir colaboração aos irmãos e irmãs dos diferentes ramos de nosso carisma. O pedido vem junto com a garantia de posterior partilha de todas as informações relativas à movimentação financeira em torno da participação Franciscana da JMJ 2013, desde o montante arrecadado à aplicação e destino de todos os recursos.
Sua ajuda é de fundamental importância e pode ser feita através da seguinte conta bancária:
Família Franciscana do Brasil (FFB)
Banco do Brasil
Agência: 1003-0
Conta Corrente: 202.143-9
3) DÚVIDAS E INFORMAÇÕES
3.1) Site na internet
Já está no ar o site de nossa presença na JMJ 2013, no endereço www.jmjfranciscanos.com Além de visitar o endereço com frequência, todos os irmãos e irmãs são convidados a enviar sua colaboração: textos, artigos, notícias e reflexões que tratem da temática da juventude, do carisma franciscano são, além de bem-vindos, necessários. 
3.2) Endereço de e-mail 
Todos os pedidos de esclarecimento referentes aos itens tratados nesta carta podem ser enviados para o seguinte endereço eletrônico franciscanosjmj2013@franciscanos.org.br
Por enquanto estas são as principais informações a serem repassadas. Mais uma vez nos colocamos à inteira disposição de todos os irmãos e irmãs da Família Franciscana do Brasil, certos de que a beleza e a intensidade de nossa participação na JMJ 2013 são diretamente proporcionais ao entusiasmo com o qual abraçaremos esta causa. Desde já gratos pela colaboração generosa de todos, nos despedimos, com carinhosa saudação em Cristo, em Clara e em Francisco.
Fraternalmente,
Frei Éderson Queiroz, OFMCap
Frei Gustavo Wayand Medella, OFM - Secretário da Comissão

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!

Oração de Ano Novo

Senhor Deus, Pai de bondade, Senhor da história, do tempo e da eternidade. Mais um ano chega ao fim e às portas do novo as oportunidades e sonhos se renovam;

A vida é sempre feita de escolhas e possibilidades, e, são justamente elas que nos fazem acreditar que o amanhã que está por vir será melhor do que o ontem que passou;

Te agradeço Senhor por tudo o que tens feito por mim, pelo água, pelo ar, pela luz, pelos dons, pela vida, pelos meus, enfim, por tudo. Agradecer é reconhecer que tudo vem de Vós e a Ti devemos nossa ação de graças;

Ano novo, nova vida, novos sonhos, novos projetos, novas expectativas. Renova Senhor em mim o dom da fé, da esperança e da caridade. Faz com que eu veja em cada dia do ano que está por vir uma oportunidade de ser melhor, de mudar, de ajudar, de crescer. Faz Senhor com que eu busque mais amar, que eu busque mais me colocar na Tua presença e só assim poder concretizar tudo aquilo que desejo no fim deste ano;

Enfim Senhor, olha por todos aqueles que me destes e que me são tão caros, olha por aqueles que nos ajudam, olha por aqueles que estão do meu lado, aqueles que olham por mim e que pedem simplesmente que eu reze por eles. Todos eles Senhor são dons que colocastes no meu caminho e aos quais agradeço imensamente. Sobre eles, sobre mim e sobre o ano novo te peço Senhor, derrama suas bênçãos hoje e sempre;

Amém!