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terça-feira, 12 de junho de 2012

O exemplo de Antônio!



Exemplo sempiterno de humildade e sabedoria, Santo Antônio é um dos maiores fenômenos da História do Cristianismo. Tendo falecido a 13 de junho de 1231, com aproximadamente 36 anos de idade, frei Antônio foi canonizado antes mesmo que se completasse um ano de sua morte.
Sem dúvida, é um dos Santos mais populares da Igreja Católica, sendo venerado e invocado em praticamente todo o mundo. Depois de Francisco e Clara, é Antônio o maior expoente da Ordem Franciscana, e toda esta graça foi alcançada pelo glorioso frade, justamente porque ele quis se fazer menor entre os irmãos, no seguimento de seu seráfico pai Francisco, nas pegadas do Cristo pobre e crucificado.
Ressaltemos, por exemplo, que mesmo tendo uma consistente formação teológica e filosófica, adquirida nos tempos em que era monge agostiniano, Santo Antônio jamais quis revelar isto aos seus confrades, e passou muitos anos na Ordem fazendo apenas os serviços domésticos dos Conventos onde se abrigava. Somente por força do Espírito Santo, num episódio muito conhecido pela piedade popular, é que se revela o poder das Palavras de Antônio, como insigne pregador do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Consequentemente, Francisco autoriza àquele virtuoso frade a ensinar teologia aos irmãos penitentes, e sempre que se referia a Antônio, o chamava de “meu Bispo”. Por sua vez, retribuindo a gentileza, frei Antônio dirigia-se ao pobrezinho de Assis como “meu incomparável mentor espiritual.”
Por insistência de seus irmãos menores e por causa do amor que nutria pelas Sagradas Escrituras, Antônio aceitou escrever seus famosos Sermões. Em reconhecimento à riqueza teológica, doutrinária e espiritual deste escritos, o Santo foi declarado Doutor Evangélico da Igreja em 1946, pelo Papa Pio XII . Aliás, vários trechos dos Sermões nos mostram que, apesar de toda sua erudição e prestígio, frei Antônio se mantinha fiel à Santa Pobreza que Francisco lhe inspirara, como vemos nesta passagem:
“Os verdadeiros Penitentes são os pobres de espírito. São simples como pombas. Sua casa é áspera e desprovida de adornos.” Talvez isto explique um pouco o fato de Antônio ser considerado o Santo dos Pobres, não obstante a tentativa da máquina comercial em encampar sua figura, através da ação daqueles de quem Jesus há muito já nos falara: “ Os vendilhões do Templo”(Mc 11:15) ; que utilizando-se de uma parafernália ritualística, buscam suprimir toda espiritualidade presente no culto ao Santo.
A veneração ao Santo do Povo, padroeiro da Amazônia, deve se basear na “oração dos humildes que penetra os céus” (Eclo 35,21), para que um dia, como fez São Boaventura quando na exumação do corpo de Santo Antônio encontrou intacta a língua de seu confrade, possamos exclamar: “Ó língua bendita que sempre louvaste a Deus e fizeste com que os outros o louvassem...”Assim, fieis à imitação da vida de frei Antônio, alcançaremos dignamente as promessas de Cristo.

Thiago Damato é da JUFRA-Porciúncula