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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Benfeitores ajudando na Campanha do Agasalho PVF 2012

"O exemplo é a escola da humanidade e só nela os homens poderão aprender." Edmund Burke

Caríssimos amigos
Paz e Bem!

Começamos o inverno, e com ele, chegam as noites mais longas, as chuvas, o frio.
Inverno é também oportunidade que temos de aquecermos os nossos corações, de olharmos para o outro, de pensarmos que se o frio nos acomete a todos, imagine para aqueles que nada tem.
É por isso, que estamos convidando você a participar conosco desta “Campanha do agasalho”, um gesto muito simples, mas que faz uma significativa diferença para quem recebe.
Comprometemo-nos a doar todos os agasalhos recebidos nesta campanha aos mais necessitados através do “Serviço Franciscano de Solidariedade”, SEFRAS, que tem sua sede em São Paulo.
Todos aqueles que trouxerem sua doação na sede do Pró-Vocações e Missões Franciscanas, receberão de presente um “tau”, símbolo tão querido por São Francisco de Assis e sinal de nosso agradecimento por seu gesto concreto.
E lembre-se “quanto mais gente, mais quente!”
Participe! Não deixe o frio da estação esfriar seu coração!

Posto de coleta
Pró-Vocações e Missões Franciscanas
Largo São Francisco, 133
Centro – Sé – São Paulo
Próximo ao metrô Sé ou Anhangabaú
(11) 3291-2416

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

Solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo - Reflexão Dominical



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vocações por Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM - Ministro Provincial


Como o sr. vê a falta de vocações na Província e mesmo na Ordem?

Frei Fidêncio – São Francisco e Santa Clara nos dizem que o que convence e atrai é nosso testemunho evangélico. Depois estamos vivendo em outra época: famílias pequenas, esvaziamento do sentido religioso; a atração e oferta do espírito consumista; o enfraquecimento da pastoral da juventude etc. Creio que todos deveríamos estar mais atentos aos novos areópagos, onde os jovens de hoje se encontram.

Como se deu o seu discernimento vocacional e sua escolha pelos franciscanos?

Frei Fidêncio – Desde criança conheci os frades. Recordo as presenças do Frei Fidêncio Feldmann, do Frei Florentino Barrinuevo e até do Frei Walter Kempf numa de suas passagens na casa de meu avô. Tanto que meu tio, Dom Lino, falecido há dois anos em Santarém, também se tornou frade. Essa proximidade com os frades fez com que minha família me mostrasse a vida franciscana e sacerdotal como uma alternativa de vida. A família me indicou o caminho e eu, na liberdade, abracei a vocação franciscana.

Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores

Como falar de pobreza num mundo tão secularizado e globalizado?

Frei José – Para falar de pobreza temos de falar também de solidariedade. Para mim, hoje é importante insistir, sobretudo, na solidariedade. A humanidade tem recursos mais do que suficientes para eliminar a pobreza. Sobram recursos mas falta solidariedade. Penso que teríamos de trabalhar muito no campo da solidariedade, ao mesmo tempo que no campo da justiça, porque a pobreza é conseqüência da injustiça. Uns que têm muito e de sobra, outros que não têm nada e estão morrendo de fome. Penso que temos conscientizar mais os homens e as mulheres de hoje no campo da justiça e da solidariedade.

Quais os desafios que se impõem para a Ordem Franciscana neste século?

Frei José – Creio que o grande desafio para nós é ser uma fraternidade contemplativa em missão. Portanto, fraternidade que dê o primado a Deus, fraternidade que se sinta chamada a ir ao encontro dos homens. Por isso, um grande desafio é o diálogo. O diálogo com os pobres, o diálogo com as culturas, o diálogo inter-religioso e ecumênico. Mas tudo dentro desta concepção da Ordem como: “fraternidade contemplativa em missão”. Quero dizer que a Ordem está tentando ser fiel a isto. Por isso, nas prioridades, sempre sublinho a importância do espírito de devoção e oração; sublinho a importância de fazer da fraternidade um sinal visível e ao mesmo tempo ir ao encontro à missão. Neste momento, quero lembrar, que a Ordem abriu novos projetos missionários. Isto indica também a boa saúde da Ordem. Por exemplo, abrimos um projeto missionário no Sudão, outro na Namíbia, outro em Catar e outro Burkina Faso. Tudo isto nos três últimos anos. Ademais de potencializar outros projetos que já existiam como a Missão na Terra Santa, a Missão em Marrocos, na Rússia, no Cazaquistão e na África.

Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, o espanhol José Rodríguez Carballo, OFM

Sentido da Vida

“Aquilo que na vida tem sentido, mesmo sendo qualquer coisa de mínimo, prima sobre algo de grande, porém isento de sentido” (C. G. Jung).

O termo sentido pode ser um substantivo, um adjetivo ou até uma interjeição. Como substantivo pode ser uma das formas de receber as sensações que nos advém do mundo exterior, um significado, uma explicação, uma acepção ou uma orientação. Jung fala do sentido da vida, ou seja, daquilo que vale a pena, que dá gosto, que tem sabor… Se nossa existência é grandiosa, mesmo na simplicidade e no anonimato, será valiosa e saborosa!

O amor é o sentimento mais profundo e mais divino que trazemos em nós. Ele será sempre o combustível para encontrarmos o sentido de nossos afazeres, de nosso cotidiano, de nosso trabalhos, de nossos sonhos… Uma vida sem sentido leva as pessoas à depressão e à tantas patologias psíquicas que trazem sofrimento, frieza, rigidez. Somente o calor do amor pode aquecer os corações gelados e trazer luz para as almas tíbias…

Tenha uma abençoado e iluminado fim de semana. Que o amor seja a base e o fundamento de seus sentimentos!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Casamento não se improvisa



Assembléia dos Frades Estudantes!


De 26 a 28 de julho, no Convento São Boaventura, em Campo Largo (PR), acontecerá a 9ª Assembleia do Departamento dos Frades Estudantes de Filosofia e Teologia da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil.
O Departamento dos Frades Estudantes (DFE) é composto pelos frades estudantes de Filosofia, Teologia e outros frades de profissão temporária.
Como é descrito nos Estatutos Peculiares do Secretariado para a Formação, um departamento tem por competência, entre outras coisas, refletir e aprofundar a realidade formativa própria de cada Departamento; colaborar com o Conselho de Formação e Estudos no planejamento e na avaliação da implantação das Diretrizes para a Formação e das Diretrizes para os Estudos; indicar ao Conselho de Formação e Estudos candidatos para estudos de especialização e fazer a apreciação dos indicados por outros departamentos; eleger o Coordenador; elaborar e modificar o próprio Regimento e encaminhá-lo para apreciação do Conselho de Formação e Estudos e aprovação do Definitório.
Além disso, o artigo 15, mais especificamente, declara que cabe ao DFE promover a integração e o diálogo entre os frades estudantes; promover o intercâmbio com os frades formadores, os frades professores e o Conselho de Formação e Estudos.
A Assembleia do Departamento dos Frades Estudantes é o lugar e a oportunidade de nos encontrarmos e discutir os rumos de nossa formação; de confraternizar, rezar, sonhar e começar a construir juntos novos caminhos para a nossa atividade missionária e evangelizadora.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Cinco minutos diante de Santo Antônio!


          Há quanto tempo te esperava alma devota, pois bem conheço as graças de que necessitas e que desejas que eu peça ao Senhor!
Estou disposto a fazer tudo por ti: mas, filho, dize uma a uma todas as tuas necessidades, para que eu seja o intermediário entre Deus e  ti, e possa suavizar teus males. Sinto a aflição de teu coração, e quero unir-me às tuas amarguras.
Desejas o meu auxílio no teu negócio? Queres a minha proteção para restituir a paz na tua família? Para conseguir algum emprego? Para ajudar aqueles pobres? Aquela pessoa necessitada? Para que acabe aquele sofrimento? Queres tua saúde ou a de alguém a quem muito estimas? Coragem, que tudo obterás.
Agradam-me as almas sinceras, que tomam sobre si as dores alheias, como se fossem próprias. Mas eu bem vejo como desejas aquela graça, que há tanto tempo me pedes.
Tem fé, que não tardará a hora em que hás de obtê-la.
Uma coisa, porém, desejo de ti. Quero que recebas mais vezes Jesus na Eucaristia: que sejas mais devoto para com nossa Mãe, Maria Santíssima. Quero que propagues a minha devoção e ajudes meus pobres.
Quanto isso me agrada ao coração! Não sei negar nenhuma graça àqueles que socorrem os outros por meu amor, e bem sabes quantos favores são obtidos por este meio.
Quantos, com viva fé, têm recorrido a mim como o pão dos pobres na mão, e são atendidos! Invocam-me para ter êxito feliz nalgum negócio, para achar um objeto perdido, para obter a saúde de uma pessoa enferma, para conseguir a conversão de alguém afastado de Deus. E eu, pro amor de meus pobres, cuja miséria está a meu encargo, obtenho de Des tudo o que pedem, e ainda muito mais.
Temes que eu não faça outro tanto por ti? Não penses assim, porque prezo muito a prerrogativa que me foi concedida por Deus de ser o Santo dos Milagres.
Muitos outros, como tu, precisam de mim e receiam pedir-me, pensando que me importunam.
Leio tudo no fundo do coração, e a tudo darei remédio. Hei de obter as graças: não temas.
Agora, volta às tuas ocupações, e não esqueças o que te recomendei. Vem sempre procurar-me, porque eu te espero. Tuas visitas me serão sempre agradáveis, porque amigo afeiçoado como eu não acharás.
Deixo-te no Coração Sagrado de Jesus e também no de Maria.
Rezar uma Ave-Maria.

domingo, 24 de junho de 2012

Como se pode ensinar a compaixão?



A boca fala do que está cheio o coração”: esse é um ditado da sabedoria judaica, que se encontra nas Escrituras Sagradas.  Bem que poderia ser a explicação sumária daquilo que a psicanálise tenta fazer: ouvir o que a boca fala para se chegar ao que o coração sente. Acontece comigo. Cada texto é uma revelação do coração de quem escreve.
 Pois o meu coração ficou cheio com uma coisa que me disse minha neta Camila, de onze anos. O que ela falou fez meu coração doer.  Como resultado fico pensando e falando sempre a mesma coisa.
A Camila estava na sala da televisão sozinha, chorando. Fui conversar com ela para saber o que estava acontecendo. E foi isso que ela me disse: “Vovô, quando eu vejo uma pessoa sofrendo eu sofro também. O meu coração fica junto ao coração dela...”
Percebi que o coração da Camila conhecia aquilo que se chama “compaixão”. Compaixão, no seu sentido etimológico,  quer dizer “sofrer com”. Não estou sofrendo. Mas vejo uma pessoa sofrer. Aí eu sofro com ela. Ponho o outro dentro de mim. Esse é o sentido do amor: ter o outro dentro da gente. O apóstolo Paulo escreveu que posso dar tudo o que tenho aos pobres,  mas se me faltar o amor, nada serei. Porque  posso dar com as mãos sem que o coração esteja a sentir. A compaixão é uma maneira de sentir. E dela que brota a ética. Alguém foi se aconselhar com Santo Agostinho sobre o que fazer numa determinada situação. Ele respondeu curto e definitivo: “Ama e faze o que quiseres.” Pois não é óbvio? Se tenho compaixão nada de mal poderei fazer a quem quer que seja.
Fernando Pessoa escreveu um curto poema em que  descreve a sua compaixão. Por favor, leia devagar:  “Aquele arbusto fenece, e vai com ele parte da minha vida. Em tudo quanto olhei fiquei em parte. Com tudo quanto vi, se passa, passo. Nem distingue a memória do que vi do que fui”. Compaixão por um arbusto... Ele explica esse mistério da alma humana dizendo que  “em tudo quando olhei fiquei em parte. Com tudo quanto vi, se passa passo...” Os olhos, movidos pela compaixão, o faziam participante da sorte do pequeno arbusto...
Eu já sabia disso. Mas nunca havia enchido o meu coração ao ponto de doer. Doeu porque liguei a fala da Camila a essa tristeza que está acontecendo no Brasil.
Os corruptos são homens que passaram pelas escolas, são portadores de muitos saberes. Tendo tantos saberes, o que lhes falta? Falta-lhes compaixão. 
A falta de compaixão é uma perturbação do olhar. Olhamos, vemos, mas a coisa que vemos fica fora de nós. Vejo os velhos e posso até mesmo escrever uma tese sobre eles, se eu for um professor universitário. Mas a tristeza do velho é só dele, não entra dentro de mim. Durmo bem. Nossas florestas vão aos poucos se transformando em desertos mas isso não me faz sofrer. Não as sinto como uma ferida na minha carne. Vejo as crianças mendigando nos semáforos mas não me sinto uma criança mendigando num semáforo. Vejo os meus alunos nas salas de aulas, mas meu dever de professor é dar o programa e não sentir o que os meus alunos estão sentindo.
De que vale o conhecimento sem compaixão? Todas as atrocidades que caracterizam os nossos tempos foram feitas com a cumplicidade do conhecimento científico. Parece que a inteligência dos maus é mais poderosa que a inteligência dos bons.
 Sabemos como ensinar saberes. Há muita ciência escrita sobre isso. Mas não me lembro de nenhum texto pedagógico que se proponha a ensinar a compaixão. Talvez o livrinho de Janucz Korczak  Como amar uma criança . Mas Korczak é uma exceção. Ele sabia que para se ensinar algo a uma criança é preciso amá-la primeiro. Korczak era um romântico... Por isso o amo...
Aí fiz a mim mesmo uma pergunta pedagógica: “Como ensinar a compaixão? Conversando sobre isso com minha filha Raquel, arquiteta, ela se lembrou de um incidente dos seus primeiros anos de escola, quando menina de sete anos. Seria o aniversário da faxineira, uma mulher que todos amavam. A classe se reuniu para escolher o seu presente. Ganhou por unanimidade que, no dia do seu aniversário, as crianças fariam o seu trabalho de faxina. Disse-me a Raquel que a faxineira chorou...
Sei que as crianças aprendem com o olhar, o olhar das professoras. Elas sabem quando as professoras as olham com os mesmos olhos com que Fernando Pessoa olhava o arbusto. Sei também que as estórias provocam  compaixão, quando o leitor se identifica com um personagem.  Sei de um menininho que se pôs a chorar ao final da estória O patinho que não aprendeu a voar. Ele teve compaixão do patinho. Identificou-se com ele. Vai carregar o patinho dentro de si embora o patinho não exista. Lemos estórias para as crianças e para nós mesmos não só para ensinar a língua mas para ensinar a compaixão.
Mas continuo perdido. Preciso que vocês me ajudem. Como se pode ensinar a compaixão?

Rubem Alves é teólogo e psicanalista.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Viva São João!


Uma lição de vida!


A lição franciscana para uma economia a serviço do ser humano


Em Assis, políticos, economistas, associações e organizações do terceiro setor estão reunidos para refletir sobre como sair da crise.


A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no sítio Vatican Insider, 18-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.



Ele exulta pelo voto grego, mas adverte que o caminho ainda é difícil para a Europa. O superministro italiano das atividades produtivas e de infraestrutura, Corrado Passera, chegou nesse domingo e dormiu em um convento.



Depois, nessa segunda-feira de manhã, rezou diante do túmulo de São Francisco e, acompanhado pelo padre guardião Giuseppe Piemontese, encontrou os freis de todas as quatro famílias franciscanas.



A receita anticrise é secular e foi escrita por São Francisco. Entre decretos de desenvolvimento e financeiros para salvar o euro, a economia social de mercado e a doutrina social da Igreja se tornam um modelo e um campo de provas para a ação do governo.



E assim, sob a égide do pensamento econômico franciscano, na manhã dessa segunda-feira, o Sacro Convento se transformou em um insólito fórum político-financeiro, pondo em debate a pregação do Poverello de Assis com as atuais estratégias dos governantes nacionais e europeus contra a recessão.



Enfim, a economia não é só bancos e mercados, mas especialmente bem comum.



Na cidade da paz, sindicalistas, economistas e cientistas políticos (Stefano ZamagniDario Antiseri), políticos (Rosi BindiGaetano Quagliariello), responsáveis pelo voluntariado, debatem com o ministro do Desenvolvimento Econômico, Corrado Passera, um dos mais atentos (no governo técnico do primeiro-ministro Mario Monti) às transformações do quadro político nacional.



Para muitos, Passera é o líder ideal daquela "coisa branca", o projeto para uma casa comum dos moderados que, ainda nos Estados gerais católicos de Todi, foi visto na vanguarda. Para ouvi-lo, acorreram os líderes do associacionismo eclesial italiano, começando pelo secretário-geral da RetinoperaVincenzo Conso.



"A Grécia está dizendo: queremos conseguir. Portanto, a votação desse domingo é seguramente positivo", dissePassera às margens do congresso “Uma contribuição franciscana para a superação da atual crise econômica”. "O voto de Atenas – disse o ministro – nos confirma o que todos nós sempre pensamos, isto é, que Atenas pode e deve permanecer dentro da zona do euro e deve ser ajudada a superar um período realmente difícil".



Quem explica o significado do encontro econômico hospedado na fortaleza mundial da espiritualidade é um dos palestrantes mais renomados, o professor Stefano Zamagni, presidente da Autoridade para o Terceiro Setor e colaborador de Bento XVI na encíclica social que abordou (e em parte antecipou) os atuais desafios da globalização.



"Nessa situação de crise, o Sacro Convento de Assis considerou que devia dar a sua contribuição", disse o economista. "Além disso, desde 1300, os primeiros economistas são todos os franciscanos, e a sua escola foi a primeira escola econômica da história. Foram os freis que elaboraram a teoria e as instituições econômicas do mercado, assim como os primeiros bancos".



Além disso, destaca Zamagni, exatamente agora que o sistema bancário acabou em uma tempestade em meio mundo, poucos se lembram de que "o primeiro monte de piedade foi criado pelos franciscanos na Perugia, em 1462, e, em pouco tempo, os freis os criaram às dezenas". Antes, o empréstimo a juros era proibido: foram os seguidores de São Francisco que o "reabilitaram".



Praticamente todas as estruturas teóricas e práticas do mercado brotaram da escola franciscana, como, por exemplo, a sistematização da partida dobrada pelo padre Luca Pacioli. O futuro, em suma, afunda suas raízes em um passado que tem muito a ensinar. "A partir de 1600, o pensamento dos franciscanos deu lugar ao dos jesuítas e principalmente deu lugar às mudanças provocadas pelo início da revolução industrial", aponta Zamagni. "A economia deixou de ser orientada para ao bem comum e começou, desde então, a ter como fim a maximização do lucro de alguém".



Assim, o desvio individualista que se tornou hoje o superpoder dos mercados financeiros teve o seu ponto de partida na "caça" aos economistas franciscanos. "Com a revolução industrial, o lucro individual levou a melhor sobre o bem comum", indica Zamagni. "Agora, com a crise de porte epocal que estamos vivendo, percebemos que os discípulos de São Francisco tinham razão: para resolver os problemas, é preciso convocar novamente o bem comum".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Campanha do Agasalho PVF 2012: Quanto + gente + quente!


Caríssimos amigos
Paz e Bem!
Começamos o inverno, e com ele, chegam as noites mais longas, as chuvas, o frio.
Inverno é também oportunidade que temos de aquecermos os nossos corações, de olharmos para o outro, de pensarmos que se o frio nos acomete a todos, imagine para aqueles que nada tem.
É por isso, que estamos convidando você a participar conosco desta “Campanha do agasalho”, um gesto muito simples, mas que faz uma significativa diferença para quem recebe.
Comprometemo-nos a doar todos os agasalhos recebidos nesta campanha aos mais necessitados através do “Serviço Franciscano de Solidariedade”, SEFRAS, que tem sua sede em São Paulo.
Todos aqueles que trouxerem sua doação na sede do Pró-Vocações e Missões Franciscanas, receberão de presente um “tau”, símbolo tão querido por São Francisco de Assis e sinal de nosso agradecimento por seu gesto concreto.
E lembre-se “quanto mais gente, mais quente!”
Participe! Não deixe o frio da estação esfriar seu coração!
Posto de coleta
Pró-Vocações e Missões Franciscanas
Largo São Francisco, 133
Centro – Sé – São Paulo
Próximo ao metrô Sé ou Anhangabaú
(11) 3291-2416
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Saiba mais...



Frei Galvão
 1º Santo brasileiro

Após 185 anos de sua morte, a Igreja o elevou às honras do altar, sendo canoni- zado em ll de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo, pelo Papa Bento XVI.
            Frei Antônio de Santana Galvão nasceu em Guaratinguetá, conhecido como o Missionário da Paz e da Caridade.
            Ele viveu mais de 60 anos em São Paulo, no Convento de São Francisco de Assis, sendo bondoso, grande pregador, humilde porteiro e amado pelo povo.
            Exerceu uma intensa vida missionária nas vilas entre Rio e São Paulo, no litoral e interior paulista e no Paraná, deixando em Piraí do Sul a imagem milagrosa de Nossa Senhora das Brotas, onde foi levantado um Santuário.
            Colocou-se sempre ao lado dos humildes e injustiçados. Por opor-se ao governador de então que havia condenado um soldado à morte, foi expulso de São Paulo, mas o clamor popular o trouxe de volta do Rio.
            Construiu o Mosteiro da Luz, patrimônio da humanidade e tornou-se o pai espiritual das Irmãs Concepcionistas até o fim de sua vida. Neste mosteiro ele veio a falecer com 82 anos, em 1822.
            Por ser muito solicitado por doentes e mães grávidas e impossibilitado de fazer-se presente em toda parte, criou “as pílulas” de frei Galvão, com a invocação à Mãe Imaculada: “Virgem Maria, que após o parto, permanecestes intacta, Mãe de Deus, intercede por nós”, que levadas às pessoas enfermas, obtinham-lhes a cura.
            Que neste mês de outubro, em que relembramos a missionaridade da Igreja, possamos cada um de nós também, nos colocarmos a disposição da busca incansável de um Reino feito com o nosso esforço já aqui nesta terra. A exemplo de tantos que recordamos neste mês: Teresinha de Jesus, Francisco de Assis, Teresa D´Avila, Frei Galvão, Judas Tadeu e muitos outros, que nos precederam no esforço por um mundo melhor.
            Se você quer conhecer um pouco mais da vida de Frei Galvão, visite a igreja de São Francisco onde ele viveu ou o mosteiro da Luz que ele mesmo ajudou a construir e do qual foi o idealizador.

Convento e Igreja de São Francisco de Assis
Largo São Francisco, 133
Centro - Sé
São Paulo - SP

Frei Alvaci, OFM

segunda-feira, 18 de junho de 2012

JMJ Rio 2013 - Vídeo Promocional

UM DIA COM MARIA E FREI GALVÃO!



Ao alvorecer do dia dezessete de junho, nós frades e um grupo de benfeitores do Pró- Vocações e Missões Franciscanas partimos em Romaria para a casa da Mãe Aparecida e de nosso querido Santo Brasileiro: Santo Antônio de Santana Galvão em Guaratinguetá.  Este dia foi marcado por profundos momentos de oração e devoção. Já ao partirmos da cidade de São Paulo, Frei Alvaci Mendes da Luz, nos convidou a oração para assim, caminharmos em Procissão e Romaria para casa de Maria. Ao chegarmos ao Santuário Nacional, como filhos e filhas desta grande mãe, caminhamos em procissão em direção à imagem querida de Aparecida para junto dela pedir a sua intercessão a Deus por nós, nossos familiares, parentes e amigos.  

Já próximo a hora do almoço, partimos para o Convento Nossa Senhora das Graças em Guaratinguetá. Lá fomos recebidos pelos frades da casa e nos deliciamos com um saboroso almoço. Após um tempo livre nos reunimos todos novamente e nos dirigimos para o Seminário Frei Galvão nesta mesma cidade, local este que recebe romeiros devotos e devotas de Frei Galvão há muitos anos. Os romeiros ali puderam conhecer mais e melhor a vida e a história deste primeiro santo brasileiro. Celebramos juntos o profundo gesto de amor e de partilha: a Eucaristia. Depois cada um recebeu suas pílulas de fé. Os benfeitores andaram pelos corredores daquela bela casa, visitaram a exposição permanente de presépios oriundos de várias partes do mundo, respiraram o ar puro daqueles  jardins do seminário e até balançaram-se num balanço pendurado numa árvore próximo a gruta do seminário. Realmente Deus nos abençoou por intercessão de Frei Galvão, com momentos de profunda integração entre Ele e nós através de sua magnífica obra: a mãe natureza.

Ao findar nosso dia, nada melhor do que visitar o mosteiro das irmãs Clarissas nas pedrinhas em Guaratinguetá.  Os benfeitores pelo que vimos ficaram maravilhados com nossas irmãs, uns pensavam outros até falavam: que paz sentimos nesta casa. Outros diziam: como é bom estarmos aqui. Outros expressavam: realmente Deus aqui se faz morada no meio destas queridas irmãs clarissas. Que nossa mãe Aparecida e seu filho Frei Galvão intercedam a Deus por todos os nossos confrades, benfeitores e familiares, para que nunca lhes falte o necessário para vida.

Frei Alexandre Rohling

sábado, 16 de junho de 2012

Sementes do Reino!


11º Domingo do Tempo Comum
Queridos amigos e amigas. Paz e Bem!

Já passamos da metade do mês. A festa de Santo Antônio no largo São Francisco foi muito linda, milhares de pessoas vieram aqui saudar o santo que desperta os nossos maiores sentimentos. As festas juninas pipocam em todo o país e nós seguimos, aprendendo com a Palavra que sempre de novo se mostra atual e provocadora.

Jesus gosta de falar usando metáforas, usar parábolas, ensinar por comparações. É a linguagem mais rica a que o ser humano tem acesso. Não define nem descreve, só indica, insinua, alude, sugere. Não separa uma realidade da outra, mas interliga, relaciona, lança pontes. É sem duvida, a linguagem adequada para se falar do Reino. Que é com a semente que o lavrador joga na terra. Depois, dorme e acorda, enquanto a semente cresce por sua própria energia. Não importa o tamanho da semente, o que conta é o espetáculo da colheita, precedido pelos galhos carregados, que a anunciam. E se o mau tempo ou a tempestade frustam a colheita deste ano, a esperança do lavrador renasce com a primeira chuva, certo de que o futuro será melhor.

Enfim, o evangelho de hoje, nos ensina que não podemos ficar passivos e inativos diante da proposta do Reino de Jesus. Deus quis contar conosco e a boa noticia é sempre apelo a conversão, fé, seguimento, ação. Deus nos liberta para sermos e fazermos o que corresponde à nossa vocação mais profunda: a vida e a liberdade em Deus.

Que o Senhor nos ajude a sermos frutos, sementes e filhos bons!




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Frei Diego fala sobre a presença franciscana na JMJ Rio 2013!


Em julho do próximo ano, nosso país irá sediar o maior encontro de jovens da Igreja. Trata-se da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho, com sede no Rio de Janeiro. Nesse evento estarão presentes jovens provindos do mundo inteiro, inclusive inúmeros franciscanos e franciscanas de todas as nacionalidades.
Desse modo, para que pudéssemos ter um espaço de encontro e de divulgação de nosso carisma franciscano, a sede da Fraternidade Franciscana Secular de São Francisco da Penitência, do centro do Rio de Janeiro, cedeu seus espaços para que possamos criar nosso “Espaço Franciscano” durante a Jornada.
Nesse local, queremos reunir todos os ramos da Família Franciscana, mostrando a todos os jovens o nosso espírito alegre e fraterno. Será um ambiente com apresentações culturais e religiosas, teatros, oficinas, oração e meditação, encontro fraterno e ecumênico, palestras, formações e tantas outras atividades relacionadas ao nosso carisma.  
Além disso, a Igreja de São Sebastião, dos Capuchinhos, na Tijuca, sediará um encontro de todos os Ministros Gerais com os nossos jovens.
 Também iniciamos um Concurso Cultural para escolher uma logomarca para os “Franciscanos na JMJ2013”. Nosso intento é criar um referencial visual para nossa presença durante a Jornada e desde já envolver o maior número de pessoas na preparação desse grande evento. As inscrições para participar do Concurso podem ser feitas até o dia 20 de agosto. Maiores informações pelo site www.franciscanos.org.br
Assim, inspirados pelos braços abertos do Cristo Redentor, queremos acolher a todos os nossos irmãos e irmãs para esse grande evento juvenil da Igreja, mas que também será uma oportunidade única para realizarmos um grande encontro fraterno e franciscano com todos os seguidores do nosso ‘Irmão Universal’.
Ajude-nos divulgando nossos projetos e desde já sinta-se convidado a fazer-nos uma visita durante a Jornada Mundial da Juventude. Temos certeza que todo esse nosso esforço frutificará também em novas vocações para a Ordem Franciscana Secular. Estamos à disposição para maiores esclarecimentos, pelo e-mail:
franciscanosjmj2013@franciscanos.org.br

 Frei Diego Atalino de Melo, ofm

terça-feira, 12 de junho de 2012

Santo Antônio de Pádua: o Santo do Povo!

   



Queridos amigos e amigas. Benfeitores, colaboradores! Paz e Bem!

       Neste dia tão caro a nós franciscanos do mundo inteiro. Não poderíamos deixar passar despercebida a nossa reflexão. No fundo, a figura deste homem, do qual iremos falar, mobiliza milhares de pessoas no Brasil e no mundo. E a gente fica se perguntando: o que foi que ele fez? Porque meche com tanta gente? Como pode um homem, igual a nós, despertar um carinho tão especial do povo?

       A resposta não cabe só a Santo Antônio, cabe a cada um de nós, cada aos santos de nossos dias e aqueles que virão. Fazer aquilo que Deus nos confiou, bem feito, com amor, entrega de vida e entusiasmo é o primeiro passo para santidade...foi assim com Francisco de Assis, foi assim com Clara, Antônio, Benedito, Galvão. Deve ser assim com cada um de nós. Estes homens e mulheres não foram santos à toa, foram santos porque amaram e fizeram de suas vidas sinal de Deus.

     Olha Antônio, ou melhor, de batismo Fernando de Bulhoes e Taveira, lisboeta de nascimento. Já sacerdote dos cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos do Marrocos. Foi procurar os frades, entrou no convento de    Coimbra e recebeu o nome de Antônio. Aspirando ao martírio quis trabalhar nas missões entre os muçulmanos da África do norte, mas uma doença o fez retornar. O navio forçado pela tempestade, teve que aportar na Sicilia. Antonio, então percorreu toda a Itália pregando, abençoando e ensinando. Esgotado, morreu aos trinta e seis anos perto de Pádua no norte da Itália. Seu culto é um dos mais populares da história o que apressou a sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.

     Que exemplo não? Que olhando para Antônio de Pádua, de Lisboa, do mundo inteiro, possamos nós aprendermos que fazer a vontade de Deus, é fazer aquilo que fomos chamados por Ele a fazer, bem feito, com a vida, com o coração e com alma.

     Que Santo Antônio nos abençoe.

O exemplo de Antônio!



Exemplo sempiterno de humildade e sabedoria, Santo Antônio é um dos maiores fenômenos da História do Cristianismo. Tendo falecido a 13 de junho de 1231, com aproximadamente 36 anos de idade, frei Antônio foi canonizado antes mesmo que se completasse um ano de sua morte.
Sem dúvida, é um dos Santos mais populares da Igreja Católica, sendo venerado e invocado em praticamente todo o mundo. Depois de Francisco e Clara, é Antônio o maior expoente da Ordem Franciscana, e toda esta graça foi alcançada pelo glorioso frade, justamente porque ele quis se fazer menor entre os irmãos, no seguimento de seu seráfico pai Francisco, nas pegadas do Cristo pobre e crucificado.
Ressaltemos, por exemplo, que mesmo tendo uma consistente formação teológica e filosófica, adquirida nos tempos em que era monge agostiniano, Santo Antônio jamais quis revelar isto aos seus confrades, e passou muitos anos na Ordem fazendo apenas os serviços domésticos dos Conventos onde se abrigava. Somente por força do Espírito Santo, num episódio muito conhecido pela piedade popular, é que se revela o poder das Palavras de Antônio, como insigne pregador do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Consequentemente, Francisco autoriza àquele virtuoso frade a ensinar teologia aos irmãos penitentes, e sempre que se referia a Antônio, o chamava de “meu Bispo”. Por sua vez, retribuindo a gentileza, frei Antônio dirigia-se ao pobrezinho de Assis como “meu incomparável mentor espiritual.”
Por insistência de seus irmãos menores e por causa do amor que nutria pelas Sagradas Escrituras, Antônio aceitou escrever seus famosos Sermões. Em reconhecimento à riqueza teológica, doutrinária e espiritual deste escritos, o Santo foi declarado Doutor Evangélico da Igreja em 1946, pelo Papa Pio XII . Aliás, vários trechos dos Sermões nos mostram que, apesar de toda sua erudição e prestígio, frei Antônio se mantinha fiel à Santa Pobreza que Francisco lhe inspirara, como vemos nesta passagem:
“Os verdadeiros Penitentes são os pobres de espírito. São simples como pombas. Sua casa é áspera e desprovida de adornos.” Talvez isto explique um pouco o fato de Antônio ser considerado o Santo dos Pobres, não obstante a tentativa da máquina comercial em encampar sua figura, através da ação daqueles de quem Jesus há muito já nos falara: “ Os vendilhões do Templo”(Mc 11:15) ; que utilizando-se de uma parafernália ritualística, buscam suprimir toda espiritualidade presente no culto ao Santo.
A veneração ao Santo do Povo, padroeiro da Amazônia, deve se basear na “oração dos humildes que penetra os céus” (Eclo 35,21), para que um dia, como fez São Boaventura quando na exumação do corpo de Santo Antônio encontrou intacta a língua de seu confrade, possamos exclamar: “Ó língua bendita que sempre louvaste a Deus e fizeste com que os outros o louvassem...”Assim, fieis à imitação da vida de frei Antônio, alcançaremos dignamente as promessas de Cristo.

Thiago Damato é da JUFRA-Porciúncula

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Os namorados e Antônio!



Aproxima-se a festa daquele que é invocado para reencontrar coisas perdidas, para jamais faltar o pão ou para encontrar um amor, um casamento, um namoro. Em muitas igrejas do Brasil e do mundo, o povo se prepara para celebrar aquele que se tornou o ilustre filho de São Francisco, seguidor fiel e amigo dos pobres. O jovem português Fernando de Bulhões, movido pelo desejo de ser missionário, é hoje missionário do mundo todo com o nome de Santo Antônio de Lisboa, de Pádua, do Brasil, meu , seu, nosso Santo Antônio.

Na tradição popular, Antônio é conhecido como santo casamenteiro, invocado por aqueles que querem encontrar alguém especial para viver juntos. Talvez a tradição venha do fato, de Santo Antônio ter sido grande pregador do valor da família e do casamento, em terras do norte da Itália, onde viveu por muitos anos. O que se sabe ao certo, é que este teólogo franciscano, ganhou em vida muito respeito e admiração do povo italiano, português e francês. De fato, foi um incansável pregador do Evangelho e testemunho do Reino de Deus onde viveu.

Qual seria então a relação deste santo, com o dia dos namorados? Sabe-se que nos países do norte (Estados Unidos e Europa), o dia dos namorados é celebrado em 14 de fevereiro, dia do martírio de São Valentim, por isso mesmo este dia é chamado naqueles países de “Dia de São Valentim”, santo europeu que teria sido grande incentivador do namoro e casamento, mesmo sendo perseguido pelo imperador que havia proibido os mesmos em tempos de guerra.

No Brasil, entretanto, a data é comemorada no dia 12 de junho, por quê? Justamente, porque a festa de Santo Antônio é no dia seguinte, 13 de junho, e o santo casamenteiro português é muito mais conhecido aqui do que São Valentim. Logo, a data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados".

Acima de dados históricos, de lendas ou tradições populares, está a figura destas pessoas, que nos precederam na busca e na pregação de valores essenciais. Cabe, sempre lembrar, que o frade Antônio ou o bispo Valentim, foram muito incisivos em suas pregações, muito coerentes em suas vidas e testemunharam no meio dos seus, aquilo em que eles acreditavam.

Em tempos modernos, fica a dica: por mais que os tempos passem, os valores permanecem firmes e iguais. Pode-se até rezar a Santo Antônio para arrumar um namorado ou casamento, mas não se pode esquecer que acima de tudo, está o compromisso que se assume, o valor que se dá a alguém e a fidelidade da vida a dois.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM