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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ascensão do Senhor!

Dia 20/05
Ascensão do Senhor - Solenidade
“Anuncia o Evangelho a toda criatura”
Evangelho: Mc 16, 15-20

Queridos irmãos e amigos. Desejo mais uma vez toda a paz e todo o bem. Unimos-nos nos fins de semana para refletir sobre o evangelho dominical e com estas reflexões sermos melhores no seguimento do Cristo e no anúncio do Reino.
Passaram-se 7 semanas desde que celebramos mais uma vez a Páscoa, a grande celebração de nossa fé e de nossa razão de sermos cristãos.
Neste fim de semana nossa reflexão se volta para a solenidade da Ascensão do Senhor. O que significa isso? Celebrar a ascensão de Jesus é proclamar mais uma vez em alto e bom som a vitória da vida sobre a morte, é anunciar nossa futura ressurreição e renovar nosso compromisso com a missão de ir ao mundo inteiro e anunciar o evangelho a toda criatura.
Digo isso, porque a ascensão nada mais é, do que uma face também da ressurreição. É a glorificação de Jesus, sua ultima aparição e o inicio da missão dos discípulos. Enviado pelo Pai Jesus cumpriu sua missão. Enviados por Jesus somos chamados a dar testemunho dele no mundo todo, perante todos os povos. Graça, compromisso, presença, daquele que, ausente, está mais presente do que nunca.
Nesta semana de forma toda particular, somos chamados a rezar pela Unidade dos Cristãos, nesta semana que inicia-se nesta domingo: semana de orações pela unidade dos cristãos...”Que todos sejam um”

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os franciscanos e Maria!


Por Thiago Damato

O amor dos franciscanos pela Virgem Maria remonta aos primórdios da Ordem, quando Francisco recebe os seus primeiros irmãos na Igreja de Santa Maria dos Anjos(ou Porciúncula).Segundo São Boaventura, o pobrezinho de Assis “fixou-se naquela igreja por causa de seu amor pela Mãe de Cristo”, transformando aquele pequeno Templo no berço da Ordem dos Frades Menores(OFM). Nosso seráfico pai compreendeu de modo especial o papel de Maria na História da Salvação, inspirando-se sempre na vida e pobreza do Altíssimo Senhor Jesus Cristo e sua Santíssima Mãe. A Ela Francisco compôs louvores, fez ardorosas súplicas em orações e implorou para que fosse sempre padroeira e advogada da OFM junto a Deus Pai todo-poderoso.

Na literatura Franciscana, temos muitos exemplos doamor indizível”do Pobrezinho de Assis pela Virgem Nazarena. Chama-nos atenção, parte da composição do Oficio da Paixão, quando São Francisco nos diz: “Ó Maria, Virgem Santíssima, não há outra semelhante, nascida neste mundo, entre as mulheres; filha e serva do Rei altíssimo, o Pai celeste; mãe de Jesus Cristo, nosso Senhor; esposa do Espírito Santo”.De acordo com o frei Clodovis Boff, da Ordem dos Servos de Maria, professor de Mariologia em Roma, trata-se da primeira vez que na história do Cristianismo, que se dá , explicitamente, o título de “Esposa do Espírito Santo” a Maria.

Outro servo franciscano que teve fervorosa devoção a Santa Mãe de Deus foi Santo Antônio. Acerca do nome de Maria, que significa “Amada de Javé “,o glorioso da Ordem dos Menores nos diz em parte de seus Sermões: “E o nome da Virgem era Maria. Nome doce, nome agradável, nome que conforta o pecador, nome de ditosa esperança. Que é Maria senão a Estrela do mar , o caminho claro que leva ao porto os que flutuam na amargura”. Aqui, o zeloso fradezinho de Pádua nos deixa bem claro que nossa Mãezinha é o melhor caminho para alcançarmos o porto da salvação, ou seja, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como não poderia deixar de ser , a Paixão dos penitentes por Nossa Senhora também está presente nos escritos de Santa Clara. Em seu testamento, a “plantinha do menor dos menores”demonstra preocupação com aqueles que entraram no caminho do Senhor e são tentados a desvirtuar .Para preservá-los na fé, Clara recorre à proteção da Mãe de Deus: “Por essa, dobro meus joelhos ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão dos méritos da gloriosa Virgem Maria, sua Mãe”.Na terceira carta a Inês de pPraga , Clara exorta sua irmã fraterna: “Apega-te à sua dulcíssima Mãe, que gerou tal grande Filho que o próprio céu não pode compreender”.E foi na contemplação deste Mistério, inspirando-se na fidelidade da Virgem à seu dileto Filho, que a pobre Clara passou a vida em São Damião, cumprindo seu digníssimo mandato, ao lado de suas santíssimas irmãs.

Por fim, retornemos a Francisco, para entendermos melhor o verdadeiro espírito da veneração a Mãe de Deus. Certa vez, como nos conta frei Tomás de Celano, São Francisco deixou esta recomendação aos seus confrades: "Se não puderes atender de outro modo as necessidades dos irmãos, despoja o altar da Virgem e tira-lhe os enfeites. Crê-me: Ela ficará muito mais contente em ver o Evangelho de seu Filho observado e seu altar despojado, do que seu altar enfeitado e seu Filho desprezado".É assim que devemos proceder, não esquecendo-se jamais das palavras Daquela que é a maior dentre as servas do Senhor: “ Fazei tudo o que Ele vos disser”.


Thiago Damato é da Juventude Franciscana de Niterói/RJ

sexta-feira, 4 de maio de 2012

V Domingo de Páscoa - Reflexão do Evangelho

“Quem permanece em mim, produz muitos frutos”
Evangelho: Jo 15, 1-8

Queridos irmãos e irmãs, amigos, colaboradores: Paz e Bem!
Na ultima terça-feira iniciamos mais um mês, o quinto deste ano, mês cheio de beleza, de ternura, mês das mães, de Nossa Senhora de Fátima, de São José Operário, da Ascensão do Senhor, de Pentecostes, enfim, um mês cheio de significados e festas.
E neste primeiro fim de semana de maio, nos deparamos com o belo evangelho da videira e dos ramos, mais uma das parábolas comparativas de Jesus.

Nesta metáfora, Jesus nos fala da sua união profunda com os que aderem a ele, o amam e vivem as suas palavras. Videira e ramos não são duas coisas, mas uma só planta. Tem a mesma seiva, vivem a mesma vida, dão os mesmos frutos.
Nossa união com Cristo, deve ser tão forte que pode ser comparada à união que existe entre a videira e os ramos. É este o mistério que celebramos em toda Eucaristia, mas, de maneira especial neste 5º domingo da Páscoa.
Nossa vida, deve ser enxertada em Cristo, para que, nele, possamos produzir uva fina, para a mesa da família ou para a alegria da festa. Algumas vezes somos tentamos a viver na independência de Deus: sem Ele somos como que ramos fora da videira, o que gera esterilidade e morte.
Permanecer unido em Cristo é garantia de produzir frutos bons, não para si mesmos, afinal, a videira produz para os outros. Que nossos frutos sejam verdadeiros e bons e que possamos unidos a Ele gerar vida que permanece.

A todos o nosso sincero abraço e a benção de Deus.
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Retiro Franciscano

Parecia difícil crer que, após um Domingo marcado pela satisfação dos benfeitores do PVF com todo o conhecimento adquirido e com o clima verdadeiro de Fraternidade que foi construído em Agudos, a segunda-feira poderia ser tão boa quanto o dia anterior. Frei Renato Adriano Pezenti, que hoje atua no Seminário São Francisco, em Ituporanga, foi o responsável pelo início desta façanha. Ele abriu o dia meditando sobre a passagem de At 3,42-47, refletindo que a primeira comunidade Cristã lembrava muito o relato da primeira Fraternidade criada por Francisco. Utilizando metáforas e comparações que levaram todos às gargalhadas, Frei Renato abordou um tema bastante sério: Vocação. Explicou que vocação “significa chamado e todo chamado requer uma resposta. A vocação acontece no diálogo, Deus continua a chamar todos os dias”. Afirmou que três elementos são essenciais para uma vocação madura: liberdade, vontade e confiança. “A vocação é uma semente para ser cultivada todos os dias: ela nunca está pronta, é preciso regá-la e cultivá-la todos os dias. A vida é a primeira e a maior vocação”. A semente de Francisco de Assis fortificou e deu uma árvore frondosa que são os franciscanos. Falou ainda sobre as 4 pernas do chamado: De quem? Deus; Para quem? Eu, você; Onde? Mundo, lugar; Para o que? Missão.

Como descobrir sua vocação? Frei Renato disse que "é necessário estar aberto ao chamado de Deus, ouvidos atentos e sensibilidade para perceber". Continuou dizendo que são necessários dois elementos: cotonetes e óculos. Cotonetes para ouvir o que Deus nos fala, para ter ouvidos abertos e flexibilidade para compreender a mensagem do Pai. Já os óculos servem para olhar o diferente com os olhos da fé, para enxergar a realidade que nos atinge: "Perceber não basta, é preciso um olhar de fé, como ver a partir de Deus? Descobrir a vocação é só o primeiro passo (não transforma nada)”. Falou ainda do discernimento vocacional de Jesus, que levou-O à descoberta de que sua grande preocupação deveria ser o Reino de Deus. Assim, convocou seus 12 Apóstolos para se juntarem a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. Falou também do chamado e resposta de Maria: Eis aqui a serva do Senhor, faça-se sem mim segundo a Tua vontade. Deixou ao grupo algumas reflexões: Que características do Reino são evidentes em Francisco? Se todas as vocações tem o mesmo objetivo, como eu me vejo contribuindo com ele? Qual o meu projeto vocacional? Refletiu ainda sobre as características essenciais de Francisco enfatizando a FRATERNIDADE.

No período da tarde, Frei Renato apresentou um vídeo sobre a realidade da fome no continente africano e citou algumas das ações desempenhadas pelos franciscanos naquela região. Também relatou sua experiência com os jovens que cursam o ensino médio no Seminário São Francisco, em Ituporanga, trabalhando desde cedo a vocação de cada um deles.

Após a missa de encerramento, marcada pela emoção, levando às lágrimas inúmeros benfeitores, todos receberam como lembrança do encontro um Tau, com o objetivo de levar a proposta de vida franciscana a todos os ambientes.

Na parte da noite, os Freis Alexandre Rohling, Florival de Toledo, Leandro Costa, Renato Pezenti e Ronaldo Faustino não tiveram folga: foram responsáveis por cantar, tocar e animar os quase 120 benfeitores, funcionários e Frades que se juntaram para a festa de despedida. Os participantes fizeram uma homenagem ao Frei Alvaci, pelos 2 anos de ordenação sacerdotal, neste dia 1º de Maio.

Todos já contavam os dias para o retiro de 2013 quando foi dada a bênção de envio, na ensolarada manhã de terça-feira, 1° de maio. O sorriso e a alegria de cada um denunciava: valeu a pena!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Retiro dos benfeitores 2012!


Nem a chuva fina e nem o frio do outono em Agudos tiraram a animação das quase 120 pessoas que estão reunidas desde a tarde de sábado (28) no Seminário Santo Antônio, em Agudos/SP. 

Muitos vieram de longe (Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro), outros de cidades mais próximas (estado de São Paulo): a acolhida carinhosa e a dedicação dos Frades e funcionários do Seminário não deixou ninguém se abater pelo cansaço. Na programação de sábado à noite, após a acomodação de todos nos quartos, dirigiram-se para a igreja para a adoração ao Santíssimo, conduzida por Frei Alvaci Mendes da Luz. A adoração serenou os corações e as mentes, introduzindo a todos para a jornada de três dias que se iniciava.

No Domingo pela manhã, ao som do violino e das vozes dos Freis, o despertar foi sereno e já prenunciava os momentos de profundidade que todos iriam vivenciar. Em seguida, os participantes uniram-se à comunidade local para a celebração da missa, presidida por Frei Vitorio Mazzuco, que foi o palestrante da manhã, abordando o tema: Identidade Humana e Franciscana. Frei Vitorio iniciou sua reflexão com o canto “Doce é Sentir”, por ser uma das mais expressivas canções franciscanas.

Acerca da identidade humana franciscana, explicou que esta constitui-se num modo de viver dentro da vida e que Francisco é o modelo referencial do humano e Cristo é o projeto de existir do Pai encarnado no mundo. Afirmou ainda que “o modo de existir franciscano é escandalosamente diferente: ser franciscano é uma outra forma de viver esta bela aventura do humano, é um sonho entre nós”. E acrescentou: “o franciscanismo é hoje a memória subversiva de um outro modo de vida”. Francisco inspirou-nos como leigos comprometidos com a comunidade e com a vida. A figura do leigo franciscano é decisivo para a Igreja. Finalmente, Frei Vitorio concluiu que a identidade humana franciscana constitui-se em respirar o Espírito Sagrado que existe em tudo. Deus está em tudo! Abordou seis sentidos que puxam a vida harmonicamente: emocional, sentimental, mental, corporal, sexual e espiritual.

Após o almoço, todos foram convidados a visitar o museu e demais dependências do Seminário, que em todos os cantos revela a presença de Deus.

Às 15h, o grupo retornou para a continuidade da reflexão com Frei Vitorio, com o tema: Virtudes a partir da espiritualidade franciscana. Iniciou afirmando que “a grandiosidade da vida, do mundo e das pessoas só é dada para quem tem olhos para a beleza: é o brilho das coisas e das pessoas. O que faz a pessoa bonita é a bondade e o que faz o mundo bonito é a bondade esparramada por todos os lados”. A seguir, refletiu sobre cada uma das virtudes que contribuem para o espírito franciscano: benignidade, brandura, caridade, ciência, confiança, conselho, coragem, cortesia, cuidado, diálogo, disciplina, discipulado, esperança, fé, fidelidade, fraternidade, generosidade, gentileza, gratidão, heroísmo, humildade, itinerância, justiça, lealdade, longenimidade, minoridade, modéstia, obediência, paciência, paz, perseverança, piedade, pureza de coração, prazerosidade, prudência, reverência, respeito, sabedoria, segredo, sensibilidade, serviçal, simplicidade, solidariedade, temperança e união.

Ao final da tarde de Domingo, todos se reuniram para a procissão das luzes e o Terço da Coroa Franciscana, que medita as 7 alegrias de Maria. A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi conduzida durante a oração pelos fieis pelos corredores do Seminário. Após a janta, o grupo reuniu-se no Salão Nobre para assistir ao filme ‘Francisco de Assis’, encerrando a jornada de Domingo de forma emocionante para os benfeitores.

Frei Alvaci Mendes da Luz
Leonardo Contin da Costa
Lisete Contin
Maria do Carmo Perfetto