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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Bom demais ter uma!

Mãe!!!
Eu sei, eu sei. O dia delas é em Maio, e não há nenhuma razão especial para escrever sobre a mãe hoje, mas alguém se opõe? O bom de escrever sobre mãe é que ninguém pode ser contra.
A origem da palavra, aparentemente, é uma só. Em latim 'mãe' é mater, em grego é meter, em alemão mutter, em inglês mother, em sânscrito ma ou mata, e tudo deve ter começado por um dos sons fundamentais da espécie, que é o do bebé pedindo para mamar. A razão da identificação universal do som 'm' com a mãe e a mama da mãe é um daqueles segredos que só os recém-nascidos poderiam revelar, mas eles não falam. Ou falam mas a gente não entende.
Somos 'mamíferos' por um determinismo fónico, e quer você seja irlandês (mathai) ou russo (mat) chamava sua mãe ou pedia seu peito da mesma maneira, ou quase.
Do latim mater veio, além de 'mãe', 'madre', 'mére' e a sequência 'matriz', 'matrimónio' e 'maternidade', ou, de uns tempos para cá, 'maternidade' e depois 'matrimónio'. Do grego meter veio, entre muitas outras coisas, 'metrópole' (cidade-mãe) e 'metropolitano'. Da próxima vez que estiver dentro de um metro, portanto, você pode comparar esta experiência com a de estar dentro da sua mãe e concluir que dentro da mãe estava mais confortável mas não podia descer onde quisesse.
Mater também é a origem de 'matéria', coisa sólida. O tronco do qual nós somos os ramos, a madeira da nossa árvore genealógica. Você que adora ambientes forrados com madeira, que os acha aconchegantes e até maternais, só diz isso porque a madeira não é da sua mãe.
'Matriz' é uma forma, um molde - como o ventre materno.
Matrix, em latim, era uma fêmea reprodutora, e até hoje se usa 'matriz' neste sentido na pecuária. 'Matriz' também é a mãe das igrejas. Nos templos da Igreja Católica, a Mater Ecclesia, a parte central se chama 'nave', que pode vir do grego naus ou do latim navis, já que uma das conotações simbólicas da Igreja é a barca das almas, a arca da salvação, mas também pode ser do sânscrito nabbhis, de onde vem o inglês navel ou o popular 'umbigo'. De qualquer maneira, tem mãe no meio.
Viva elas, portanto. Se não fossem elas, não estaríamos aqui. Pois não há um entre nós que não seja um pequeno, um médio, um grande ou um grandessíssimo filho da mãe.
‘Luis Fernando Verissimo’

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pró-Vocações realiza encontro em Angelina

Neste sábado, dia 14, o Pró-Vocações e Missões Franciscanas, através de Frei Alvaci Mendes da Luz e Frei Alexandre Rohling; 
popularmente conhecido.. veja mais

quarta-feira, 11 de abril de 2012

“Viram e creram”

Pedro e João alertados pelas mulheres: “Vimos o Senhor”, correm ao sepulcro, encontram-no vazio, os panos e o sudário dobrados à parte...e “creram”.
Pelos “sinais”: sepulcro vazio, os linhos dobrados, eles crêem! Aliás, a convicção da Ressurreição do Senhor é confirmada pelas testemunhas: “... A nós que tivemos a honra de comer e beber com Ele, após a ressurreição” At 10,41b.
A Ressurreição é acontecimento vital para a Igreja, pois recorda-nos que somos peregrinos a caminho para a vida definitiva. E mais, esta alegre notícia das mulheres mensageiras da Ressurreição é portadora de esperança e fé, porque a Vida venceu a morte!
É interessante lembrar que o anúncio do nascimento de Jesus foi levado pelos anjos aos pastores, e o anúncio da Ressurreição do Senhor foi levado pelos anjos às mulheres, porque na fidelidade ficaram junto ao Senhor até a Cruz.
Daí, o anjo lhes assegurar: “Não tenhais medo. Sei que procurais Jesus , o Crucificado. Não está aqui, ressuscitou conforme tinha dito. Ide logo dizer aos discípulos que Ele ressuscitou dos mortos...” Mt 28, 5-7a.
Os judeus não crêem no Cristo Ressuscitado, nem nas evidencias de sua Ressurreição, enquanto Pedro e João “viram e creram”, Jo 20,8.
Tem mais: os discípulos durante 40 dias, pelas sucessivas aparições, foram iluminados pela fé, confortados pela esperança e inflamados pelo amor.
Hoje, 2000 anos após, temos de abrir espaço para que o Ressuscitado reviva sempre em nós para que possamos fazer o bem, consolar os aflitos, sustentar os fracos, iluminar os cegos, socorrer os pobres e ajudar os humildes, “Para que a vida de Jesus se manifeste em nós” 2Cor 4,10.
O apelo atual, a exemplo dos discípulos de Emaús: “Fica conosco, Senhor”, para juntos caminharmos, para juntos partilharmos a Palavra, e, juntos à mesa, partirmos o pão.
“Fica conosco, Senhor”, para que na fé e no amor fraterno testemunhemos esta presença e este dinamismo aos nossos irmãos e irmãs. E ainda, dizer como Pedro, na entrada do Templo, ao coxo que lhe pede uma esmola: “Não tenho nem ouro, nem prata, mas o que tenho, eu te dou: Em nome de Jesus Cristo, - “o Ressuscitado”, - põe-te a caminhar” At 3,6.

Frei Atílio Abati, ofm.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Clara de Assis! Uma ilustre desconhecida!

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Subsídios para reflexão                                                                                       
            “Santa Clara de Assis, uma ilustre desconhecida.”
            Assim escreveu Frei José Carlos Pedroso na introdução geral de sua valiosa obra Fontes Clarianas, publicada no período de preparação da comemoração dos 800 anos de nascimento da Santa (1194-1994, Vozes-Cefepal/FFB, Petrópolis, 1993, p. 3). “Todos que ouviram falar dela conheciam-na como a “plantinha” (pianticella) de Francisco, como a Santa que segura a Custódia do Santíssimo Sacramento no assalto ao Mosteiro de São Damião, por tropas sarracenas mercenárias” (1240).
            Perguntava o Autor, perguntamos também nós: “Que mais?” A resposta: “Praticamente nada” (p.3).
           
O Ano Clariano – O que vem a ser o Ano Clariano?
Neste primeiro dia de encontro de reflexão e oração, familiarizemo-nos com o assim dito, na Família Franciscana e de nossa Igreja Universal, o “Ano Clariano”.
Por que Ano Clariano? Vejamos a história.
Clara, jovem, de família nobre de cavaleiros de Assis, aos 18 anos impressiona-se pela figura de um conterrâneo, Francisco, 28 anos, também de família rica, que buscava ares novos de vida do Evangelho de Cristo, atraindo a juventude por seu desprendimento, simplicidade e estilo fraterno.  Formara já um grupo de seguidores idealistas. Clara, instruída e formada por Francisco e seus novos Companheiros, decide deixar a casa paterna e aderir ao novo projeto de vida evangélica.
Era o dia 18 de março de 1212, num domingo de Ramos. Depois de participar, com a família, da Santa Missa em que recebe das mãos do Bispo o ramo. As senhoras e todos se apressavam a ir pegar os ramos. Clara ficou parada em seu lugar por recato. O Bispo desce os degraus do altar, aproxima-se dela e lhe coloca a palma nas mãos. À noite, dispondo-se a cumprir a orientação de Francisco e os Frades, em discreta companhia, dirige-se à Capela de Nossa Senhora dos Anjos, da Porciúncula. É acolhida pelos Frades que faziam uma santa vigília, e pelas mãos de Francisco recebe a tonsura e as vestes da penitência e consagra sua vida virginal ao Cristo Senhor. É o momento histórico da sua “conversão”, do seu sim junto ao altar da Bem-aventurada Mãe Maria Santíssima. Em seguida, Francisco e os Confrades a levam às vizinhas Irmãs do Convento da Igreja de São Paulo (cf. Legenda de Santa Clara, n. 7-8).
Esse episódio marca a aurora clara da vocação de Clara de Assis, comemorado em nossos dias como Ano Clariano, de 17 de abril de 2011, Domingo de Ramos, até 11 de agosto de 2012, solenidade do Trânsito, da passagem de Clara à glória de Deus, os 800 Anos do Carisma Clariano em toda a Família Franciscana. Celebremos!
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

terça-feira, 3 de abril de 2012

Capítulo XII - Francisco e o Crucificado

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Páscoa!

“Em nome de Jesus Cristo, o Ressuscitado, põe-te a caminhar” At 3,6.
Quando se aproximam estes tempos de festa, de celebrações, de lojas abarrotadas de produtos a serem vendidos, de pessoas em um número maior caminhando nas ruas para fazerem suas compras, de igrejas enfeitadas ou com um colorido diferente, a gente percebe que algo diverso está acontecendo. É assim no Natal, no Ano Novo, é assim na Páscoa.
Por mais que os tempos sejam outros e que os símbolos religiosos vão pouco a pouco perdendo seu espaço para os “símbolos comerciais”, estas épocas são sempre tempo de reflexão, de questionamentos e até mesmo de tomada de decisões.
Aproxima-se a festa da Páscoa, para nós cristãos, uma festa cheia de significados, aliás, a Páscoa é a certeza definitiva que temos de uma vida que jamais passa, de uma Luz que supera as trevas, de uma Vitória sobre o medo, a injustiça, a dor e a morte.
Não vou me alongar em discursos sobre cada dia desta semana, já estamos bem acostumados a ouvir falar sobre o significado dos Ramos, do Lava-pés, da ceia, do Aleluia e assim por diante.
Contudo, parece-me que a vida, toda ela, é uma constante “semana santa”, começa numa aclamação gloriosa e conclui-se na Páscoa definitiva de cada um.
De fato, um dia, todos nós entramos na Jerusalém deste mundo, aclamados por pais felizes, por amigos, vizinhos, ou mesmo, aqueles que nos hospitais nos receberam nos braços, fato é que, um dia, os ramos e os panos nos foram estendidos neste mundo...entramos na vida, na “Jerusalém da vida” e então começamos a caminhar...
Ah, e esse caminhar é um constante cair e reerguer-se! Em alguns momentos a cruz parece por demais pesada, no decorrer da “semana santa da vida” encontramos amigos, “ceamos” com eles, alguns sorriem para nós, outros nos traem, alguns reclinam o rosto sobre o nosso peito, outros nos negam três vezes, lavamos os pés, deixamos lavar os nossos pés, choramos com aqueles que choram, deixamos até mesmo enxugarem nosso rosto. E quando encontramos nossa aflita mãe? Quantas lágrimas, de alegria ou tristeza, imaginando que ela vai um dia também partir, afinal ela também tem seu caminho. Enfim, neste constante caminhar muitas são as quedas, algumas são as dores, poucos são os Cirineus...contudo, é preciso caminhar, é preciso carregar a nossa cruz.
E a “via” segue, dia após dia, para uns ela dura pouco tempo, chega ao fim na mocidade, na vida adulta, para outros é um pouco mais longa, o que é comum para todos é que subir o monte não é mesmo fácil. Por mais que os discursos modernos insistam em reafirmar o “viva o hoje”, “curta ao máximo”, “não perca seu tempo com discursos de cruz”, jamais conseguimos percorrer o caminho diferente daquele que foi o caminho de Cristo.
Contudo, a grande certeza, a maior alegria, é saber que um dia, novamente aclamados com ramos, panos, festa, entraremos na “Jerusalém celeste”, chegaremos na Páscoa definitiva, simplesmente porque Ele, o Nazareno, nos abriu as portas dela. É tão reconfortante saber que Ele venceu o drama da escuridão, do abandono, da dor...e garantiu com tudo isso, a certeza de que nós também seremos herdeiros da Páscoa definitiva.
Queridos amigos, que possamos fazer desta semana, um tempo favorável para o nosso encontro com a expressão máxima da Doação, jamais passará o sacrifício de uma vida doada por todas as “vidas”.
Desejo a cada um, uma Semana Santa especial e uma Feliz Páscoa.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM