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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Toda bela sois Maria, sem a mancha original!

Todas as gerações te chamarão bem-aventurada!

Maria de Nazaré
Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou!

Quem na sua infância ou em algum momento de sua vida nunca cantou esta música? Quem nunca parou para imaginar a cena daquele encontro entre o céu e a terra, naquela casa pequena de Nazaré?
As vezes, quando me pego a pensar, fico imaginando como teria sido aquele encontro! Aliás, como teria sido no céu a preparação para este dia. Deus havia preservado Maria deste o ventre de Ana do pecado original! Havia providenciado tudo para aquele momento singular. E eis, que naquele dia, manda seu anjo mensageiro, Gabriel, aquele que porta a palavra do Altíssimo, para conversar com a menina pobre e humilde, que com certeza nem imaginava a grandeza que traria dentro de si.
Imaginem a expectativa que deve ter enchido o céu naquele momento: anjos, querubins, serafins, potestades, todos, até mesmo o Altíssimo, esperavam ansiosos a resposta daquela menina, como que de ouvidos bem atentos, inclinados para a terra, esperavam o momento decisivo e o desenrolar daquela conversa santa.
Eis, pois, Gabriel que a saúda: “Ave, ó tu, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Quem? Eu? “Sim menina, você será mãe! E conceberás do Espírito Santo!” Ah, tenho certeza que aqueles olhos doces e ternos devem ter se enchido de lágrimas e devem ter pensado em como Deus faria tudo aquilo que o anjo dizia! “Não tenhas medo, ó Maria! Deus está contigo!” Ela então exclama em alto e bom som: “SIM, eu aceito!”
A partir daquele momento a festa estava pronta, no céu os anjos devem ter pulado, saltado, voado alto de alegria, claro...ela disse SIM a vontade de Deus, de agora em diante o Reino podia acontecer na terra, no meio dos homens! O filho amado do Pai poderia habitar entre a humanidade que ele tanto ama. De um sim decidido e amoroso o Verbo se fez carne e habitou entre nós.
Não é a toa que nós cristãos dedicamos tanto amor a esta mulher, afinal de contas, quem mais pode ser um sacrário vivo do Salvador? Quem portou por nove meses em seu ventre o filho do Altíssimo? Quem o amamentou, o acariciou, o ensinou a andar, falar, amar? Uma mãe, uma doce mãe chamada Maria!
Nós franciscanos, espelhados em nosso mestre e irmão São Francisco, aprendemos desde cedo a olhar para a menina de Nazaré com os olhos cheios de admiração e respeito, afinal de contas, foi em uma pequena capela dedica a ela, que nasceu a Ordem dos Frades Menores e sob o seu manto Francisco colocou todos os frades menores deste o começo de tudo. Francisco sabia que ela jamais nos desamparia, jamais nos deixaria órfãos!
Assim escreve São Boaventura:
“Francisco chegou a um lugar chamado Porciúncula, onde existia uma velha igreja dedicada a Virgem Mãe de Deus, abandonada e sem ninguém que dela cuidasse. Francisco era grande devoto de Maria, senhora do mundo, e, quando viu a igreja naquele desamparo, começou a morar aí permanentemente a fim de poder restaurá-la. Foi agraciado com a visita freqüente dos santos anjos (o que aliás não estranhava, uma vez que a igreja se chamava Santa Maria dos Anjos) e se fixou neste local por causa de seu respeito pelos anjos e de seu amor à Mãe de Cristo. Sempre amou este lugar acima de qualquer outro no mundo, pois foi aí que ele principiou humildemente, progrediu na virtude e atingiu a culminância da felicidade” (Legenda Maior II, 8).
Que possamos aprender com Francisco, Clara, Antônio, Galvão, a sermos filhos e filhas desta mãe querida, decidida, simples e sincera. Que ela sempre nos cubra com seu manto de amor! Cuide de cada um de nós e que possamos aprender sempre mais a dizer sim a Deus acima de tudo!
Salve Maria Imaculada Conceição!

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM