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terça-feira, 29 de novembro de 2011

“Deus no seu presépio inventou o amor, Francisco no seu amor inventou o presépio”

O PRESÉPIO E FRANCISCO
Frei Atílio Abati, OFM
Dois aspectos inundavam o espírito de Francisco: a humildade de um Deus na Encarnação e o amor manifestado na Paixão. O profeta Isaías anuncia: “o povo que andava na escuridão viu um grande clarão... para os que viviam nas trevas, resplandeceu uma luz” Is 9,1.
O natal é a manifestação da própria vida. E celebrar a vida é alegrar-se, é abrir os corações para que o Deus Menino marque sua presença entre nós, fazendo história com a nossa história. Ele nasce pobre. Num lugar pobre para manifestar-se aos pobres. E Francisco revela essa dimensão humana e a ternura do Menino de Belém com a encenação ao vivo do Presépio, no ano de 1223, em Greccio.
Esta visualização do nascimento do Senhor arrancou lágrimas de emoção e de comoção dos presentes, sobretudo, pela comovente pregação de Francisco.
Nesta solenidade natalina Francisco apela para que todos jogassem pelas ruas trigo e outros grãos, para que as aves tivessem comida em abundância.
Natal é a festa da alegria, do encontro da vida, da presença. Francisco, diante desta cena de luz e de esperança, não se cala. Diante desta mensagem de alegria e anúncio de paz, não pára e diante da realização das promessas do Deus feito homem, no coração humano tem de se dobrar, abrir e criar espaço para que o Deus Menino more em cada ser humano.
Francisco, diante desta cena, não se contem, diante do anúncio de paz não se cala, e diante dessa comunicação de alegria, ele exalta, porque Deus se faz presente em cada ser humano.
O exemplo deste apaixonado pelo Cristo, só entende quem ama e compreende o Natal.