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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A figura carinhosa de Clara..

A figura carinhosa de Clara, sua cortesia sincera!
O documento de canonização de Santa Clara, a Bula Oficial, do Papa Alexandre IV, datada de 1255, começa de maneira solene: “Clara, preclara por seus claros méritos, clareia claramente no céu pela claridade da grande glória, e na terra pelo esplendor dos milagres sublimes (...), e sua virtude resplandece para os mortais com sinais magníficos” (cf. Fontes Franciscanas e Clarianas, Vozes, Petrópolis, 2004, p. 1735).
Solene e em alto estilo, destaco os magníficos sinais de virtude da Santa.

1. A biografia primeira de Clara, intitulada Legenda de Santa Clara, autoria reconhecida de Frei Tomás de Celano (aliás, o primeiro de São Francisco também), destaca logo de início como a fama de santidade, expressão do próprio Autor, se espalhava já em Assis e pelas regiões vizinhas. Jovens, moças e moços, animavam-se em servir a Deus e aos irmãos e irmãs por uma vida de mais abnegação e doação, de espírito fraterno, solidário, principalmente em relação aos mais pobres e humildes (cf. Legenda, 10 e 11). “Clara começou a clarear todo o mundo e refulgiu preclara pelos motivos de louvor” – escreve Tomás de Celano.
2. São Francisco, homem cheio de caridade (livro Compilação de Assis, n. 50, 9; 86,26), inspirador de seus Companheiros seguidores, de Clara e suas discípulas, ensinava e mostrava ao vivo que a cortesia é irmã da caridade. “A cortesia é uma qualidade de Deus” – dizia (cf. livro Fioretti, cap. 37), porque faz nascer o sol e dá a chuva para todos sem distinção.
3. Clara, no seu jeito feminino exemplar, já desde o lar, mostrara-se carinhosa na família, com os vizinhos, que a admiravam e louvavam calorosamente, e mais com os pobres que viviam na periferia, sobretudo os leprosos, os mais sofredores. Mandava-lhes discretamente alimentos e ajuda seguida da própria casa – como declararam testemunhas no processo de canonização (cf. Fontes Clarianas, Frei José Carlos Pedroso, p. 128-9).
Mais tarde, no convento, no mosteiro simples, cuidava pessoalmente das Irmãs mais velhas ou enfermas, servindo-as, providenciando aconchego maior no tempo de inverno, forte na região de Assis.
4. E nós?
Nós, que vivemos no bulício da grande Cidade, não sentimos tantas vezes a falta de cortesia no relacionamento mútuo? Por palavras intempestivas, desrespeitosas; por gestos descorteses, agressivos, sem educação – para falar em bom português.
A Novena de Santa Clara não nos propicia ocasião para corrigirmos as ofensas, as limitações, as discriminações? Um pouco mais de compreensão, de carinho, sem afetação, de cortesia, a irmã da sincera caridade – repetindo São Francisco?
Conclusão
Nas salas de reunião, de encontros recreativos em Conventos Franciscanos Americanos, há sempre na parede um quadro significativo com a seguinte expressão: “Fique sorrindo!” Em Inglês: “Keep smiling!” (pronunciar: “quip ismailing”!!). Em bom Português, diríamos: “Conserve seu sorriso!” – Não se trata de comercial de creme dental, e sim de uma boa receita espiritual. Que tal?
Santa Clara nos inspire com carinho!
Frei Agostinho Salvador Piccolo
Atend. conv. É natural de São Paulo, São Paulo. Nasceu no dia 1º de janeiro de 1930 e ingressou na Ordem dos Frades Menores no dia 19 de dezembro de 1950. Fez a profissão solene no dia 20 de dezembro de 1954 e foi ordenado sacerdote no dia 2 de setembro de 1957.
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