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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sagrados corações!

A aurora de dois corações
Aproxima-se o mês de julho, para nós brasileiros, o auge do inverno ou da estação das chuvas no norte, mês em que o sul do país registra as menores temperaturas do ano; continuam as festas, agora chamadas de julinas, as danças, fogueiras e comidas típicas.
Contudo, a primeira sexta-feira deste mês e o primeiro sábado, tem atenção e devoção singular, celebramos neles respectivamente a solenidade do Sagrado Coração de Jesus e a memória do Imaculado Coração de Maria, ou seja, em um final de semana recordamos o amor de dois corações que se fizeram doação por nós.
A devoção ao Coração de Jesus nasceu junto com a Igreja, porque a própria Igreja nasceu do coração transpassado de Jesus, do qual saiu sangue e água. Os Santos Padres mencionavam com frequência o Coração de Cristo como símbolo de seu amor, citando a Escritura: “Beberemos da água que brotou de seu Coração… quando dele saiu sangue e água” (cf. Jo 7,37; 19,35).
Na linguagem bíblica, o coração não simboliza apenas afetividade, mas expressa a própria fonte da personalidade consciente e livre, o lugar onde se dão as opções decisivas do homem, para além da lei escrita (Rm 2,15; Mt 15,8; Mc 7,21), e a ação misteriosa de Deus (Ex 36,26; Lc 24,32). O coração é o lugar onde o homem encontra Deus, que é AMOR na própria essência do seu ser (1Jo 4,8.16). E Jesus é a expressão mais perfeita desse encontro, ele que ama o Pai e nos ama com um coração humano.
A primeira festa pública do Coração de Jesus foi celebrada na França, em 1672, introduzida por São João Eudes, autor do ofício litúrgico. São João Eudes promoveu também a devoção ao Coração Imaculado de Maria, ao lado do Sagrado Coração de Jesus, e a consagração das famílias e da França inteira ao Sagrado Coração. Pouco depois, também na França, tiveram início as aparições de Jesus a Santa Margarida Maria Alacocque, que deram grande impulso a essa devoção.
Sendo assim, começaremos o nosso mês de julho, dias 1 e 2, celebrando a memória dos corações de Jesus e Maria. Como já disse anteriormente, recordar a vitalidade que brota do coração é recordar o amor-doação do Filho de Deus por nós e de sua Imaculada Mãe. Dois corações que não hesitaram em se doar pela humanidade toda, em se fazer entrega e em nos incluir dentro deles.
Ao leitores deste blog, recordo também que durante o mês de julho, estaremos em peregrinação à Terra Santa, de lá postaremos fotos e textos desta bela passagem pelos lugares de nossa Salvação. Acompanhe conosco diariamente as postagens “Nos passos de Jesus” e fique por dentro das novidades.
Abençoado inicio de mês a todos. Paz e Bem!

Caravana Franciscana | Realização Pró-Vocações

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caravana Franciscana 2011

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Caravana Franciscana 2011, um álbum no Flickr.
Clique na foto!

Retiro - Caravana dos Benfeitores Franciscanos 2011

CARAVANA FRANCISCANA
25 ANOS DO PRÓ – VOCAÇÕES E MISSÕES FRANCISCANAS



O Seminário Santo Antônio, localizado na cidade de Agudos, interior do Estado de São Paulo, sediou o belíssimo encontro dos benfeitores do Pró – Vocações e Missões Franciscanas do ano de 2011.
Entre os dias 23 e 26 de junho aproximadamente 200 benfeitores e, também, os frades que trabalham e todos os que já trabalharam no PVF renderam graças a Deus pelos 25 anos de trabalho, generosidade e cuidado para com aqueles que se preparam para a Vida Religiosa Franciscana.
Este encontro foi muito especial justamente pela celebração do aniversário de 25 anos do Pró – Vocações que teve início no ano de 1986 com Frei Reinaldo Ameixeira, já falecido.
Em meio a palestras, orações, missas, descontração e um clima muito fraterno pudemos, como disse o Ministro Provincial da Província da Imaculada, Frei Fidêncio Vamboemmel, RESTITUIR E DAR GRAÇAS A DEUS pela sua bondade e pela generosidade de tantas pessoas (O Pró – Vocações tem atualmente quase 14 mil benfeitores) que assumem a nobre causa do Reino de Deus e se fazem co-responsáveis pelas vocações suscitadas pelo Pai.
O encontro, que teve direito até a animada festa junina, encerrou-se no domingo, dia 26 com o café da manhã e a benção de retorno dos benfeitores para suas famílias e comunidades.
Se você é benfeitor e não pode participar deste encontro em Agudos fique atento às datas dos encontros e retiros no seu estado.
E você, que porventura ainda não é nosso benfeitor, não fique fora dessa: faça parte da família Pró – Vocações e nos ajude a formar os jovens que como Francisco e Clara de Assis desejam anunciar ao mundo inteiro que é possível um mundo cheio da esperança e do amor que vem de Deus.
Deus abençoe a todos!
Fraterno abraço e Paz e Bem,

Frei Brayan Filipe Farias, OFM

domingo, 26 de junho de 2011

Festa Franciscana em Agudos!

Há 25 anos, quando se pensou em dar início a um projeto em prol das vocações franciscanas, tinha-se em mente o desejo de valorizar e engajar, sobretudo, o leigo, no acompanhamento e formação dos seminaristas e frades estudantes.


A ideia de Frei Floriano e de alguns leigos do convento Santo Antônio era justamente a de conscientizar a todos de que as dificuldades concretas encontradas na formação dos futuros religiosos atingem toda a Igreja e são por isso responsabilidade de todos.


Atualmente, o PVF conta com a ajuda de quatro funcionários, três frades e diversos voluntários que se revezam no atendimento aos benfeitores que nos visitam, na resposta a correspondências e e-mails, na organização de retiros e encontros com os benfeitores, em romarias à Aparecida e Guaratinguetá, na elaboração de campanhas de evangelização e missão, entre outros.


Em vista de tudo isto e em ação de graças por esta história, construída com o apoio de toda a Província e com empenho de cada frade, nos reuniremos em Agudos, nos dias 23 a 26 de junho deste ano. Já convidamos a estar conosco todos os frades que trabalharam no Pró-Vocações, nossos colaboradores em diversas paróquias, até mesmo fora do território da Província, bem como nosso Ministro Provincial Frei Fidêncio Vanboemmel, que irá presidir a Missa de Ação de Graças no encerramento da caravana.


Neste ano, resolvemos chamar o retiro dos benfeitores, já tradicional, de “Caravana dos Benfeitores Franciscanos”, visto que, a ideia é justamente fazer com que nossos benfeitores se sintam participantes de uma grande família que se reúne para agradecer.


De cada estado, dos cinco onde estamos presentes, sairá um ônibus em direção a Agudos, acompanhados em sua maioria pelo nosso colaborador local ou por um frade. Estamos esperando para estes três dias, mais de duzentas pessoas, entre frades, benfeitores e amigos do PVF.


A equipe Pró-Vocações e os nossos benfeitores esperam encontrá-los em Agudos.


Histórico
Em 1976, a semente do qual nasceria o Pró-Vocações foi lançada por uma terceira franciscana, Maria Arieta, e por Frei Floriano Surian. Através da venda de cartões, desenhados por Frei Floriano, angariava-se recursos para ajudar os seminaristas carentes. A iniciativa se limitava ao Rio de Janeiro e especificamente ao Convento Santo Antônio. Com o tempo, as pessoas passaram a dar, espontaneamente, donativos para as vocações. Não demorou muito e os donativos superavam as vendas de cartões. "O movimento cresceu tanto que se tornou uma verdadeira pastoral devido ao atendimento espiritual dado aos colaboradores numa reciprocidade de relacionamento pessoal", conta Frei Floriano.


A partir deste bem-sucedido trabalho de Frei Floriano, a Província da Imaculada decidiu ampliar para os outros estados e criou, em 1986, o Pró-Vocações Franciscanas. Frei Alberto Esteves montou a estrutura, que funcionava no 6º andar do Convento São Francisco, em São Paulo. Vários frades se dedicaram a este trabalho: Frei Edrian Pasini, Frei Antônio Andrieta e Frei Reynaldo Ameixeira.


No início da década de 90, o pequeno escritório no 6º andar ficou pequeno e se mudou para a parte térrea do Convento, facilitando o acesso dos benfeitores e benfeitoras. Frei Mário Tagliari, Frei Atílio Abati e Frei Severino Clasen, durante 12 anos, consolidaram este trabalho, que também passou a ser voltado para as missões franciscanas (os frades partiram em missão para Angola em 1990) e a promoção vocacional.


Neste período, foi criado o Retiro para Benfeitores em Agudos. A partir de 2003, uma nova equipe tomou posse neste serviço, com Frei Airton Rosa e Frei Marcos Melo e, em 2006, Frei Atílio voltou à coordenação do trabalho com Frei Paulo Back. E, finalmente, hoje, Frei Alvaci Mendes da Luz e Frei Atílio continuam esta obra. Neste ano, o PVF conta também com a colaboração de Edvaldo Soares, em estágio por um ano.


Frei Alvaci Mendes da Luz

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rumo ao seminário franciscano Santo Antônio! Bem vindos benfeitores!

Pró-Vocações e Missões Franciscanas – 25 anos!
Caravana dos benfeitores franciscanos!
Há 25 anos atrás, quando se pensou em dar início a um projeto em prol das vocações franciscanas, tinha-se em mente o desejo de valorizar e engajar sobretudo o leigo, no acompanhamento e formação dos seminaristas e frades estudantes. A idéia de Frei Floriano e de alguns leigos do convento Santo Antônio, era justamente a de sensibilizar a todos de que as dificuldades concretas encontradas na formação dos futuros religiosos atingem toda a Igreja e são por isso responsabilidade de todos.
Atualmente o PVF conta com a ajuda de 4 funcionários, 3 frades e diversos voluntários que se revezam no atendimento aos benfeitores que nos visitam, na resposta a correspondências e e-mails, na organização de retiros e encontros com os benfeitores, em romarias à Aparecida e Guaratinguetá, na elaboração de campanhas de evangelização e missão, entre outros.
Em vista de tudo isto e em ação de graças por esta história, construída com o apoio de toda a Província e com empenho de cada frade, nos reuniremos em Agudos dos dias 23 a 26 de junho deste ano. Já convidamos a estar conosco todos os frades que trabalharam no Pró-Vocações, nossos colaboradores em diversas paróquias, até mesmo fora do território da Província, bem como nosso Ministro Provincial Frei Fidêncio, que irá presidir a missa de ação de graças no encerramento da caravana.
Neste ano, resolvemos chamar o retiro dos benfeitores, já tradicional, de “Caravana dos benfeitores franciscanos”, visto que, a idéia é justamente fazer com que nossos benfeitores se sintam participantes de uma grande família que se reúne para agradecer. De cada estado, dos cinco onde estamos presente, sairá um ônibus em direção a Agudos, acompanhados em sua maioria pelo nosso colaborador local ou por um frade. Estamos esperando para estes três dias, mais de duzentas pessoas, entre frades, benfeitores a amigos do PVF.
Todos os confrades são bem vindos, e, aos que quiserem participar, pedimos que nos avisem com antecedência para que possamos organizar melhor a acolhida de todos. Acima de tudo, gostaríamos de ressaltar que o Pró-Vocações existe em prol de nossa Província e de nossas casas de formação, e que, ele se mantêm vivo porque na grande maioria das vezes nossas paróquias e conventos abriram suas portas para que pudéssemos divulgar o nosso trabalho e fazer-nos conhecer.
Agradecemos mais uma vez a cada confrade em particular pelo empenho, esperamos poder contar sempre com todos.
A equipe Pró-Vocações e os nossos benfeitores esperam encontrá-lo em Agudos.
Bem vindos!
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Promoção Pró-Vocações no twitter! @Pro_Vocacoes

Para participar do sorteio basta apenas nos seguir @Pro_Vocacoes
e para ganhar a camiseta:
"Mencione ao twitter de seus amigos: @Pro_Vocacoes #quemindicouvc, quando seu amigo clicar no endereço do nosso twitter e nos seguir, receberemos um aviso sobre sua indicação! Assim conseguiremos realizar a contagem! obrigado! abraços! Paz e Bem!"
Regulamento:
1. Apenas poderão participar, pessoas físicas;
2. O sorteio será realizado nas dependências do Pró-Vocações, localizado:
Largo São Francisco, 133 (Igreja São Francisco de Assis) São Paulo-SP;
3. O seguidor que indicar mais amigos, além de concorrer ao CD, ganhará automaticamente uma camiseta do Pró-Vocações!
4. Promoção válida até 20 de julho de 2011.

sábado, 11 de junho de 2011

Pentecostes

Pentecostes
A nova lei do Espírito!
Passaram-se cinqüenta dias desde que celebramos como igreja a festa da Páscoa, a festa das festas, a manhã resplandecente da vida. O ressuscitado deu a seus discípulos a certeza de que a vida vence a morte, e, que nada daquilo que eles haviam passado juntos tinha sido em vão. Até conversou e reanimou durante o caminho aqueles dois que voltavam para casa, para a “Emaús” de seus corações: desanimados, inconformados e tristes. “Porque sois tão lentos para entender tudo o que as escrituras dizem a meu respeito?”, indagou Ele. E por fim, sobre os “seguidores do caminho” de Jerusalém, de Emaús e do mundo inteiro, soprou o seu Espírito.
A festa que celebramos hoje tem caráter tão singular e especial que merece destaque na liturgia, na preparação e na celebração em si. Visto que, é em Pentecostes que a igreja se mostra ao mundo, que ela assume sua missão de testemunhar a todos os povos a alegria da ressurreição e a certeza da vitória. É a hora de o Espírito Santo tomar posse dos discípulos, das comunidades, da igreja como um todo.
Vamos prestar atenção em alguns detalhes que nos apresentam as leituras e o evangelho desta solenidade.
Comecemos pela primeira leitura, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos, na qual Lucas nos apresenta a vinda do Espírito, ocorrida cinqüenta dias depois da Páscoa, coincidentemente no mesmo dia da festa dos judeus chamada Pentecostes. Qual seria a intenção de Lucas, em colocar a vinda do Espírito Santo no mesmo dia desta festa dos judeus?
Pentecostes era a festa que relembrava a subida de Moisés ao monte Sinai, quando na ocasião ele havia recebido as tábuas contendo a Lei de Deus. Considerando-se um povo privilegiado por este fato, os judeus, relembravam-no festivamente em Pentecostes. Contudo, como bem sabemos nós, a Lei de Deus, a muito havia sido desviada pelo seu povo, e muito mais por aqueles que Jesus combateu veementemente: fariseus, saduceus, mestres da Lei! Por fora, obedeciam, jejuavam e se mostravam para os outros, mas por dentro eram como que “sepulcros caiados”.
É justamente neste ponto, leis externas que não modificam por dentro, que Lucas vai colocar uma nova Lei: a Lei do Espírito, esta sim, modifica a partir de dentro, age no coração e a qual, faz do velho homem, homem novo. Uma Lei que dada ao povo pelo ressuscitado, não precisa mais de prescrições externas, porque está dentro, vai ao coração dos homens e modifica-os.
Para ficar mais claro, vamos tentar entender a partir de um exemplo:
Supomos que um agricultor, queira produzir laranjas a partir de um pé de jabuticaba. Todos conhecemos estas duas frutas e sabemos que naturalmente falando, é impossível que uma jabuticabeira dê laranjas. E se o agricultor resolver cavar ao redor, colocar adubo, regá-la três vezes ao dia, conversar com ela simpaticamente pedindo que dê laranjas, será que ele consegue? Creio que não, no máximo o que ele vai conseguir é que a jabuticabeira produza boas e bonitas jabuticabas. Agora suponhamos que, utilizando as técnicas modernas de fertilização, e consultando alguns cientistas que implantem dentro da árvore genes de algum tipo de laranja, conseguindo assim modificar a genética da planta, ele irá conseguir produzir laranjas? Talvez sim!
A questão aqui não é genética, mesmo porque, sou sacerdote e não cientista. O que quero dizer é que, o Espírito é como este gene, que entra em nós e muda o nosso ser como um todo. Que faz com que produzamos verdadeiros frutos, de lugares onde antes não se podia produzir. A lei do Espírito muda a partir de dentro, e então, não precisamos mais de leis externas, porque dentro, estamos mudados. O cristão passa a viver segundo uma única e nova Lei: a Lei do Espírito Santo.
Sendo assim, é claro que todos podem os entender falando em suas próprias línguas, como relata a leitura, afinal de contas, a partir de agora esta Lei é universal, atinge todos os povos, raças, culturas e línguas. Ao contrário de Babel, onde a arrogância dos homens e o desamor trouxeram a confusão, a Lei do Espírito inicia um processo contrário: todos passam a se entender a partir do amor. As portas do Cenáculo se abrem, as correntes dos medos desabam. Todos se enchem da vontade de “encher o mundo com o evangelho de Cristo”. Começa a missão. Quando o homem fica inundado pelo Espírito, nele acontece algo incrível: ama com o mesmo amor de Deus.
Por fim, se lermos o Evangelho com atenção, vamos ver que João, apresenta a vinda do Espírito no mesmo dia da ressurreição. Teriam, portanto, Lucas ou João cometido algum equívoco referente as datas?
Para João, paixão, morte, ressurreição, ascensão e vinda do Espírito ocorreram todos conseqüentemente e no mesmo dia. Afinal de contas, como relata o Evangelho de hoje, na primeira aparição de Jesus aos discípulos ele soprou sobre eles o Espírito Santo e os enviou em missão. De fato, em ambos os evangelistas, a intenção é mostrar justamente o que falamos anteriormente: com o Espírito, dados a partir do amor do Pai e do Filho, os discípulos são impelidos em direção aos irmãos e ao mundo todo. São libertados das amarras dos seus medos e fazem a igreja crescer. O sopro de vida do novo Adão, Jesus, dá aos seus filhos vida nova. Como o sopro divino havia animado o homem retirado do barro, o sopro do filho, retira os discípulos de seus medos e os faz homens novos.
Enfim, fica para nós, no mundo de hoje, muitos questionamentos referente ao mesmo sopro, ao mesmo Espírito, a nova Lei que recebemos do Mestre.
Será que estamos abertos a ação de construirmos juntos um mundo novo? Para onde nos impele o Espírito? O que Ele pede de nós nos “novos areópagos” do mundo moderno? Será que estamos dispostos a escancarar as “janelas dos nossos Cenáculos”?
Parece-me que vivemos uma apatia, uma inércia em relação ao Espírito que habita em nós. É certo que alguns até se dispõe, mas onde está a audácia e a coragem de um Paulo de Tarso, de um Francisco de Assis, de uma Teresa de Calcutá? Fechar-se a ação do Espírito é voltar às leis externas, é deixar abafar o sopro, o enterrar o tesouro. Não podemos deixar que a apatia do mundo tome nosso coração e que o desanimo faça querermos “voltar para Emaús”. O tempo é agora, o dia é hoje, o batismo nos confirmou em nossa missão.
Que possamos abrir nossos corações e deixa-nos inebriar deste Espírito de vida, desta nova Lei. Só um coração aberto e generoso é capaz de entender a vontade de Deus para a vida do mundo.
“Vinde Espírito Santo, enchei os coração de vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor! Enviai Senhor o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra!”

Santo Antônio: amigo dos pobres!

Gostaria de agradecer aos amigos José Aguiar e Vanda Cuximier, que gravaram e transcreveram esta homilia, que proferi em um dos dias da trezena de Santo Antônio, na Igreja de São Francisco onde resido. Obrigado pela bela surpresa! Disponibilizo para todos os leitores deste blog e aos que participam das missas aqui no Largo São Francisco! Boa leitura!



É bom ver que vocês vêm à igreja para participar com a gente desse momento tão bonito e dessa preparação tão bonita para a festa de Santo Antônio. Cada dia falando de um tema diferente, cada dia trabalhando um pouquinho, um pouco do Evangelho relacionando com Antônio, relacionando com a vida nossa de cada dia, mesmo o tema da trezena deste ano, nos ajuda a fazer isso: Santo Antônio o santo que está em cada um de nós! De fato o santo que resgata da gente coisas que são rotineiras.

É o santo que a gente invoca para reencontrar coisas perdidas, é o santo que a gente pede pra ter o pão, enfim, é o santo do dia a dia. Por isso talvez seja um santo tão popular na igreja católica, o mais popular dela, ficou mais conhecido que São Francisco que é fundador dos franciscanos, dos quais ele fazia parte.

Hoje fiquei pensando o que iria falar do tema! Aí voltei lá para o Antigo Testamento e encontrei uma frase do livro dos provérbios que dizia assim: “O amigo ama em todo o tempo e para a angústia nasce o irmão.” Provérbios era o livro dos ditados populares. Como a gente usa dos ditos populares hoje em dia: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. O povo de Deus tinha o livro dos ditados populares chamado provérbios. E existe lá este provérbio que diz: “O amigo ama em todo tempo e pra angústia nasce o irmão.”

Muito tempo depois lá numa ceia reunido com doze amigos, Jesus falou assim: “Eu não chamo vocês mais de servos, mas chamo vocês de amigos, amigos porque vocês conhecem tudo o que eu vivo, o que eu sinto e vocês partilham comigo da minha vida, portanto, vocês são meus amigos.” Jesus disse, provérbios dizia. Tema da trezena de hoje, 8° dia: “Santo Antônio: amigo dos pobres”. Fiquei com esse tema na cabeça, pensando: “Será que santo Antônio era só amigo dos pobres? Será que santo Antônio foi amigo apenas dos pobres? E aí eu fiquei lembrando a frase de Jesus e lembrando o que Ele tinha dito: Que não chamava mais de servos, mas, de amigos, mas também lembrei outra frase d’Ele que diz assim: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância, não vim só para os pobres, só pra eles, só por eles, só para que eles tenham vida, mas pra todos, sem excluir ninguém.”

Certa vez os discípulos preocupados em dar de comer para todos, pois muitos eram os que procuravam os discípulos, que vinham à casa dos apóstolos, e eles, preocupados em ajudar, em ajudar, em ajudar, às vezes esqueciam até de rezar ou de estar junto de Jesus, de escutá-lo. Sabe o que Jesus falou? “Pobres sempre os tereis entre vós”! E eu fico com uma pulga atrás da orelha dessa frase de Jesus. Parece que Ele está fazendo uma profecia negativa. “Pobres sempre os tereis entre vós...”

Sabe essa pobreza que a gente muitas vezes fala: os pobres do largo São Francisco e os pobres do mundo inteiro? Eu acho que essa pobreza, se existisse justiça e boa vontade a gente acabava com ela. Se existisse muito mais partilha do que acúmulo no bolso de alguns, se existisse muito mais boa vontade de fazer um mundo melhor, a gente acabava com a fome e a gente acabava com a pobreza. Tenho certeza! E às vezes ainda tem gente que diz: “Olha, mas, vocês são franciscanos, vocês tem que ajudar os pobres, a igreja tem que ajudar os pobres, os padres têm que ajudar os pobres” Ah é? E quem está muito acima de nós, economicamente falando, não precisa fazer? Ou será que, que vocês, que Santo Antônio andava quilômetros e quilômetros a pé carregando um saco de pães nas costas para distribuir aos pobres?

Sabe, a pobreza que eu acho, que Jesus estava falando naquele dia e a maior pobreza do mundo de hoje: é a pobreza da alma, a pobreza vazia de Deus. Essa pobreza meu povo, só se resolve e só consegue acabar com fé, muita fé. E eu acho, eu tenho quase certeza que essa pobreza é a maior pobreza que assola o mundo de hoje, é a pobreza do vazio de Deus, a pobreza de almas e corações que estão igual terra seca, precisando de um pouquinho de água, e que não tem, e que não querem e que não procuram! Tinha razão Jesus quando dizia: “Pobres sempre os tereis entre vós”. Seja a pobreza material, seja a pobreza espiritual! E esta ultima, precisa de muitos, de uns trezentos, de uns quinhentos Antônios no mundo de hoje.

Somos sete bilhões de pessoas no mundo, dentre estes quantos milhões e milhões que precisam de homens como Antônio, que nas andanças não levava nas costas um saco de pão, mas andava cheio de Deus dentro de si. Era isso que fazia as multidões correrem atrás de Antônio. Porque que a cidade de Pádua, considerada uma cidade descrente, sem fé, se transformou depois da passagem de Antônio, em uma das cidades mais católicas da Itália? Diziam: “Ninguém, nenhum padre vai para Pádua, porque Pádua só tem gente que não acredita em Deus! Quando Antônio foi para lá cheio de Deus, para aquele povo pobre de Deus, ele arrebanhava, ele enchia as praças de gente que queria ouvir esse homem falar, só ouvir falar já estava bom pra eles, só ouvir falar de Deus de alguém que está com o coração cheio já completava aquela gente.

Eu acho santo Antônio, falando com você agora: “Eu acho que a gente precisa de muitos Antônios no mundo de hoje, muitos Antônios cheios de Deus, porque pobre, disse Jesus: Sempre teremos entre nós, mas, eu acho que ele não sabia que tantos pobres de espírito, de almas, nós teríamos como nós temos hoje.
Ah Santo Antônio ajuda a gente, ajuda a gente a construir um mundo de amigos, amigos de Deus, amigos dos pobres, de todos os pobres. Santo Antônio amigo de cada um de nós ajude a gente a construir um mundo melhor, um mundo mais cheio de Deus, mais cheio de vida!
Santo Antônio de Pádua: rogai por nós!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Santo Antônio e o dia dos namorados!

Aproxima-se a festa daquele que é invocado para reencontrar coisas perdidas, para jamais faltar o pão ou para encontrar um amor, um casamento, um namoro. Em muitas igrejas do Brasil e do mundo, o povo se prepara para celebrar aquele que se tornou o ilustre filho de São Francisco, seguidor fiel e amigo dos pobres. O jovem português Fernando de Bulhões, movido pelo desejo de ser missionário, é hoje missionário do mundo todo com o nome de Santo Antônio de Lisboa, de Pádua, do Brasil, meu , seu, nosso Santo Antônio.

Na tradição popular, Antônio é conhecido como santo casamenteiro, invocado por aqueles que querem encontrar alguém especial para viver juntos. Talvez a tradição venha do fato, de Santo Antônio ter sido grande pregador do valor da família e do casamento, em terras do norte da Itália, onde viveu por muitos anos. O que se sabe ao certo, é que este teólogo franciscano, ganhou em vida muito respeito e admiração do povo italiano, português e francês. De fato, foi um incansável pregador do Evangelho e testemunho do Reino de Deus onde viveu.

Qual seria então a relação deste santo, com o dia dos namorados? Sabe-se que nos países do norte (Estados Unidos e Europa), o dia dos namorados é celebrado em 14 de fevereiro, dia do martírio de São Valentim, por isso mesmo este dia é chamado naqueles países de “Dia de São Valentim”, santo europeu que teria sido grande incentivador do namoro e casamento, mesmo sendo perseguido pelo imperador que havia proibido os mesmos em tempos de guerra.

No Brasil, entretanto, a data é comemorada no dia 12 de junho, por quê? Justamente, porque a festa de Santo Antônio é no dia seguinte, 13 de junho, e o santo casamenteiro português é muito mais conhecido aqui do que São Valentim. Logo, a data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados".

Acima de dados históricos, de lendas ou tradições populares, está a figura destas pessoas, que nos precederam na busca e na pregação de valores essenciais. Cabe, sempre lembrar, que o frade Antônio ou o bispo Valentim, foram muito incisivos em suas pregações, muito coerentes em suas vidas e testemunharam no meio dos seus, aquilo em que eles acreditavam.

Em tempos modernos, fica a dica: por mais que os tempos passem, os valores permanecem firmes e iguais. Pode-se até rezar a Santo Antônio para arrumar um namorado ou casamento, mas não se pode esquecer que acima de tudo, está o compromisso que se assume, o valor que se dá a alguém e a fidelidade da vida a dois.

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os santos juninos e a tradição popular brasileira!

Começamos mais um mês, na verdade o sexto do ano, aquele que divide o nosso calendário anual, e que nos faz pensar o quanto veloz passam-se os dias, os meses, os anos. É o mês das festas juninas, dos santos populares tão queridos pelos brasileiros, do santo casamenteiro, das fogueiras de São João, das festas de raiz.
É bom sempre lembrar de nossas origens, voltar ao cheio de terra, à roupa com remendos, o chapéu de palha...dentro de cada um de nós mora uma saudade do originário, do simples, do campo; e é justamente a isso tudo que nos remetem as festas juninas: a fogueira que aquece as frias noites do já inverno que se aproxima; as músicas do tempo de nossos avós, cantadas com a letra “errada” propositalmente; o casamento, com padre e tudo, cheio de imprevistos e convidados bem atípicos. Sem falar, nas comidas com cheiro de casa da vovó: o amendoim, a pipoca, e tantos outros.
Sem dúvida, o mês de junho nos ajuda a parar um pouco, a olhar para a vida, a relembrar...e se como já dizia o poeta “recordar é viver”, recordemos sempre o que nos remete a nós mesmos.
Não poderíamos deixar de falar dos nomes destes, que tão populares em nosso país, trazidos da devoção portuguesa, são mais que citados em nossas festas juninas: os santos deste mês. Abaixo, apresentamos uma pequena biografia de cada um deles, a fim de que, a exemplo destes homens, possamos também nós, aquecer nossas vidas com o exemplo deles e aprender a buscar já aqui neste mundo a melhor forma de sermos bons filhos de Deus.
13 de junho – Santo Antônio de Lisboa ou Pádua!
Não há exagero no ditado popular que diz: São João a vinte e quatro/ São Pedro a vinte e nove/ Santo Antônio a treze/ Por ser o santo mais nobre!
Na realidade Fernando de Bulhões nasceu do casal Marins-Bulhões Taveira, da nobreza de Portugal. Mas o que ficou dessa nobreza, para os fiéis foram as graças extraordinárias que frei Antônio, fiel seguidor de São Francisco, espalhou pelo caminho terreno e que o fez galgar a glória celeste sob a invocação de Santo Antônio. A sua intercessão miraculosa é reclamada sob inúmeros aspectos.
O prestígio dos milagres de Santo Antônio alcançou as Índias, chegou ao Brasil e a todos os pontos onde existe um católico. Santo Antônio, porém, sempre foi o santo do lar, dos nichos e barraquinhas.
Adorado com fervor é o santo das povoações, dos soldados, o santo familiar, o santo das coisas perdidas, o protetor dos casamentos.
É festejado a treze de junho, dia de preceito em toda a América por determinação da bula de 1722, do papa Inocêncio XVIII. Por muito tempo foi esse dia foi feriado no Brasil.
24 de junho – São João Batista
João Batista, Segundo o Evangelho de São Lucas, era filho do sacerdote Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Profeta, batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão.
São João nasceu em Junho, precisamente no dia 24 de Junho. Homem simples, despojado, amigo do deserto, tinha uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.
Na história do povo de Israel, a comunicação era feita através do fogo. Foi isso que aconteceu quando João Batista nasceu. Zacarias, seu pai, anunciou o nascimento de seu filho João acendendo uma fogueira. Essa tradição continua até os nossos dias, na celebração do nascimento de João Batista: acende-se fogueiras, reúne-se a família, as comunidades, para fazer festa.
Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe a presença do Messias quando Maria visita a prima Isabel. O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó.

29 de junho – São Pedro e São Paulo
Pedro: Simão responde pela fé dos seus irmãos, os apóstolos. Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro, que significa sua vocação de ser pedra, rocha, para que Jesus edifique sobre ele a comunidade daqueles que aderem a ele na fé. Pedro deverá dar firmeza aos seus irmãos (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa: as “portas” (= cidade, reino) do inferno (o poder do mal, da morte) não
poderão nada contra a Igreja, que é uma realização do “Reino do Céu”.
Pedro recebe também o poder de “ligar e desligar” - o poder da decisão, de obrigar ou deixar livre -, exatamente como último responsável da comunidade (em Mt 18,18, esse poder é dado à comunidade como tal, evidentemente sob a coordenação de quem responde por ela). Não se trata de um poder ilimitado, mas da responsabilidade pastoral, que concerne à orientação dos fiéis para a vida em Deus, no caminho de Cristo.
Paulo: Se Pedro aparece como fundamento institucional da Igreja, Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático. Sua vocação se dá na visão do Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo; “apóstolo”. É ele que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos, de serem testemunhas de Cristo “até aos extremos da terra” (At 1,8).
As cartas a Tímóteo, escritas da prisão em Roma, são a prova disto, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. Ele é o “apóstolo das nações”. No fim da sua vida, pode oferece-la como “oferenda adequada” a Deus, assim como ele ensinou (Rm 12,1). Como Pedro, ele experimenta Deus como um Deus que liberta da tribulação.
Pedro e Paulo representam duas vocações na Igreja, duas dimensões do apostolado, diferentes, mas complementares. Um representa a instituição Igreja, o outro a Missão!

Que a exemplo destes homens, possamos também nós fazer de nossos dias, nossos meses, nossos anos, uma eterna "festa" da vida entregue e doada por uma causa maior.