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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Frei Galvão: servo da Imaculada Conceição!


COM SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANA GALVÃO
APRENDAMOS A AMAR MARIA SANTÍSSIMA!


O menino Antônio Galvão de França, cresceu cultivando desde pequeno, as devoções que aprendeu na sua família: à Maria Santíssima, à Senhora Sant’Ana, mãe de Maria e ao santo português, Santo Antônio de Lisboa, “o servo da mãe Imaculada”.
Depois de estudar durante seis anos com os jesuítas no Seminário de Belém da Cachoeira, na Bahia, recebendo sólida formação intelectual e religiosa com os filhos de Santo Inácio, tendo os jesuítas sido expulsos do Brasil pelo Marquez de Pombal, o jovem Antônio Galvão de França voltou ao seio de sua família.
Como o pai era franciscano da Ordem Terceira de São Francisco. Conhecendo os frades menores que viviam no Convento Santa Clara em Taubaté e sabendo do desejo do filho de buscar o ideal sacerdotal, o levou até eles que o encaminharam para o noviciado franciscano no convento São Boaventura de Macacu, em Porto das Caixas.
Lá o jovem recebeu o hábito de São Francisco, trocando seu nome para Frei Antônio de Sant’Ana Galvão. Como noviço viveu profunda experiência de Deus. Conheceu a regra dos Frades menores e a espiritualidade franciscana . Findo o ano de noviciado, foi aprovado para a profissão solene. E ao professar os votos solenes, Frei Antônio acrescentou esta fórmula, que era característica dos filhos de São Francisco, os grandes defensores da Imaculada Conceição: “E EU, SE NECESSÁRIO FOR, DAREI A MINHA VIDA PARA DEFENDER O PRIVILÉGIO DA IMACULADA CONCEIÇÃO”.
Transferido para o convento Santo Antônio no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, após um ano e três meses de estudo de Teologia, Frei Galvão já recebeu a grande graça da ordenação sacerdotal.
Aos 27 anos foi transferido para São Paulo, para continuar sua formação filosófica e teológica. Pelo aprofundamento na sua formação e enriquecido pelas experiências do trabalho apostólico, acompanhando os frades nas missões, foi aos poucos amadurecendo a sua espiritualidade “franciscano/mariana”, que será seu distintivo ao longo de toda sua vida e que encontra sua expressão máxima na “filial entrega a Maria Santíssima, minha Senhora, digna Mãe e Advogada”, como filho e escravo perpétuo”. Entrega essa assinada com o próprio sangue, no dia 9 de novembro de 1766, 4 anos depois de sua ordenação sacerdotal, no convento São Francisco de Assis, tendo ele apenas 27 anos de idade.
Da devoção a Maria, nasceram as “pílulas de Frei Galvão”. Há muitas pessoas, leigas, mas sobretudo frades e padres, que têm grande dificuldade em aceitar as “pílulas” de Frei Galvão. Mas a grande verdade é que elas só poderão ser entendidas a partir de sua profunda piedade “franciscano/mariana”. A santidade proclamada já em vida pelo povo de São Paulo, bispo, câmara municipal e todos os que tiveram a graça de conhecê-lo, só foi propagada após a sua morte, devido às “pílulas de Frei Galvão” que da forma mais discreta possível, continuaram a ser distribuídas pelas Irmãs Concepcionistas no Mosteiro da Luz, durante mais de 180 anos na “Redoma do locutório do Mosteiro”.
Queiram os mais céticos críticos aceitar ou não, mas a beatificação e canonização, acontecidas quase dois séculos após a morte de Frei Galvão, só se tornou realidade, porque a santidade proclamada em vida, culminou com a graça de o Brasil ter o seu primeiro santo nascido nesta terra. Devoto, filho e servo de Maria Santíssima, Imaculada Conceição.