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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Oração para o Ano Novo!


Senhor Deus, Pai de bondade, Senhor da história, do tempo e da eternidade. Mais um ano chega ao fim e às portas do novo as oportunidades e sonhos se renovam;


A vida é sempre feita de escolhas e possibilidades, e, são justamente elas que nos fazem acreditar que o amanhã que está por vir será melhor do que o ontem que passou;

Te agradeço Senhor por tudo o que tens feito por mim, pelo água, pelo ar, pela luz, pelos dons, pela vida, pelos meus, enfim, por tudo. Agradecer é reconhecer que tudo vem de Vós e a Ti devemos nossa ação de graças;

Ano novo, nova vida, novos sonhos, novos projetos, novas expectativas. Renova Senhor em mim o dom da fé, da esperança e da caridade. Faz com que eu veja em cada dia do ano que está por vir uma oportunidade de ser melhor, de mudar, de ajudar, de crescer. Faz Senhor com que eu busque mais amar, que eu busque mais me colocar na Tua presença e só assim poder concretizar tudo aquilo que desejo no fim deste ano;

Enfim Senhor, olha por todos aqueles que me destes e que me são tão caros, olha por aqueles que nos ajudam, olha por aqueles que estão do meu lado, aqueles que olham por mim e que pedem simplesmente que eu reze por eles. Todos eles Senhor são dons que colocastes no meu caminho e aos quais agradeço imensamente. Sobre eles, sobre mim e sobre o ano novo te peço Senhor, derrama suas bênçãos hoje e sempre;

Amém!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Misterioso Cartão de Natal!

O Natal é a festa das crianças e da divina Criança que se esconde dentro de cada adulto. É altamente inspiradora a crença de que Deus se acercou dos seres humanos na forma de uma criança. Assim ninguém pode alegar que Ele é apenas um mistério insondável, fascinante por um lado e aterrador por outro. Não. Ele se aproximou de nós na fragilidade de um recém-nascido que choraminga de frio e que busca, faminto, o seio materno. Precisamos respeitar e amar esta forma como Deus quis entrar no nosso mundo. Pelos fundos, numa gruta de animais, numa noite escura e cheia de neve "porque não havia lugar para ele nas pousadinhas de Belém". Mais consoladora é ainda a ideia de que seremos julgados por uma criança e não por um juiz severo e esquadrinhador. Criança quer brincar. Ela se enturma imediatamente com todas as outras, pobres, ricas, japonesas, negras e loiras. É a inocência originária que ainda não conheceu as malícias da vida adulta.
A divina Criança nos introduzirá na dança celeste e no festim que a família divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo prepara para todos os seus filhos e as suas filhas, não excluídos aqueles que, um dia, foram desgarrados.
Estava refletindo sobre esta realidade bem-aventurada quando um anjo, daqueles que cantaram aos pastores nos campos de Belém, se aproximou espiritualmente e me entregou um cartãozinho de Natal. De quem seria? Comecei a ler. Nele se dizia:

"Queridos irmãozinhos e irmãzinhas:
Se vocês ao olharem o presépio e ao verem lá o Menino Jesus no meio de Maria e de José e junto do boi e do jumento, se encherem de fé de que Deus se fez criança, como qualquer um de vocês;
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas a presença inefável do Menino Jesus que uma vez nascido em Belém, nunca nos deixou sozinhos neste mundo;
Se vocês forem capazes de fazer renascer a criança escondida nos seus pais, nos seus tios e tias e nas outras pessoas que vocês conhecem para que surja nelas o amor, a ternura, o cuidado com todo mundo, também com a natureza;
Se vocês, ao olharem para o presépio, descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente mal vestidas e se sofrerem no fundo do coração por esta situação e se puderem dividir o que vocês têm de sobra e desejarem já agora mudar este estado de coisas;
Se vocês, ao verem a vaquinha, o burrinho, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante no presépio e pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela divina Criança e que todos eles fazem parte da grande Casa de Deus;
Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda luminosa e recordarem que sempre há uma estrela como a de Belém sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos;
Se vocês se lembrarem que os reis magos, vindos de terras distantes, eram, na verdade, sábios e que ainda hoje representam os cientistas e os mestres que conseguem ver nesta Criança o sentido secreto da vida e do universo;
Se vocês pensaram que esse Menino é simultaneamente homem e Deus e por ser homem é seu irmão e por ser Deus existe uma porção Deus em vocês e por causa disso, se encherem de alegria e de legítimo orgulho;
Se pensarem tudo isso então fiquem sabendo que eu estou nascendo de novo e renovando o Natal entre vocês. Estarei sempre perto, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, na Casa de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade, para morarmos sempre juntos e sermos eternamente felizes".
Belém, 25 de dezembro do ano 1.
Assinado: Menino Jesus

Leonardo Boff
Segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 - 10h30min
por Adital Notícias da América Latina e do Caribe

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal - Sinal Verde!

Por Frei Atílio Abati
Em certo momento da história humana, o homem rebelou-se contra Deus rasgando sua carteira de identidade assinada pelo próprio Criador. Fomos criados para a felicidade e fomos envolvidos numa esfera de amor, desde o início da criação. Todavia, a rebeldia do homem o torna infeliz. Mergulha nas trevas. Convive com a solidão e com a angústia.
O sinal vermelho – símbolo do pecado – impedia a humanidade a caminhar para a liberdade, para a luz e para a felicidade, porque a porta estava fechada. No entanto, aos poucos, a porta se abre, a passagem proibida é desobstruída e o perigo na pista desaparece. Uma luz de esperança brilha no horizonte, um anúncio alegre nos é proclamado: o sinal verde se abre, a passagem está aberta, Cristo entra no mundo. É Natal. É nascimento. É vida nova.
Uma nova luz invade o universo. Os corações são penetrados por Deus. Celebra-se a festa da alegria, da esperança e da libertação.
Neste novo tempo, que o coração de todos se abra e se deixe envolver por esta chama de amor do Menino Deus. O egoísmo seja quebrado e eliminado, a solidão seja banida, o diálogo entre pessoas, nações e povos seja reavivado, a paz seja restabelecida e a fraternidade seja uma conquista de todos.
O tempo do Natal nos convoca a uma renovação interior, arrancando as trevas de dentro de nós para dar lugar à luz, tirando os obstáculos do orgulho, do egoísmo, das divisões, das resistências e da auto-suficiência para criar espaço para Deus. Pois um coração povoado pela maldade não tem lugar para o seu Senhor!
No amanhecer deste Natal, façamos uma profissão de fé no Menino de Belém, crendo que por Ele, Deus está totalmente entre nós, crendo que nos ama profundamente, crendo que não está indiferente aos destinos do mundo, crendo que continua no meio de nós, crendo que se comunica e se dá a cada um de nós e, crendo, enfim, que o humano está sendo penetrado pelo divino, para ser transformado.
Não pode haver tristezas e dúvidas quando a vida nasce e não pode proliferar o desânimo e a apatia quando a esperança ressurge.
Tomara, que neste 2012, Deus não precise bater em seu coração para nascer, não precise insistir para ser recebido, pois o sinal verde deve ter sido dado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Francisco, uma vida que questiona!

SEGUIR O CRISTO

Engana-se quem pensa que Francisco tenha na origem do seu projeto de vida intencionado criar ou fundar uma Ordem. Não! O que fermentava nele e o que norteou seus primeiros passos foi a vivência pura e simples do Evangelho, cuja força inicial deste ideal escondia-se no apelo “Vem e segue-me”.

O pobre de Assis opta, pois por uma forma de vida, em cujo espaço cada irmão pudesse livremente viver segundo do Espírito do Senhor, sendo um lugar privilegiado de acolhimento para melhor seguir o Mestre.

Assim, a partir desta visão começa uma vida de seguimento do Cristo pobre, humilde e crucificado onde o dinamismo encontrar-se-ia no despojamento e na pobreza, cujo vigor seria a renúncia do mundo e dos bens, desfazendo-se de falsas seguranças e destarte pôr-se a caminho, seguindo a mesma direção do Cristo, direcionando sua missão. Este peregrinar culminaria no Alverne, como o peregrinar de Cristo culminou na Cruz e na Ressurreição.

Este foi o anseio acalentado por Francisco de seguir, ao longo da vida, os passos do Crucificado, fazendo dele o centro de suas buscas, no desejo de perfeição. Este intento deve ter sido confirmado e consolidado pela passagem bíblica de 1Ped 2,21: “Foste chamado para seguir os passos do Senhor”.

Francisco, no seguimento do Senhor, jamais cogitara em fundar uma Ordem, mas simplesmente viver um projeto tal para melhor assemelhar-se ao Cristo.O surgimento de uma nova família religiosa não foi senão conseqüência desta sua caminhada de fé.

Francisco foi atraído e arrastado pela “humildade patente da Encarnação e pelo amor ardente da Paixão” 1C84. Assim, sente-se tanto envolvido pelo Cristo do Presépio como pelo Cristo da Cruz. Nesta sua vocação fez a experiência do sofrimento do Senhor, sofrimento impresso no seu corpo pelos estigmas, revivendo o mistério pascal.

Encarnar o seguimento do Cristo é também encarnar seus padecimentos. Assim, andar nas pegadas do nazareno é palmilhar um caminho dinâmico, purificador e transformador.

Neste seguimento, a misericórdia divina se expande sobre os seguidores como o fogo do Espírito, a ponto de exclamar nosso pai Francisco: “Somos interiormente purificados, iluminados e abrasados pelo fogo do Espírito que nos purifica, podendo nós seguir os passos de teu Filho.e mediante a sua graça, chegar até a ti, ó Altíssimo”.

O caminho do Cristo foi o caminho amado por Francisco!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O Natal e o presépio!

Neste dia 13 de dezembro, estaremos no Programa Espaço Vida, da TV Aparecida em parceria com as irmãs Paulinas, das Paulinas TV, falando sobre o Natal e o presépio!
Você pode assistir logo mais as 16.45 pelos links abaixo, ou, solicitar na própria página o link para assistir novamente outro dia.

A intenção foi falar sobre o verdadeiro sentido do Natal cristão.

Acesse:






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Toda bela sois Maria, sem a mancha original!

Todas as gerações te chamarão bem-aventurada!

Maria de Nazaré
Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou!

Quem na sua infância ou em algum momento de sua vida nunca cantou esta música? Quem nunca parou para imaginar a cena daquele encontro entre o céu e a terra, naquela casa pequena de Nazaré?
As vezes, quando me pego a pensar, fico imaginando como teria sido aquele encontro! Aliás, como teria sido no céu a preparação para este dia. Deus havia preservado Maria deste o ventre de Ana do pecado original! Havia providenciado tudo para aquele momento singular. E eis, que naquele dia, manda seu anjo mensageiro, Gabriel, aquele que porta a palavra do Altíssimo, para conversar com a menina pobre e humilde, que com certeza nem imaginava a grandeza que traria dentro de si.
Imaginem a expectativa que deve ter enchido o céu naquele momento: anjos, querubins, serafins, potestades, todos, até mesmo o Altíssimo, esperavam ansiosos a resposta daquela menina, como que de ouvidos bem atentos, inclinados para a terra, esperavam o momento decisivo e o desenrolar daquela conversa santa.
Eis, pois, Gabriel que a saúda: “Ave, ó tu, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Quem? Eu? “Sim menina, você será mãe! E conceberás do Espírito Santo!” Ah, tenho certeza que aqueles olhos doces e ternos devem ter se enchido de lágrimas e devem ter pensado em como Deus faria tudo aquilo que o anjo dizia! “Não tenhas medo, ó Maria! Deus está contigo!” Ela então exclama em alto e bom som: “SIM, eu aceito!”
A partir daquele momento a festa estava pronta, no céu os anjos devem ter pulado, saltado, voado alto de alegria, claro...ela disse SIM a vontade de Deus, de agora em diante o Reino podia acontecer na terra, no meio dos homens! O filho amado do Pai poderia habitar entre a humanidade que ele tanto ama. De um sim decidido e amoroso o Verbo se fez carne e habitou entre nós.
Não é a toa que nós cristãos dedicamos tanto amor a esta mulher, afinal de contas, quem mais pode ser um sacrário vivo do Salvador? Quem portou por nove meses em seu ventre o filho do Altíssimo? Quem o amamentou, o acariciou, o ensinou a andar, falar, amar? Uma mãe, uma doce mãe chamada Maria!
Nós franciscanos, espelhados em nosso mestre e irmão São Francisco, aprendemos desde cedo a olhar para a menina de Nazaré com os olhos cheios de admiração e respeito, afinal de contas, foi em uma pequena capela dedica a ela, que nasceu a Ordem dos Frades Menores e sob o seu manto Francisco colocou todos os frades menores deste o começo de tudo. Francisco sabia que ela jamais nos desamparia, jamais nos deixaria órfãos!
Assim escreve São Boaventura:
“Francisco chegou a um lugar chamado Porciúncula, onde existia uma velha igreja dedicada a Virgem Mãe de Deus, abandonada e sem ninguém que dela cuidasse. Francisco era grande devoto de Maria, senhora do mundo, e, quando viu a igreja naquele desamparo, começou a morar aí permanentemente a fim de poder restaurá-la. Foi agraciado com a visita freqüente dos santos anjos (o que aliás não estranhava, uma vez que a igreja se chamava Santa Maria dos Anjos) e se fixou neste local por causa de seu respeito pelos anjos e de seu amor à Mãe de Cristo. Sempre amou este lugar acima de qualquer outro no mundo, pois foi aí que ele principiou humildemente, progrediu na virtude e atingiu a culminância da felicidade” (Legenda Maior II, 8).
Que possamos aprender com Francisco, Clara, Antônio, Galvão, a sermos filhos e filhas desta mãe querida, decidida, simples e sincera. Que ela sempre nos cubra com seu manto de amor! Cuide de cada um de nós e que possamos aprender sempre mais a dizer sim a Deus acima de tudo!
Salve Maria Imaculada Conceição!

Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

“O milagre da Vida”

A confiança de uma mãe! 

Por Fabiana Pinheiro

Minha filha com um ano e meio apresentou uma febre de 40 graus que não baixava. Fomos ao médico e ele nos falou que teríamos que internar nossa pequena, pois ela estava com pneumonia.

Levamos um susto, mas até ai tudo bem o pior ainda estava por vir. Naquela noite eu dormi e quando acordei minha filha estava coberta de sangue, chamei a enfermeira e ela disse que era normal. Mas na verdade não era tão normal assim, o estado dela se agravou e ela teve anemia profunda, e o mais grave seus rins pararam! A dor era imensa, a médica falou que se ela não recebesse sangue não suportaria e naquele momento eu e meu esposo dobramos os joelhos na frente de todos e pedimos sua misericórdia! As enfermeiras pediram que fossemos até a capela. Nós fomos e chegando lá a Bíblia estava aberta no salmo 90 que diz: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus”. Sl 90, 1-2

Ficamos mais tranqüilos! Quando subimos ela já estava recebendo sangue, mas seus rins estavam parados, ficamos a noite inteira observando-a, rezando e chorando, pois ela só inchava e respirava com dificuldades. No outro dia, para completar teve obstrução intestinal, tinha que passar por uma cirurgia, que segundo os médicos, não iria suportar. Mas no momento que o ultra-som passou em sua pequena barriga, o nó se desfez. A médica, porém, disse que os recursos acabaram, não tinham mais nada a se fazer era só esperar a morte. 

Contudo, apareceu um outro médico que nos disse que se há vida, há esperança! Foi assim que ele a transferiu para Ribeirão Preto. Fui rezando pelo caminho, pedindo a Deus que não a tirasse de mim. Chegando lá, ela estava em coma, os dois rins paralisados, fígado, pulmão, coração, tudo inchado. Foi para UTI a entubaram e procederam com os medicamentos.

Foi muito sofrimento vê-la daquele jeito! Passados alguns dias, falei para o meu esposo, vamos procurar uma igreja, eu preciso de Jesus, fomos até a Catedral! Chegando lá Jesus estava exposto, ajoelhei-me e pedi que fosse feita a vontade Dele e não a minha! Se fosse pra ela sofrer que ele a levasse de uma vez, pois eu não suportava mais tamanho sofrimento. Foi então, que fechei os olhos, e vi um clarão forte na UTI e Jesus a visitava e Nossa Senhora ao lado dele. Quando voltei ao hospital minha amiga me veio com a notícia: "acabaram de tirar os tubos de oxigênio, ela respira sozinha", eu chorei demais e tive a certeza de que foi Jesus que passou por lá. 

Os dias foram passando e cada vez mais ela ia dando sinal de melhora, foi proclamado a cura dela na igreja que freqüentamos! Depois de receber a unção dos enfermos, sua melhora foi sendo cada vez mais gradativa. A Isadora nasceu no dia 23 de setembro, dia de Padre Pio, por isso fiz a novena pedindo a intercessão dele por ela. Ela ficou 20 dias na UTI, depois teve alta, mais ficou com uma seqüela: insuficiência renal. 

Tem coisas que ela não pode comer, grãos em geral, chocolate, derivados com proteínas. É difícil, mas estamos levando. Teve um dia que ela queria comer feijão e eu disse que não, mas que se ela pedisse para Deus Ele ouviria, porque ela tem um coração puro. Então eu vi ela ficar de joelhos, na inocência de uma criança e pedir a Papai do céu para poder comer feijão! O que para nós é coisa tão banal, para ela era tudo: poder comer feijão! Passados alguns dias a médica liberou o feijão, lá vai eu chorar, mais uma vez Jesus presente na vida dela. 

Ela é uma criança especial, gosta de rezar pelos outros, devota de Nossa Senhora Aparecida e Padre Pio, nos surpreende a cada instante. Sinto que Deus tem um propósito na vida dela. Hoje ela está com 4 anos, os últimos exames contudo mostraram que precisamos cuidar um pouquinho mais dela! Chorei, mas pensei: “Porque temer? Onde está minha fé? Meu Deus não é o Deus do impossível? Ele a ama mais do que eu a amo, então Ele vai querer o bem dela. 

Dia 8 ela fará novos exames e a Imaculada Conceição intercederá, peço ao Senhor que a abençoe. Venceremos pela fé.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO PRESÉPIO!

Confira a entrevista, concedida por Frei Róger Brunório às Irmãs Paulinas e a este blog, sobre a importância do presépio para a Igreja e para os Franciscanos.


Como surgiu pela primeira vez a iniciativa de montar uma representação do nascimento de Jesus?

A primeira representação teatral, ou seja, a encenação do Nascimento de Jesus se deu no ano de 1223, na cidade de Greccio, por inspiração de São Francisco de Assis. Segundo o biógrafo, São Francisco queria “relembrar como o menino nasceu em Belém, os apertos que ele passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro”. Esta inspiração se deu por causa da vivência cristológica do santo de Assis. Francisco era um homem voltado para as coisas de Deus e era profundamente pautado na experiência de Jesus Cristo. Sendo assim, não poderia ser diferente. Para São Francisco a representação plástica e pictórica do Nascimento de Jesus já não era o suficiente para a contemplação do verdadeiro espírito do Natal. E assim, ele foi mais adiante, utilizando o meio que envolvia a todos, ou seja, uma encenação. Com este ato toda comunidade foi envolvida.

O que são Francisco desejava transmitir ao montar aquele presépio?

São Francisco ao encenar o nascimento de Jesus, mais que transmitir, quis que todos os participantes pudessem vivenciar profundamente a experiência do nascimento de Jesus. Ali, na celebração litúrgica do Natal, todos puderam fazer a experiência de cada personagem. De acordo com a biografia, diz que: “aproximou-se o dia da alegria e chegou o tempo da exultação. De muitos lugares foram chamados os irmãos: homens e mulheres do lugar, de acordo com suas posses, prepararam cheios de alegria tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro. Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade. A noite ficou iluminada como o dia e estava deliciosa para os homens e os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em uma alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros. Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O santo parou diante do presépio e suspirou, cheio de piedade e de alegria. ... Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa”.

A cena que vemos no presépio trazem algumas imagens como Maria, José e o menino, os pastores, os reis magos e os animais. Cada um desses personagens tem algo a nos dizer?

A cena que vemos no presépio, é uma narrativa bíblica e que foi construída a partir dos relatos dos evangelhos de Lucas e Matheus, dos livros dos profetas Isaías e Habacuc, bem como de outras fontes e da criatividade humana. Dos evangelhos saem os personagens: José, Maria e a criança envolta em tecidos deitado numa manjedoura, o anjo da apresentação, os pastores que vigiavam o rebanho, magos, estrela, presentes, ouro, incenso e mirra. Do livro de Isaías, saem o boi e o burro. (Isaías 1, 3: “O boi conhece o seu dono e o jumento, ao estábulo de seu dono”). A profecia de Habacuc, faz a repetição de Isaias - (3,2) dizendo que: “estarás no meio de dois animais”.

Devido a carga simbólica, todos esses personagens tem algo para nos dizer. Assim, os animais nos falam da humildade, da paciência, do sofrimento, da bondade. Os pastores são a família, a comunidade, os reis magos, é toda a humanidade, todos os povos e culturas. A estrela é a orientação da luz divina.

Lucas 2,6-18: “Estando eles ali, completaram-se os dias para o parto, ela deu à luz o seu filho primogênito. Envolveu-o em panos e o deitou numa manjedoura, por não haver lugar na sala dos hóspedes. Naquela mesma região havia uns pastores no campo, vigiando à noite o rebanho. Um anjo do senhor apresentou-se diante deles e a gloria do Senhor os envolveu de luz, ficando eles muitos assustados. O anjo lhes disse: Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria, que é para todo o povo: Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo Senhor. Este será o sinal: encontrareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados. Assim que os anjos se foram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: vamos até Belém, para ver o acontecimento que o Senhor nos deu a conhecer. Foram depressa e encontraram Maria, José e o menino deitado numa manjedoura. Vendo-o, contaram as coisas que lhes foram ditas sobre o menino. Todos que ouviram isto, maravilhavam-se do que lhes diziam os pastores”.

A montagem do presépio em muitas famílias é uma tradição. Essa tradição pode trazer valores para as gerações mais novas?

Essa tradição vem desde muito antigamente e de modo particular, das famílias de origem italiana, espanhola e portuguesa. Com certeza toda tradição que é mantida na sua essência traz valores a todas as gerações. A tradição de armar ou montar presépios envolve toda a família, do mais idoso ao recém-nascido. Os valores que estão imbuídos na montagem do presépio são o amor, a unidade, a família, o respeito às diferenças, as ideias, criatividade. Em fim, a tradição só tem a trazer valores aos envolvidos.

Jesus veio como um dom de amor para todos. Assim, cada cultura ou artista procura representar o Nascimento de Jesus a partir da sua realidade. Aí está a Beleza do Natal?

A beleza do Natal esta justamente na possibilidade de nos encartamos com o amor de Deus. Deus é bom, uno e verdadeiro. Assim, na representação plástica do Nascimento de Jesus está representada a unidade de todos. Os artistas na sua plena criatividade interpretam e atualizam a cena no nascimento de Jesus, inculturando com a realidade em que vivem. O presépio é justamente a possibilidade de fazermos memória de um fato, mas vivenciá-lo em nossa história.

Embora muitos presépios estejam bem ornamentados a realidade é que Jesus nasceu em um ambiente pobre. O que significa para nós hoje a pobreza de Jesus ou a pobreza do presépio?

A pobreza de Jesus é o desapego das coisas do mundo. Por isso, Deus quis que seu único Filho descendesse de uma família pobre e nascesse num lugar onde as animais são recolhidos. A mensagem de Deus é que na pobreza está a grandeza. Na cena do Nascimento de Jesus numa gruta, deitado na manjedoura entre animais é o cenário da pobreza material, mas repleta de calor humano e divino. Ali o Deus Menino tinha tudo o que precisava para nascer e mostrar aos humanos a grandiosidade da humanidade.

Qual o melhor lugar na casa para montar o presépio?

O melhor local de montar o presépio é aonde a família se reúne. Na casa, o local mais apropriado é a sala de estar. Ali, as pessoas são recebidas e aonde todos se encontram. Também pode ser montado na sala de jantar, pois Natal é festa. Ali as pessoas se reúnem para alimentar o corpo e festejar a alegria do nascimento do Filho de Deus. Uma vez que a família e os amigos estão reunidos, o presépio armado na sala de estar ou jantar tem uma função social e religiosa. Pode também montar em outros locais, como no quarto, que tem uma função piedosa. Ali, diante do presépio ou da Sagrada Família o fiel faz a sua devoção pessoal.

O presépio geralmente causa reações de encantamento, de admiração. Qual seria a atitude mais apropriada diante da cena do nascimento de Jesus?

A atitude humana diante do presépio é de admiração, respeito e profundo desejo de abraçar o projeto de vida de Jesus. Diante do presépio o humano se encanta porque Deus vem ser igual a nós.

O presépio nos revela ao mesmo tempo a grandiosidade e a fragilidade de Deus que quis estar no meio da gente, ser um de nós. Qual é a principal mensagem que podemos aprender na contemplação do presépio?

A principal mensagem é a gratuidade e o amor de Deus.

Está acontecendo a 22ª Exposição Franciscana de Presépios, no largo São Francisco. O que a exposição traz de novidades?

Como sempre a exposição procura expor presépios novos. Temos a preocupação durante o ano de reunir os conjuntos de diversos países para mostrar como o nascimento de Jesus é celebrado, como a arte nos ajuda a contemplar o verdadeiro espírito do Natal.

O visitante que for à 22ª Exposição Franciscana de Presépios verá que de mãos habilidosas ou mesmo de equipamentos industriais podem sair, nas figuras dos presépios, expressões singelas e encantadoras. Cada presépio tem o seu valor religioso e cultural. Nos detalhes da técnica ou do material, do estilo, bem como na ornamentação, são expressos sentimentos de arte e religião. Diante de tanta beleza e profunda delicadeza artística é difícil estar diante da representação do nascimento de Jesus e não admirar Aquele que veio ao mundo para trazer a Paz.

Dos presépios em exposição temos o da Bolívia, onde a expressão sorridente das personagens é característica marcante de um povo com culturas tão distintas, já que nos três conjuntos que estão na mostra, cada um tem a sua particularidade estilística e os três representam regiões do mesmo País. Do Brasil, há diversos conjuntos. O mais curioso é o de Manaus, onde todas as personagens e animais são da região. Na adaptação da profecia de Isaías, vemos neste conjunto, reunidos lado a lado, a onça e a tartaruga contemplando o Menino Jesus. Uma verdadeira inclusão e inculturação. Ainda do Brasil é destaque, da cidade de Caçapava - SP, o resultado do trabalho de uma oficina com barro com senhoras da região. Para confecção das peças, a inspiração não poderia deixar de ser o Vale do Paraíba. Neste conjunto, os reis magos estão montados em mulas, animal usado em toda região. Feito especialmente para esta mostra, o presépio de lata vem da capital, e foi feito pela artista Susanne Bartlewski. É um presépio que alia reciclagem, criatividade, arte e espiritualidade, Típico de Cracóvia - Polônia, o presépio em formato de fachada de igreja, é inspirado na arquitetura da Basílica de Santa Maria e é o resultado de uma tradição de concurso de presépios da Cracóvia. Para confecção são usados papelão, papel laminado e enfeites diversos que dão originalidade única a cada peça de forte expressão artística

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

“Deus no seu presépio inventou o amor, Francisco no seu amor inventou o presépio”

O PRESÉPIO E FRANCISCO
Frei Atílio Abati, OFM
Dois aspectos inundavam o espírito de Francisco: a humildade de um Deus na Encarnação e o amor manifestado na Paixão. O profeta Isaías anuncia: “o povo que andava na escuridão viu um grande clarão... para os que viviam nas trevas, resplandeceu uma luz” Is 9,1.
O natal é a manifestação da própria vida. E celebrar a vida é alegrar-se, é abrir os corações para que o Deus Menino marque sua presença entre nós, fazendo história com a nossa história. Ele nasce pobre. Num lugar pobre para manifestar-se aos pobres. E Francisco revela essa dimensão humana e a ternura do Menino de Belém com a encenação ao vivo do Presépio, no ano de 1223, em Greccio.
Esta visualização do nascimento do Senhor arrancou lágrimas de emoção e de comoção dos presentes, sobretudo, pela comovente pregação de Francisco.
Nesta solenidade natalina Francisco apela para que todos jogassem pelas ruas trigo e outros grãos, para que as aves tivessem comida em abundância.
Natal é a festa da alegria, do encontro da vida, da presença. Francisco, diante desta cena de luz e de esperança, não se cala. Diante desta mensagem de alegria e anúncio de paz, não pára e diante da realização das promessas do Deus feito homem, no coração humano tem de se dobrar, abrir e criar espaço para que o Deus Menino more em cada ser humano.
Francisco, diante desta cena, não se contem, diante do anúncio de paz não se cala, e diante dessa comunicação de alegria, ele exalta, porque Deus se faz presente em cada ser humano.
O exemplo deste apaixonado pelo Cristo, só entende quem ama e compreende o Natal.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Advento!

“Aquele que há de vir!”
Existe uma música, que nesta época do ano, me vem a mente, gostaria de recordar apenas uma frase dela e compartilhar com você, querido leitor: “o tempo vai passando sutilmente, de repente, a gente lembra que o Natal já vai chegar!”. É, o natal já vai chegar, de fato!
Quantas coisas boas fizemos este ano, quantas coisas não tão boas assim; quantos projetos realizados e quantos sonhos que ainda teremos que adiar para “amanhã”; pessoas queridas que conquistamos, outras que perdemos, enfim, a vida é feita de escolhas, de caminhos e sonhos. Na verdade, o tempo passa rápido demais para todos, e quando percebemos o Advento nos bate a porta, o ano novo nos dá o ar de sua graça e a vida nos dá uma chance de recomeçar tudo outra vez.
Advento é justamente isso, a expectativa do novo, a vontade de querer acertar, a angústia da espera acompanhada já da certeza da chegada. Sim, ele veio, vem e virá, sempre, na vida daqueles que acreditam no amor, na busca do Reino, na luta por um mundo melhor e mais humano.
No fundo, começar o Advento, mais uma vez, é abrir o coração para entender o grande mistério que foi a vida de Jesus em nosso meio. Filho de Deus que nasceu pobre, viveu na simplicidade e morreu de braços abertos, abraçando consigo todos os seus filhos. Um homem que na vida só soube amar e resgatou o que temos de mais verdadeiro e profundo: nos fez acreditar em nós mesmos “tua fé te salvou”. Resgatou a dignidade das pessoas, olhou nos olhos, tocou, beijou, chorou.
Nos últimos meses tenho pensado muito nisso: O que fez Jesus ter sido tão amado, tão procurado, tão odiado? Seriam seus milagres? Seriam seus pais? Seria sua origem? Acabei chegando a conclusão de que o que fez Jesus ter sido uma figura tão singular, foi o fato de ele ter apostado em cada um de nós. Sim, todos os gestos de Jesus, resgatam o que no fundo todos nós temos e somos, tudo o que gostaríamos de fazer e as vezes não fazemos, ele acreditava em cada pessoa e seus gestos comprovam que Ele queria mostrar que o Reino se faz com a esforço dos gestos mais simples de cada um, eis o que nos dizem alguns evangelistas: “Jesus estendeu a mão, tocou nele” (Lc 5,13); Jesus olhou para ele com amor (Mc 10,21); levavam crianças para que Jesus pusesse as mãos (Mt 19,13); poderíamos citar outros tantos que nos relatam os Evangelhos.
Estender a mão, tocar alguém, olhar nos olhos, sorrir, abraçar. Quem não gosta destes gestos? Quem não precisa deles? Foi justamente isso que Jesus fez e foi justamente por isso que ele se tornou o homem mais amado da história. Claro, quem de nós não gostaria de receber um olhar e um abraço destes? Quem de nós não pode oferecer um toque, uma visita, um abraço? Ou seja, Ele nos deu o exemplo de como todo ser humano pode acreditar em si mesmo e amar os outros: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei!” (Jo 15,12). Somos bons por natureza, já nos disse Santo Agostinho. Que tal acreditar nisso?
Neste advento, nos preparemos para a vinda Dele, mas não nos esqueçamos de que podemos já agora fazer algo por aqueles que estão do nosso lado, precisando de nossos gestos concretos. Não custa nada ser bom, aliás, faz mais bem a quem oferece do que a quem recebe. Vamos compartilhar o bem, vamos buscar a paz e vamos fazer deste Advento um tempo forte de conversão.
Frei Alvaci Mendes da Luz

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

“Penso ser muito importante formar mais jovens que tenham vocação para serem freis franciscanos”

Recebi um convite para participar de uma manhã de espiritualidade e fé com os freis franciscanos do Pró-Vocações e Missões Franciscanas. Confesso que, quando li o texto do convite, pensei em não comparecer e descansar no domingo de manhã.
Estou um pouco cansada e até estressada (creio que todos estamos no final do ano) devido à finalização dos meus trabalhos do doutorado em saúde pública.
Mas pensei como seria maravilhoso conhecer o grupo, que apenas via pela internet, e que foi apresentado em folhetos e avisos durante as missas na Paróquia Porciúncula de Sant´Ana. Devido aos folhetos, resolvi ajudá-los mensalmente, com uma pequena contribuição infelizmente por causa dos inúmeros compromissos financeiros assumidos. 
Entendi que o Projeto contribuirá para a formação do grupo. Penso ser muito importante formar mais jovens que tenham vocação para serem freis franciscanos.
Fui para o encontro no dia 13 de novembro com o coração saudoso e um tanto triste, pois se fossem vivos meus pais completariam mais de 60 anos de casados. Fui a filha caçula de pais com mais de quarenta anos (meu pai tinha 46 e minha mãe 43) e muito, muito amorosos.  Ao todo éramos sete irmãos.
Neste dia, sempre fazíamos uma festa para meus pais. A saudade bateu forte dentro do meu coração. Acompanhei muito de perto os dois últimos anos de vida deles.
Minha mãe faleceu após lutar e ser curada de uma úlcera, mas depois de um ano e meio seu coração não resistiu e parou de bater.  Meu pai, já doente, ficou muito triste e comemorou seus 90 anos, após dois dias de falecimento da minha mãe. Fiquei pensando sobre os motivos de tão amargo presente nos seus noventa anos. E ressalto foi um jantar muito triste. Minha filha (na época com 15 anos) era muito unida com minha mãe e também muito sofreu. .
Meu pai aos poucos foi definhando, perdendo suas forças e morreu em dezembro de 2006(cinco meses após o falecimento da minha mãe). Tentamos ajudá-lo a superar tamanha dor, mas ele, já doente, não conseguiu.  Aí me dei o direito de “desabar”, chorar...
Fui amparada por familiares, amigos e por componentes da Igreja. Viajei para praias, tentando ficar próxima à natureza e amenizar o meu sofrimento. E sentia sempre comigo a presença do Mestre Jesus. Acredito na vida eterna e sei que meus pais estão bem.
Dois anos depois, dois irmãos meus morreram. Um de infarto em plena praia de Icaraí e seis meses depois, o outro irmão, de displasia medular. Sempre orei muito pedindo a Deus forças para superar tudo.
Um fato que considero um “divisor de águas“ na minha vida foi a exumação do corpo da minha mãe. Eu e meu marido presenciamos a exumação (pois ninguém na família pôde comparecer na hora marcada). Coloquei minhas mãos na minha cabeça e pedi à Virgem Maria Mãe de Jesus para suportar tudo. E suportei. O que vi foram apenas ossos, despojos, pois minha fé me fez acreditar que minha mãe já ali não se encontrava. E sim nas Moradas do Pai. Venceu a fé, a esperança, a força, a coragem, a resiliência.
Pois bem, fui participar da manhã de espiritualidade e fé com os freis franciscanos, para que o dia 13 de novembro fosse um dia alegre em minha vida, e orar pelos meus pais. Poderia, como muitos, viver experiências mundanas beber álcool para “esquecer”, etc. Mas já me afastei de tudo isso há tempos...
Mas Deus, além do meu trabalho, concedeu momentos de estudo que me fazem ficar muito tempo lendo e escrevendo. Horas e horas no computador. E com isso provoca e fomenta, dentro de mim, momentos de grande reflexão.
No Encontro pude ouvir músicas (adoro cantar), conhecer mais sobre o modo de viver das irmãs Clarissas, ouvir sobre as obras de arte que refletem a imagem de São Francisco e suas Chagas. Diferir que uma imagem de São Francisco expressa as Chagas de Cristo (fato que nunca atentei).
Posso aqui ressaltar que em São Luís do Maranhão, tive a oportunidade de, no dia 31 de dezembro de 2010, participar de uma Missa de Ação de Graças na Igreja de São Francisco, e verificar que a imagem que está na frente da Igreja tem um cachorro ao lado de São Francisco. Tão diferente das imagens que já vi com pássaros, borboletas... Assim como a exposição realizada pelo Frei.
Os participantes do Encontro tiveram a oportunidade de explicitar suas ansiedades e pedidos. Eu pedi por meus pais. Então, também pude ouvir que muitos presentes passam por graves e diversos problemas. E a minha tristeza, o meu problema do dia ficou pequenininho. Pois meus pais já estão felizes na Eternidade.
Após a missa, todos fomos para o lindo jardim interno da Paróquia (lá muitas vezes sentei em um banco e fiquei refletindo sobre a vida), para uma foto do grupo.
Momentos especiais foram concedidos por Nosso Pai através dos freis franciscanos, especialmente para os participantes do Encontro. Fomos depois todos almoçar no refeitório da Paróquia. Todos receberam presentes e muito afeto. E principalmente tiveram a oportunidade de conhecer melhor o Projeto, os irmãos franciscanos e, principalmente, renovar a nossa Fé em Cristo.
Volto fortalecida para junto da minha família e amigos, meu trabalho e para meus estudos. Paz e Bem!



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Santa Isabel da Hungria 1207-1231

Isabel da Hungria era princesa, foi rainha e se fez santa. Era a filha do rei André II, da Hungria, e da rainha Gertrudes, de Merano, atual território da Itália. 
Nasceu no ano de 1207, e naquele momento foi dada como esposa a Luís, príncipe da Turíngia, atual Alemanha. Desde os quatro anos viveu no castelo do futuro marido, onde foram educados juntos.
O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos. Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes.
A mãe de Luís não gostava da devoção da sua futura nora, e tentou convencer o filho de desistir do casamento, alegando que Isabel seria uma rainha inadequada politicamente. A própria Corte a perseguia por causa de seu desapego e simplicidade cristã. Mas Luís foi categórico ao dizer preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Certamente, amava-a muito.
No castelo de Wartenburg, quando atingiu a maioridade, foi corado rei e casou-se com Isabel, que se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimônia realizada na Igreja. Alegou que, diante do nosso Rei coroado de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa. Foi assim que o então rei Luís IV acompanhou a seu desejo e tornou-se rei sem colocar a sua coroa, também, diante de Cristo.
Foi um casamento feliz. Ele era sincero, paciente, inspirava confiança e era amado pelo povo. Nunca colocou obstáculos à vida de oração, penitência e caridade da rainha, sendo, ao contrário, seu incentivador. Em Marburg, Isabel construiu o Hospital de São Francisco de Assis para os pobres e doentes leprosos. Além de ajudar com seu dinheiro muitos asilos e orfanatos, os quais visitava com freqüência.
Depois de seis anos, a rainha Isabel ficou viúva, com três filhos pequenos. O rei Luís IV, participando de uma cruzada, morreu antes de voltar para a Alemanha. A partir de então, as perseguições da Corte contra ela aumentaram. A tolerância quanto à sua caridade e dedicação religiosa acabou de vez. E o cunhado, para assumir o poder, expulsou-a do palácio junto com os três reais herdeiros ainda crianças.
Isabel ingressou, então, na Ordem Terceira de São Francisco e dedicou-se à vida de religião e à assistência aos leprosos no hospital que ela própria havia construído. Quando os cruzados que acompanhavam seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados ao constatar como a rainha viúva e os herdeiros haviam sido tratados. Conseguiram fazer a viúva rainha Isabel reassumir o trono, que depois entregou ao seu filho, na maioridade.
Isabel da Hungria faleceu no dia 17 de novembro de 1231, com apenas vinte e quatro anos de idade, em Marburg, Alemanha. Quatro anos depois, em 1235, foi canonizada pelo papa Gregório IX. A Ordem Franciscana Secular venera-a como sua padroeira na festa celebrada no dia de sua morte.

sábado, 12 de novembro de 2011

“Como é bom fazer parte desse povo de Deus”



Do momento em que saímos do largo São Francisco, no centro de São Paulo, até a volta ao mesmo, nosso dia foi de alegria e benção!

Fizemos uma ótima viagem. Rimos bastante com o nosso “guia e rodomoço” André Ricardo. Foi mesmo muito divertido!

Chegamos a Aparecida para a visita a nossa mãezinha! Caminhamos até a Basílica em procissão rezando e cantando, como filhos em busca de colo materno! Era tão bonito de ver! As pessoas meio que paravam e fotografavam a nossa singela romaria. Notei que alguns até nos acompanharam na caminhada (era contagiante mesmo). Nas escadarias nos consagramos a nossa padroeira com direito a fotos, filmagem e muita emoção. Diante da imagem de Nossa Senhora fizemos nossas orações, pedidos e agradecimentos. Cada um do seu modo (momento pessoal no colo da mãe).

Em seguida fomos para Guaratinguetá, terra de Frei Galvão! Fomos muito bem recebidos pelos freis do convento e fomos direto para o refeitório, a fome já estava batendo em todos. Sobre o almoço, não tenho palavras para descrever o que era aquilo tudo, tinha tanta coisa gostosa que nem sei como descrever. Comida para comer rezando sabe! Saladas e variedades de pratos, para ninguém botar defeito viu! O tempero tinha algo que até agora não descobri o que era (comentei até na mesa, o que será “essa coisa” tão boa?). Acho que o segredo era o amor mesmo!

Depois do almoço delicioso tivemos um tempo para conhecermos o convento. O que me encantou foi a capela de Nossa Senhora das Graças, é linda demais. Fiquei tão impressionada com tudo que até esqueci-me daqueles três pedidos que se faz quando se entra pela 1° vez em uma igreja (assim dizem por aí, não custa nada tentar não é?!) Em seguida tiramos a primeira foto da turma toda, ficou bem bacana! Despedimos-nos e fomos para o seminário Frei Galvão.

Fomos acolhidos pelo querido e sempre carinhoso frei “Soneca”, pelos outros freis e pelos postulantes franciscanos. Fomos para a igreja onde fizemos uma reflexão maravilhosa (de novo esqueci dos três pedidos). O Frei Soneca falou tanta coisa linda e junto com os Freis Alvaci e Antônio, tivemos o privilégio de tocar a relíquia do nosso santinho Frei Galvão, também ganhamos as pílulas abençoadas.

Tive a oportunidade de visitar e admirar a exposição permanente de presépios do Frei Pedro (de Bragança Paulista), um mais lindo que o outro. Ainda tinha artesanato, para gente “enlouquecer de tanta coisa linda”. Saímos para o gramado ou bosque, tinha um balanço (previamente avisado pelo frei Soneca), agora imagina se a “criançola aqui não balançou? Pior que eu praticamente tirei uma criança de lá, meu Deus me perdoe (risos). Que coisa boa: “pisando na grama descalça, no balanço, sentada no chão, sem me importar com nada! A natureza todinha ali ao meu alcance. Aquelas árvores nos dando sua sombra gratuitamente pareciam felizes também com a nossa presença"! No fim, para deixar a gente mais “elegante” tinha uma mesa de coisas “engordativas” MARAVILHOSA! Duro resistir, que delicia aquilo tudo viu! Bom, hora da foto oficial da turma: aos pés da mãezinha de Fátima ficou registrado nossa visita a esse lugar tão abençoado. A foto ficou linda.

Dê lá fomos para a Fazenda Esperança. Já de chegada me encantei com os macaquinhos (o André e a Cristy também). O lugar era lindo. Reunimos-nos na Capela das irmãs Clarissas (claro que eu me esqueci de novo dos três pedidos). Ali minha gente, nem tenho palavras para expressar o que foi a benção das irmãzinhas, só sei que foi difícil segurar a emoção (segurar para quê?). Choramos e nos alegramos em comunhão com as irmãzinhas, os irmãos e com certeza, com todo o céu, pois na voz delas podia se ouvir anjos e santos cantando em harmonia com aquela benção! Arrepia só de lembrar!

Hora do retorno para nossas casas, nossas famílias, nossas vidas. Com a graça de Deus, fizemos uma ótima viagem de volta, chegamos todos muito bem e cheios do Espírito Santo de Deus! Pensei: “Como é bom fazer parte desse povo de Deus, como é bom estar de volta na minha casa com os meus, como é maravilhoso saber que fomos e somos abençoados todos os dias”. Como é bom ter São Francisco, Santa Clara, frei Galvão e nossa Mãe Aparecida intercedendo por nós. Sabe, tenho a sensação de que fomos fazer realmente uma visita a “pessoas vivas” e que eles vão até sentir saudades da gente! Aí eu me pergunto: “Como não me lembrei dos três pedidos? E eu mesma respondo: Para quê!

Quero agradecer muito ao pessoal do Pró-Vocações, ao Frei Alvaci e a todos que direta ou indiretamente contribuíram e participaram desse nosso dia com Maria e frei Galvão, que Deus os abençoe com toda a paz e todo o bem!

Vanda Cuxinier Gola falando sobre sua experiência no dia com Maria e Frei Galvão!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um dia com Maria e frei Galvão!



A manhã ainda não havia clareado, e nós já estávamos nos preparando, para mais uma romaria que nós carinhosamente chamamos de: “Dia com Maria e Frei Galvão”, que ocorre todos os anos, nas cidades de Aparecida e Guaratinguetá, na casa da mãe e na cidade do primeiro santo brasileiro. Um dia de orações, passeio e muita alegria, sem falar na oportunidade que temos de conhecer nossos benfeitores, eles se conhecerem entre si e podermos juntos estreitar nossos laços de amizade.
Partimos bem cedo, rumo ao Santuário Nacional de Aparecida. Nas duas horas de percurso ouve tempo para um belo cochilo, informações práticas, orações, e, é claro, para cantarmos juntos, como família que somos, agradecendo, sobretudo, a alegria de estarmos unidos.
Chegando a Aparecida tivemos tempo para ir em procissão até os pés da imagem milagrosa da mãe, tão pequena, mas tão querida pelo povo brasileiro e intercessora nossa. Depois, como ninguém é de ferro, tempo livre para um bom passeio nos arredores da Basílica.
Na parte da tarde tivemos a alegria de conhecer o Convento Nossa Senhora das Graças de Guaratinguetá, onde fomos bem recebidos por frei Jorge, coordenador da fraternidade e pudemos saborear um merecido almoço. Logo em seguida partimos para o Seminário frei Galvão, onde nos esperavam a cordialidade e simpatia de frei Airton (Soneca), Giovanni e de alguns postulantes que lá residem. No seminário tivemos tempo, para até mesmo, sentar à sombra de algumas árvores e “voltar a ser criança” no balanço das recordações de nossa infância.
Enfim, para fechar com chave de ouro o dia, visitamos o mosteiro Mater Christi das irmãs Clarissas de Guaratinguetá, dentro da Fazenda da Esperança. As irmãs nos acolheram com carinho, nos falaram do oitavo centenário da conversão de Santa Clara e nos deram a benção de Santa Clara. Ainda tivemos tempo para visitar um pouco da Fazenda e conversar com alguns jovens.
Enfim, mais uma vez, a romaria “um dia com Maria e Frei Galvão”, superou nossas expectativas. Pudemos juntos passar um dia especial sob o olhar e o manto da mãe, e, o carinho do franciscano da Paz e da Caridade: frei Galvão.
A romaria contou com mais de 80 benfeitores de São Paulo e Guaratinguetá.
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM