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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dia com Maria e Frei Galvão

No último domingo, dia 22 de agosto, o Pró-Vocações e Missões Franciscanas promoveu um dia de oração e reflexão com os benfeitores da cidade de São Paulo.
Este dia de oração é já tradicional entre os benfeitores daqui e ocorre duas vezes ao ano. É intitulado “Dia com Maria e Frei Galvão” justamente pelo fato de acontecer nas cidades de Aparecida e Guaratinguetá, junto a Basílica de Nossa Senhora Aparecida e no Seminário Franciscano Frei Galvão.
Partimos da capital paulista as 7 horas da manhã em direção a Aparecida, depois de uma pequena parada, chegamos na Basílica da mãe Maria, lá nos encontramos com Frei Airton (Soneca) que nos esperava. Iniciamos nossa procissão até o altar de Nossa Senhora onde rezamos juntos por todos os benfeitores e colaboradores do Pró-Vocações.
Logo em seguida partimos para Guaratinguetá, cidade natal de Frei Galvão, lá almoçamos com os postulantes franciscanos e com a fraternidade do Seminário Frei Galvão. Percebia-se em todos uma grande alegria de estar ali juntos com os franciscanos e por fazerem todos parte de uma grande família franciscana.
Visitamos as dependências do Seminário e celebramos juntos a Eucaristia. Momento de agradecermos os dons recebidos e nos colocarmos diante de Deus como filhos e filhas amados Dele. Depois visitamos o Convento Franciscano de Nossa Senhora das Graças, a Casa de Frei Galvão e a Catedral Santo Antônio, ambos na cidade de Guaratinguetá.
No fim do dia, todos estavam cansados, mas felizes por terem passado um dia em romaria e oração, diante de Nossa Senhora e de nosso querido Santo Antônio de Sant´Ana Galvão.
Que todos os nossos benfeitores possam sempre ser abençoados por Deus e continuem nos ajudando neste belo trabalho que depende do empenho de cada um de nós.

Comentário do Evangelho do dia 25 de Agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vocação - Leigos e Leigas - 4° Domingo de agosto

Leigo é todo aquele ou aquela que recebeu o Batismo, mas não pertence à hierarquia da Igreja. Em documentos a Igreja afirmou que os leigos devem ser protagonistas da evangelização e fermentar com a presença cristã as diversas realidades do mundo. Vale lembrar que nosso primeiro compromisso com Cristo começa no Batismo. Todo aquele que recebe o Batismo deve esforçar-se para adotar para si as mesmas medidas de Cristo. O leigo deve ter espiritualidade, formação e organização, assumindo a sua vocação missionária, dedicando-se muitas vezes, solidariamente, ao outro mais necessitado.  Enfim, leigos e leigas assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do Reino que Cristo Rei vem implementar, anunciando, sendo e dando testemunho do Evangelho. Por isso, o anúncio da Palavra se torna ação essencial dos cristãos leigos e leigas, profetas por excelência.
Os leigos são chamados a participar na ação pastoral da Igreja, antes de tudo, com o testemunho de vida e depois, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais, sob o guia de seus pastores. Os nossos leigos precisam fazer a grande experiência de um encontro com Jesus Cristo. Só assim poderão tornar-se discípulos e seguidores do Cristo vivo e ressuscitado. Paz e Bem!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vocação Religiosa - 3º Domingo de Agosto


O carisma da vida religiosa está orientado também para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas compromisso. A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa vocação existe desde o início do Cristianismo: vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações, institutos seculares e sociedades de vida apostólica.


Os religiosos vivem:
a) Como testemunhas radicais de Jesus Cristo;
b) Como sinais visíveis de Cristo libertador;
c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos e irmãs;
d) A total partilha dos bens;
e) O amor sem exclusividades;
f) A consagração a um carisma específico;
g) Numa comunidade fraterna;
h) A dimensão profética no meio da sociedade;
i) Assumem uma missão específica;


Todos, na Igreja, são consagrados no Batismo e na Confirmação, mas o ministério ordenado e a vida consagrada supõem cada qual, uma distinta vocação e uma forma específica de consagração, com vista a uma missão peculiar. Para a missão dos leigos é fundamento adequado a consagração batismal e crismal, comum a todos os membros do Povo de Deus. Os ministros ordenados, além dessa consagração fundamental, recebem também a da Ordenação, para continuar no tempo o ministério apostólico. As pessoas consagradas, que abraçam os conselhos evangélicos, recebem uma nova e especial consagração que, apesar de não ser sacramental, as compromete a assumirem — no celibato, na pobreza e na obediência — a forma de vida praticada pessoalmente por Jesus, e por Ele proposta aos discípulos.
O dever missionário das pessoas consagradas tem a ver primeiro com elas próprias, e cumprem-no abrindo o seu coração à ação do Espírito de Cristo. O seu testemunho ajuda a Igreja inteira a lembrar-se de que em primeiro lugar está o serviço gratuito de Deus, tornado possível pela graça de Cristo. As pessoas consagradas serão missionárias, antes de mais, aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem, orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total de amor. Desta forma, poderão tornar-se um verdadeiro sinal de Cristo no mundo. Também o seu estilo de vida deve fazer transparecer o ideal que professam, propondo-se como sinal vivo de Deus e como persuasiva pregação, ainda que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Santa Clara de Assis - 11 de Agosto de 2010

Clara de Assis e a Televisão

Meus caros, amanhã é o dia de Santa Clara, a nobre filha de Assis e rosto feminino da Ordem Franciscana. Para quem tem curiosidade sobre a origem da declaração de Clara padroeira da televisão, leia o texto abaixo escrito por Frei Atílio Abati.
Viva Santa Clara de Assis!


SANTA CLARA E A TELEVISÃO

Clara, na sua humildade, considerava-se a “Plantinha” de São Francisco, ou seja um criatura fraca e pequena, no entanto, Deus pôde realizar através dela e por ela grandes coisas.
Aos 14 de fevereiro de 1958, Pio XII proclama Santa Clara, a Padroeira da Televisão. Aliás, pela sua vida e virtudes, ela continua a ser imagem constante e mensagem perene, a difundir beleza, ternura, bondade, misericórdia, fé e esperança.
Por que padroeira da TV? Padroeira, porque em 1252, noite de Natal, do seu leito de dor assistiu às celebrações natalinas à distância. Eis o seu depoimento: “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo que não me abandonou nesta noite santa. De minha cama, vi e vivi toda a liturgia que celebraram nossos irmãos menores na Igreja de São Francisco. E ainda mais, Frei Leão deu-me o pão da Eucaristia” (LegCl 29).
Santa Clara antecipava-se, assim, ao grande evento e invento que seria descoberto no século XX: a mensagem e a imagem televisionadas.
Queremos concluir este relato voltando nossos olhares e anseios para esta querida santa. Rogamos-lhe que, através deste poderoso invento, torne a televisão um instrumento em favor da vida. Seja um veículo, um meio de comunicação a aproximar os homens, a encurtar distâncias, a formar, a informar e a promover um sadio lazer. Daí, suplicarmos: “Ilumina Santa Clara, todo mundo da TV e com teu exemplo aclara, quem a faz e quem a vê”.
Gostaria ainda lembrar , que as filhas de Santa Clara – as Irmãs Clarissas, presentes no mundo todo, num total de 18.000 irmãs, distribuídas em 830 mosteiros, são uma bênção para o mundo pela sua vida de pobreza, de oração, de contemplação, de penitencia, de abnegação e de renúncia. São elas um pára-ráios contra as investidas do mal deste mundo.
As Damas Pobres estão se preparando para celebrar os 800 anos da consagração de Clara ao Senhor, na noite de 18 de março de 1212, domingo de Ramos, quando foge de casa para fazer sua entrega a Deus, sendo acolhida e consagrada por São Francisco de Assis, na Igrejinha da Porciúncula, em Santa Maria dos Anjos.
Que Santa Clara abençoe lá do céu suas co-irmãs, para que possam, tendo Deus como eixo de suas vidas, continuar o ideal de Clara de Assis.
“Clara, preclara por seus claros méritos, clareia claramente no céu pela claridade da grande glória, e na terra pelo esplendor de seus milagres.Clara foi clara na terra e reluz no céu! Como é grande a força de sua luz. Como é veemente a iluminação de sua claridade”.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Carta do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores por ocasião da Festa de Santa Clara



Aproxima-se a festa de Santa Clara de Assis. E pela ocosião de tão bela festa, o ministro geral da Ordem dos Frades Menores costuma dirigir uma carta a todas as irmãs Clarissas do mundo. Esta carta pode ser também para cada um nós, filhos e filhas de Francisco e Clara de Assis, bem como daqueles que se encantam por este belíssimo carisma, uma catequese sobre a beleza da espiritualidade irradiada por esta mulher chamada Clara de Assis.
Convido cada um de vocês a lerem a carta de Frei José Rodriguez Carballo, endereçada às irmãs Clarissas, mas estendida a cada um de nós.
Que Clara nos abençoe sempre.
Copie o link abaixo e boa leitura.

http://www.franciscanos.org.br/v3/noticias/2010/pdf/Chiara2010PORa.pdf

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos Pais!

MENSAGEM AOS PAIS


Neste dia tão especial, queremos fazer nossa homenagem, aquele que em muitos lares é esquecido;
Aquele que não é muitas vezes reconhecido, porque talvez seus nomes não sejam tradicionais, ou seus cargos sejam considerados inferiores...
Hoje na sociedade em que vivemos as pessoas estão sendo reconhecidas pelo que tem e não pelo que são;
Mas estes pais que labutam dia e noite para poder trazer a seu lar o mínimo que podem para garantir o sustento de sua família; muitos de vocês pais, que vivem no esquecimento, na exclusão, quem sabe pelo fato de terem cursado somente até o 3º ano primário. Mas a vocês que quero me dirigir.
Pois a sua maneira de educar e ensinar pode não ser com grandes graduações, porém com sabedoria, com grande sabedoria que a vida lhes ensinou, e hoje nos repassa com valores e dignidade;
Nos conduz na simplicidade de uma conversa, o que é o certo e errado, no exemplo de um vizinho ou parente mais próximo, que na vida precisamos Amar o nosso próximo, pois se passamos pela vida sem sermos solidários, de nada vale;
Com toda sua dificuldade de vocabulário incorreto, nos ensina os deveres iniciais da escola, segura nossa mão com lápis para darmos os primeiros rabiscos, e também nos aplaude quando ensaiamos a primeira letra.
Pai, não me recordo disso, mas mamãe me disse que quando estava em casa, era sua mão segura que nos orientava aos primeiros passos, e essa mão sempre nos protegia de alguns tombos;
Parece que até mesmo hoje pai, crescido, andando com minhas próprias pernas, é sua mão que busco para me ajudar a levantar quando desorientado eu caio, é seu abraço que me faz levantar.
Eu tenho muito a agradecer que mesmo na sua simplicidade, nos ensinou o caminho da bondade, da solidariedade, da amizade;
E através desse caminho você nos mostrou quem é Deus.
Nos ensinou sempre a confiar em seus ensinamentos, e na segurança divina.
Pois não é preciso ter tudo que queremos, quando temos o amor que não tem preço. Mesmo o tênis mais caro, o jogo mais moderno, o computador mais tecnológico, não valem nada, se não tenho o seu abraço, seu carinho, seu amor...
A todos esses pais que fazem de seus filhos um ser humano, melhor, que acreditam na vida, que buscam nos valores repassados, o que é Amor.


O nosso muito obrigado, por estar ajudando o mundo ainda a cultivar os valores, e não capitalismo, a competição, o ser melhor.
A vocês pais, maior do que qualquer faculdade, é sua sabedoria infinita do amor divino.
O amor que nos faz olhar o outro com bondade, e jamais nos deixar de acreditar que todos tem seu valor.


Desejamos um feliz e abençoado


Dia dos Pais!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Clara de Assis!



CLARA – UMA LUZ

Na Bula de canonização, em 1255, escrevia o Papa Alexandre IV, dando um realce à figura desta Santa: “Clara, preclara por seus claros méritos, clareia claramente no céu por sua claridade da grande glória, e na terra, pelo esplendor de seus milagres. Clara foi clara na terra e reluz no céu! Como é grande a força de sua luz, como é veemente a iluminação de sua claridade”.
Portanto, esta mulher forte brilha para Deus pelas suas virtudes, e brilha para os homens pela força de suas obras e de sua vida, sendo sempre atual, iluminando nossos caminhos, incentivando-nos a sermos luz.
E a luz, como é de nosso conhecimento, por frágil que seja, quase impotente, impõe-se sobre a densidade das trevas. Estas têm de dar lugar à luz, pois elas têm medo da luz, fogem da luz.
Clara tinha consciência: luz e trevas não convivem juntas, ou uma ou outra, assim como o bem e o mal não convivem ao mesmo tempo, ou um ou outro.
Se Clara de Assis teve uma vida iluminada foi porque deixou-se invadir pela luz, Jesus Cristo, Luz do mundo. Diz Jesus:“Eu sou a luz do mundo”.
Como Clara de Assis devemos ser transparentes e agentes de transformação. E mais, temos de aquecer e levar vida aos nossos semelhantes, temos de irradiar esperança e vencer as trevas, temos de quebrar as divisões e nos unir sempre mais, temos de iluminar o nosso peregrinar e dar sentido ao nosso viver e conviver.
Cada um de nós, caro leitor ou leitora, tem de ser uma vela acesa, pois enquanto acesa ela ilumina, cumpre sua missão que é iluminar. E tem mais: enquanto acesa ela se consume e consome-se até fim para irradiar a luz, para ser útil. Esta é nossa missão: irradiar luz, iluminar. Então, sim, como Clara podemos aclarar o nosso caminho e o de nossos irmãos e irmãs, sendo úteis a Deus, ao mundo e a nós mesmos. Quem não for útil para os outros, é inútil para si.
O saudoso Papa João Paulo II, em Assis, falando desta “Plantinha de Francisco, afirma: “Tornou-se Clara uma nova luz para o mundo e para a Igreja. E continua, mais adiante o Sumo Pontífice: “Trazendo uma nova dimensão dos valores humanos e evangélicos”.


Frei Atílio Abati, ofm


terça-feira, 3 de agosto de 2010

04 de agosto - Dia do Padre

"Por onde passam os santos, Deus com eles passa!"

Quando eu era pequeno, costumava dizer que ia ser padre. Pelo que me lembro, tinha meus 7 ou 8 anos e já tinha esta vontade. Ao me perguntarem o que ia ser quando crescesse, respondia: quero ser padre (confesso que morria de vergonha).
Bem, da vocação sacerdotal sabia pouca coisa, apenas que o padre era aquele que rezava a missa, conduzia as procissões, atendia a confissão e falava algumas palavras bonitas no domingo e as pessoas pareciam prestar atenção nele.
Ele, o padre, era um homem de referência para nós. Lembro que minha mãe nos perguntava aos domingos quando chegávamos em casa o que o padre havia falado na missa, o que havíamos aprendido de bom. Algo de diferente havia naqueles homens: suas palavras não eram as mais comuns, falavam em nome de Jesus, usavam roupas diferentes das nossas; naquelas procissões dos tapetes coloridos, que eu adorava ir, eles levavam algo muito precioso nas mãos e estavam à frente da caminhada. Enfim, eles tinham algo de “sagrado” que aos poucos fui descobrindo o que era.
Com o tempo, vi também que eles eram homens comuns, iguais a mim, de “argila”, que quebra fácil. Vi que eles tinham pecados e mazelas humanas. Vi que eles eram “mortais”, homens como os outros. Descobri seus erros, vi algumas quedas, compartilhei de algumas dores. E sabe de uma coisa, fiquei feliz por isso, porque Deus não escolhe os perfeitos, mas os transforma e os faz a cada dia dignos do mistério que portam.
Não quero exaltar demais a figura do padre, mas quero apenas lembrar que eles são chamados a ser testemunhos vivos de Cristo no meio de nós. Dizia Francisco de Assis em uma de suas admoestações: “Bem aventurado o servo que põe fé nos clérigos que vivem retamente segundo a forma da santa igreja romana. E ai daqueles que os desprezam; conquanto sejam pecadores, no entanto, ninguém deve julgá-los, porque Deus reserva unicamente para si o direito de julgá-los” (Adm XXI). E ainda, afirma Francisco: “Pasme o homem todo, estremeça o mundo inteiro, e exulte o céu, quando sobre o altar, nas mãos do sacerdote, está o Cristo, o filho de Deus vivo” (Carta a toda a Ordem).
Aos poucos fui aprendendo a ser sacerdote (acho que tenho muito que aprender ainda) e fui descobrindo a maravilha desta grande vocação. Não tão grande pelos nossos méritos, mas grande, pelo sublime dom de portarmos o mistério em nossas mãos. Como já dizia São Paulo, “somos vasos de argila portanto o mistério”. É tudo tão grande, é tudo tão bonito. As vezes paro para pensar nestes meus poucos meses de sacerdócio e me pergunto: Muitos são os chamados, poucos os escolhidos, já dizia Jesus. Os escolhidos não são melhores que ninguém, são apenas "escolhidos", vocacionados!
Apresento abaixo, um breve histórico da vida do Santo Cura D´Ars, João Maria Vianney, declarado padroeiro dos sacerdotes, o qual celebramos todos os anos, no dia 04 de agosto. Que possamos sempre mais imitar o testemunho destes grandes homens, destes grandes sacerdotes. Grandes em santidade, grandes em dignidade, grandes diante de Deus e dos homens.

São João Maria Vianney. Sacerdote pároco de Ars, da Terceira Ordem (1786- 1859). Canonizado por Pio XI, em 31 de maio de 1925


João Maria Vianney nasceu em 08 de maio de 1786 em Dardilly, perto de Lion, filho de Mateus e Maria Beluze. Sua infância foi marcada pelos acontecimentos trágicos da revolução francesa. Em 1799, recebeu a Primeira Comunhão clandestinamente em uma casa particular e de sua própria mãe a instrução religiosa.
Por causa de seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos, por que sua intelectualidade estava abaixo da média. Mas, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme seu amor pelas almas.
A 13 de agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.
No início de 1800, inesperadamente brilhou uma nova luz em toda a França, passado o furacão napoleônico, que havia deixado ruínas materiais e espirituais por toda parte.
Em 1818 João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar.
Ele lá chegou como um bom filho de São Francisco, humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres e logo tentou conquistar aquelas almas. 0 espírito franciscano que havia assimilado na Ordem Terceira da Penitência, o sustentou e o guiou no ministério pastoral.
Em seu confessionário, onde às vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertendo-se em uma espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa.
O Santo Cura D’Ars nunca saiu ao vestíbulo para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longo tempo em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.
Ainda que detraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a acudir e vendo o Pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. Antes de dois anos Ars converteu-se em caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.
O sacerdote tardio de inteligência, que no primeiro momento não havia tido licença para exercer o ministério da confissão, converteu-se no confessor dos mais obstinados pecadores, e em Ars encontraram a luz da fé. Os peregrinos acorriam antes de amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia:
“Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu”, havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. O caminho do céu ele havia indicado a milhares de almas, e também se mostrou àquele pastorzinho, que poucos dias depois da morte de seu Pároco o alcançou no céu.
O Santo morreu em 04 de agosto de 1859, aos 73 anos.
Fonte: http://www.ffb.org.br)