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sábado, 31 de julho de 2010

Vocação Franciscana

Convidamos os amigos e leitores do blog a assisterem este vídeo produzido pela TV Franciscanos, sobre a Vocação Franciscana e a resposta de Francisco ao chamado de Deus.

Se queres ser franciscano, entre em contato conosco...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Agosto - Mês Vocacional

O mês vocacional se aproxima. Nossas comunidades se preparam para celebrar e rezar pelas vocações. Sejamos nós testemunhos da vocação para a qual Deus nos chamou. Convido-os a lerem o texto abaixo sobre a vocação de Francisco...boa leitura e rezemos juntos pelas vocações...



A SANTA TEIMOSIA DE FRANCISCO

Como estamos por iniciar o mês vocacional, gostaria de discorrer brevemente sobre a vocação do jovem Francisco de Assis, que sempre é um incentivo para os que desejam segui-lo mais de perto.
O líder da mocidade de Assis vivia vidrado pela guerra e dominado pela ambição de ser cavaleiro e nobre. E surge a oportundiade, em 1204, lançando-se a mais uma aventura: vai para Espoleto, na certeza de colher os louros da vitória e da fama. No entanto, a exemplo do Apóstolo Paulo, também cai do cavalo, porque o Senhor o interpela, numa certa noite: “Francisco, quem te pode dar algo de melhor, o senhor ou o servo...”. “O senhor", responde ele. “Pois bem, retorna a Assis e aguarde...”, disse-lhe a voz. Começa a sua via-crucis . O que lhe reserva o futuro?
As suas andanças pelas planícies de Assis, suas inquietações, suas dúvidas e seus questionamentos o angustiam. Neste estado de espírito, um dia, resolve entrar na igrejinha de São Damião, em ruínas, e um novo apelo lhe é feito: “Francisco, vai reconstruir a minha Igreja”. Era o ano de 1205.
Por dois anos pôs-se a reconstruir pequenas igrejas em demolição. Todavia, a indefinição quanto ao futuro continua, até que um dia, festa de São Matias, em 1208, novo fato o surpreende, ao ouvir a leitura de Mt 10,5ss. Era o chamado: sair, ir pelo mundo, sem nada, despojado, para anunciar a boa notícia. Precisamente o sinal verde esperado por Francisco. Entusiasmado, exclama: “É isto que eu quero, é isto que eu procuro e é isto que eu desejo de todo o coração”.
A reação foi imediata: troca as roupas finas, veste um grosseiro burel de saco, faz um cinto de cordão e sandálias nos pés. Agora, com mais dois companheiros, vai à igrejinha de São Nicolau e confiante na Santíssima Trindade busca discernimento para o porvir, abrindo por três vezes as Sagradas Escrituras, ao acaso, deparando com a primeira exortação: “Se queres ser perfeito, vai vende tudo...”. Depois, uma segunda vez: “Nada leves pelo caminho...”. E na terceira tentativa: “Quem quiser ser meu discípulo renuncie a si mesmo e siga-me”. Prorrompe felicíssimo: “Irmãos, esta é a nossa vida, esta é a nossa Regra”. Termina de descobrir sua vocação e missão: “Viver segundo o Evangelho”.
Aliás, a Igreja do seu tempo atravessava uma profunda decadência moral. Era preciso mudar. E Francisco seria este sobro do Espírito para trazer nova vida. Assim, em 1209, o pequeno grupo de frades vai à Roma para obter o “placet” pontifício para este seu novo projeto de vida. A presença do Cardeal Colonnas, o intercessor junto à Inocêncio III, foi valiosa. Diz o Cardeal: “Senhor Papa, a mim me parece que Deus quer, por meio deste homem, renovar a fé da Santa Igreja em todo mundo”. E ainda, este mesmo Cardeal, pondo-se na defesa do ideal de vida do Pobre de Assis, teria feito uma histórica declaração: “Veneráveis irmãos, este homem só deseja que lhe permitamos viver o Evangelho. Se dissermos que tal pretensão ultrapassa as forças humanas, afirmaremos com isso a impossibilidade de se praticar o Evangelho”. Argumento indefensável. Francisco e seu grupo obtêm oralmente do Papa a aprovação desta nova forma de vida.
A santa teimosia de Francisco vence todas as barreiras e guiado pelo Senhor que “lhe havia dito o que devia fazer” põe-se a caminho, com seus irmãos, os frades menores, cuja peregrinação já se prolonga por oito séculos.

Frei Atílio Abati, OFM

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Perdão de Assis


Convido a todos os leitores do blog a lerem este belíssimo texto sobre a origem da famosa Indulgência Plenária concedida a Francisco para a Igrejinha da Porciúncula em Assis. Também conhecida como "Perdão de Assis".

“A Indulgência da Porciúncula, evento de suma importância para a história e consciência da Ordem dos Menores, e objeto de longas discussões historiográficas acerca de sua autenticidade histórica, encontra sua documentação mais objetiva no Bispo Teobaldo de Assis. Este Bispo recolheu e sintetizou os testemunhos anteriores, tidos historicamente como fundados, particularmente, aqueles de Benedito e Rainério d´Arezzo, de Tiago de Coppoli e de Pedro Zalfani, sem extrapolar a medida da narrativa com excessivos elementos miraculosos.

Estes testemunhos nos evocam uma significativa fonte documentária, hagiográfica, e, na esteira do jubileu do milênio de 1300, no tempo de Bonifácio VIII (1294-1303), rica em aspectos pastorais, fundada, de um lado sobre a fidelidade à intuição de Francisco e, de outra parte, sobre a evolução institucional da Ordem no seio da Igreja. Aqui se propõe o texto completo do documento traduzido a partir da recente edição paleográfica feita sob os cuidados de Stefano Brufani a partir do original, onde ainda se conserva pendente o selo de cera; documento esse conservado no arquivo público do Estado de Perugia, Corporações religiosas supressas, São Francisco ao Prado, pergaminho 56 (1310, agosto, 10), descoberto em 1964 por Roberto Abbondanza.

Vamos, então, ao texto do mencionado documento ou carta do Bispo Teobaldo:

“Irmão Teobaldo, por graça de Deus, Bispo de Assis, aos fiéis cristãos que lerem esta carta, saúde no Salvador de todos...

Por causa de alguns faladores que, impelidos pela inveja, ou talvez pela ignorância, impugnam desaforadamente a indulgência de Santa Maria dos Anjos, situada perto de Assis, somos obrigados a fazer esta comunicação a todos os fiéis cristãos. Através da presente carta, queremos comunicar o modo e a forma desse benefício e como o bem-aventurado Francisco, enquanto estava vivo, o impetrou ao senhor papa Honório.

Morando, o bem-aventurado Francisco, junto à Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, o Senhor, durante a noite, lhe revelou que se dirigisse ao sumo Pontífice, o senhor Honório, que temporariamente se encontrava em Perugia. A finalidade era impetrar-lhe a indulgência para a mesma igreja de Santa Maria da Porciúncula, há pouco restaurada por ele mesmo.

Francisco, levantando-se, de manhã, chamou frei Masseo de Marignano, companheiro seu, com o qual morava, e se apresentou diante do mencionado senhor Honório, e disse:

- Santo Padre, há pouco acabei de restaurar para o senhor uma igreja dedicada à Virgem Mãe de Cristo. Suplico à vossa Santidade que a enriqueçais com uma indulgência, mas, sem a necessidade de nenhuma oferta em dinheiro.

O Papa respondeu-lhe: - Não convém fazer uma coisa dessas. Pois, quem pede uma indulgência precisa que a mereça dando uma mão. Mas, diz-me para quantos anos você a quer, e quanta indulgência lhe deva conceder.

São Francisco replicou-lhe:

- Santo Padre, sua santidade queira-me dar não anos, mas, almas.

E o senhor Papa respondeu:

- De que modo quer almas?

E o bem-aventurado Francisco declarou:

- Santo Padre, se aprouver à sua santidade, quero que todos quantos se achegarem a essa igreja, confessados e arrependidos e, como convém, absolvidos pelo sacerdote, se tornem libertados da pena e da culpa, no céu e na terra, desde o dia do Batismo até o dia e a hora de sua entrada na mencionada igreja.

O santo Padre acrescentou:

- Isso que pedes, Francisco, é muito. E não é costume da Cúria romana conceder semelhante indulgência.

Então, o bem-aventurado Francisco respondeu:

- Senhor, não estou pedindo isto a partir de mim, mas, a partir daquele que me mandou, o Senhor Jesus Cristo.

Diante desse argumento, o senhor Papa concluiu imediatamente, dizendo por três vezes:

- Agrada-me que tenhas essa indulgência.

Os senhores Cardeais presentes, porém, intervieram:

- Vê, se o senhor der essa indulgência, estará destruindo a indulgência do além mar, bem como, virá destruída e considerada nula aquela dos Apóstolos Pedro e Paulo.

O senhor Papa respondeu:

- Agora já a damos e a concedemos; não podemos e nem convém que se destrua o que foi feito. Mas, a modificaremos, de modo que fique limitada apenas para um dia.

Então, chamou São Francisco e disse-lhe:

- Portanto, de hoje em diante, concedemos que, qualquer um que for e entrar na mencionada igreja, bem confessado e contrito, será absolvido da pena e da culpa; e queremos que isso valha todos os anos por somente um dia, das primeiras vésperas até o dia seguinte.

O bem-aventurado Francisco, de cabeça inclinada, começou a retirar-se do palácio. O senhor Papa, então, como o visse saindo, chamou-o dizendo-lhe:

- Ó, simplesinho, aonde vai? Que documento leva desta indulgência?

Respondeu Francisco:

- A mim basta sua palavra. Se for obra de Deus, Deus mesmo deverá manifestá-la. Não quero nenhum outro documento desse privilégio senão este: que a carta seja a bem-aventurada Virgem Maria, o notário Jesus Cristo e os anjos as testemunhas.

Depois disso, Francisco, deixando Perugia, retornou a Assis. No caminho repousou um pouco, juntamente com seu companheiro, num lugar chamado Colle, onde havia um hospital de leprosos, e lá passou a noite.

De manhã, acordado e feita a oração, chamou o companheiro e disse-lhe:

- Frei Masseo, digo-lhe, da parte de Deus, que a indulgência a mim concedida através do sumo pontífice está confirmada pelo céu.

Tudo isso foi contado por frei Marino, sobrinho do mencionado frei Masseo, que frequentemente o ouviu da boca do tio. Esse frei Marino, ultimamente, perto do ano de 1307, repleto de dias e de santidade, repousou no Senhor. Depois da morte do bem-aventurado Francisco, frei Leão, um dos seus companheiros, homem de vida integralíssima, passou adiante esse fato, assim como o havia recebido da boca de São Francisco; e assim, também, frei Benedito de Arezzo, um dos companheiros de São Francisco, e frei Rainério de Arezzo contaram, tanto para os frades como para os seculares, muitas coisas referentes a essa indulgência, como as tinham ouvido do mencionado frei Masseo.

Muitos desses ainda estão vivos e confirmam todas essas notícias. Não pretendemos, pois, escrever com que solenidade essa indulgência foi tornada pública, durante a consagração da mesma igreja efetuada por sete Bispos. Vamos tão somente referir aquilo que Pedro Zalfani, presente à cerimônia, falou diante do Ministro frei Ângelo, diante de frei Bonifácio, frei Guido, frei Bartolo de Perúsia, e outros frades do lugar da Porciúncula. Contou ele que esteve presente à consagração da mencionada igreja no dia 2 de Agosto, e ouviu o bem-aventurado Francisco que pregava diante daqueles Bispos segurando na mão um documento, e dizia:

- Quero mandar-vos todos para o céu. Anuncio-vos a indulgência que recebi da boca do sumo pontífice: todos vós que hoje vindes e todos aqueles que virão cada ano, neste dia, com um coração bom e contrito, obterão a indulgência de todos os seus pecados.

Fizemos essas considerações acerca da indulgência por causa daqueles que a ignoram. Assim não podem mais usar como desculpa a ignorância. E, acima de tudo, o fazemos por causa dos invejosos e faladores. Estes, em alguns lugares, procuram destruir, suprimir e condenar aquilo que, toda a Itália, a França, a Espanha e outras províncias, tanto de cá como de lá dos montes, ou melhor, o próprio Deus, em reverência à sua santíssima Mãe (pois, como se sabe, a indulgência é dela), quase todos os dias, vem revelando, engrandecendo, glorificando e espalhando com frequentes e manifestos milagres. Como ousarão invalidar, com suas funestas persuasões, aquilo que já há tanto tempo, diante da Cúria romana, permaneceu com toda sua validade? Pois, também em nosso tempo, o próprio senhor Papa Bonifácio VIII enviou para essa igrejinha seus magníficos embaixadores para que, por sua vez, no dia da indulgência, nos pregassem com toda a solenidade. Às vezes, enviou até Cardeais. Vindos pessoalmente para celebrar a indulgência e, na esperança de receber o perdão, a aprovaram como verdadeira e certa com sua própria presença.

Diante do testemunho de todas essas coisas, e na fé mais certa, assinalamos a presente carta com nosso selo.

Dada em Assis, na festa de São Lourenço, no ano do Senhor de 1310”.

Cf. S. Brufani, Il diploma del vescovo Teobaldo d´Assisi per l´indulgenza della Porciuncola, II (2000), pp. 43-136, texto pp. 119-136; veja-se, também, M. Sensi, Il perdono d´Assisi, S. Maria degli Angeli-Assisi (PG) 2002”.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 27 de Julho de 2010


Assista esta semana na TV franciscanos os comentários do Evagelho do dia com o Frei Paulijacson.
Abraço fraterno a todos vocês meus irmãos.
Paz e Bem!

domingo, 25 de julho de 2010

“Senhor, ensina-nos a rezar!”

Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre encontrou uma forma de se relacionar com a divindade, ou melhor, sempre precisou comunicar àquele que está acima de seus conhecimentos e limitaçãos sobre sua situação de vida, seus sonhos, seus projetos, suas conquistas, suas derrotas, enfim, Deus ou os deuses sempre estiveram na mente e no coração humano, e, é para Eles que se voltam as preces, as súplicas, os agradecimentos. O homem é por natureza ligado ao transcendente, se comunica com Ele constantemente.
Hoje, nos vemos mergulhados num mundo de informações cada vez mais rápidas, de conquistas científicas e tecnológicas cada vez mais surpreendentes. O homem cria, desde supercomputadores que fazem praticamente “tudo” até animais geneticamente idênticos entre si. As máquinas superam os homens em muitos quesitos, os alimentos são produzidos o ano todo e em diversidade, as flores tem cores que na natureza jamais se poderia imaginar, os laboratórios descobrem quase “tudo” e os cientistas e médicos parecem fazer “milagres”.
Dentro deste contexto nos surgem as perguntas: para que rezar ainda hoje? De que servem as orações se elas não tem o poder de mudar a vontade de Deus? Não estaríamos nos humilhando ao nos rebaixarmos a condição de limitados ao suplicar a um Deus distante que nos ajude? Será que o que pedimos, nós mesmos não poderíamos fazer? Tem sentido rezar ainda hoje? Porque Jesus rezava se Ele mesmo era o filho de Deus e tinha o poder de curar, de ressuscitar, de transformar, de abençoar?
Estas perguntas mereceriam respostas à altura dos questionamentos humanos. Gostaria agora de não responder a todas, deixando para cada um a interpretação e a resposta que melhor lhes couber. Mas, gostaria de citar a belíssima passagem do evangelho em que o Senhor Jesus ensina seus discípulos a rezar. Quando Ele mesmo se retira em silêncio ao monte para “conversar” com seu Pai, quando Ele mesmo dirige preces e súplicas a Deus. O que impressiona os discípulos e os faz pedir a Jesus um modelo de oração, não é tanto seu discurso, mas o fato de Ele, o Messias, precisar da oração.
Era costume entre os povos semitas, entre os líderes religiosos do tempo de Jesus, ensinar alguma fórmula de oração aos seus discípulos. Por isso, ao verem o Mestre que reza, os discípulos suplicam: “Senhor, ensina-nos a rezar...” (Lc 11, 1). Desta suplica, brota do coração do Mestre a mais bela oração de prece e agradecimento que temos, um modelo de oração, uma síntese de toda a mensagem cristã: o Pai-nosso.
Disse-lhes Ele então:
“Quando orardes dizei: Pai nosso que estais no céu”. Chamar a Deus de Pai é nos colocarmos todos no patamar de irmãos, é fazer de toda a humanidade filiação de um mesmo Deus. Um Pai amoroso que nos quer juntos dele e que nos espera de braços abertos todos os dias, se quisermos voltar para Ele. Ele é Pai nosso, não é apenas meu Pai, é Nosso Pai.
“Santificado seja o teu nome” e não o nosso. Não o nome dos homens e mulheres que se acham tão grandes ou maiores do que Vós.
“Venha a nós o teu Reino” e não o nosso. Não os reinos de nossos “umbigos” orgulhosos que se acham na prepotência de conseguir tudo sem Vós, sem a Vossa força e amparo.
“Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu”. De novo, a Vossa vontade e não a nossa, porque somos mesquinhos e muitas vezes não pensamos nos outros. Porque apenas a Tua vontade pode fazer aqui na terra uma antecipação do céu.
“O pão nosso de cada dia nos daí hoje”. Ah se soubéssemos pedir o pão não só para nós, mas para todos. Quem reza esta oração se coloca em permanente estado de exame de si mesmo. Não tem condições de rezar com sinceridade e autenticidade quem pensa somente no próprio pão, quem acumula bens para si mesmo e para satisfazer seus próprios caprichos, quem se esquece do pobre.
“Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Não se consegue, ou, não se deveria conseguir rezar esta oração com ódio, mágoa, rancor no coração. O Pai-nosso exige de nós um coração livre.
“E não nos deixeis cair em tentação” de achar que não precisamos rezar, que somos capazes de tudo. O pior é a tentação de desacreditar nos desígnios e nas vontades de Deus para a nossa vida. A tentação que nós homens e mulheres de hoje corremos o sério risco de cair, é a de abandonarmos o Mestre, de substituí-Lo por outros mestres deste mundo.
A oração cristã, nos ensina Jesus, é sempre atendida, mas, nossa experiência de cristianismo parece não confirmar esta afirmação. Claro, se pedimos a Deus com choros e lágrimas para passar no vestibular e não estudamos, é lógico que não passaremos, ou, se pedimos o pão de cada dia e não trabalhamos, é claro que ele não vai cair do céu. Orar significa sair das trevas de nossos próprios pensamentos e egoísmos para imergirmos em Deus.
Sabe quando a oração vai ter sentido e eficácia? Quando ela começar a transformar cada um de nós a partir de dentro. Deus não precisa de nossas orações. Ele continua o mesmo sem nossas preces. Mas se oramos sem cessar, se batemos na “porta de Deus” constantemente, e suplicamos, Ele há de nos atender. Afinal, ao transformar a nossa mente e o nosso coração, a oração enfim alcançou o seu resultado...e foi atendida.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

tvFranciscanos com Frei Alvaci Mendes da Luz, ofm

Para quem ainda não assistiu. Vale a pena conhecer a Tv Franciscanos. Um idéia nova para partilhar o evangelho e nos mantermos mais unidos como benfeitores.

Paz e Bem meus irmãos!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Retiro com os benfeitores do Espírito Santo

Ao amanhecer do dia 10 de julho de 2010, numa bela manhã de sábado, aconteceu em Vila Velha – ES, o 1º retiro dos benfeitores franciscanos capixabas. Momento este esperado devotamente por nossos amigos benfeitores.
A partir das 08h30min estava prevista a chegada de nossos benfeitores para dar início ao encontro, e na medida do possível os acolhemos na modéstia e alegria franciscana, com um apetecido café da manhã. Aproximadamente 85 participantes marcaram presença no encontro, provenientes de Vila Velha e grande Vitória, de diversas comunidades.
O primeiro momento do encontro realizou-se na capela, onde iniciamos com apresentação de cada frade presente no encontro: Fr. Alvaci, Fr. Danilo, Fr. Joel e Fr. Roberto; seguindo de um momento de oração, por sinal, bem participado por todos. Terminado este ato de oração, nos direcionamos em procissão para o auditório, onde se realizou o segundo momento do retiro. Parte introdutória para o objetivo do retiro com os benfeitores, de conhecer um pouco mais da história de São Francisco de Assis e a dinâmica do Pró- Vocações, ministrado pelo Frei Alvaci.
A história de São Francisco foi discorrida a partir de seu nascimento, infância e conversão. Também frisou a missionariedade franciscana, que é um dos pontos vitais do franciscanismo; para maior compreensão deste tema, foi apresentado o vídeo da Ordem dos Frades Menores, que aborda os frades em missão em todo o mundo. Foram destacados os frades em missão com os índios na Amazonia.
Sobre o Pró-Vocações, foi dada sua apresentação, como sendo um órgão da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, que tem o objetivo de captar recursos para a formação de candidatos a vida religiosa franciscana. Além disso, também divulgar o carisma franciscano e despertar mais vocações religiosas franciscanas.
Encerrou-se com a santa missa, um momento bem familiar, ato de fé bem nítido presente no povo capixaba, também com dinâmicas, para melhor proveito da assembléia, com encenação do Evangelho do dia: “O Bom Samaritano”.
As expectativas de nossos benfeitores foram superadas com êxito, segundo eles, um encontro profícuo, com o gostinho de “quero mais”.
Ficamos muito gratos pela disponibilidade e participação de nossos benfeitores neste encontro, e que Deus e Maria com sua maternal doçura os cubra de bênçãos.

Pela equipe do Pró-Vocações
Frei Danilo Santos Oliveira, ofm.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Seguir Cristo ao modo de Francisco!

Engana-se quem pensa que Francisco tenha na origem do seu projeto de vida intencionado criar ou fundar uma Ordem. Não! O que fermentava nele e o que norteou seus primeiros passos foi a vivência pura e simples do Evangelho, cuja força inicial deste ideal escondia-se no apelo “Vem e segue-me”.
O pobre de Assis opta, pois, por uma forma de vida, em cujo espaço cada irmão pudesse livremente viver segundo o Espírito do Senhor, sendo este, lugar privilegiado de acolhimento para melhor seguir o Mestre.
Assim, a partir desta visão começa uma vida de seguimento do Cristo pobre, humilde e crucificado onde o dinamismo encontrar-se-ia no despojamento e na pobreza, cujo vigor seria a renúncia do mundo e dos bens, desfazendo-se de falsas seguranças e destarte pôr-se a caminho, seguindo a mesma direção do Cristo, direcionando sua missão. Este peregrinar culminaria no Alverne, como o peregrinar de Cristo culminou na Cruz e na Ressurreição.
Este foi o anseio acalentado por Francisco de seguir, ao longo da vida, os passos do Crucificado, fazendo dele o centro de suas buscas, no desejo de perfeição. Este intento deve ter sido confirmado e consolidado pela passagem bíblica de 1Ped 2,21: “Foste chamado para seguir os passos do Senhor”.
Francisco, no seguimento do Senhor, jamais cogitara em fundar uma Ordem, mas simplesmente viver um projeto tal para melhor assemelhar-se ao Cristo.O surgimento de uma nova família religiosa não foi senão conseqüência desta sua caminhada de fé.
Francisco foi atraído e arrastado pela “humildade patente da Encarnação e pelo amor ardente da Paixão” 1C84. Assim, sente-se tanto envolvido pelo Cristo do Presépio como pelo Cristo da Cruz. Nesta sua vocação fez a experiência do sofrimento do Senhor, sofrimento impresso no seu corpo pelos estigmas, revivendo o mistério pascal.
Encarnar o seguimento do Cristo é também encarnar seus padecimentos. Assim, andar nas pegadas do nazareno é palmilhar um caminho dinâmico, purificador e transformador.
Neste seguimento, a misericórdia divina se expande sobre os seguidores como o fogo do Espírito, a ponto de exclamar nosso pai Francisco: “Somos interiormente purificados, iluminados e abrasados pelo fogo do Espírito que nos purifica, podendo nós seguir os passos de teu Filho e mediante a sua graça, chegar até a ti, ó Altíssimo”.
O caminho do Cristo foi o caminho amado por Francisco!