PESQUISAR TEMAS E ARQUIVOS DO BLOG

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Especial 60 anos Seminário Santo Antônio

Assista este especial sobre os 60 anos do Seminário Seráfico Santo Antônio de Agudos...Vale a pena! Um dos mais belos seminários franciscanos do Brasil.

sábado, 19 de junho de 2010

TV FRANCISCANOS

Caríssimos benfeitores, colaboradores e amigos
do Pró-Vocações e Missões Franciscanas
Paz e Bem!

Conta a legenda que na noite de Natal, noite em que a humanidade inteira se une aos anjos para louvar o nascimento do Menino Deus, Clara já debilitada e doente, não pode comparecer a oração com suas irmãs e ficou sozinha no seu quarto.
Quando as Irmãs foram ver Santa Clara de manhã no seu leito, ela lhes falou: “Bendito seja o Senhor Jesus Cristo, que não me deixou aqui abandonada, sozinha, quando vocês me abandonaram. Escutei, por graça do Senhor, toda a solenidade celebrada esta noite na igreja de São Francisco e lá estive presente, recebendo até a santa comunhão. Agradecei comigo a Nosso Senhor Jesus Cristo, por tal graça a mim concedida”.
Por este fato é que em 1958, o papa Pio XII declarou Santa Clara a padroeira da televisão.
Passados oitocentos anos em que Clara teve esta “visão” e pouco mais de 50 anos em que foi declarada padroeira da TV, nos vemos hoje constantemente interrogados e exigidos frente aos meios de comunicação que nos cercam: cinema, rádio, internet, dentre tantos. Somos, no meio deste turbilhão de informações, chamados a evangelizar, estreitando assim os laços que nos unem como igreja e como franciscanos.
É por isso, que a pouco mais de um mês, iniciamos via internet um novo canal de relacionamento e evangelização, que chamamos de TV Franciscanos, canal este que torna-se para nós um novo meio de presença diária na casa de cada um de você, nosso benfeitor e amigo. O que queremos é partilhar nosso ideal comum de amizade e de fraternidade, e, acima de tudo estar em comunhão com a Igreja que nos pede para usarmos todo o tipo de recurso moderno em prol do Reino de Deus e a busca de sua justiça.
Gostaria então de convidá-los a acessar o material já produzido pela TV franciscanos e que está disponível na internet, bem como, convido-os a assistir todos os dias de 2ª a 6ª o evangelho da liturgia do dia comentado e partilhado, concluído sempre com a benção de São Francisco.
Para acessar nossa página, basta digitar:

Caso você tenha alguma dificuldade em visualizar nossos conteúdos ou mesmo na maneira como navegar na página, pedimos que entrem em contato conosco que ficaremos felizes em poder ajudar. O nosso telefone é: (11) 3291-2416
Que Santa Clara de Assis, padroeira da televisão, plantinha de São Francisco, seja nossa força e amparo na busca de fazer acontecer aqui na terra o Reino dos céus. Que possamos evangelizar e sermos evangelizados através de todos os recursos audiovisuais que o mundo moderno nos oferece. Afinal de contas o convite de Jesus continua a ecoar em nossos ouvidos, não podemos deixar de fazer nossa parte.


“Os padres estão desafiados a proclamar o evangelho empregando a última geração de recursos audiovisuais (imagens, vídeos, animações, blogs e web sites) que, juntamente com os meios tradicionais, podem ampliar horizontes para o diálogo, evangelização e catequese” (Bento XVI)


Equipe do Pró-vocações e Missões Franciscanas

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sacrifício do Pai pelo Mundo



Queridos irmãos
Paz e Bem!
Recomendo que vocês assistam este vídeo até o fim. O nosso Deus é assim...exatemente deste jeito.
Grande abraço a todos.

sábado, 12 de junho de 2010

Santo Antônio de Pádua, de Lisboa, dos pobres, dos jovens. Santo Antônio do Mundo!

Caríssimos jovens franciscanos
Paz e Bem!

Nunca é demais relembrar os feitos, recordar os dons, até mesmo copiar detalhes, gestos e atitudes de grandes homens e mulheres que marcaram a história da humanidade. De fato, nunca é demais se colocar humildemente diante daqueles que nos precederam no Reino dos Céus e que por diversos motivos se tornaram modelos, dignos de nossa confiança, reverência e respeito.
Estes homens e mulheres, santos, canonizados ou não, são sempre atuais e vivos na memória dos povos que querem como eles viver no mundo o sonho do amor universal, da fraternidade, da partilha, da entrega, da doação. Eles são, sem sombra de duvidas, faróis que nos apontam o norte da existência, o rumo da vida. Eles são: Teresa (de Avila, de Calcutá, de Lisieux), Francisco (de Assis, Xavier, de Sales), Gandhi, Luther King, Edith Stein, ANTÔNIO. Eles foram o que todos queremos ser, sonharam o que todos sonhamos, viveram o que todos queremos viver. Homens e mulheres como nós, filhos de um mesmo Pai, herdeiros de um mesmo céu!
Diletos jovens franciscanos, nossa juventude tão cara e especial, vê-se mergulhada num mundo de atropelos, de exageros, de superficialidades. Deparamo-nos com nossos jovens perdendo-se nas drogas, na busca desenfreada do ter e do prazer, enfim, na falta de perspectivas de um futuro diferente. Onde está a força daqueles jovens que acreditam no amanhã? Daqueles que não se deixam acomodar e que ainda se inquietam com a dor do outro? Existem ainda jovens que abraçam com garra e empenho uma causa e a buscam até o fim? Será que os modelos que temos ainda nos inspiram?
Ele veio de Lisboa, onde nasceu em 1195. Depois de abandonar grandes riquezas e as relações com as camadas da alta sociedade, à qual ele pertencia, tirou as sandálias, cobriu-se com um saco de estopa, cingiu-se com um cordão e começou a percorrer a Itália e a França, da Sicilia a Provença. Era jovem, tinha sonhos, almejava grandes ideais.
Era movido pelo ardor da fé e da caridade cristã que forma os santos: aquele mesmo ardor que inspira os jovens, que atrai os homens, dos mais humildes aos mais sábios, dos mais pobres aos mais ricos. Era movido pelo ardor dos grandes homens, daqueles que ainda acreditam no futuro, nos outros, na doação. Seu maior desejo foi o de ser missionário, porque sua caridade não cabia no seu coração. Ele se chamou Fernando, e quando frade passou a chamar-se Antônio, de Lisboa, de Pádua. Na verdade ele, nosso querido Santo Antonio, não cabia apenas em duas cidades, Antônio hoje é cidadão do mundo todo, como já disse o papa Leão XIII. Depois de oito séculos do seu nascimento, ainda hoje se fala dele como se vivesse em nossos dias, ou como se sua morte tivesse acontecido ontem (13 de junho de 1231). Não há lugar no mundo cristão em que não se tenha edificado igrejas em seu nome, onde arde perenemente a chama da sua devoção e do carinho para com este grande santo.
Ah meu querido Santo Antônio, nossos jovens olham para ti e aspiram coisas grandiosas. Eles também são filhos de Francisco, eles também são cidadãos do mundo, eles também sonham. Ajuda-os a sempre mais desejar as coisas do alto, inspirar-se em modelos de santidade, a gostarem de serem irmãos uns dos outros. Tu és o orgulho da ordem dos menores, pregador do evangelho, mestre sábio da verdade, doutor evangélico. Tu sabes do que nosso mundo precisa e o que nossos jovens querem.
Tua juventude foi a grande força da transformação. Retira a inércia que ainda nos prende, renova a coragem que ainda temos, faz-nos acreditar no menino simples de Belém, envolto em panos. Se capacidade cremos não ter, sede tu o nosso modelo. Antônio, cremos que ainda vale a pena acreditar na humanidade, na fraternidade, no pão partilhado, na vitória daqueles que amam o bem maior, afinal “o mundo cabe a nós salvá-lo ou perdemo-nos com ele”. Nossa terra está cheia de grandes testemunhos, precisamos saber olhar para eles, saber enxergar com os olhos do coração.
Antônio do mundo, chegamos a ti, ou melhor, chegastes a nós. É hora de agradecer, de louvar, de dizer ao Pai que enquanto tivermos homens como você marcando nossas vidas, poderemos confiar na humanidade, no bem, na paz, na caridade, enfim, acreditar no amor. Viva nosso querido Santo Antônio!

“Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere,mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor, porque sacrificaste a tua vida por nós." (Santo Antônio)


Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 11.06.2010


Que o Sagrado Coração de Jesus abençoe nossa vida, nossos atos, nossa caminhada. Do coração santo herdamos a vida em plenitude.
Deus abençoe a todos! Paz e Bem!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 10.06.2010


Bom dia amigos!
Reconciliar-se consigo e com os outros é o primeiro passo para começar já aqui mesmo na terra, o Reino dos céus. Nãos bastam as prescrições legais para herdar este Reino, o que vale para Jesus é o amor.
Paz e Bem!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 09.06.2010


"Jesus veio para dar novo sentido a lei. O sentido da lei é o próprio Senhor Jesus"
Desejo a todos um santo e bom dia! As bençãos de Deus!
Paz e Bem!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 08.06.2010


Irmãos e irmãs
Paz e Bem!
A rica mensagem do evangelho de hoje nos compromete a ser sal da terra e luz do mundo. Missão de cada cristão!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Comentário do Evangelho do dia 07.06.2010


Meus queridos amigos
Paz e Bem!
Durante toda esta semana publicarei aqui no blog os comentários do Evangelho do dia, conforme a liturgia. Estes vídeos são produzidos pelo Pró-vocações e Missões Franciscanas e servem como meio de divulgação do carisma franciscano e da espiritualidade cristã . Acima de tudo, queremos ser sinais do Evangelho vivo aos quatro cantos da terra.
Abraços a todos!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

AS CRENÇAS E A VERDADE
DALAI LAMA - LÍDER ESPIRITUAL DO TIBETE

Meus queridos amigos, li este belíssimo artigo hoje, dia 4 de junho, primeira sexta-feira do mês na qual recordamos o Sagrado Coração de Jesus. Fiquei maravilhado com as palavras do grande Dalai Lama pois compartilho com ele a idéia de que deveríamos buscar sempre mais os pontos comuns que nos unem e não aqueles que nos separam e oprimem. Gostaria que vocês lessem e recordassem as palavras do nosso saudoso Papa João Paulo II e o seu sonho de uma igreja católica mais ecumênica.

Quando ainda era uma criança, no Tibete, achava que a minha religião budista seria a melhor - e as outras crenças de alguma maneira eram inferiores. Hoje, percebo como era ingênuo e o quão perigosos podem ser a intolerância e o radicalismo religioso.
Embora a intolerância seja tão antiga quanto a própria religião, ainda vemos sinais muitos fortes da sua virulência. Na Europa têm ocorrido intensos debates sobre aqueles recém-chegados usando véus ou querendo erigir minaretes, e episódios de violência contra imigrantes muçulmanos.
Ateus radicais condenam todos, de um modo geral, que têm uma crença religiosa. No Oriente Médio, as chamas da guerra são insufladas pelo ódio dos que aderem a uma fé diferente.
Tais tensões provavelmente aumentarão na medida em que o mundo fica mais interconectado e as culturas, os povos e as religiões se entrelaçam cada vez mais. A pressão que isso cria é mais do que um teste para a nossa tolerância - ela exige de nós a promoção da coexistência pacífica e a compreensão além das fronteiras.
Podemos admitir que cada religião tem um sentido de exclusividade como parte da sua identidade comum. Mesmo assim, acredito que existe potencial para a compreensão mútua. Ao mesmo tempo que preservamos a fé na nossa própria tradição, podemos respeitar, admirar e apreciar outras tradições.
O que me abriu os olhos inicialmente foi um encontro com o monge trapista Thomas Merton, na Índia, pouco antes da sua morte prematura, em 1968. Merton falou-me que conseguia perfeitamente manter-se fiel ao cristianismo, mas conhecer em profundidade outras religiões, como o budismo. O mesmo é verdade para mim, como um ardente budista que sou, mas aprendendo os ensinamentos de outras grandes religiões do mundo.
Um ponto importante nas minhas conversas com Merton foi como a compaixão é a mensagem tanto do cristianismo como do budismo. Nas minhas leituras do Novo Testamento, senti-me inspirado pelos atos de compaixão de Jesus. Seu milagre dos pães e dos peixes, suas curas, seus ensinamentos foram todos motivados pelo desejo de abrandar o sofrimento.
Acredito firmemente no poder do contato pessoal para acabar com as diferenças, de modo que há muito tempo sinto-me atraído a dialogar com pessoas de outras perspectivas religiosas. O foco na compaixão que Merton e eu observamos nas nossas duas religiões fez-me ver isso como uma linha unificadora forte entre todas as grandes crenças. E hoje necessitamos destacar o que nos une.
Veja o judaísmo, por exemplo. Visitei pela primeira vez uma sinagoga em Cochin, Índia, em 1965, e durante anos reuni-me com rabinos.
Lembro-me vividamente de um rabino na Holanda que me falou sobre o Holocausto com tal intensidade que, no final, estávamos os dois em lágrimas. E aprendi como o Talmude e a Bíblia repetem o mesmo tema da compaixão, como na passagem no Levítico que exorta: "Ame o teu vizinho como a ti mesmo."
Em muitos encontros com estudiosos hindus, na Índia, acabei compreendendo a importância central da compaixão desinteressada no hinduísmo também - como está expressa, por exemplo, no Bhagavad Gita, que exalta aqueles que "se alegram com o bem-estar de todos os seres".
Comoveu-me a maneira como esse valor se manifestou na vida de grandes seres humanos, como o Mahatma Gandhi, ou Baba Amte, menos conhecido, que fundou uma colônia de leprosos não muito longe de um assentamento tibetano no Estado indiano de Maharashtra. Ali ele alimentou e abrigou leprosos que eram rechaçados. Quando recebi o Premio Nobel da Paz, doei o valor da premiação a esta colônia.
A compaixão também é importante no Islã - e reconhecer isso foi crucial nos anos que se seguiram aos atentados do 11 de Setembro, especialmente para responder àqueles que pintam o islamismo como uma crença militante. No primeiro aniversário daqueles atentados, proferi uma palestra na Catedral Nacional em Washington, e supliquei para não aceitarmos cegamente o que é afirmado em algumas mídias de notícias e não permitirmos que atos violentos de alguns indivíduos definam uma religião inteira.
Gostaria de falar sobre o Islã que eu conheço. O Tibete teve uma comunidade islâmica por cerca de 400 anos, embora meus contatos mais enriquecedores com o Islã tenham sido na Índia, que tem a segunda maior população muçulmana do mundo. Um imã em Ladakh disse-me certa vez que o verdadeiro muçulmano deve amar e respeitar todas as criaturas de Alá.
E no meu entendimento, o Islã consagra a compaixão como um principio espiritual essencial, refletido no nome de Deus, "Compassivo e Misericordioso", que aparece no início de, praticamente, cada capítulo do Alcorão.
Encontrar um ponto comum entre as crenças pode nos ajudar a romper com essas divisões inúteis numa época em que a ação unificada é mais importante do que nunca. Como espécie, precisamos entender a humanidade como uma unidade num momento em que enfrentamos problemas globais como pandemias, crises econômicas e desastres ecológicos. Nessa dimensão, nossa resposta tem que ser uma só.
A harmonia entre as maiores crenças tornou-se um ingrediente essencial da coexistência pacífica em nosso mundo. A partir dessa perspectiva, a compreensão mútua entre essas tradições não é meramente um assunto dos fiéis - ela é importante para o bem-estar da humanidade como um todo.
TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO