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quarta-feira, 31 de março de 2010

O Tríduo Pascal


A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão. O tríduo pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a quinta-feira, a sexta-feira e o sábado da Semana Santa. Era um tríduo da paixão. No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da paixão e ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário: Cristo redimiu ao gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O tríduo pascal da paixão e ressurreição de Cristo é, portanto, a culminação de todo o ano litúrgico. Logo estabelece a duração exata do tríduo: O tríduo começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa. Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua paixão e morte, nunca as dissociava de sua ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana de quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: "O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d'Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará".
É significativo que os pais da Igreja, tanto Santo Ambrósio, como Santo Agostinho, concebam o tríduo pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como aos três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: "Destruam este templo e em três dias o reedificaré". Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como "os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo". Esses três dias, que começam com a missa vespertina da quinta-feira santa e concluem com a oração de vésperas do domingo de páscoa, formam uma unidade, e como tal devem ser considerados. Por conseguinte, a páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. 

As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um tudo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois. Interessa saber que tanto na sexta-feira como na sábado santo, oficialmente, não formam parte da quaresma. Segundo o novo calendário, a quaresma começa na quarta-feira de cinza e conclui na quinta-feira santa, excluindo a missa do jantar do Senhor .Na sexta-feira e na sábado da semana Santa não são os últimos dois dias de quaresma, mas sim os primeiros dois dias do "sagrado tríduo".  
    
 Pensamentos para o Tríduo
A unidade do mistério pascal tem algo importante a nos ensinar. Diz-nos que a dor não somente é seguida pelo gozo, senão que já o contém em si. Jesus expressou isto de diferentes maneiras. Por exemplo, no último jantar disse a seus apóstolos: "Se entristecerão, mas sua tristeza se trocará em alegria" (Jn 16,20). Parece como se a dor fosse um dos ingredientes imprescindíveis para forjar a alegria. A metáfora da mulher com dores de parto o expressa maravilhosamente. Sua dor, efetivamente, engendra alegria, a alegria "de que ao mundo lhe nasceu um homem". Outras imagens vão à memória. Todo o ciclo da natureza fala de vida que sai da morte: "Se o grão de trigo, que cai na terra, não morre, fica sozinho; mas se morrer, produz muito fruto" (Jn 12,24). A ressurreição é nossa páscoa; é um passo da morte à vida, da escuridão à luz, do jejum à festa. O Senhor disse: "Você, pelo contrário, quando jejuar, unja-se a cabeça e se lave a cara" (MT 6,17). O jejum é o começo da festa. O sofrimento não é bom em si mesmo; portanto, não devemos buscá-lo como tal. A postura cristã referente a ele é positiva e realista. Na vida de Cristo, e sobre tudo na sua cruz, vemos seu valor redentor. O crucifixo não deve reduzir-se a uma dolorosa lembrança do muito que Jesus sofreu por nós. É um objeto no que podemos nos glorificar porque está transfigurado pela glória da ressurreição. Nossas vidas estão entretecidas de gozo e de dor. Fugir da dor e as penas a toda costa e procurar gozo e prazer por si mesmos são atitudes erradas. O caminho cristão é o caminho iluminado pelos ensinos e exemplos do Jesus. É o caminho da cruz, que é também o da ressurreição; é esquecimento de si, é perder-se por Cristo, é vida que brota da morte. O mistério pascal que celebramos nos dias do sagrado tríduo é a pauta e o programa que devemos seguir em nossas vidas.
Paz e Bem!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Domingo de Ramos

A Semana Santa tem início no “Domingo de Ramos”, que é assim chamado porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Aquele povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. As pessoas estavam certas de que Jesus era o Messias anunciado pelos Profetas. Pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel. ‘Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! Merece a cruz por nos ter iludido’. A entrada solene de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Dessa forma, o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus saudando-o com ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória. “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus e defensores da fé católica. Os Ramos sagrados, que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado e o cristianismo “light”, adaptado aos gostos e interesses pessoais. Que possamos iniciar a Santa Semana iluminados pelo amor de Deus a nós e esperançosos de sentir-mos cada dia mais o verdadeiro rei ressuscitado em nossos corações. Tendo em vista uma vida santificada na humildade e na simplicidade, seguindo assim, os passos do Pai Seráfico São Francisco de Assis.
Paz e Bem!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Juventude Franciscana


JUFRA – Juventude Franciscana
O rosto jovem do franciscanismo secular

Nada melhor do que começar um texto sobre a Juventude Franciscana, motivado pela inspiração original ou o modelo de vida no qual todos nós franciscanos nos espelhamos: o próprio Francisco de Assis. Foi na sua juventude, que Francisco iniciou seu caminho de fé, impulsionado pelo desejo grandioso de mudança, de aspirações maiores, de sonhos. De fato, Francisco, foi um jovem que sonhou alto, que buscava respostas para os anseios de sua vida e de seu futuro, e, que se perguntava constantemente, como muitas vezes nos perguntamos hoje: “Senhor, que queres que eu faça?”
A resposta a esta pergunta, Francisco encontrou no evangelho, na proposta do Cristo pobre, humilde e crucificado. No abraço do sofredor, do leproso, do abandonado, na busca radical de mudança, no questionamento. Francisco, sem dúvida, depois de longo processo de busca, encontrou o grande amor de sua juventude: o Cristo pobre do Evangelho.
Quando eu era mais jovem e sonhava em ser franciscano, não sabia muito diferenciar as diversas propostas vocacionais que nos oferece a igreja. Sabiamente, (tinha eu meus treze ou quatorze anos), os frades da paróquia em que comecei a pastoral vocacional, me pediram para participar de um grupo jovem, muito animado e de uma alegria contagiante, que cantava até tarde da noite e fazia questão de se alegrar com a presença de cada um. Jovens, que como tantos outros, poderiam estar fazendo diversas outras coisas numa tarde de domingo, e dentre tantas optaram por estar ali. Aquilo tudo me chamou muito atenção. Me marcou como vocacionado. Bem mais tarde, fui saber que aquela era uma fraternidade da JUFRA, e que aqueles moços e moças eram o rosto jovial de uma grande família: a família franciscana.
A grande beleza do carisma franciscano esta na simplicidade de sua proposta, está na leveza de suas palavras, está na pureza de seus ideais. Lembro ainda muito bem o refrão cantado naqueles encontros há quatorze anos atrás: “Juventude Franciscana, instrumento do Senhor. Semeamos alegria, nos unimos no louvor”. Sem sombra de dúvida, contar com estes instrumentos do Senhor no seio da sociedade, que é o que são estes jovens franciscanos, é manter vivo o ideal, é inspirar outros, é promover a paz. Passados os anos, tenho plena certeza que a “tática vocacional” dos frades daquela paróquia, ao me colocarem no meio de jovens que falavam da Paz e do Bem, que se chamavam de “irmãos”, que testemunhavam Francisco com naturalidade, ao seu modo, e, que acima de tudo se diziam franciscanos, foi de singular valia no meu enamorar-se pelo modo franciscano de ser Igreja.
Àqueles que ainda não conhecem a Juventude Franciscana, sugiro um primeiro contato, uma primeira experiência. A sugestão é dada a todos, os convido a sermos sinais de um novo mundo possível, a abraçarmos o diferente, a respeitarmos a integridade da criação, a relembrarmos e vivenciarmos a proposta evangélica do “amai-vos uns aos outros”(Jo 13, 34). Enfim, convido-os a caminhar conosco, a também sonhar este sonho, a reviver Francisco de Assis nas vielas de nossas vidas, nos anseios de nossa juventude.
Que o pobrezinho de Assis seja nosso modelo e que possamos ser no mundo “instrumentos do Senhor”, “sementes de alegria”, proclamadores da Paz.


Visite o blog da JUFRA das Chagas
http://ofsjufradaschagas.blogspot.com/

Ou escreva para nós
jufradaschagas@yahoo.com.br


Frei Alvaci Mendes da Luz

terça-feira, 16 de março de 2010

ANO SACERDOTAL - A ALEGRIA DE SER SACERDOTE



Ordenação presbiteral de Frei Ezimar e Frei Elpídio
Araguari – MG
13 de março de 2010




Numa bela manhã de sábado, toda a comunidade paroquial, da paróquia Nossa Senhora de Fátima em Araguari, se reuniu para celebrar a ordenação sacerdotal de mais dois frades da Fundação Franciscana Nossa Senhora de Fátima. Os freis Elpidio e Ezimar, iradiavam alegria, bem como todos os que estavam presentes, manifestavam satisfação pelo sacerdócio ministerial destes dois irmãos.
Momentos fortes marcaram a celebração, que contou com a presença de diversos padres das paróquias de Araguari, frades, religiosas, leigos e leigas. Tudo estava muito bem preparado, animado e a recepção carinhosa, típica do povo mineiro, deu um toque a mais de fraternidade e beleza a tal momento tão importante na vida da igreja.
O bispo, Dom Paulo Francisco Machado, bispo diocesano de Uberlândia, arrancou risos quando chamou as mães dos neo-presbíteros ao altar, dizendo que elas mereciam ser lembradas, pois os padres “não nascem de jaboticabeira”, disse ele. A expressão, é claro, além dos sorrisos, mereceu uma salva de palmas às duas felizes mães.
Depois da celebração, todos foram convidados a partilhar um delicioso almoço, à mineira, que foi oferecido gratuitamente a quem participou da celebração. Não faltaram agradecimentos da parte de todos, seja do povo que veio de Imbariê (Duque de Caxias), Petrópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, seja daqueles que vieram das cidades vizinhas. Todos saíram contentes e agradecidos.
No dia seguinte, Frei Ezimar celebrou sua primeira missa na parte da manhã e Frei Elipídio na parte da noite. Ambas contaram com grande participação dos paroquianos e visitantes.
Aos neo-presbíteros o nosso abraço e o desejo de que sejam grandes anunciadores do Reino de Deus e testemunhas do Cristo, o Mestre, que os envia em missão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ordenação de Frei Alvaci Mendes da Luz, ofm

Frei Alvaci Mendes da Luz, o mais novo colaborador dos trabalhos realizados pelo PVF, será ordenado presbítero, pela imposição das mãos de Dom Hilário Moser, no dia 1° de maio de 2010, em sua cidade natal, Tubarão- SC. Desde já agradecemos a Deus por mais esta etapa concluída na vida deste irmão menor. 

Veja abaixo o convite virtual e sinta-se convidado a participar dessa grande festa. 
                                                       Paz e Bem!