PESQUISAR TEMAS E ARQUIVOS DO BLOG

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Oração de Ano Novo!

Senhor Deus, Pai de bondade, Senhor da história, do tempo e da eternidade. Mais um ano chega ao fim e às portas do novo as oportunidades e sonhos se renovam;

A vida é sempre feita de escolhas e possibilidades, e, são justamente elas que nos fazem acreditar que o amanhã que está por vir será melhor do que o ontem que passou;

Te agradeço Senhor por tudo o que tens feito por mim, pelo água, pelo ar, pela luz, pelos dons, pela vida, pelos meus, enfim, por tudo. Agradecer é reconhecer que tudo vem de Vós e a Ti devemos nossa ação de graças;

Ano novo, nova vida, novos sonhos, novos projetos, novas expectativas. Renova Senhor em mim o dom da fé, da esperança e da caridade. Faz com que eu veja em cada dia do ano que está por vir uma oportunidade de ser melhor, de mudar, de ajudar, de crescer. Faz Senhor com que eu busque mais amar, que eu busque mais me colocar na Tua presença e só assim poder concretizar tudo aquilo que desejo no fim deste ano;

Enfim Senhor, olha por todos aqueles que me destes e que me são tão caros, olha por aqueles que nos ajudam, olha por aqueles que estão do meu lado, aqueles que olham por mim e que pedem simplesmente que eu reze por eles. Todos eles Senhor são dons que colocastes no meu caminho e aos quais agradeço imensamente. Sobre eles, sobre mim e sobre o ano novo te peço Senhor, derrama suas bênçãos hoje e sempre;

Amém!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal, festa da esperança! Programa espaço vida! Assista...


Paulinas on line TV


Estou neste programa falando sobre o Natal, festa da esperança...basta clicar no link da Paulinas on line TV!
Assista, foi ao ar hoje pela manhã.
Feliz Natal e abençoado 2011!
Paz e Bem!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal e abençoado 2011!

A todos os amigos e amigas do Pró-Vocações e Missões Franciscanas, seguidores do blog, colaboradores e aqueles que de uma forma ou outra chegaram até aqui, queremos desejar de coração um Natal abençoado e um Ano Novo pleno de tudo o que de melhor podemos desejar àqueles que estimamos.
Obrigado pelo carinho de todos que durante este ano estiveram unidos a nós através deste canal de comunicação.
Deus abençoe cada um no seu infinito amor de Pai!
Abraço com estima franciscana;

Equipe Pró-Vocações e Missões Franciscanas!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal do Ministro Provincial dos franciscanos!

São Francisco de Assis, por considerar o Natal a “festa das festas”, queria que todos os representantes do povo elaborassem um decreto para que, a cada ano, no dia de Natal, nenhum homem capturasse ou matasse as irmãs cotovias, que o boi e o burro recebessem a melhor forragem, que se desse ração dupla aos animais e que todas as pessoas, naquele dia, provessem com largueza os pobres por respeito ao Filho de Deus, reclinado num presépio (cf. EP 114).
Assim, também para nós, o Natal é a festa das festas, pois, a cada ano, nos é oferecida a possibilidade de duplicar os gestos mais nobres do cotidiano: a gratidão pela fraternidade universal, a comunhão com o diferente, o respeito pela vida, a encarnação do amor, a generosidade na partilha, o sentido da solidariedade e o espírito profético da paz em louvor ao Filho de Maria, o Príncipe da Paz. Por isso cantamos a glória de Deus nas alturas que, no Menino de Belém, nos torna instrumentos de Paz e de Bem!



A TODOS E A TODAS DESEJO UM
FELIZ E SANTO NATAL!
FELIZ ANO NOVO!



Frei Fidêncio Vanboemmel, ofm
Ministro Provincial

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PVF promove encontro de benfeitores em Niterói

O Pró-vocações e Missões Franciscanas (PVF) realizou, neste terceiro domingo do advento (12/12), o 1º Encontro de Benfeitores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O evento ocorreu na Paróquia Porciúncula de Sant'Anna, em Niterói/RJ, e foi conduzido por Frei Alvaci Mendes, que contou com o apoio de seu confrade, Frei Róger Brunorio, bem como da Juventude Franciscana(JUFRA), responsável pela animação fraterna do encontro e da Ordem Franciscana Secular (OFS).

Os 122 benfeitores presentes começaram a chegar por volta das 8h30. Após partilharem um rápido desjejum, eles se dirigiram ao salão paroquial, onde foram acolhidos por Frei Róger. A banda da Jufra animou e acolheu a todos com cantos franciscanos para, logo em seguida, Frei Alvaci tomar a palavra e apresentar-se aos presentes. Logo após, todos rezaram junto com Frei Róger, que fez a leitura da “Saudação das Virtudes” e da "Saudação da Bem-aventurada Virgem Maria", dois dos mais bonitos escritos de São Francisco de Assis.

Presidindo o evento, Frei Alvaci fez questão de saudar individualmente cada grupo regional de benfeitores, sendo eles: Petrópolis, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis e Niterói. Por fim, apresentou a benfeitora Célia, representante do Pró-Vocações na Paróquia Porciúncula e iniciou sua palestra.

O frei citou as semelhanças entre Nosso Senhor Jesus Cristo e o “pobrezinho de Assis”, apresentando dados biográficos de São Francisco. Mostrou também os números da Ordem dos Frades Menores (OFM) no Brasil, destacando, ainda, os serviços prestados pela Ordem mundo afora, sobretudo na Terra Santa; acentuando que nada disso seria possível sem a colaboração dos benfeitores, grande participantes da família franciscana.

Em seguida, exibiu-se o filme “Francisco de Assis”, produzido pelas Organizações Globo, para a Série Brava Gente (2006). Ato contínuo, frei Alvaci relembrou os 25 anos do PVF, comentando que o projeto teve início no Convento Santo Antônio, no Rio de Janeiro, e que hoje tem sua sede na cidade de São Paulo. O frade expôs os números de colaboradores por cidades e estados, ressaltando que através da formação dos frades e das missões da OFM, divulgar-se-á o carisma e a espiritualidade franciscana, cumprindo-se com o dever evangélico de espalhar a Boa-Nova.

Depois de abrir um espaço para os benfeitores fazerem perguntas, tirarem suas dúvidas e darem sugestões, Frei Alvaci exibiu um outro vídeo, este produzido pela Ordem dos Frades Menores por ocasião dos 800 anos do aprovação da Ordem Franciscana, que falava sobre as atividades missionárias da Ordem, seja junto às populações indígenas amazônicas, em defesa do meio ambiente e do direito dos pobres; seja em outras partes do mundo, em prol da dignidade humana. Encerrado o filme, todos participaram da Santa Missa concelebrada pelos freis Alvaci e Róger.

Ao final, os irmãos foram até o salão de festas da Paróquia para partilhar um delicioso almoço fraterno, preparado pelos membros da Ordem Franciscana Secular. O pároco, Frei Vilmar Alves, agradeceu e abençoou os presentes, que se divertiram muito com o sorteio de brindes franciscanos promovido pelos frades Alvaci e Róger.

Foi um dia de sensações agradáveis, onde a graça de Deus nos deu a certeza de que o trabalho realizado pelo PVF em parceria com seus benfeitores é peça fundamental para que continuemos a trilhar o sonho de Francisco e Clara de Assis, sob a proteção de Nossa Virgem Mãe, pelos méritos de Seu Glorioso Filho.

Thiago Damato, Secretário fraterno da Jufra-Porciúncula

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal, festa da esperança!

“O Cristo que veio, que vem e que virá”


Natal é a festa das luzes, da vida nova, das esperanças, da expectativa, de acreditar no amanhã e na mudança.
O natal se enche de luz porque numa gruta simples nasce um Deus, porque na pobreza e no abandono nasce a esperança de que a vida supera tudo, de que a vida é maior do que as dores, do que as hospedarias lotadas. O Natal por excelência é a festa da Luz: Cristo luz do mundo, sol nascente que nos vem sem ocaso (não foi por acaso que os cristãos escolheram a festa do Sol dos romanos para fazer dela o natal).
Vivemos na esperança de dias melhores, de uma vida nova, sempre que o fim de ano se aproxima, nos enchemos de energia e acreditamos que o novo ano poderá ser melhor, que coisas maiores faremos no ano que está por vir, de fato, na simplicidade de um Deus que se faz menino como nós, acreditamos que tudo renasce com ele. Parece-me que toda a humanidade se faz criança com Deus, as cestas de enchem de pão, as famílias se encontram, os olhos se enchem de lagrimas e de esperanças.
Sem duvida, natal é a festa da esperança, aquela que vem acompanhada da fé e da caridade, aquela que vem de mãos dadas com ambas. E sabe o que é mais bonito, é que a esperança ainda é uma menininha pequena, simples, humilde, ladiada por duas grandes senhoras: fé e caridade. A esperança vem no meio, caminha no meio delas, e quando nos parece que as duas é quem levam a esperança, na verdade é ela que conduz pela mão a caridade e a fé.
O cristo veio, vem em cada natal e virá de novo em sua glória. Nós vivemos aqui na espera, do novo que há de vir, na expectativa. No ad-vento de um mundo novo, na busca da paz e na certeza de que a pobreza do presépio nos faz ricos de Deus.
Neste espírito bonito que envolve nossos corações nesta expectativa, queremos desejar a todos um Santo e Feliz Natal, cheio da plenitude da graça e do bem. Queremos que o menino de fato renasça no coração daqueles que amam e que acreditam num mundo melhor. Natal é a festa da esperança, a festa da caridade, a festa da fé.
Deus abençoe cada um no seu infinito amor de Pai e que possamos cada dia ser cuidados por Ele, como Ele cuidou e providenciou um lugar para o seu Filho.


Feliz e Santo Natal queridos amigos e amigas do Pró-Vocações e Missões Franciscanas!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imaculada Conceição!

Devoção franciscana a Maria

A vida segundo o Evangelho serve, para Francisco, de base em vista de uma compreensão da revelação cristã: exige unidade entre esforço cotidiano e oração, encontro com Deus na vida cotidiana neste mundo e com os outros. Francisco nunca emite um pensamento de fé, um conceito teológico sem conexão com atitude vital global e sintética que possa abarcar a totalidade da existência.
Sua espiritualidade está estruturada em suas intuições básicas e concatenadas, a saber:
a) penitência ou conversão da vida carnal, ou seja, egocêntrica, para encontrar Cristo e Deus no irmão esquecido e abandonado à mercê das forças de morte presentes no mundo e na sociedade;
b) o consequente distanciamento destas forças, associando-se aos "menores";
c) a - pobreza voluntária para obrigar a sociedade a reconhecer, respeitar e honrar, através do retomo à Justiça, a dignidade ofendida dos pequenos; e, finalmente, a alegria ao pensar nas promessas escatológicas de Deus, em sua presença onde está o amor e na atualização da Páscoa em nossas celebrações.
São estes aspectos que Francisco encontra, reverencia, canta e Invoca em Maria.
Maria é, para Francisco, a "Senhora" pobre (2Cel 83) e Deus, escolhendo-a por Mãe, compartilha a pobreza com ela (2CtFi4-5) como caminho em vista da salvação dos homens, levando-os a viver a paternidade divina a partir de uma fraternidade humana renovada, que consiste na solidariedade real com os pobres, uma vez que, como dizia Francisco, é dignidade real e insígne nobreza "seguir o Senhor que, sendo rico, se fez pobre por nós" [2Cel 73) e partilham a pobreza salvífica de Jesus da qual devem participar todos os seus seguidores.
Ao exigir a pobreza dos frades, Francisco os coloca em relação com Cristo que foi "pobre e peregrino e vivia de esmola, ele mais a bem-aventurada Virgem e seus discípulos" (RNB 9,6). E a tua última vontade é "seguir a vida e a pobreza de nosso altíssimo Senhor Jesus Cristo e de sua Mãe santíssima e nela perseverar até o fim (UIV 1).
Era com lágrimas nos olhos que Francisco meditava na pobreza do Senhor Jesus Cristo e de sua Mãe (2Cel 2,00: LM 7, 1). Este pranto amargurado de Francisco diante do que Cristo e Maria passaram será mal entendido se não for colocado junto com a escolha de pobreza voluntária que fez e com
a honra que tributava a todos os pobres: a pobreza voluntária, unida à alegria que a acompanha, provém do fato de que para Francisco o Evangelho do Reino e da presença misteriosa de Deus em nosso meio se tomaram mais importantes do que os próprios interesses, e, para acolhê-los, é preciso
mesmo esquecer os interesses próprios, "converter-se", "fazer penitência".
O Deus que decidiu partilhar a pobreza com Maria tornando-se seu filho é o Deus novo que transforma em supremo o que é ínfimo, é o Deus diferente, que não age a partir de nossa lógica, que escolhe a pobreza e o pobre como seu "sacramento", como seu sinal e seu símbolo.
Celano o diz com multa felicidade ao falar da compaixão de Francisco para com os pobres. Francisco "se derretia todo pelos pobres". Desejava sempre "estender a mão (aos pobres)". Celano observa que ele "era de uma clemência nata" que tinha sido redobrada teologalmente: "redobrada pela piedade infusa". "Qualquer carência ou penúria que visse em alguém dirigia seu pensamento em rápida conversão para Cristo.
Via o Filho da pobre Senhora em todos os pobres, pois o levava nu em seu coração como ela o tinha carregado em seus braços" [2Cel 83). Neste aspecto também Francisco revela ter sido o pai dos teólogos franciscanos que não conhecem outra teologia, outra cristologia ou mariologia senão aquela que, refletindo sobre a vida de Cristo e de Maria, neles descobre aquilo que torna nossa existência melhor.
Francisco tem consciência que a salvação de Deus é para todos, mas sabe também que a maneira como ela se manifesta não é igual para todos: Deus, na encarnação - "kénosis", assumindo a condição pobre de sua Mãe e aceitando o sofrimento inerente à finitude humana, exalta os pobres e os humilhados, os fracos e os sofredores que, depois da glorificação de Cristo e de Maria, são o espelho no qual se Imprime e se perpetua a Imagem de Deus que se exprimiu entre nós, em Cristo e Maria, pobres e sofredores: "Quando vês um pobre, meu irmão, tens à frente um espelho do Senhor e de sua pobre Mãe. Também nos doentes deves ver as enfermidades que ele assumiu por nossa causa" (2Cel 85).
Por outro lado, Deus mesmo ao decidir manifestar-se a nós na pobreza de Jesus e de Maria e manifestando-se agora nos pobres e sofredores de todos os modos contesta o - mundo desumano, a fim de que todos os que são responsáveis por criar e manter esta situação desumana e, portanto, indigna da família de Deus, redescubram sua humanidade, afastando-se de tal situação como fez, de modo radical, Francisco com sua pobreza voluntária.
A devoção mariana permite ao Poverello viver esta dimensão teologal da pobreza e as mais profundas raízes da alegria dos "menores". Estes, em sua própria pobreza e na dos outros, experimentam como mais importante do que todos os interesses particulares, a presença de Deus no mundo e o seu Reino que vem.
É precisamente nesta alegria franciscana, pela presença divina, que a pobreza não é somente uma teoria, mas de grande eficácia: o Deus da alegria é o Deus que reverencia os pobres e denuncia forças tenebrosas que são causa de tanto sofrimento. Ao realizar esta denúncia Deus não prega o ódio aos que encarnam tais forças e se tornam seus instrumentos, aos que cedem a cobiças e ambições, mas partilhando com Maria a pobreza.
Francisco compreende a força presente na prática da pobreza evangélica, sem agressividade e ódio. Ao pobre que encontrou em Collestrada de Perúsia e que amaldiçoava "com ódio mortal" o patrão "que lhe havia tirado os bens", Francisco diz: "Irmão, pelo amor de Deus perdoa teu patrão: assim haverás de salvar tua alma..." (2Cel 89).
O amor cavaleiresco de Francisco por Maria certamente não é uma fantasia. Esta expressão, no entanto, é ambígua e pode levar a pensar numa devoção feita de "galanteios", quando na realidade se trata de expressão de uma piedade caracterizada pela participação na alegria de Maria que, em sua pobreza, se torna solidária dos pobres para participar na obra da encarnação de Deus, cuja paternidade só pode ser fundamentalmente invocada por aqueles que se unem a Cristo, e a tudo o que ele fez para que pudéssemos vencer a desumanidade do que sofre e possibilitar o nascimento de uma nova humanidade sob a única soberania de Deus.

Fonte: Dicionário Franciscano

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

São Francisco e o presépio!

Um fato que nem todos sabem é que São Francisco de Assis foi o responsável por um dos mais famosos símbolos do Natal: o presépio. A idéia nasceu do seu desejo de tornar as grandes verdades do Espírito uma realidade para todos.
Francisco amava as pessoas, desde o Papa em seu palácio - e conheceu pessoalmente dois deles - até os mendigos nas ruas, os ladrões nas montanhas, e principalmente os rejeitados, como os leprosos. Francisco amava os animais também. Ele amava os passarinhos. Muitas pessoas conhecem a história de como ele pregava para eles ao pousarem ao seu lado, e se iam embora quando ele os despedia.
Quando jovem, ele também quis ter posses e bens materiais, principalmente roupas bonitas, tecidos caros como o veludo e o cetim da loja de seu abastado pai, Pietro Bernardone. Naquela época, as pessoas exibiam as suas riquezas no seu modo de vestir, e Bernardone gostava de ver o seu filho, o jovem mais bem vestido da cidade, levar todos os outros jovens a se divertirem com música, dança e festas, pois isso era vantajoso para os seus negócios nos quais esperava que um dia Francisco se unisse a ele.
Francisco queria que todas as pessoas sentissem e vissem o mistério do Natal mais de perto, queria que as verdades de Deus fossem compreensíveis e acessíveis a todos, por isso, numa noite de dezembro, numa cidadezinha pequena chamada Greccio, perto de Assis, ele teve a idéia de mostrar-lhes como deveria ter sido, na realidade, o nascimento de Jesus, com toda a pobreza e desconforto.
Procurando, ele encontrou o lugar certo para isto: uma grande pilha de pedras numa montanha fria próxima ao vilarejo. Na fenda ao lado da encosta encontrou uma caverna. Ali decidiu reconstruir o presépio. Pegou um boi e um burro, e colocou uma imagem do menino Jesus numa manjedoura entre eles. As noticias do que ele fazia se espalhou por toda a região. Seguindo em direção a caverna da montanha desolada, se via à noite, um fluxo constante de homens, mulheres e crianças carregando tochas e velas para iluminar o seu caminho. Depois todos se aglomeravam à entrada da caverna olhando para dentro.
Até parecia que era meio-dia, escreveu alguém que esteve lá, naquela meia-noite cheia de alegria para homens e animais, a multidão se aproximava; todos tão felizes por estarem presentes na reconstrução do eterno mistério. O próprio Francisco cantou a historia do Evangelho com uma voz forte, doce e clara, conta o observador. Depois pregou para as pessoas, da maneira mais terna, sobre o nascimento do Rei pobre na pequena cidade de Belém.
Então, quando virmos um presépio no Natal, podemos nos lembrar de São Francisco, o homenzinho pobre tal como ele se denominava, conseguiu tornar grandes verdades tão reais para os outros como eram para ele.

21° Exposição Franciscana de Presépios
Local: Paróquia e Convento São Francisco de Assis
Largo São Francisco, 133 (ao lado da faculdade de Direito USP)
Abertura dia 08.12.2010 às 11h30
Visitação: de 09.12.2010 a 02.01.2011
das 10h às 18h - Todos os dias.
Entrada Gratuita.
Informações: 11- 3291 2400
www.franciscanos.org.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Campanha do PVF em Sorocaba!

Nos dias 19, 20 e 21 deste mês a Equipe do Pró-Vocações e Missões Franciscanas marcou presença na Paróquia São Francisco de Assis, Sorocaba – SP. A paróquia é atendida pelos frades da Província Franciscana da Imaculada Conceição e ao longo de sua história sempre foi explícito o carinho deste povo para com os frades e com São Francisco de Assis.
Através de reunião com lideranças, visitas nas comunidades, celebrações eucarísticas e divulgação da missão do PVF os paroquianos se sensibilizaram com a responsabilidade que possuem no que diz respeito a manter vivo na Igreja o despertar e acolhimento das vocações e o cuidado em dar continuidade ao processo de formação dos jovens seminaristas, muitos foram os que se mostraram dispostos a assumir este compromisso com generosidade e doação.
O ponto forte desta visita deu-se na manhã do domingo do dia 21, quando foi celebrada a missa de Cristo Rei do Universo no parque dos Espanhóis, todas as comunidades marcaram presença com alegria e muita devoção. Na reflexão frei Alvaci recordou umas das motivações da celebração o dia do leigo e da leiga e reforçou a importância dessa vocação na vida da Igreja e na vida das demais vocações, pois o leigo pela sua força e atuação sustenta a Igreja seja através de sua oração ou através de sua ação.
Fica o agradecimento a Fraternidade Bom Jesus, ao pároco Frei Cid Tadeu e de modo especial ao povo sorocabano que sempre esteve próximo dos frades franciscanos oferecendo novas vocações, rezando por elas e mantendo viva a espiritualidade Franciscana.

Pró-Vocações e Missões Franciscanas

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Saudação Franciscana

A saudação franciscana de "Paz e Bem" tem sua origem na descoberta e na vocação do envio dos discípulos, que São Francisco descobriu no Evangelho e, que ele colocou na Regra dos Frades Menores - "o modo de ir pelo mundo". Lucas (10,5) fala na saudação "A paz esteja nesta casa", e Francisco acrescenta que a saudação deve ser dada a todas as pessoas que os frades encontrarem pelo caminho: "O Senhor vos dê a paz".
No seu Testamento, Francisco revela que recebeu do Senhor mesmo esta saudação. Portanto, ela faz parte de sua inspiração original de vida: anunciar a paz. Muito antes de São Francisco, o Mestre Rufino (bispo de Assis, na época em que Francisco nasceu), já escrevera um tratado, "De Bono Pacis" - "O Bem da paz" e, que certamente deve ter influenciado a mística da paz na região de Assis. Haviam, então, diferentes formas de saudação da paz, entre elas a de "Paz e Bem".

A paz interior como fundamento da paz exteriorNa Legenda dos três companheiros (58), São Francisco dá para seus frades, o significado único para a paz:"A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações. Ninguém seja por vós provocado à ira ou ao escândalo, mas todos por vossa mansidão sejam levados à paz, a benignidade e à concórdia. Pois é para isso que fomos chamados: para curar os feridos, reanimar os abatidos e trazer de volta os que estão no erro".
Trata-se da paz do coração que conquistaram. Francisco exorta seus frades a anunciar a paz e a testemunhá-la com doçura, porque este é o único caminho de comunicação para atrair todos os homens para a verdadeira paz, a bondade e a concórdia.
A saudação da paz, como primeira palavra que os frades dirigem aos outros, tem o objetivo de abrir os corações à paz, isto é, à força espiritual interior: a paz interior da bem-aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade.

O Bem da paz - o "Sumo Bem"Deus Sumo Bem é a experiência fundamental de Francisco, o ponto de partida de sua espiritualidade. Nela se fundamenta a vida franciscana como resposta de amor, configurando o amado ao Amor. Portanto, "Bem" é Deus-Amor, é a caridade.
Deus, o Sumo Bem, chamou a todos a participarem do seu Ser, não no sentido de "soma de todos os bens divinos", mas Deus, enquanto "bem único". Por isso, a atitude típica de São Francisco é o êxtase adorante e a decisão de estar sempre a serviço deste Deus; um serviço que nasce da alegria da gratidão. É a atitude que projeta em Deus a completude de si mesmo, que leva a renúncia a tudo, até à posse de Deus. Francisco descobre neste "vazio", a presença de Deus, unicamente como "dom".
E é justamente este o sentido da resposta humana, a da conversão ao Bem, ao "Sumo Bem": aceitar Deus como centro absoluto da própria existência, e inserir-se no seu projeto tornando-se seu colaborador. Desta experiência nasce a "doçura", que enche a vida de Francisco, a sua necessidade de entregar tudo a Deus (pobreza), de render-lhe graças e louvá-lo sem cessar. Desta experiência nasce também a confiança de tudo arriscar, sabendo que Deus não o deixará desamparado.

"Paz e Bem" - A paz se constrói pela caridadePortanto, a saudação franciscana de "Paz e Bem" é um programa de vida, é uma forma evangélica de viver o espírito das bem-aventuranças. Nestas duas pequenas palavras se esconde um dinamismo e uma provocação: saudar alguém com "Paz e Bem" é o mesmo que dizer: o amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo e, por causa dEle, devemos viver a caridade - o Bem - entre nós.
Daí que, a paz só se constrói por meio da caridade (o Bem), porque a caridade é "forte como a morte" (ct 8,6); à qual ninguém resiste e, quando vem, mata o mal que fomos para que sejamos outro bem. A caridade gera a paz. A caridade está na paz assim como o espírito da vida está no corpo. A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve. A caridade vivifica os membros de Cristo, os une e os faz estar em harmonia num só corpo. Ela é como um cabo, em cuja parte superior foi aplicado um gancho que liga a divindade à humanidade, o cordão que o senhor colocou na terra e com o qual ergueu o homem para o céu" (Mestre Rufino).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Participe! 25 anos do PVF!

Estimados benfeitores e amigos do Pró-Vocações e Missões Franciscanas
Paz e Bem!
Passamos mais um ano juntos, 2010 se aproxima do fim. Quantas coisas construimos com você este ano: encontros, retiros, campanhas, dia com Maria e Frei Galvão, e, acima de tudo seu gesto de amor ajudou na formação de tantos jovens que querem continuar a busca do reino de Deus no meio dos homens a exemplo de Francisco e Clara de Assis.
Nossa ação de graças é dirigida à Deus pelo dom da sua vida e de podermos contar cada dia com a sua solidariedade. Não nos cansamos de dizer que somos uma grande fraternidade: a família dos benfeitores e amigos dos franciscanos, e mais, não nos cansamos de dizer que você faz parte desta família como nosso irmão, irmã, amigo, pai e mãe, filho e filha, padrinho e madrinha, avô e avó. Esta grande fraternidade nos une a todos.
Já às portas de 2011 nossa alegria ainda é maior, sabe porque? Porque no próximo ano estaremos celebrando o nosso jubileu de prata, os 25 anos de nossa família “Pró-Vocações e Missões Franciscanas”.
Quanta história construímos juntos, quantos jovens ajudamos a formar, quantas vocações franciscanas contaram com seu apoio, quantos missionários em Angola ou em diversas partes do mundo foram ajudados por você, enfim, desde aquele ano de 1976 em que tudo começou pela iniciativa de um frade e de alguns leigos já se passaram 25 anos.
E para celebrar esta festa estamos nos organizando para que 2011 seja um ano inteiro dedicado aos nossos benfeitores e amigos, afinal de contas, o Pró-Vocações não existe sem você e sem a sua participação. Deste modo iremos promover durante o ano todo: retiros, encontros por estados, dias com Maria e Frei Galvão e organizaremos uma grande caravana de benfeitores para o Seminário Santo Antônio, na cidade de Agudos. Para que você já possa ir se organizando deixamos abaixo alguns dados (as inscrições serão abertas posteriormente):


Caravana dos Benfeitores Franciscanos
Local: Seminário Santo Antônio
Cidade: Agudos – SP
Data: 23 a 26 de junho de 2011


Queremos que você sinta que este ano é de fato especial para todos nós, queremos acima de tudo que seja um ano de ação de graças pelo que conseguimos juntos e pelos religiosos e sacerdotes que ajudamos a formar nestes 25 anos de história.
Por isso, queremos que você se mobilize: participe de nossas campanhas e encontros que serão promovidos na sua região, convide amigos e conhecidos para também serem benfeitores, para participarem de nossa caravana e para ajudarem ainda mais a nossa família a crescer. Contamos com você para que o nosso ano jubilar seja verdadeiramente especial para todos nós.
Que São Francisco e Santa Clara de Assis que nos tem abençoado durante estes 25 anos, continuem derramando sobre cada um de nós e especialmente sobre você e sua família, todas as bênçãos e graças que vem do céu.
Com estima franciscana;


Pela equipe do Pró-Vocações e Missões Franciscanas
Frei Atílio Abati, OFM
Frei Alvaci Mendes da Luz, OFM

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A Criação!

Ao se falar em Francisco de Assis, liga-se logo o seu nome ao conceito de confraternização universal e harmonia com a natureza. Pois o simples fato de ver ele em tudo o reflexo da mão criadora e a constatar a comunhão existente com os seres, como revelação da bondade e da generosidade de Deus, sente-se arrebatado pelo deslumbramento e extasiado diante da imensidão deste espelho, o universo, a refletir um mundo vivo a falar de Deus aos homens, daí, Francisco não se contem e exclama: “Louvado sejas, meu Senhor, por todas as tuas criaturas”.
Em simplesmente “contemplar o sol, a lua e as estrelas do firmamento”, Francisco encantado, degusta a doçura e a beleza deste Artífice que tudo criou por amor. A existência do vento refrescante, a utilidade e fecundidade da água, a poderosa energia do fogo e a exuberante maternidade da terra, num entrelaçamento e comunhão com os homens, fá-lo prorromper em louvores: “Louvado sejas, meu Senhor”.
A beleza da criação, como expressão da bondade divina leva o Pobrezinho de Assis a uma transformação interior, irmanando-se com todas as criaturas, o livro aberto a falar das riquezas do Criador.
“Como peregrino neste mundo”, Francisco despoja-se totalmente para melhor seguir o Cristo pobre e humilde e renuncia o possuir e o dominar, para destarte estar em sintonia fraterna com tudo e com todos.
Por que sua incontida paixão por lugares ermos e solitários como Rivo-Torto, Fonte Colombo, Poggio Bustone, Greccio e Alverne? Porque ali ele encontra-se com a natureza e neste mergulho com as coisas criadas, convivendo com elas, pode saborear a fonte da vida: Deus. Nesta solidão, neste silêncio, neste clima de oração e contemplação, cercado pela natureza, embebe-se e embriaga-se da magnificência da suprema Beleza e do sumo Bem.
A criação é um reflexo da bondade divina. Transparece aqui a ação criadora, que a exemplo de Francisco, nos deveria a render graças ao Onipotente, pois vive-se numa grande irmanação com a natureza, que irradia esperança e projeta um mundo de harmonia
Diante do encanto desta sinfonia da criação, escreve São Boaventura: “É cego quem não vê os esplendores da criação. É surdo quem não desperta ante o conserto de tantas vozes. É mudo quem não louva a Deus. É tolo quem não reconhece a mão do Criador”. E continua o Santo: “É preciso abrir os olhos, soltar os lábios, para ver compreender, louvar, venerar, bendizer e glorificar a Deus”.

Frei Atílio Abati, ofm.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Convite

Caríssimos benfeitores e amigos
Paz e Bem!

É com alegria que os convido a participarem do encontro que estaremos promovendo na cidade de Niterói no próximo dia 12 de dezembro. Abaixo segue o convite com todos os dados, o encontro é voltado a todos os benfeitores das cidades de: Niterói, Petrópolis, Nilópolis, São João do Meriti e Duque de Caxias. Venha participar conosco, será um dia de oração e vivência fraterna. Seguem abaixo os dados:
Data: 12/12/2010
Horário: 09 hs
Igreja Porciúncula de Sant´Anna
Av. Roberto Silveira, 265
Icaraí - Niterói - RJ
Tel: (021) 2711-2499
Contribuição: 15 reais

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

As pílulas de Frei Galvão

Esclarecimentos sobre as pílulas de Frei Galvão

O que são as “Pílulas de Frei Galvão”?
Não são remédios de farmácia, mas pílulas devocionais. Tomadas com fé e com conversão de coração, podem servir como um sinal sacramental. O sacramental sempre se relaciona com Cristo, Maria ou com os Santos como medalhas, imagens ou terços, por exemplo.

Como surgiram essas “Pílulas”?
Nasceram do grande amor, zelo e caridade que Frei Galvão tinha para com os doentes. Um dia, não podendo visitar um jovem que estava com dores tremendas, escreveu em um pedacinho de papel uma invocação à Virgem Imaculada e disse ao portador: “Leve ao enfermo e diga-lhe para tomar isso como fé e devoção a Maria”. Daí aconteceu a cura. Mais tarde fez a mesma coisa para uma senhora em perigo de vida no parto. Ela e o filho se salvaram. Desse pedacinho de papel se originaram as “Pílulas”.

O que Frei Galvão escrevia nos pedacinhos de papel?
Post partum, Virgo, inviolata, permansisti; Dei genitrix, intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta, Mãe de Deus, intercede por nós.

Até hoje é a frase usada nas “pílulas”?
Como as pílulas devem ser tomadas?

Junto com a Novena, rezada durante 9 dias, toma-se três pílulas: no 1o dia, no 5o dia e no último dia da Novena.


O fato de tomar as pílulas dispensa a ida ao médico?

De jeito nenhum. Em caso de doença, nunca deixe de procurar o médico e seguir as suas recomendações. As curas alcançadas com o uso das pílulas de Frei Galvão são curas extraordinárias, que dependem da vontade de Deus e da nossa fé inabalável no Senhor.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Festa de Frei Galvão!




Tríduo Preparatório
Convento São Francisco

Pregador: Frei Hipólito Martendal

22/10 – 6ª-feira
Missa do Tríduo: 15h
Missas do dia: 7h30, 10h30, 12h, 15h e 18h30
Distribuição de pílulas: após a missa das 10h30 e das 15h

23/10 – Sábado
Missa do Tríduo: 15h
Missas do dia: 7h30, 10h30, 12h, 15h e 18h30
Distribuição de pílulas: após a missa das 10h30 e das 15h

24/10 – Domingo
Missa do Tríduo: 10h30
Missas do dia: 7h30, 10h30, 12h e 18h30
Distribuição de pílulas: após a missa das 10h30
Macarronada: 11h30 às 14h (Salão S. Dâmaso)

Festa de Frei Galvão
Missas: 7h30, 10h30, 12h, 15h e 18h30
Distribuição de pílulas: ao longo de todo o dia

ABERTURA DA SEMANA FRANCISCANA DA PAZ: após a missa das 10h30, no Largo São Francisco (a paz é possível: depende de cada um de nós!)
_______________

DURANTE O TRÍDUO E A FESTA
- Serviço de cantina, doces e salgados e o bolo de Frei Galvão
- Venda de pães e produtos da padaria dos Frades
- Serviço de bazar e artigos de artesanato
- Venda de artigos religiosos, pães de mel, vinhos, mel, sacolas confeccionadas no Convento

Paróquia e Santuário São Francisco
Largo São Francisco, 133 - CENTRO
São Paulo – SP fone: 3291-2400

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Frei Galvão! Filho e servo de Maria Santíssima!

“Saibam todos quantos esta carta e cédula virem, como eu, Frei Antônio de Sant´Anna Galvão, me entrego por filho e perpétuo escravo da Virgem Santíssima, minha Senhora, com doação livre, pura e perfeita de minha pessoa, para que de mim disponha conforme sua vontade, gosto e beneplácito, como verdadeira mãe e Senhora minha...
Nas vossas piedosíssimas mãos entrego meu corpo, alma e coração, entendimento, vontade e todos os demais sentidos, porque de hoje em diante corro por vossa conta e todo sou vosso...
E não haveis de consentir, pela vossa piedade, antes me tireis a vida, que ofender o vosso bendito Filho meu Senhor...e para que certamente alcance o que por mim indigno desmereço, vos peço pela paixão, morte e chagas de vosso Filho santíssimo, pela vossa pureza e Conceição Imaculada.
Rogo a todos os santos, que orem por vós e por mim e me sirvam de testemunhas irrefragáveis desta minha filial entrega e escravidão. E para que conste que esta minha determinação foi feita em meu perfeito juízo, faço esta cédula de minha própria letra, e assinada com o sangue do meu peito. Hoje, dia do patrocínio de minha Senhora e Mãe de Deus, 9 de novembro de 1766. De minha Senhora Maria Santíssima indigno servo,
Frei Antônio de Sant´Anna Galvão”

(trecho da cédula de consagração à Virgem Imaculada)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Frei Galvão!

Começo aqui uma série de postagens sobre Santo Antônio de Sant´Ana Galvão, o nosso querido Frei Galvão. O primeiro santo do Brasil e mesmo assim ainda pouco conhecido pelos seus compatriotas. Segue abaixo um primeiro texto sobre frei Galvão, o missionário da paz e da caridade, espero que gostem. Em breve publicaremos outros, visto que a festa dele - 25 de outubro - se aproxima. Obrigado pelas visitas ao blog e boa leitura:
A Ordem franciscana desde suas origens, vive o carisma missionário. Francisco, para levar o anúncio da Boa Nova, deixa o centro de Assis, deslocando-se para a periferia; deixa a cidade para pregar em outras cidades da Itália e, por fim, deixa o país para dirigir-se a outros países da Europa e da África, tão apenas para tornar o Cristo conhecido e amado.
Há mais de 200 anos, frei Galvão também viveu profundamente esta dimensão missionária, sobretudo no sul e sudeste do Brasil, mormente Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Ele encarnou o desejo de Francisco de Assis: “Para isto Jesus vos enviou ao mundo: para que por palavras e obras, deis testemunho de sua voz e a todos façais saber que não há outro Onipotente senão Ele” (Carta a toda Ordem 9).
Frei Galvão encarnou este desejo de Francisco e evangelizou por sua vida, palavras e testemunho, sendo um autêntico missionário.
Frei Galvão, neste seu ardor missionário, esteve sempre aberto, disponível e sensível aos anseios do ser humano e demonstrava preocupação pela sua salvação. Ele não fez senão semear, plantar, regar e colher na seara do Senhor, cooperando na expansão e dilatação do Reino de Deus em terras brasileiras. Não é em vão que o Santo do Brasil é chamado o "Apóstolo da Caridade e da Paz". A busca deste homem de Deus era a aproximação dos homens entre si, provocando a reconciliação, libertando das divisões, derrubando muros de separação, construindo a paz e a fraternidade.
Ele, no seu caminhar pobre, fraterno e itinerante queria estar junto ao povo, caminhar com ele, sentir seus problemas e levar-lhes o anúncio da Boa Nova. E assim, na simplicidade, no desapego e na oração evangelizava pelo testemunho, pela presença, pela solidariedade e pelo serviço.
Assim, percebemos o vigor missionário deste nosso Santo, que segundo o exemplo e vontade de Francisco de Assis, viveu o carisma missionário em nosso país, tornando-se ele o primeiro Santo brasileiro, para a glória de Deus e para o bem a Igreja.

Acompanhe aqui no blog os próximos textos sobre frei Galvão.

Pintura:"FREI GALVÃO SANTO DA NOSSA TERRA"- 2007 - OST 80X60 - Autor GILBERTO GOMES

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Seminário Frei Galvão


Especial sobre o Seminário Frei Galvão em Guaratinguetá - SP
Grande abraço aos visitantes do blog.
Paz e Bem!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mãe de Deus e nossa!

Belíssimo o evangelho das Bodas de Caná lido nesta solene comemoração da Virgem Aparecida.
Maria diz aos empregados da festa de casamento que ficara sem vinho e a nós: “Fazei o que ele vos disser”.
Vamos transcrever alguns textos marianos densos e belos que nos ajudam a amar Maria e nos tornamos seus devotos.
Ela não deixa que as coisas parem nela. Ela nos aponta Cristo.
Já que o anjo saudou a Maria com uma fórmula nova que não consegui encontra em nenhuma outra passagem das Escrituras, sinto-me não obrigação de dizer alguma coisa a esse respeito. Na verdade, não me lembro de outro lugar das Escrituras onde se pode ler a frase pronunciada pelo Anjo: “Alegra-te, ó cheia de graça”. Nunca se dirigiram tais palavras a um ser humano. Esta saudação foi reservada unicamente a Maria. Com efeito, se Maria tivesse sabido que uma fórmula deste gênero já tivesse sido dirigida a alguém - ela conhecia a Lei, era santa e conhecia bem os oráculos dos profetas – não teria manifestado espanto diante desta saudação tão insólita. Por isso o Anjo lhe disse: “Não temas, Maria...”. Orígenes (em torno de 254)
O Anjo anunciara à Virgem Maria coisas misteriosas. Para fortalecer sua fé com um exemplo anunciou-lhe a maternidade de uma mulher idosa e estéril, como prova de que é possível a Deus tudo o que ele quer. Logo ao ouvir a notícia, Maria dirigiu-se às montanhas não por falta de fé na profecia ou falta de confiança na mensagem, nem por duvidar do exemplo dado, mas guiada pela felicidade de ver cumprida a promessa, levada pela vontade de prestar um serviço, movida pelo impulso interior de sua alegria. Já plena de Deus, aonde ir depressa senão às alturas? A graça do Espírito Santo ignora a lentidão. Manifestam-se imediatamente os benefícios da chegada de Maria e da presença do Senhor, pois quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança exultou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo Ambrósio de Milão (+ 397).
Chegou a hora, diz o Senhor, de tomar-te como companheira, minha Mãe. Por isso, porque encheste de alegria a terra e aos que nela moram, da mesma forma agora, cheia de graça, trazes também alegria aos céus (...). Vem cheia de exultação. Alegria também agora para ti porque tens sempre a dignidade daquele que é cheia de graças. Como quando estavas para conceber te foi dito que te alegrasses, também alegra-te agora que te chamo de volta. Germano de Constantinopla (+733)
A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: Fazei tudo o que ele vos disser (Jo 2,5). E como outrora em Caná da Galiléia, encaminha aos filhos as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. João Paulo II(2005)

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Seja Frade Franciscano!

Se você deseja ser frade franciscano, quer fazer acompanhamento vocacional em alguma paróquia franciscana ou quer saber mais sobre a vida de São Francisco e a Ordem dos Frades Menores por ele fundada, entre em contato conosco:


Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Pró-Vocações e Missões Franciscanas
profranc@uol.com.br
pvf@franciscanos.org.br
fone: 011-32912415


Fraterno abraço e abençoado mês franciscano a todos!
Paz e Bem!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

São Francisco!

Disponibilizo abaixo, a todos os leitores do blog, o belo texto do ex-ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Giacomo Bini, no qual resplandece o milagre evangélico chamado Francisco de Assis. Espero que gostem e aproveitem para uma reflexão pessoal visto que nos aproximamos da festa deste grande homem!
Por que a ti, Francisco?
Giacomo Bini, OFM


Ninguém duvida da atualidade e da força de atração da mensagem evangélica encarnada por São Francisco há oito séculos. De fato, o testemunho do Poverello de Assis ultrapassa os confins de sua época, de sua cultura. É impossível confiná-lo dentro de uma confissão religiosa e, muito menos, considerá-lo como uma "propriedade privada" de seus seguidores. Trata-se de uma experiência espiritual com uma dinâmica particular, com um fascínio, que não pode ser circunscrito a um momento histórico ou a um determinado grupo. Sempre que se tenta encerrar sua mensagem em definições, sempre que se pensa haver encontrado a fórmula de sua mensagem e tê-la assimilado, sua riqueza explode em conteúdos e modalidades surpreendentemente novas. O aparecimento, ao longo dos séculos, de sucessivas famílias religiosas e grupos que se alimentam de seu carisma, como também as várias tentativas de "reforma" das ordens franciscanas, são um sinal evidente dessa inquieta riqueza.
Trata-se de uma mensagem, de uma espiritualidade, que reivindica sua liberdade, sua alegria de existir. Parece encontrar a própria casa só quando não tem casa.
Desde que, na praça de Assis, diante do Bispo e dos concidadãos estupefatos, Francisco se despojou, restituindo tudo ao pai, com as palavras: "Daqui pra frente poderei dizer com liberdade: Pai nosso que estais nos céus... e não mais meu pai Pedro Bernardone, ele e sua mensagem não suportam mais nenhuma escravidão. Nenhum hábito será mais de seu tamanho.
"Francisco, por que todo o mundo corre atrás de ti, e parece que todos querem ver-te, ouvir-te e obedecer-te? Francisco, por que todos correm a ti?" (Fioretti, 10). A pergunta de Frei Masseu receberia hoje as respostas mais diversas: por causa do espírito poético, por causa de seu amor pela natureza e pelas criaturas, por causa de sua total partilha com os mais pobres, por causa de sua capacidade de reconciliar e pacificar... A lista poderia continuar, ou melhor, cada século tem sua lista com as próprias respostas. Cada família, cada instituto franciscano, entre as centenas que nasceram no curso da história, pode reivindicar e definir seu símbolo, seu "hábito", sua estrutura, seu compromisso social; mas infeliz de quem vê nessas obras, ou em outras formas externas, a realização definitiva da espiritualidade franciscana! Francisco repete a cada um: "Não quero que me falem de nenhuma regra, nem de São Bento nem de Santo Agostinho nem de São Bernardo, nem de outro ideal ou maneira de viver diversa daquela que o Senhor, em sua misericórdia, se dignou revelar-me e ensinar. O Senhor manifestou o desejo de que eu seja um novo insensato nesse mundo..." (Esp. 68, cfr. 1Cor 4,10).
O "milagre evangélico" de nome Francisco nasceu quando ele substituiu a eficiência de uma vida baseada sobre o comércio e a acumulação, o ideal cavalheiresco que todos sabiam que tinha, pela imagem do Cristo pobre, pela imagem de um Deus que se revela na pobreza, na fragilidade, na expropriação, no mais radical dom de si: "O Filho do homem não tem onde pousar a cabeça". Nessa "insegurança" vivida pelo Filho de Deus na terra, o santo de Assis encontrou sua segurança, o ponto de referência, o horizonte claro, tão fascinante, tão nítido que tudo em torno dele mudou de rosto e de significado. Nascem relações novas, profundas, livres e libertadoras. Tudo é potencializado: suas intuições sempre novas, sua afetividade sem limites, sua fantasia simbólica que, ano após ano, se torna cada vez mais audaz e confiante. Tudo é vivido em simplicidade e unidade, olhando para o horizonte determinante: "Agora posso dizer com liberdade: Pai nosso que estais nos céus". Sua pobreza é fazer nele espaço ao Espírito, que multiplica a capacidade criativa que vem de Deus e só de Deus.
Por que Francisco encanta ainda e não deixa a gente "dormir" em paz?
Porque aponta diretamente para a Boa Nova, convida e incita a cada um de nós a um encontro frontal com a mensagem do Evangelho. "Agora toca a ti, ao teu corpo, ao teu coração dar carne ao Evangelho, com coragem e sem hesitações. Estás nos braços de Deus Pai, não tenhas medo!" Francisco encanta, porque revela e expressa todas as possibilidades existentes em nós, mas que tantas vezes não conseguimos liberar, porque estamos muito voltados para nós mesmos e isso nos sufoca e angustia. O abandono em Deus despertou em Francisco a confiança em si mesmo como objeto dos inexauríveis dons de Deus e das infinitas possibilidades que a pessoa tem de expressar-se; revelou-lhe a alegria da expropriação radical e da liberdade para o Reino; abriu-o à fecundidade inesgotável do relacionamento com as pessoas e com o mundo criado, transformando-o no homem de diálogo, da comunhão e da paz. Esse abandono total, parecido ao da criança que tudo espera de seus pais, vai sendo conquistado dia a dia, na ausculta da Palavra, quase diria, defendendo Deus de nós mesmos, percorrendo com audácia os vários caminhos da espoliação.
"Francisco, diz o primeiro biógrafo, parecia um homem do outro mundo" (1Cel 36): de um mundo mais humano, fraterno, respeitoso, solidário; o mundo que todos desejamos e com o qual sonhamos. Poderia ser o mundo do terceiro milênio, se não suportarmos passivamente as imposições das infindáveis formas idolátricas e egocêntricas que nos são impostas, mas acolhermos, com um coração renovado, o projeto originário de Deus em nós. É essencial reapropriar-nos, com entusiasmo, da novidade da mensagem do Evangelho transmitida pelo original fascínio de Francisco, dando-lhe novas formas mais transparentes, mais eloqüentes, mais significativas, encontrando "odres novos para o vinho novo", de tal maneira que a nossa vida seja um anúncio coerente Daquele em quem pusemos nossa esperança. A cada um de nós, homem ou mulher, é dirigido o recado que o Poverello deixou na hora da morte: "Eu fiz a minha parte, Cristo vos ensine a fazer a vossa" (2Cel 214).
Francisco nos deixou um conteúdo "nu" como nu estava ele na praça de Assis. Deixou-nos uma mensagem clara para ser encarnada e testemunhada.
"Por que a ti, Francisco?" Quando Francisco passava pelas estradas, todos corriam atrás dele, porque percebiam que nele havia bem mais que ele mesmo. Cabe a nós dar novo vigor, concretude e atualidade a esta mensagem. Não podemos frustrar as esperanças do mundo em que vivemos.

Evangelho do dia 30 de Setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Francisco! Primavera de Assis!

Se aproxima o fim de setembro e com o fim deste a aurora do mês franciscano: Outubro. Hoje iniciamos a primavera no hemisfério sul. Para celebrar este dia, visto que nos aproximamos da festa de Francisco de Assis, disponho abaixo uma pequena reflexão sobre o santo de Assis. Espero que gostem!


Falar em Francisco é falar da fraternidade universal, é celebrar o entrelaçamento existente entre todos os seres e a natureza, é degustar a harmonia e a comunhão que emanam da criação, é ver em tudo e em todos irmãos e irmãs.
Torna-se, pois atual o anseio de São Francisco de “Paz e Bem”! A paz e o bem nos asseguram uma vida sem desuniões, sem rixas, sem injustiças, sem brigas e sem discórdias.
São Francisco, cuja festa celebramos neste 04 de outubro, na Idade Média, preocupava-se com a paz entre os homens. Por isso introduziu junto ao povo a saudação “Paz e Bem”! Seu tempo prismava pelos desencontros e desentendimentos entre os homens e pelos conflitos e escaramuças entre cidades.
Como o homem da paz, da fraternidade e da reconciliação, Francisco partia do princípio de que “todos somos irmãos”. Daí a urgência da reconciliação, da vivência do amor e do relacionamento fraterno. Assim implantar-se-ia, neste mundo, a nossa casa comum, a fraternidade. Só assim gerar-se-ia a sadia convivência humana e estreitar-se-iam os laços da unidade com todo ser criado. Só assim construir-se-ia a justiça, a solidariedade e a civilização do amor. Então, o nosso planeta terra tornar-se-ia o espaço onde cada um seria “irmão de todos e de todos irmão”.
Francisco sentia e acreditava que confraternizar-se com todos os homens e com todas as criaturas, eqüivalia a optar por uma visão do mundo e da história, onde o amor supera o ódio, onde a harmonia neutraliza as divisões, onde o diálogo opõe-se a fechamento, onde a dominação cede lugar à convivência pacífica, para o surgimento de um mundo novo, onde se celebra a alegria, a harmonia, o perdão e a paz.
“Se São Francisco não existisse seria preciso inventá-lo”! Mais: “Deus estava contente ao criar Francisco de Assis”, graças a tudo aquilo que iria realizar em vida.
Vivamos e celebremos bem o dia de Francisco. O irmão Universal!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Seja Franciscano!

Benfeitores de Agudos e região!

Pró-Vocações promove encontro com benfeitores de Agudos e região

No último dia 19 de setembro, aconteceu nas dependências do seminário Santo Antônio, em Agudos, o encontro/retiro dos benfeitores franciscanos das cidades de Agudos, Bauru, Borebi e Lençóis Paulista.
Este dia de encontro, tem como objetivo principal uma das prioridades do Pró-Vocações e Missões Franciscanas, que é a de divulgar a espiritualidade e o carisma franciscano entre os nossos benfeitores. Sendo assim, o tema do encontro foi: “Um dia com São Francisco”, dia em que falamos sobre as vidas de Francisco e Clara, sobre o inicio da caminhada franciscana, os 800 anos do carisma, a Ordem Franciscana Secular, a Jufra, entre outros.
Os benfeitores por sua vez, agradeceram muito o fato de poderem se encontrar e poderem se sentir membros de uma grande família de “amigos” dos franciscanos. Acima de tudo eles se sentem participantes deste belo ideal de vida começado por Francisco de Assis.
Na programação do dia tivemos a celebração da eucaristia juntamente com os frades e seminaristas da casa, palestra sobre a vida de Francisco e Clara, orações, apresentação de música, almoço com os seminaristas, visita ao museu e por fim uma caminhada franciscana até a imagem de Nossa Senhora Imaculada onde encerramos o nosso terço e o nosso “Dia com São Francisco”
De modo particular queremos agradecer a todos os benfeitores que estiveram presente, bem como, aos seminaristas que nos ajudaram muito com toda a sua animação e jovialidade. A todos o nosso muito obrigado pelo carinho e atenção e aos nossos benfeitores as bênçãos pelo gesto generoso de amor às vocações franciscanas.
Que São Francisco e Santa Clara os protejam sempre.
Frei Alvaci, OFM

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Francisco de Assis! Chagado por amor!

Francisco, servo verdadeiramente fiel e ministro de Cristo, dois anos antes de devolver o espírito ao céu, como tivesse começado, num lugar alto à parte que se chama Monte Alverne, um jejum quaresmal em honra do Arcanjo Miguel, inundado mais profusamente pela suavidade da contemplação do alto e abrasado pela chama mais ardente dos desejos celestes, começou a sentir mais copiosamente os dons da ação do alto. Então, enquanto se elevava a Deus pelos seráficos ardores dos desejos e o afeto se transformava em compassiva ternura para com aquele que por caridade excessiva quis ser crucificado, numa manhã, pela Festa da Exaltação da Santa Cruz, rezando na parte lateral do monte, ele viu como que a figura de um Serafim que tinha seis asas tão fúlgidas quão inflamadas a descer da sublimidade dos céus, o qual, chegando com um voo rapidíssimo num lugar no ar próximo ao homem de Deus, apareceu não somente alado, mas também crucificado, tendo as mãos e os pés estendidos e pregados à cruz e as asas de modo tão maravilhoso dispostas de uma e de outra parte que elevava duas sobre a cabeça, estendia duas para voar e com as outras duas velava o corpo, envolvendo-o todo.
Vendo isso, Francisco ficou fortemente estupefato, e seu espirito experimentou alegria misturada com dor: enquanto que na graciosa forma de Cristo que lhe aparecia de maneira tão maravilhosa quão familiar ele concebia uma extrema alegria, a cruel crucifixão contemplada transpassava a sua alma com a espada da dor da compaixão. Na verdade instruindo-o interiormente aquele que lhe aparecia exteriormente, ele compreendeu que, embora a dor da paixão não fosse de forma alguma compatível com a imortalidade do espirito seráfico, no entanto, tal visão fora apresentada aos seus olhos para que o próprio amigo de Cristo soubesse de antemão que devia transformar-se totalmente, não pelo martírio da carne, mas pelo incêndio do espírito, na semelhança expressa do Cristo Jesus crucificado. Então, depois de um colóquio secreto e familiar, ao desaparecer, a visão inflamou-lhe interiormente o espírito com ardor seráfico e marcou-lhe exteriormente a carne com a imagem do Crucificado, como se ao poder prévio de derreter do fogo seguisse uma impressão do selo.
O fato é que, imediatamente começaram a aparecer em seus mãos e pés os sinais dos cravos, aparecendo as cabeças deles na parte interior das mãos e na parte superior dos pés e saindo as pontas da parte oposta.
De fato, este homem bem aventurado apareceu dignamente marcado por este privilégio especial, pois que todo o esforço dele, tanto em público quanto em particular, se voltava para a cruz do Senhor.

São Boaventura – frade franciscano, teólogo e doutor da Igreja

Franciscanos Especial - Mês da Bíblia

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chagas de São Francisco! 17 de setembro!

O SENTIDO E O SIGNIFICADO DAS CHAGAS DE SÃO FRANCISCO

Mais do que desvendar o caráter histórico das Chagas de São Francisco, importa refletir sobre a experiência de vida que se esconde sobre este fato. O que significa a expressão de Celano "levava a cruz enraizada em seu coração"? O que isso significou para o próprio Francisco? Há um significado para nós hoje, naquilo que com ele ocorreu?

Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em "seguir as pegadas de Jesus Cristo". Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença.

O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu 'ego'. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade - "amou-os até o fim" - , e ele percorre este mesmo caminho.

O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o 'negativo' dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o 'diabólico', rompendo com o farisaísmo e a autosuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é de fato livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros.

O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: "Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga" (Lc 9,23). Não vivemos num mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o 'negativo', de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida.

São Francisco não contentou-se em unicamente seguir o Cristo. No seu encantamento com a pessoa do Filho de Deus, assemelhou-se e configurou-se com Ele. Este seu modo de viver está expresso na "perfeita alegria", tema central da espiritualidade franciscana: "Acima de todos os dons e graças do Espírito Santo, está o de vencer-se a si mesmo, porque dos todos outros dons não podemos nos gloriar, mas na cruz da tribulação de cada sofrimento nós podemos nos gloriar porque isso é nosso".

Frei Régis G. Ribeiro Daher

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Há uma luz maior!

Vale a pena prestar atenção na letra dessa música...
conheci esta canção neste fim de semana. 
Recomendo a todos.
Paz e Bem!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Natividade de Maria!

A festividade do nascimento da Mãe de Deus tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Porque foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.
Fazendo uso desta referência, encontramos citações de São João Damasceno em sua Homilia sobre a Natividade de Maria: "Hoje é o começo da salvação do mundo, porque na Santa Probática foi-nos gerada a Mãe de Deus através de quem o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, nos foi gerado."
Considerado o nascimento de Maria como o início histórico da obra da Redenção, o Calendário Litúrgico Bizantino abre suas portas festejando o nascimento da Virgem: "A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas".
Maria é apresentada pela Liturgia como a "Virgem bela e Gloriosa" que Deus amou com predileção deste a sua eternidade desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus e de Bem-aventurada Virgem.
Segundo o espírito da Igreja, devemos celebrar a Festa da Natividade com santa Alegria, porque o nascimento de Maria é a aurora de nossa salvação. Com o seu nascimento é anunciado ao mundo a boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós.
«Alegrem-se, portanto, os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam a séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria . Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.»
Visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria e os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.
Na vida da Virgem Maria a ordinariedade dos fatos sempre lhe acompanhou. Aquela que vivia o seu cotidiano de maneira despercebida aos olhos dos homens dá à Luz o Salvador. A humildade também lhe era característica pois ela sendo Rainha apresentou-se sempre como serva obediente.
Tem-se poucos registros históricos da cidade onde nascera Maria , mas por ser conhecida como "A Virgem de Nazaré", intui-se que foi lá que Joaquim e Ana (avós de Jesus) receberam de Deus a pequena Maria.
O mundo continuou seu curso dando importância a outros acontecimentos que depois seriam completamente esquecidos. Para Deus a grandeza dos fatos não está na proporção dos aplausos que o mundo lhe oferece, mas na serenidade de sua aceitação cumprindo a sua vontade.
Com freqüência as coisas importantes para Deus passam despercebidas aos olhos dos homens.
Cresceu como todas as jovens, mas se distinguia por ser toda de Deus, guardando tudo em seu coração". A sua vida ,tão cheia de normalidade, ensina-nos a agir em tudo com olhos postos em Deus numa perpétua oferenda ao Senhor.
Maria é a aurora que preconiza a vinda do Sol, o Sol da justiça que traz à luz aqueles que estão nas trevas.

sábado, 4 de setembro de 2010

Dia da Amazônia


Dia 05 de setembro
Dia da Amazônia

Venho, por meio desta, lembrar todos os confrades e comunidades que no próximo dia 05 de setembro celebramos o “Dia da Amazônia”. Nesta data, como já combinado na última assembleia do SIFEM e a pedido da CFMB, devemos lembrar em nossas comunidades e suas celebrações do fim de semana mais próximo do dia 05 o nosso compromisso com a Amazônia e com toda a sua realidade, sobretudo, neste momento que gestamos novos projetos de presenças naquelas realidades, tanto em nível de CFMB quanto de UCLAF/OFM. Estes projetos precisam tornar-se realidade o quanto antes, pois tempo urge. Então devemos nos empenhar no compromisso e na disponibilidade de orações, irmãos e financeiro. Por isso, o convite é que além das orações neste fim de semana, cada comunidade se empenhe em fazer ao menos uma coleta no próximo fim de semana que se reverta para o fundo das missões da CFMB na Amazônia que está sendo custodiado na Custódia de São Benedito da Amazônia. 1 – A importância da Amazônia para a Ordem dos Frades Menores a) Peculiaridades da Amazônia: riqueza natural. "A Amazônia é um dos maiores, diversos, complexos e ricos biomas do mundo. Vista a partir do cosmo, a Amazônia pan-americana ocupa uma área de 7,01 milhões de Km² e corresponde a 5% da superfície da terra, 40% da América do Sul, 59% do Brasil. Contém 20% da disponibilidade mundial de água doce não-congelada e 80% da água disponível no território brasileiro. Abriga 34% das reservas mundiais de florestas e uma gigantesca reserva de minérios. Sua diversidade biológica de ecossistemas, espécies e germoplasma é a mais intensa e rica do planeta: cerca de 30% de todas as espécies de fauna e flora do mundo encontram-se nesta região. O sistema fluvial Amazonas-Solimões-Ucayally representa o mais extenso rio do mundo, com 6.671 Km; a bacia hidrográfica do rio Amazonas é constituída por cerca de 1.100 rios, e o rio Amazonas joga no Oceano Atlântico entre 200 a 220 mil metros cúbicos de água por segundo, o que representa 15,5% de toda água doce que entra diariamente nos oceanos" (CF 2007, 15). Riqueza humana e cultural: A Amazônia conta com uma população de 23 milhões de habitantes, entre os quais 165 são povos indígenas e 65 povos são não contactados. Além da rica biodiversidade, nela se encontra uma rica diversidade cultural, lingüística e religiosa. Em particular os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas vivem em harmonia com a natureza e mostram que é possível conviver com a floresta e os rios sem a necessidade de mercantilização e devastação. b) Os desafios atuais: a Amazônia sofre os efeitos devastadores da lógica da mercantilização de todas as coisas. Ela desafia a recolocar a pessoa humana no “jardim”, a recuperar a sacralidade do cosmo e recriar as relações de reciprocidade e de fraternidade entre todas as criaturas. Os povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas carregam em si as sementes que nos ajudam a adquirir uma nova visão da vida. A Amazônia é atualmente palco de no mínimo duas vertentes fundamentais de um novo colonialismo: o avanço do agronegócio, das mineradoras, das madeireiras e outros projetos de exploração que implicam numa ampla devastação e destruição das florestas, dos rios e das populações tradicionais; a privatização e apropriação de vastas áreas de florestas em vista do acúmulo de créditos de carbono e dos recursos genéticos, sendo que as populações ali existentes são pagas para conservar, porém lhes é tirada a condição de sujeito social (colonialismo verde). Junto se verifica o progressivo processo de privatização da água doce, uma rápida degradação do ambiente onde se localizam as principais nascentes dos grandes rios da bacia amazônica, a presença de rotas de tráfico de drogas, a invasão dos grupos econômicos com seus grandes projetos de exploração que forçam as populações a migrarem para os grandes centros urbanos, onde caem na miséria, na prostituição, nas drogas, etc. c) A presença franciscana: os frades menores estão presentes nesta região desde o século XVI. Ao longo deste tempo a presença franciscana se manteve praticamente ininterrupta. A partir dos inícios do século XIX, esta presença se diversificou e ampliou com a vinda dos frades capuchinhos, da TOR e das congregações franciscanas femininas. Esta presença tem a característica de ser pouco numerosa e desarticulada entre si e predominantemente de missionários/as estrangeiros/as. A partir do século XX, a Igreja confiou grandes territórios de missão (Prelazias, Prefeituras e Vicariatos) aos franciscanos em seus diferentes ramos. d) Lugar de missão franciscana: a Amazônia carrega em seu ventre sementes e paradigmas que significam o futuro do planeta e da humanidade. A sua imensa riqueza natural pode representar um ponto de equilíbrio no conjunto da nossa casa comum. A sua variada riqueza humana, cultural e religiosa pode contribuir para um novo estilo de vida em base à gratuidade, simplicidade, reciprocidade, dignidade, sacralidade, sentido da festa. Esta realidade nos desafia ao diálogo ecumênico, inter-religioso e inter-cultural. Nós, a partir do carisma franciscano, podemos encontrar neste chão, condições favoráveis para resgatar muito da vitalidade das nossas origens: a visão da sacralidade de toda a criação, as relações de reciprocidade, de fraternidade, de não-apropriação das coisas e da terra, a austeridade, a itinerância e a mobilidade. Por outro lado, somos desafiados a dar a nossa contribuição no que tange as realidades fundamentais: defesa e promoção da vida; valorização da diversidade cultural e aprendizagem dos processos de inculturação; acolhida da religiosidade popular; compromisso com a integridade da criação; sintonia e comunhão com a Igreja local na busca por encarnação na realidade e por uma evangelização libertadora. Iluminados pelo Espírito do Senhor, inspirados pelo carisma franciscano e obedientes aos documentos da Igreja (Documento de Aparecida) e da Igreja da Amazônia (Documento “Discípulos Missionários na Amazônia”), sob a proteção de Nossa Senhora da Amazônia e sensibilizados pelos clamores dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, populações das periferias, migrantes e refugiados reafirmamos o nosso compromisso com a missão neste chão. Quem nos convoca é o próprio Deus Trindade. Nossa resposta de frades menores, à luz dos sinais dos tempos, a serviço do Reino de Deus, é a de sermos fiéis discípulos e missionários de Jesus Cristo e fiéis a S. Francisco e seu/nosso carisma. Também, pedimos à Mãe de Deus que zele por todos os povos da Amazônia. Ela, que é a estrela da evangelização, guie os nossos passos no caminho do Reino: Mãe Nossa, protegei a família brasileira e latino-americana e ajudai-nos a fazer tudo o que o vosso Filho nos disser. Amém! Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM Coordenador do SIFEM/CFMB